Além do blog onde encontra-se uma mensagem do Salmo 4, compartilho com os colegas o texto de Lucas.
Texto: Lucas 24.36-49
Tema: Hálito do Espirito Santo!
Medo fez com que os discípulos se fechassem para o mundo. Estavam com as portas trancadas. Mesmo cheios de dúvidas e desespero, os discípulos cultivavam uma doce memória de Jesus.
Nesse cenário, Jesus se aproxima deles e lhes diz algo muito precioso: "paz seja convosco".
Discípulos intranquilos precisavam ser apaziguados da turbulência do seu espírito. Será que eles haviam abandonado suas vidas e foram enganados? Teria Jesus os enganado, e eles iludidos por uma falsa
interpretação de Reino terreno e político se deixaram levar nesse engano?
Jesus ressuscitou! Aparece aos seus discípulos oferecendo-lhes a paz e os tranquilizando e reafirmando que não haviam sido enganados.
Em momentos de angústia as pessoas precisam de paz. Muitos vivem suas vidas inquietas. Nessa apreensão, buscam paz para suas almas.
Salomão, conforme relatado no livro de Eclesiastes, buscou paz nos prazeres, no trabalho, nas riquezas, na sabedoria. No entanto, essas busca foi frustrada. Nos prazeres se aborreceu da vida; no trabalho,
passou a invejar os mortos; nas riquezas observou que era o mesmo que correr atrás do vento; na sabedoria nunca encontrou um momento de tranquilidade, mas labor e vexames.
Quem de nós já não viveu momentos de angústia? E nesses momentos, muitos buscaram e buscam paz para alma nos prazeres, trabalho, riquezas e sabedoria?
O apostolo Paulo na carta aos cristãos da Ásia Menor escreveu que "Cristo é a nossa paz" (Ef 2.14). A mãe da paz, a própria paz, é saber que Cristo ressuscitou e que os mortos também ressuscitarão.
A paz está no perdão de Jesus! Ao falar para seus agitados discípulos, "paz seja convosco", Jesus tranquiliza os seus que a morte, o inferno e o diabo foram vencidos e que agora havia paz entre os
homens e Deus.
Essa mensagem de paz da boca do Jesus ressuscitados causa estranheza para um mundo que vive refém das provas cientificas e cheias de dúvidas em questões espirituais. Absorve-se coisas e fatos terrenos
como verdadeiros e fatos e coisas divinas e espirituais são questionadas e lentamente absorvidas.
O ser humano tornou-se insensato para as coisas concernentes a Deus e sábios e argumentativo para as coisas humanas. Dessa forma a vida reduziu-se a existência ao aqui e agora e a ressurreição deixou
de ser uma realidade imprescindível.
Ressurreição, vida eterna, é incompreensível a nossa razão humana limitada. E devido a essa limitação racional, surgem dúvidas e incompreensão quanto a ressurreição e vida eterna.
O apostolo Paulo na carta aos Filipenses (Fp 2.4) diz que a dúvida é como uma disputa. Quem vive em dúvida é alguém que vive disputando entre isso e aquilo. A dúvida é maior disputa interna do ser
humano.
Os discípulos viviam essa disputa, por isso estavam trancados, tanto naquele domingo de páscoa, bem como uma semana depois. Tomé teve dúvidas. Os discípulos que votavam a Emaús tinham dúvida. Viviam
uma intensa disputa. Assim, Jesus se aproxima e para que não haja titubeação, dá a eles provas reais da ressurreição. Jesus disse: "apalpai-me e vede" (Lc 24.39). Apalpe-me, pois não sou demônio destítuido de corpo. Jesus comeu com eles para mostrar que não
era um fantasma. Jesus ressuscitou e isso deu paz aos discípulos tanto que os vemos saindo de Jerusalém, saindo da casa trancada e ido para Betânia, depois voltando para Jerusalém e assim pelo poder do Espírito Santo, testemunhando.
A paz de Jesus não era novidade, apesar da ressurreição ser. A paz de Jesus já foi anunciada desde a queda em pecado (Gn 3.15). Conforme disse Jesus para os seus discípulos, a paz de Cristo havia sido
anunciada por Moisés no Pentateuco, pelos profetas e nos Salmos (Lc 24.44). E, assim como Moisés, Profetas e Salmistas, na paz de Cristo e pela paz de Cristo, no poder do Espírito Santo "somos testemunhas destas coisas" (Lc 24.48).
A igreja cristã nada mais é do que uma agência que presta testemunho da realidade da ressurreição. O cristão presta testemunho, como mártir, da ressurreição. (Esse é o tema do livro de Atos. O texto
em questão - Lc 24.46-49 têm sua interpretação em Atos 5.29-32. Lucas 24.49 é preliminar de Atos 1.4,5,8 e 2.1-13).
Somos mensageiros da ressurreição que traz paz para um mundo que vive a realidade da morte. Para que esse testemunho seja dado a esse mundo cético e incrédulo, "somos revestidos de poder" (Lc 24.49).
A audácia para o testemunho, o poder de convencimento, são obras do Espírito Santo em nós. O Espírito Santo continua presente entre nós. Isso se dá cada vez que somos revestidos de Cristo (Gl 3.27)
e revestidos do novo homem (Ef 4.24). A presença do Espírito Santo se mostrará também na realidade da ressurreição, quando o corpo mortal for revestido de imortalidade (1Co 15.53-54).
Querido irmão e irmã em Jesus, somos testemunhas da ressurreição e não por nós mesmos, mas devido a presença do Espírito Santo que nos vestiu com poder. Sendo assim, cada vez que testemunhamos a ressurreição,
é o hálito do Espírito Santo que está sendo exalado. Só pelo poder do Espírito Santo, esse mundo cético e incrédulo, que vive na disputa entre razão e lógica, será convencido da ressurreição. Amém
Criticas e sugestões são bem vindas.