O símbolo
ao lado é chamado de Trisqueta. Para os celtas, ele representaria os
três aspectos da “Deusa”: virgem, mãe e anciã. Também é conhecido como “Nó da Trindade Céltica”
ou “Celtic Trinity Knot”. Seus atributos incluem o mar, a terra, o céu e
os ciclos de nascimento, vida e morte. Há, portanto, o sentido de
unidade, eternidade e entrelaçamento infinito.



Mas existem muitas formas de chegar ao “número da besta” e é preciso prudência neste
tipo de observação. Como símbolo, um mero triângulo eqüilátero pode
representar o número 666 porque a definição de triângulo eqüilátero
descreve uma figura geométrica com três ângulos de 60º. A conotação de
um símbolo depende da intenção no uso. Assim, ao restringir e banalizar
significados para suprir expectativas religiosas, o número da besta pode
se tornar uma grande besteira e motivo de piada... Cuidado!
O logo do Banco do Brasil parece seguir uma
linha parecida e pode não ser apenas uma estilização do cifrão ou de
duas letras “B” atadas. Neste caso, uma possível referência seria o “Nó
Tibetano Sem Fim” (“The Tibetan Knot” ou “The Endless Knot”).
Observemos o logo ao lado de exemplos do nó:

Não há como não comentar que o logo das agências do Barclays
é
esquisito. Temos a águia com três coroas (no
peito e em cada uma das asas) como que pairando sobre o mundo. Acontece
que, dependendo de como você olhe, os contrastes de luz e sombra confundem a percepção da Águia, destacando uma silhueta escura
que mais parece um dinossauro ou algum monstro das profundezas do mar,
de boca escancarada, cheia de
dentes, inclinando a cabeça para abocanhar as três coroas. Na primeira
vez que olhei, foi essa a impressão que
tive, ao invés de enxergar a águia. Não importa se foi involuntário, o
gosto é duvidoso e o efeito é grotesco...
Agora, com toda a justiça, o logo do ABN,
apesar
da aparente presença de escrúpulos no caso do Barclays, também tem
uma geometria bastante curiosa com
aquela pirâmide dissimulada e o formato de pentágono invertido que eles dizem ser um escudo...
Nos
brasões eclesiásticos, trata-se de um tema recorrente, relativo a São
Pedro e as chaves que sincronizam as conexões entre o céu e a terra. Por
falar nisto, o Papa costuma usar uma coroa tripla ou Tiara Papal que
também é chamada de “Triregnum”, isto é, três reinos.
Já no tarô, além da Tiara, o Papa dispõe de uma
cruz tripla, com três barras horizontais ou, no caso do Tarô de Thoth,
de Aleister Crowley, uma espécie de
chave ou bastão onde três círculos se entrelaçam, formando uma
Trisqueta, no centro.

Considerando que a águia signifique expansão, o
símbolo que estiver posicionado em seu centro será o foco central desse
processo. Por exemplo, se um brasão hexagonal exibe uma águia em cujo
peito se estampa a bandeira pátria (ou similar), existe um ímpeto
nacional-imperialista inerente, esteja ele ativo ou adormecido. Há,
portanto, uma propensão para ir além de suas fronteiras e expandir os
seus domínios, inclusive pela força.
Nesses nossos tempos de incertezas e de
descrédito generalizado, multiplicam-se as mais variadas teorias
conspiratórias. Algumas são claramente infundadas, outras merecem ao
menos o benefício da dúvida. O fato é que o “Olho que tudo Vê”, mais do
que uma referência maçônica, tornou-se uma espécie de marca registrada
dos “Illuminati”, dos quais a Maçonaria seria apenas um dos ramos. O
“Olho que tudo Vê”, de suposto símbolo da onisciência de Deus, hoje já é
reconhecido por muitos como o olho de Lúcifer e um dos principais
ícones da NWO; a New World Order.
enquanto para outros foi Samuel Huntington.
Será
que os anteriores foram esquecidos por ter sido ele o primeiro
presidente maçom-confirmado? Digo confirmado porque existem obreiros que
trabalham na calada da noite e a julgar pela leitura dos sinais de seus
antecedentes, podemos concluir que, mesmo não assumindo publicamente,
faziam parte da mesma irmandade.
Comparado a outros símbolos, o olho dentro do
triangulo parece ser relativamente
recente e seu nascedouro (ou ressurgimento) estaria situado em
concepções artísticas e arquitetônicas cristãs de meados do século XVII.
De fato, isto significa bem pouco, pois os maçons há muito mais tempo
se fazem presentes nos bastidores da Igreja e são habilidosos mestres
nas artes e na Arquitetura.
períodos de ocultação e exposição social. O
piso
de mosaico dos templos maçônicos, no contraste de tons, representa justamente essa dualidade de
trevas e de luz do caminho a ser percorrido pelo maçom.

“A
logomarca do HSBC, hoje reconhecida internacionalmente, é composta pelas
letras "HSBC" mais um hexágono vermelho e branco. Esse símbolo hexagonal passou a ser usado
pelo HSBC em 1983, como parte da identidade corporativa da The Hongkong
and Shanghai Banking Corporation (primeira empresa do Grupo HSBC,
fundada em 1865). A idéia
para a criação do hexágono surgiu a partir da tradicional bandeira da
The Hongkong and Shanghai Banking Corporation: um retângulo branco
dividido diagonalmente para representar a forma de uma ampulheta
vermelha. Assim como as bandeiras de várias outras companhias de Hong
Kong no século XIX, seu design baseou-se na cruz de Santo André.”

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Caro pr. Ricardo,
Não acredito que seja necessário se desculpar por enviar este material. Particularmente penso que será muito útil para mim, pois estou trabalhando com simbologia em algumas aulas no Ensino Médio. Ainda não o avaliei, mas já o arquivei como fonte de pesquisa.
Desde já agradeço sua colaboração.
Em Cristo.
Pr. Peterson Machado
Colégio ULBRA Concórdia
Candelária / RS
O símbolo ao lado é chamado de
Trisqueta. Para os celtas, ele representaria os três aspectos da
“Deusa”: virgem, mãe e anciã. Também é conhecido como “Nó da
Trindade Céltica” ou “Celtic Trinity Knot”. Seus atributos
incluem o mar, a terra, o céu e os ciclos de nascimento, vida e morte. Há, portanto,
o sentido de unidade, eternidade e entrelaçamento infinito.
Os seus significados pagãos foram ignorados e reformulados através de São
Patrício, missionário irlandês, de modo que o “Nó da Trindade
Céltica” acabou sendo adotado como uma das representações da trindade
cristã: Pai, Filho e Espírito Santo.
O símbolo também é tido como uma dissimulação do número 666:
Talvez
o leitor já tenha lido ou ouvido falar sobre o “Torus Knot” ou
“Gordian Knot”, considerado por alguns estudiosos como uma espécie
de modelo geométrico/matemático do universo... Ele está na capa do livro
“Conspiração Aquariana”, de Marilyn Ferguson, na versão em língua
inglesa, vista à abaixo:
Temos
um exemplo bastante conhecido do uso dessa figura aqui no Brasil:
O
símbolo do Unibanco – União de Bancos Brasileiros S.A. é um
“Gordian Knot”, similar ao “Celtic Trinity Knot”,
correspondendo exatamente ao que chamam de “Fita Entrelaçada Sem
Fim”, no Brasil. Obviamente, também pode ser visto como um entrelaçamento
de três números seis, ou seja, 666:

Mas existem muitas formas de chegar
ao “número da besta” e é preciso prudência neste tipo de
observação. Como símbolo, um mero triângulo eqüilátero pode representar o
número 666 porque a definição de triângulo eqüilátero descreve uma figura
geométrica com três ângulos de 60º. A conotação de um símbolo depende da
intenção no uso. Assim, ao restringir e banalizar significados para suprir
expectativas religiosas, o número da besta pode se tornar uma grande besteira e
motivo de piada... Cuidado!
Deixando a conotação apocalíptica de lado para abordar uma perspectiva não
menos sinistra, dizem que o uso da “Fita Entrelaçada Sem Fim” teria
o suposto poder de fortalecer o pacto entre pessoas e organizações. Não se pode
ignorar que a intenção do logo represente a coesão institucional das diversas
incorporações ou fusões que foram feitas no decorrer de sua história. Mas os
símbolos operam em múltiplas dimensões. Usado numa instituição bancária, o que
me vem à mente é o eterno nó de empréstimos, cheque especial e dívidas que não
acabam mais... Haveria também esta a intenção?
Coincidência?
Pode ser, mas um nó é um nó. Quem já ficou enovelado num financiamento que o
diga...
Convém mencionar que o “Nó Tibetano”, em si, é considerado
auspicioso dentro de seu contexto original onde a ele se atribui a sabedoria e
a infinita compaixão de Buda. O mesmo poderia ser dito sobre o “Nó
Celta”. Porém, a conjuntura aqui mostrada é outra...
A águia é outro símbolo bastante utilizado e interessante. Trata-se de uma ave
de rapina e um predador implacável. Foi um dos símbolos do Nazismo e dos imperialismos
entre os quais se inclui o Norte-Americano e o Austro-Húngaro...
Em
2007, depois de 30 anos no topo de um de seus principais edifícios, localizado
em Poole, Dorset, o Barclays decidiu remover sua Águia de alumínio de três
toneladas e meia, após a publicação de matérias especulando sobre as
semelhanças com a Águia Nazista.
O Banco comunicou que o logo de mais de trezentos anos foi removido por estar
desatualizado. Como, na época, havia a expectativa de fusão com o ABN AMRO,
ocorreram rumores de que a medida seria para agradar o novo parceiro,
incomodado com as associações feitas ao símbolo. De qualquer modo, o
interessante é perceber a disposição do Barclays de abrir mão de uma marca
centenária para evitar associações mesmo que injustificadas; já que a sua águia
é muito anterior ao advento do nazismo. Predominou, portanto, uma preocupação
em desassociar a imagem do Banco com uma referência histórica negativa.
Não há como não comentar que o logo
das agências do Barclays é
esquisito. Temos a águia com três
coroas (no peito e em cada uma das asas) como que pairando sobre o mundo.
Acontece que, dependendo de como você olhe, os contrastes de luz e sombra
confundem a percepção da Águia, destacando uma silhueta escura que mais parece
um dinossauro ou algum monstro das profundezas do mar, de boca escancarada,
cheia de dentes, inclinando a cabeça para abocanhar as três coroas. Na primeira
vez que olhei, foi essa a impressão que tive, ao invés de enxergar a águia. Não
importa se foi involuntário, o gosto é duvidoso e o efeito é grotesco...
Agora, com toda a justiça, o logo do
ABN, apesar da aparente presença de escrúpulos no caso do Barclays, também tem
uma geometria bastante curiosa com aquela pirâmide dissimulada e o formato de
pentágono invertido que eles dizem ser um escudo...
Três
coroas adornam a águia do Barclays, três domínios, três reinos... Quais seriam
eles?
O UBS, sigla do Union Bank of Switzerland, também tem a sua trindade na
forma de três chaves sobrepostas:
Segundo
o Banco, as três chaves significariam confiança, segurança e discrição. Herança
do SBC (Swiss Bank Corporation), após a fusão em 1998.
Essa descrição pode até corresponder aos valores do UBS e em nada comprometem
ou revelam sua visão e missão. Mas seria mesmo a fonte de inspiração para as
três chaves do logo? Curiosamente, o segredo dos dentes de cada chave forma uma
letra “V” vazada. Em hebraico a letra “V” equivale a
“Vav” cujo valor é seis. Portanto, nesta perspectiva, temos um
número 666 embutido no logo.
Na Heráldica a presença das chaves está associada à tutela, proteção e guarda,
tanto quanto ao domínio, autoridade e soberania. Assim como as três coroas
estampadas na águia do Barclays, essas chaves são ícones de poder. Poder para
abrir ou fechar “portas”. Mais até do que fechar: trancar, encerrar
ou encarcerar...
Nos brasões eclesiásticos,
trata-se de um tema recorrente, relativo a São Pedro e as chaves que
sincronizam as conexões entre o céu e a terra. Por falar nisto, o Papa costuma
usar uma coroa tripla ou Tiara Papal que também é chamada de
“Triregnum”, isto é, três reinos.
Já no tarô, além da Tiara, o Papa
dispõe de uma cruz tripla, com três barras horizontais ou, no caso do Tarô de
Thoth, de Aleister Crowley, uma espécie de chave ou bastão onde três círculos
se entrelaçam, formando uma Trisqueta, no centro.
As explicações para a tríplice coroa seguem desde a regência Papal sobre os
poderes militar, civil e religioso até a divisão dos poderes existentes entre
temporal, espiritual e moral, dos quais o Papa seria o soberano incontestável.
Pontífice vem do latim “pontifex” e significa “construtor de
pontes”; aquele que faz pontes que ligam o homem ao divino. Mas há quem
diga que o título de sumo pontífice bem poderia ser o daquele que arroga o
direito de dar a última palavra sobre os demais pontos de vista...
Particularmente, penso na Tiara como uma representação do poder material,
mental e espiritual da Igreja. Através dos séculos ela tem buscado exercer sua
influência sobre o que possuímos, pensamos e cremos. Assim, a distinção dos
três mundos poderia ser: exterior (matéria), interior (alma) e divino
(espírito).
Deixando de lado as especulações sobre os significados não declarados das
chaves do UBS, além do paralelo com as três coroas do Barclays, existe uma
característica interessante que os dois desenhos têm em comum: a geometria!
Observemos o arranjo geométrico:
Note-se que ambos os desenhos estão inscritos dentro de um hexagrama. Existem
outros símbolos bem conhecidos que são derivados dessa mesma estrutura e por
uma questão de pertinência, citarei dois. Um deles é o próprio hexagrama,
nomeado “Estrela de David” e tornado símbolo nacional dos judeus; o
outro se oculta no mesmo tipo de sutileza geométrica dos logos acima:
À letra
“G” do símbolo maçônico se atribui vários significados, creio que
os mais conhecidos sejam God, Geometry e Generation. Segundo penso, a terceira
palavra, Generation, é a mais adequada para a presente exposição. Interpretada
no sentido de proliferar, crescer, multiplicar ou expandir...
O hexagrama tem um simbolismo sexual que não é usualmente discutido ou
explorado. Uma das representações da figura é a interpolação entre as forças do
céu e da terra, do masculino e do feminino, do homem e da mulher. Neste
intercurso, o triangulo com o vértice para cima representa o órgão masculino e
o que aponta para baixo, o feminino. Mas o tipo de reprodução sugerido pelo
símbolo não se limita apenas à continuidade biológica. Ele também diz respeito
à multiplicação ideológica no crescimento de prosélitos.
Sob os auspícios da “Estrela de David” os judeus se espalharam pelo
mundo. Sob o estandarte do “Compasso e o Esquadro”, numa combinação
hexagonal, os maçons expandiram sua “Grande Obra”, conquistando
adeptos dentro dos escalões mais altos da sociedade moderna e consolidando seu
amplo poder de influência.
O que quero ressaltar sobre as formas que se inscrevem dentro do formato de um
hexagrama é o que me parece ser o seu sentido oculto de expansão ou
proliferação. O meu entendimento é que um brasão, bandeira ou logotipo
construído com essa geometria, traz embutido um intenso propósito de ganhar
espaço e de crescer. Não estou tratando isso essencialmente de modo negativo,
ao contrário. A princípio, trata-se de uma insígnia promissora. O mal ou o bem
que disto advenha será derivado da visão, missão e valores do empreendimento.
Naturalmente, não aqueles que a empresa torne público para obter aceitação, mas
os que representam a sua real verdade.
Considerando que a águia signifique
expansão, o símbolo que estiver posicionado em seu centro será o foco central
desse processo. Por exemplo, se um brasão hexagonal exibe uma águia em cujo
peito se estampa a bandeira pátria (ou similar), existe um ímpeto
nacional-imperialista inerente, esteja ele ativo ou adormecido. Há, portanto,
uma propensão para ir além de suas fronteiras e expandir os seus domínios,
inclusive pela força.
O Império dos Estados Unidos espalhou os valores de sua cultura pelo mundo: seu
estilo de vida, alimentação, música, filmes, tecnologia e políticas, além de
sua moeda; é claro!
O maior interesse dos norte-americanos está centralizado nas questões
econômicas que norteiam sua fé na ideologia da prosperidade. Neste particular,
é interessante colocar em foco a famigerada nota de um dólar.
A grande maioria das pessoas não está familiarizada com os símbolos antigos,
não presta atenção nos logos das empresas e grandes corporações, nem é capaz de
decifrá-los ou relacioná-los com o que quer que seja. Mas eles podem nos dizer
muitas coisas sobre os nossos tempos, para onde vamos e o estágio em que
estamos dentro de um fenômeno global.
Nesses nossos tempos de incertezas e
de descrédito generalizado, multiplicam-se as mais variadas teorias
conspiratórias. Algumas são claramente infundadas, outras merecem ao menos o
benefício da dúvida. O fato é que o “Olho que tudo Vê”, mais do que
uma referência maçônica, tornou-se uma espécie de marca registrada dos
“Illuminati”, dos quais a Maçonaria seria apenas um dos ramos. O
“Olho que tudo Vê”, de suposto símbolo da onisciência de Deus, hoje
já é reconhecido por muitos como o olho de Lúcifer e um dos principais ícones
da NWO; a New World Order.
Ele tem
lugar de destaque nas Lojas Maçônicas, consagrado por séculos de reverências
ritualísticas. Seu “brand recall” talvez só perca para o Compasso e
o Esquadro, na associação com a Maçonaria. Além disso, foi se espalhando pelo
mundo nas notas de um dólar como símbolo do poder americano desde 1935.
Oficialmente,
a Maçonaria nega sua influência na concepção do desenho do “Grande Selo
Americano”. Segundo consta, apesar de Benjamin Franklin ter sido maçom e
feito parte do grupo de quatro homens diretamente envolvidos na sua elaboração
(os outros seriam Thomas Jefferson (maçom oculto?), John Adams e Pierre Du
Simitiere), ele não teria contribuído em nada para o seu layout. Assim, resta
acreditar que as propostas com temática bíblica de Franklin foram rejeitadas em
prol de todo um simbolismo altamente complexo que foi elaborado por “profanos”...
Será que a acácia que cresce em torno da pirâmide, cujo simbolismo é altamente
empregado na ritualística maçônica, também figura apenas como mais uma das
“coincidências” encontradas, servindo somente como mais um elemento
de adorno no desenho da nota?
Muito se poderia falar sobre a simbologia empregada na nota de um dólar, mas
boa parte disso já está disponível para pesquisa através da internet.
Obviamente, nem tudo o que se encontra através de mecanismos de busca como o
Google é confiável; talvez a maior parte não seja... Mas, com um pouco de bom
senso e paciência é possível “garimpar” e reunir informações de
qualidade. Portanto tentaremos abordagens um pouco mais originais ou incomuns,
ao invés de simplesmente repetir o que já se diz por ai afora.
Afirma-se que a efígie de George Washington foi impressa não por ele ter sido
maçom, mas um memorável presidente reverenciado como se fosse o primeiro,
apesar de não ter sido...
Existem
controvérsias, mas, para alguns, John Hanson teria sido o primeiro presidente
americano,
enquanto para outros foi Samuel
Huntington. Será que os anteriores foram esquecidos por ter sido ele o primeiro
presidente maçom-confirmado? Digo confirmado porque existem obreiros que
trabalham na calada da noite e a julgar pela leitura dos sinais de seus
antecedentes, podemos concluir que, mesmo não assumindo publicamente, faziam
parte da mesma irmandade.
Comparado a outros símbolos, o olho
dentro do triangulo parece ser relativamente recente e seu nascedouro (ou
ressurgimento) estaria situado em concepções artísticas e arquitetônicas
cristãs de meados do século XVII. De fato, isto significa bem pouco, pois os
maçons há muito mais tempo se fazem presentes nos bastidores da Igreja e são
habilidosos mestres nas artes e na Arquitetura.
Existem maçons que se assumem publicamente, assim como aqueles que permanecem
ocultos para benefício da “Grande Obra”.
Trata-se do claro e do escuro, do dia e da noite, da mão esquerda e da mão
direita; pólos opostos e complementares, alternando papéis que teatralizam o
bem e o mal. Entre esses extremos, a busca pelo equilíbrio que deve ser alcançado
entre
períodos de ocultação e exposição
social. O piso de mosaico dos templos maçônicos, no contraste de tons,
representa justamente essa dualidade de trevas e de luz do caminho a ser
percorrido pelo maçom.
Atualmente, existe uma profusão de pirâmides e triângulos, com ou sem o
“Olho” em seu interior. Particularmente, em logos de empresas do
mercado financeiro é um achado comum.
Em parte, sob a influência que circula através da cédula de um dólar há
décadas, a pirâmide pode ter se fixado no inconsciente coletivo. Mas nem sempre
é possível dizer que exista a falta de criatividade característica da imitação
pura e simples. Nos grandes grupos empresariais, o mais comum é ver o
direcionamento da criatividade no sentido de disfarçar a presença dessas
figuras e essa prática pressupõe algum tipo de consciência ou intenção
dissimulada...
No entanto, na categoria pirâmides, a composição mais engenhosa, em minha
opinião, é a do HSBC. Segundo o próprio site do Banco, a explicação (que nada
explica) para o logo seria a seguinte:
“A logomarca do
HSBC, hoje reconhecida internacionalmente, é composta pelas letras
"HSBC" mais um hexágono vermelho e branco. Esse símbolo hexagonal passou a ser usado pelo HSBC em
1983, como parte da identidade corporativa da The Hongkong and Shanghai Banking
Corporation (primeira empresa do Grupo HSBC, fundada em 1865). A idéia para a criação do hexágono surgiu a partir da
tradicional bandeira da The Hongkong and Shanghai Banking Corporation: um
retângulo branco dividido diagonalmente para representar a forma de uma
ampulheta vermelha. Assim como as bandeiras de várias outras companhias de Hong
Kong no século XIX, seu design baseou-se na cruz de Santo André.”
Ampulheta? Cruz de Santo André? O fato é que decompondo o desenho é possível
enxergar uma pirâmide em pelo menos cinco perspectivas diferentes:
A geometria de um desenho fala por ele mesmo, independentemente das explicações
que sejam dadas pelas instituições. O uso da pirâmide pelo HSBC não é um caso
isolado, mas imagine como pode ser embaraçoso explicar o porquê do símbolo de
um Banco desse porte ser uma pirâmide desenhada em vários ângulos. Mas se
meditarmos nos rombos trilhonários que sucatearam vários gigantes do setor
bancário americano e no mundo desde 2008, considerando o lastro em títulos
podres; veremos que a falsa riqueza que muitos estão vendo desmoronar,
atualmente, foi construída sobre um sistema de pirâmide que se mostra
insustentável através do tempo e pode ter sido criado com o deliberado
propósito de ruir e causar um caos social, levantando o clamor por uma Nova
Ordem...
Li um post do site do Johnson Banks (destacado estúdio londrino especializado
em identidade visual) sobre a tendência ao arredondamento de fontes e logos
pelas corporações. Este seria o caminho que o Barclays vem tentando percorrer.
A explicação estaria no objetivo de aumentar sua aceitação, adquirindo uma
imagem mais humana perante a opinião pública. Teoricamente, a ausência de
cantos agudos serviria para sugestionar a sensação de algo que não pode ferir.
Mas, segundo o texto, essas empresas estariam incorrendo no erro da mesmice,
descaracterizando suas identidades visuais como se suas “personalidades
corporativas” pudessem mudar com tais alterações. É possível, mas essa
parece mais a perspectiva de um profissional preocupado com questões relativas
à criatividade e à diferenciação que, nesse nosso mundo
“globalizado” tendem a perder cada vez mais espaço.
Abaixo o link do texto original em inglês:
http://www.johnsonbanks.co.uk/thoughtfortheweek/index.php?thoughtid=32
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