Novo Padrão 802.11n, agora é Oficial - Citação da Wikipédia, Matéria da PC World e Comparação de Roteadores.

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Marcel Carvalho de Siqueira

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Jan 24, 2010, 11:39:33 AM1/24/10
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http://pt.wikipedia.org/wiki/IEEE_802.11

IEEE 802.11

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Protocolos Internet (TCP/IP)
Camada Protocolo
5.Aplicação HTTP, SMTP, FTP, SSH, RTP, Telnet, SIP, RDP, IRC, SNMP, NNTP, POP3, IMAP, BitTorrent, DNS, Ping ...
4.Transporte TCP, UDP, SCTP, DCCP ...
3.Rede IP (IPv4, IPv6) , ARP, RARP, ICMP, IPSec ...
2.Enlace Ethernet, 802.11 WiFi, IEEE 802.1Q, 802.11g, HDLC, Token ring, FDDI, PPP,Switch ,Frame Relay,
1.Física Modem, RDIS, RS-232, EIA-422, RS-449, Bluetooth, USB, ...

As redes sem fio IEEE 802.11, que também são conhecidas como redes Wi-Fi (Wireless Fidelity ⇐ este termo que designa o suposto significado de Wi-Fi entra em contradição com o artigo Wi-Fi) ou wireless, foram uma das grandes novidades tecnológicas dos últimos anos. Atualmente, são o padrão de facto em conectividade sem fio para redes locais. Como prova desse sucesso pode-se citar o crescente número de Hot Spots e o fato de a maioria dos computadores portáteis novos já saírem de fábrica equipados com interfaces IEEE 802.11.

Os Hot Spots, presentes nos centros urbanos e principalmente em locais públicos, tais como Universidades, Aeroportos, Hotéis, Restaurantes etc., estão mudando o perfil de uso da Internet e, inclusive, dos usuários de computadores.

O padrão divide-se em várias partes, que serão apresentadas a seguir.

Índice

[esconder]

[editar] Cronologia

  • 1989: o Federal Communications Commission (FCC), órgão americano responsável pela regulamentação do uso do espectro de frequências, autorizou o uso de três faixas de frequência;
  • 1990: o Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) instaurou um comitê para definição de um padrão para conectividade sem fio;
  • 1997: após sete anos de pesquisa e desenvolvimento, o comitê de padronização da IEEE aprovou o padrão IEEE 802.11; nessa versão inicial, as taxas de transmissão nominais atingiam 1 e 2 Mbps;
  • 1999: foram aprovados os padrões IEEE 802.11b e 802.11a, que usam as frequências de 2,4 e 5 GHz e são capazes de atingir taxas nominais de transmissão de 11 e 54 Mbps, respectivamente. O padrão 802.11b, apesar de atingir taxas de transmissão menores, ganhou fatias maiores de mercado do que 802.11a; as razões para isso foram basicamente duas: primeiro, as interfaces 802.11b eram mais baratas do que as 802.11a e, segundo, as implementações de 802.11b foram lançadas no mercado antes do que as implementações de 802.11a. Além disso, nesse ano foi criada a Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA), que se organizou com o objetivo de garantir a interoperabilidade entre dispositivos de diferentes fabricantes;
  • 2000: surgiram os primeiros hot spots, que são áreas públicas onde é possível acessar a Internet por meio das redes IEEE 802.11. A WECA lançou o selo Wireless Fidelity (Wi-Fi) para testar a adesão dos fabricantes dos produtos às especificações; mais tarde o termo Wi-Fi tornou-se um sinônimo de uso abrangente das tecnologias IEEE 802.11;
  • 2001: a companhia americana de cafeterias Starbucks implementou hot spots em sua rede de lojas. Os pesquisadores Scott Fluhrer, Itsik Mantin e Adi Shamir demonstraram que o protocolo de segurança Wired Equivalent Privacy (WEP) é inseguro;
  • 2002: a WECA passou a se chamar Wi-Fi Alliance (WFA) e lançou o protocolo Wi-Fi Protected Access (WPA) em substituição ao protocolo WEP;
  • 2003: o comitê de padronização da IEEE aprovou o padrão IEEE 802.11g que, assim como 802.11b, trabalha na frequência de 2,4 GHz, mas alcança até 54 Mbps de taxa nominal de transmissão. Aprovou também, sob a sigla IEEE 802.11f, a recomendação de práticas para implementação de handoff;
  • 2004: a especificação 802.11i aumentou consideravelmente a segurança, definindo melhores procedimentos para autenticação, autorização e criptografia;
  • 2005: foi aprovada a especificação 802.11e, agregando qualidade de serviço (QoS) às redes IEEE 802.11. Foram lançados comercialmente os primeiros pontos de acesso trazendo pré-implementações da especificação IEEE 802.11e;
  • 2006: surgiram as pré-implementações do padrão 802.11n, que usa múltiplas antenas para transmissão e recepção, Multiple-Input Multiple-Output (MIMO), atingindo taxa nominal de transmissão de até 600 Mbps.

[editar] 802.11a

Chega a alcançar velocidades de 54 Mbps dentro dos padrões da IEEE e de 72 a 108 Mbps por fabricantes não padronizados. Esta rede opera na frequência de 5 GHz e inicialmente suporta 64 utilizadores por Ponto de Acesso (PA). As suas principais vantagens são a velocidade, a gratuidade da frequência que é usada e a ausência de interferências. A maior desvantagem é a incompatibidade com os padrões no que diz respeito a Access Points 802.11 b e g, quanto a clientes, o padrão 802.11a é compatível tanto com 802.11b e 802.11g na maioria dos casos, já se tornando padrão na fabricação dos equipamentos.

Roteador D-Link para 802.11b

CETIMRSI

[editar] 802.11b

Alcança uma velocidade de 11 Mbps padronizada pelo IEEE e uma velocidade de 22 Mbps, oferecida por alguns fabricantes não padronizados. Opera na frequência de 2.4 GHz. Inicialmente suporta 32 utilizadores por ponto de acesso. Um ponto negativo neste padrão é a alta interferência tanto na transmissão como na recepção de sinais, porque funcionam a 2,4 GHz equivalentes aos telefones móveis, fornos micro ondas e dispositivos Bluetooth. O aspecto positivo é o baixo preço dos seus dispositivos, a largura de banda gratuita bem como a disponibilidade gratuita em todo mundo. O 802.11b é amplamente utilizado por provedores de internet sem fio.

[editar] 802.11d

Habilita o hardware de 802.11 a operar em vários países aonde ele não pode operar hoje por problemas de compatibilidade, por exemplo, o IEEE 802.11a não opera na Europa.

[editar] 802.11e

O 802.11e agrega qualidade de serviço (QoS) às redes IEEE 802.11. Neste mesmo ano - 2005 - foram lançados comercialmente os primeiros pontos de acesso trazendo pré-implementações da especificação IEEE 802.11e. Em suma, 802.11e permite a transmissão de diferentes classes de tráfego, além de trazer o recurso de Transmission Oportunity (TXOP), que permite a transmissão em rajadas, otimizando a utilização da rede.

[editar] 802.11f

Recomenda prática de equipamentos de WLAN para os fabricantes de tal forma que os Access Points (APs) possam interoperar. Define o protocolo IAPP (Inter-Access-Point Protocol).

[editar] 802.11g

Baseia-se na compatibilidade com os dispositivos 802.11b e oferece uma velocidade de 54 Mbps. Funciona dentro da frequência de 2,4 GHz. Tem os mesmos inconvenientes do padrão 802.11b (incompatibilidades com dispositivos de diferentes fabricantes). As vantagens também são as velocidades. Usa autenticação WEP estática já aceitando outros tipos de autenticação como WPA (Wireless Protect Access) com criptografia dinâmica (método de criptografia TKIP e AES). Torna-se por vezes difícil de configurar, como Home Gateway devido à sua frequência de rádio e outros sinais que podem interferir na transmissão da rede sem fio.

[editar] 802.11h

Versão do protocolo 802.11a (Wi-Fi) que vai ao encontro com algumas regulamentações para a utilização de banda de 5 GHz na Europa. O padrão 11h conta com dois mecanismos que optimizam a transmissão via rádio: a tecnologia TPC permite que o rádio ajuste a potência do sinal de acordo com a distância do receptor; e a tecnologia DFS, que permite a escolha automática de canal, minimizando a interferência em outros sistemas operando na mesma banda.

[editar] 802.11i

Criado para aperfeiçoar as funções de segurança do protocolo 802.11 seus estudos visam avaliar, principalmente, os seguintes protocolos de segurança:

  • Wired Equivalent Protocol (WEP)
  • Temporal Key Integrity Protocol (TKIP)
  • Advanced Encryption Standard (AES)
  • IEEE 802.1x para autenticação e segurança

O grupo de trabalho 802.11i vem trabalhando na integração do AES com a sub camada MAC, uma vez que o padrão até então utilizado pelo WEP e WPA, o RC4, não é robusto o suficiente para garantir a segurança das informações que circulam pelas redes de comunicação sem fio.

O principal benefício do projeto do padrão 802.11i é sua extensibilidade permitida, porque se uma falha é descoberta numa técnica de criptografia usada, o padrão permite facilmente a adição de uma nova técnica sem a substituição do hardware.

Fonte: CHOC, TED et al. Wireless Local Area Network (WLAN) Security – The 802.11i Solution, 2004. Disponível em documento pdf último acesso: Fevereiro/2006.

[editar] 802.11j

Diz respeito as bandas que operam as faixas 4.9 GHz e 5 GHz, disponíveis no Japão.

[editar] 802.11k

Possibilita um meio de acesso para Access Points (APs) transmitir dados de gerenciamento.

O IEEE 802.11k é o principal padrão da indústria que está agora em desenvolvimento e permitirá transições transparentes do Conjunto Básico de Serviços (BSS) no ambiente WLAN. Esta norma fornece informações para a escolha do melhor ponto de acesso disponível que garanta o QoS necessário.

[editar] 802,11 m

[editar] 802.11n

O IEEE aprovou oficialmente a versão final do padrão para redes sem fio 802.11n. Vários produtos 802.11n foram lançados no mercado antes de o padrão IEEE 802.11n ser oficialmente lançado, e estes foram projetados com base em um rascunho (draft) deste padrão. Há a possibilidade de equipamentos IEEE 802.11n que chegaram ao mercado antes do lançamento do padrão oficial serem incompatíveis com a sua versão final. Basicamente todos os equipamentos projetados com base no rascunho 2.0 serão compatíveis com a versão final do padrão 802.11n. Além disso, os equipamentos 802.11n possivelmente precisarão de um upgrade de firmware para serem 100% compatíveis com o novo padrão. As principais especificações técnicas do padrão 802.11n incluem: - Taxas de transferências disponíveis: de 65 Mbps a 600 Mbps. - Método de transmissão: MIMO-OFDM - Faixa de freqüência: 2,4 GHz e/ou 5 GHz

[editar] 802.11p

Utilizado para implementação veicular.

[editar] 802.11r

Padroniza o hand-off rápido quando um cliente wireless se reassocia quando estiver se locomovendo de um ponto de acesso para outro na mesma rede.

[editar] 802.11s

Padroniza "self-healing/self-configuring" nas Redes Mesh (malha)

[editar] 802.11t

Normas que provém métodos de testes e métricas.

[editar] 802.11u

Interoperabilidade com outras redes móveis/celular.

[editar] 802.11v

Permitir a configuração de dispositivos clientes conectados a redes 802.11. O padrão pode incluir paradigmas de gerência similares aos utilizados em redes celulares.

[editar] 802.11x

Não usado devido a confusão com o 802.1x

desliga o sistema

[editar] 802.11w

Aumentar a segurança da transmissão dos pacotes de camada física.

[editar] 802.11z

Habilitar o equipamento Wi-fi para operar com a frequência entre 3650 a 3700 MHz somente nos Estados Unidos.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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http://pcworld.uol.com.br/dicas/2009/09/16/protocolo-802-11n-por-que-demorou-tanto-e-o-que-ele-traz-de-novidade/

Protocolo 802.11n: por que demorou tanto e o que ele traz de novidade

David Coursey e Jared Newman, da PC World/EUA
16-09-2009

Processo de padronização precisa ser revisto. Você encontra respostas para as principais dúvidas sobre ele aqui.

80211n_150.jpgSete anos depois de as discussões sobre o tema terem começado e pelo menos dois após os primeiros equipamentos com uma versão rascunho (ou draft como o mercado costuma chamar) do protocolo, a entidade responsável pela padronização, o IEEE, finalmente definiu  um padrão final para uma rede sem fio mais rápida, com maior alcance e mais segura.

No mundo ideal, os padrões são definidos antes do lançamento de produtos. Contudo, neste caso, o processo se moveu tão lentamente no IEEE que os fabricantes decidiram utilizar um draft e começar a produzir equipamentos baseados nele. Após alguns entraves, o hardware se tornou compatível e já se vê há algum tempo redes redes equipadas com tecnologia 802.11n de vários fornecedores mesmo sem a definição de um padrão aprovado por todos.

Não da para afirmar que a culpa de todo o atraso seja do IEEE. Mas também não se pode dizer que os fabricantes trabalhando de forma independente tenha sido de alguma forma proveitosa, ao utilizar um padrão ainda em desenvolvimento.

Leia também:
>> Confira o teste comparativo com roteadores 802.11n

Contudo, tal decisão acabou funcionando bem e os usuários de equipamentos que possuem firmware que utilizam o protocolo no padrão draft comecem a receber avisos para que façam a atualização para o protocolo definitivo.

De qualquer forma, o que se espera é que os organismos responsáveis por definir padrões tecnológicos façam seu trabalho em um prazo razoável, afinal, aprovar o padrão definitivo depois de os consumidores terem começado a adotar os equipamentos diminui muito da importância do processo de padronização.

No caso do 802.11n em particular, o processo foi mal sucedido e o IEEE deve ou melhorar o procedimento como um todo ou deixar que as empresas que lideram o segmento definam elas mesmas o que consideram o melhor padrão. Este não é o procedimento ideal, mas se a entidade reguladora atravanca a padronização, é o que tende a ocorrer.

Perguntas e respostas
Mas, afinal, o que o novo protocolo de comunicação para redes sem fio, 802.11n, significa? Em primeiro lugar, a padronização definitiva do protocolo é de suma importância para a transmissão wireless.

Como já foi dito, a tecnologia n proporciona redes Wi-Fi mais rápidas, com maior alcance e mais seguras, de tal sorte que se tornam perfeitas para o streaming de conteúdo em alta definição (HD), melhor desempenho de aplicações em redes sem fio (como serviços de VoIP) e também uso mais eficiente da bateria de computadores portáteis, já que chips compatíveis com o novo protocolo consomem menos energia.

Com o auxílio de Kelly Davis-Felner, membro da associaçao Wi-Fi Alliance (http://www.wi-fi.org/), elaboramos um conjunto de perguntas e respostas que irão ajudar o consumidor comum a entender o novo protocolo.

O que há de novo no 802.11n?
Há três melhorias-chave neste novo padrão. O cerne do protocolo n foi a adição de uma tecnologia que, na prática, é como se tivéssemos uma autoestrada de rede sem fio, proporcionando transferências de dados a velocidades mais altas. A comunicação agora utiliza dois canais simultâneos para melhor desempenho e confiabilidade da comunicação. Por último e não menos importante, os pacotes de dados agora são transmitidos com uma quantidade menor de dados de identificação, permitindo que cada pacote possa conter mais da informação que precisam carregar.

Quão mais rápido o protocolo 802.11n é comparado aos padrões anteriores?
Teoricamente, o protocolo 802.11n pode alcançar taxas de transferência de até 600 megabits por segundo (Mbps), contudo, a aliança em torno do Wi-Fi está trabalhando com produtos de rede que operam a, no máximo, 450 Mbps. O protocolo wireless mais amplamente utilizado atualmente, o 802.11b/g, oferece taxas de até 64Mbps, enquanto o padrão mais antigo, 802.11a, alcança até 11Mbps. Ou seja, o novo protocolo é consideravelmente mais veloz.

Como saber se um equipamento Wi-Fi já utiliza o protocolo 802.11n?
A recomendação da Wi-Fi Alliance é de que os consumidores procurem pelo selo 802.11n, emitido pela entidade, tanto em roteadores quando em adaptadores de rede. A executiva da aliança estima que entre 10% e 15% dos equipamentos ainda sem a respectiva certificação, mas que funcionam no protocolo, porém sem a eficiência máxima que ele pode proporcionar.

Eu já tenho um roteador sem fio com protocolo 802.11n. E agora?
O equipamento, na realidade, utiliza a versão draft do novo protocolo, aprovada  em 2007. De lá pra cá, as discussões em torno do novo padrão estiveram focadas em funcionalidades adicionais que iriam tornar o Wi-Fi mais rápido e confiável. 

Eu posso atualizar o firmware da versão draft para o padrão definitivo do 802.11n?
Tudo vai depender do fabricante do dispositivo, mas tudo indica que eles irão fornecer alguma forma de atualização para os equipamentos que foram vendidos e que trazem a versão draft do novo protocolo.

Redes que utilizam roteadores com protocolo 802.11b/g devem ser atualizadas?
Tudo vai depender da utilização que se faz da rede. Quem precisa de mais segurança, desempenho (principalmente quem faz streaming de conteúdo multimídia em alta definição) e alcance para sua rede Wi-Fi, deve esperar que os equipamentos já certificados comecem a ser vendidos e sim, fazer a migração (lembre-se que, além do roteador, os adaptadores dos equipamentos clientes também devem ser migrados). Caso contrário, pense em migrar apenas quando o preço dos novos dispositivos couber no bolso.

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http://pcworld.uol.com.br/reviews/2008/06/09/roteadores-padrao-802-11n-aceleram-trafego-dos-dados-em-redes-sem-fio/

Roteadores padrão 802.11n aceleram tráfego dos dados em redes sem fio

René Ribeiro, analista de testes da PC World
09-06-2008

A tecnologia promete velocidades de até 300 megabits por segundo; confira o teste com seis roteadores diferentes.

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router_150Com a popularização das redes sem fio, é muito difícil encontrar um notebook que não tenha acesso à tecnologia Wi-Fi integrado. E não só laptops, mas smartphones e outros gadgets estão cada vez mais integrados a esse recurso. Para aproveitar essa facilidade é necessário, no mínimo, um access point.

Na maioria dos casos, o roteador Wi-Fi é usado para tal função. Mas antes de adquirir um vale saber um pouco mais sobre a tecnologia wireless e seus padrões. O padrão de rede sem fio leva o nome de 802.11 e possui três categorias já homologadas.

O 802.11a, que chega a uma velocidade de 54 Mbps (megabits por segundo); o 802.11b, que, apesar da seqüência das letras, acabou sendo desenvolvido primeiro, alcança velocidade de 11 Mbps; e, finalmente, o padrão 802.11g, que alcança os 54 Mbps, a mesma velocidade do padrão a, entretanto, com capacidade de alcance bem maior, com teóricos 100 metros em campo aberto. Com a chegada do padrão 802.11g, os anteriores ficaram obsoletos.

Apesar de o formato estar normatizado e bem estável, há uma ressalva quanto a montar uma rede sem fios dentro de uma empresa com essa tecnologia: a velocidade.

Para acessar a internet é ótimo, mas para compartilhar arquivos dentro de uma rede é lento demais. O tráfego de muitos computadores ao mesmo tempo acaba sendo inviável. Para se ter uma idéia, uma rede cabeada tem, hoje em dia, no mínimo, 100 Mbps.

Para solucionar a questão e abandonar os fios, a indústria trabalha em um novo patamar para o protocolo Wi-Fi desde 2006, que leva o nome de 802.11n. Nesta versão, a velocidade alcançada é de até 300 Mbps. Apesar de não ter sido homologado ainda, já é possível projetar uma rede wireless com esses roteadores.


Roteadores padrão 802.11n aceleram tráfego dos dados em redes sem fio

René Ribeiro, analista de testes da PC World
09-06-2008

A tecnologia promete velocidades de até 300 megabits por segundo; confira o teste com seis roteadores diferentes.

router_150

Mas há limitações, já que esse valor é teórico e fatores como o ambiente, ruídos na transmissão e controle de dados consomem banda.

Os fabricantes informam que o número máximo de clientes (PCs ou notebooks) ‘pendurados’ no roteador é de 16. Esse valor pode ser até maior, mas dependerá muito do fluxo de dados circulando pela rede.

Segundo Rodrigo Paiva, Gerente Técnico da Unicoba, nada impede que se insira mais roteadores, dividindo os computadores em canais separados, de forma a não ter interferência no sinal de rádio.

Há, no mercado brasileiro, vários roteadores com o padrão n (que também são compatíveis com a geração anterior). Para quem pensa em montar sua rede sem fio já com o novo padrão, colocamos à prova seis deles: N1 Vision, da Belkin; CWR-905, da CNet; DIR-635, da D-Link; WRT-350N, da Linksys; TL-WR841N, da TP-Link; e TEW-631BRP, da Trendnet. As empresas 3Com e Netgear foram convidadas, porém, não enviaram seus produtos para testes.

> Clique aqui para ver a tabela completa com o resultado do teste comparativo

Quando comparados com o padrão g, a diferença é grande. A mesma massa de dados (1 GB) transferida pelo padrão 802.11g levou 487 segundos. Comparando com a tabela de tempos obtidos pelos roteadores padrão n é possível notar que a mesma tarefa pôde ser realizada em 124 segundos.

Confrontados os modelos n entre si, o roteador da CNet surpreendeu por seu desempenho, que superou em alguns segundos o equipamento da D-Link, na avaliação de transferência de uma massa de dados de 1 GB. Porém, somando as características gerais, o roteador da D-Link levou a melhor, merecendo o título de Best Buy. Ele e o modelo da Linksys possuem uma porta USB, que permite instalar disco rígido externo e assim compartilhá-lo na rede.

O maior problema dos modelos da Belkin e da Linksys foi o preço elevado. O roteador da Belkin apresenta um display com cinco linhas, que informa a quantidade de estações conectadas e a velocidade de transferência dos dados.

A presença de antenas removíveis oferece vantagem a alguns equipamentos, pois podem ser substituídas por modelos de maior potência, caso o ambiente sofra reformas. Apenas o roteador da D-Link e o da TP-Link tinham esse tipo de antena. Em uma mudança de ambiente, anteparos podem diminuir a intensidade do sinal e a possibilidade de trocá-las é uma boa opção.

Um dos equipamentos que ficou para trás em desempenho foi o da TP-Link, por ser o único com apenas duas antenas. Um dos pontos que fazem o padrão n ser mais veloz é justamente permitir a divisão dos dados por antenas. Com mais unidades, ele transmite mais dados ao mesmo tempo.

Esse padrão é chamado de MIMO (múltiplas entradas e múltiplas saídas) e traz uma solução criativa para o problema da reflexão do sinal. Como as antenas transmitem simultaneamente, o caminho do sinal é diferente. Com um algoritmo complexo, o padrão n calcula o tempo da reflexão e assim tira vantagem dos obstáculos que refletem o sinal, tornando o sinal mais forte e mais rápido.


Roteadores padrão 802.11n aceleram tráfego dos dados em redes sem fio

René Ribeiro, analista de testes da PC World
09-06-2008

A tecnologia promete velocidades de até 300 megabits por segundo; confira o teste com seis roteadores diferentes.

router_150O modelo que obteve melhor sinal foi o da Linksys. Para nossos testes, um notebook com adaptador n foi utilizado e levado a uma distância de 35 metros, com o roteador instalado em uma sala que fica no extremo do andar. Não havia anteparos altos, apenas biombos com as mesas de trabalho, entretanto, paredes criavam certa barreira para o sinal.

O modelo da Linksys perdeu 38% do sinal; o DIR-635, 40%; o CWR-905, 44%; o N1 Vision, 46%; o TEW-631BRP, 47%; e o TL-WR841N, com apenas duas antenas, perdeu 52%.

> Clique aqui para ver a tabela completa com o resultado do teste comparativo

Como o padrão 802.11n ainda não está consolidado, a maioria dos notebooks continua a ser fabricada utilizando chip padrão 802.11g. Quem desejar utilizar esses portáteis e uma rede n terá de utilizar um adaptador USB ou PCI card para obter a velocidade ideal. Tais acessórios custam entre 120 reais e 230 reais.

Pode ser que o custo para instalar em cada máquina uma placa padrão n desestimule alguns usuários a montar uma pequena rede nesse formato. Mas o novo protocolo sem fio mostra que o ganho de desempenho pode valer o investimento.


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TESTE ABAIXO.


http://pcworld.uol.com.br/estaticas/comparativos/roteador_wireless/roteadorN_tab.jpg


(Em anexo no Grupo caso não esteja mais disponível no site).






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Abrindo Horizontes.
roteadorN_tab.jpg
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