Enc: [CGERD2009FIESP] E-mail de compilação para cgerd2009fiesp@googlegroups.com - 3 mensagens em 3 tópicos

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Armando Pereira

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May 11, 2011, 12:28:45 PM5/11/11
to Dom Malaquias, DR. DOMINGOS, a policia federal, aetic...@yahoogrupos.com.br, abibli...@yahoogrupos.com.br, Dr. Marques, marcio...@bol.com.br, saudades-das-casas-comidas-e-f...@googlegroups.com


--- Em qua, 11/5/11, cgerd2009fi...@googlegroups.com <cgerd2009fi...@googlegroups.com> escreveu:

De: cgerd2009fi...@googlegroups.com <cgerd2009fi...@googlegroups.com>
Assunto: [CGERD2009FIESP] E-mail de compilação para cgerd20...@googlegroups.com - 3 mensagens em 3 tópicos
Para: "Destinatários de e-mail de compilação" <cgerd2009f...@googlegroups.com>
Data: Quarta-feira, 11 de Maio de 2011, 10:07

    Ursula Elisa Blumer <ursula...@uol.com.br> May 11 07:35AM -0300 ^
     
    SEMPRE  ALERTA!!!!!!!!!!!!!!!!!
    repassando............  

     
    Você aderiu ao 'FACEBOOK'?   Então está na hora de informar-se melhor
    sobre as consequências.......
     

      

     
    POR FAVOR, LEIA E REENVIE 
    A verdade do Facebook - Assustador!
    Infelizmente as coisas boas que uns fazem, outros aproveitam para fazer o
    mal.
    Esta semana na televisão houve reportagem todos os dias com Joaquín  López
    Dóriga (jornalista mexicano) sobre o Facebook, o Hi5, Myspace,
    Sonico,Netlog, etc , e o perigo do seu uso. Vem uma reportagem diária no
    jornal MILENIO, sobre como os sequestradores têm como fonte de informação
    directa e confiável nos blogs do Facebook e do Hi5.
    Entrevistaram uns sequestradores que dizem que entram na rede e vêm os
    rostos,  a casa, os carros, as fotos de viagem e sabem o nível social e
    económico que têm os utilizadores. Na televisão, um deles declarou que
    antes investigavam muito para conhecer os candidatos a sequestros, mas que
    agora com o Facebook e a informação que pomos voluntariamente na rede, já
    não se enganam e nem têm que investigar onde vivem, que escola frequentam,
    para onde viajam, quem são os país, irmãos e amigos.
    Passou-se com Alejandro Marti, (jovem mexicano morto pelos seus
    sequestradores) que colocava tudo.  A familia acaba de fechar o seu blog
    depois de dar conta da quantidade de informação potencialmente perigosa que
    o jovem colocou com alegría e sem suspeitar que estava a ajudar a quem o
    matou.  Protejam os vossos filhos e protejam-se. Nao coloquem informação
    íntima e pessoal na rede.
     
    A VERDADE SOBRE O 'FACEBOOK'
     
    O Facebook está  a vender a  informação dos seus usuários ao maior
    expião. 
    Cito textualmente: 'O que muitos usuários não sabem é que, de acordo com as
    condições do contrato que virtualmente assumem, ao fazer click no
    quadro"aceito", os usuários autorizam  e consentem ao Facebook  a
    propriedade exclusiva e perpetua de toda la informação e imagens que
    publicam.' 
    Assim, ressalta o perito, os membros 'automaticamente autorizam ao
    Facebook o uso vitalício e transferível,  junto com os direitos de
    distribuição , de tudo o que colocam na sua página Web.' Os termos de uso 
    reserva ao Facebook o direito a conceder e sub-licenciar todo o "Conteúdo
    do usuário" a outros propósitos. Sem o seu consentimento, muitos usuários
    convertem as suas fotografías em publicidade, tranformando um comércio
    privado num pertence público.
     
    De repente tudo o que os seus membros publicaram, incluindo as suas
    fotografías pessoais, a sua tendencia política , o estado das suas relações
    afectivas, interesses individuais e até a morada de casa , foi enviado sem
    autorização expressa a milhares de usuários.
     
    Há que acreditar em Mr. Melber quando assegura que muitos empregadores
    americanos ao avaliar os C.V., consultam o Facebook para conhecer
    intimidades dos candidatos. A  prova de que uma página no Facebook não é
    privada, evidenciou-se num conhecido caso da  Universidade John Brown que
    expulsou um estudante quando descobriu uma foto que colocou no Facebook
    vestido de travesti.  Outra evidência aconteceu quando um agente do
    Serviço Secreto visitou na Universidade de Oklahoma o estudante do segundo
    ano Saúl Martínez, por um comentário que publicou contra o presidente.  E
    para cúmulo, o assunto não termina quando os usuários cancelem a sua conta
    : as suas fotos e informação permanecem, segundo o Facebook, para o caso
    de quererem reactivar a sua conta ; o usuário não é retirado, inclusivé,
    quando morre. De acordo com as 'condições de uso,' os membros não podem
    obrigar  que o Facebook  retire os dados e imagens dos seus dados,  já que
    quando o falecido aceitou o contrato virtual,  concedeu ao Facebook o
    direito de mantê-lo activo sob um status especial de partilha por um
    período de tempo determinado para permitir que outros usuários possam
    publicar e observar comentários sobre o defunto. 
     
    Saibam os usuários do Facebook que são participantes indefesos de um
    cenário que os académicos qualificam como o caso de espionagem maior na
    história da humanidade.  Convertem-se de forma inconsciente nos percursores
    no fenómeno de 'Big Brother'.  Alusão directa à intromissão abusiva do
    estado nos assuntos privados do cidadão comum para controlar o seu
    comportamento social,  tema de uma novela profundamente premonitória
    escrita en 1932  pelo britânico Aldous Huxley:  "Um Mundo Feliz"  ( "1984"
    ) .
     
     
    POR FAVOR  REENVIA  AOS TEUS CONTACTOS
     
     
     

     
     
    Ursula Elisa Blumer <ursula...@uol.com.br> May 10 09:52PM -0300 ^
     
     
     
    Terra Magazine <http://terramagazine.terra.com.br/>
    Mundo
    Quinta, 5 de maio de 2011, 09h27 Atualizada às 10h03
     Moniz Bandeira: "Execução de Bin Laden tende a torná-lo um mártir"
    Claudio Leal
    A operação norte-americana em Abbottabad, no Paquistão, pode fortalecer o
    terrorismo islâmico e converter Osama Bin Laden em um "mártir da Guerra
    Santa", na avaliação do historiador e doutor em ciência política, Luiz
    Alberto Moniz Bandeira, 75 anos, em entrevista por e-mail a Terra Magazine.
    Autor de mais de 20 livros, entre os quais "Formação do Império Americano
    (Da guerra contra a Espanha à guerra no Iraque)", onde explica como se
    formou a rede al-Q'aida e o surgimento de seu princípal líder, financiado
    pela CIA para combater as forças da União Soviética no Afeganistão.
    "Essa operação em Abbottabad, violando as normas do Direito Internacional,
    pode produzir consequências incalculáveis, nos países muçulmanos que ainda
    estão em meio a fortes turbulências, e fortalecer mais e mais o terrorismo
    dos fundamentalistas islâmicos", analisa Moniz Bandeira, professor titular
    de história da política exterior do Brasil (aposentado) na UnB.
    Crítico da "guerra ao terror", iniciada por George W. Bush e continuada por
    Barack Obama, o historiador afirma que "o terrorismo não é causa". "É
    efeito, consequência de uma situação, que só pode ser resolvida
    politicamente, removendo os fatores que o geram nos países islâmicos",
    pondera, evocando a permanência das tropas americanas "onde estão os
    principais lugares sagrados do islamismo", o que configura "um sacrilégio
    para os muçulmanos".
    A execução de Bin Laden, acrescenta Moniz Bandeira, "ainda mais desarmado,
    tende a torná-lo um símbolo e herói, o mártir, um shahīd, que, na literatura
    do Islã, significa mártir da Guerra Santa, que se dedicou à causa de Alah,
    mesmo à custa de sacrificar a própria vida".
    O terrorista foi assassinado por uma unidade da marinha americana, a ST6 (a
    equipe seis dos Seals), responsável por espionagem e operações secretas em
    países estrangeiros. Depois de dez anos do ataque às Torres Gêmeas do World
    Trade Center, comandado pela rede al-Qaeda, em Nova Iorque, o presidente dos
    Estados Unidos, Barack Obama, anunciou a execução no domingo, 1º de maio, e
    recorreu a um discurso patriótico. Obama decidiu não divulgar imagens do
    cadáver.
    Moniz Bandeira relativiza a conquista política. "Esse feito afigura uma
    vitória no imaginário da América profunda. Não constitui, no entanto, um
    golpe decisivo no terrorismo islâmico", diz o professor.
    Nesta entrevista, ele também comenta a intervenção militar na Líbia e o
    impasse na Síria. "O presidente Obama tratou de passar o comando das
    operações (na Líbia) à OTAN, para que os países da Europa assumissem todos
    seus custos. Mas os aviões dos Estados Unidos continuam os bombardeios e os
    mercenários das empresas militares Halliburton e Blackwater, contratadas
    pelo Pentágono, estão a treinar os rebeldes e a participar da guerra civil.
    O resultado da intervenção militar ainda é incerto. Pode levar à divisão da
    Líbia".
    Terra Magazine - A morte de Osama Bin Laden fez ressurgir o discurso
    patriótico nos Estados Unidos e ampliou, imediatamente, o receio de novas
    ações terroristas. Quais os efeitos políticos mais claros dessa vindita?
    Moniz Bandeira - O ataque às Torres Gêmeas do World Trade Center e ao
    Pentágono, em 11 de setembro de 2001, configurou um ato de guerra, de uma
    guerra assimétrica, que não está prevista na normativa internacional. Quem
    cometeu o ataque não foi nenhum outro Estado nacional, como no caso de Pearl
    Harbor. Não se podia identificar o inimigo para retaliar, militarmente. Ele
    não tem esquadras nem força aérea e sua organização militar não era e não é
    conhecida, nem seus recursos econômicos e o sistema de informação. Os
    Estados Unidos, contudo, apontaram Usama Bin Ladin, chefe de al-Qaeda - como
    responsável e, desde 8 de outubro, juntamente com a Grã-Bretanha, passaram a
    bombardear o Afeganistão, onde ele, aparentemente, se refugiava. E,
    adensando a construção da nova demonologia, para substituir a União
    Soviética e o comunismo, o governo do presidente George W. Bush e a media
    internacional, durante anos, apresentaram Bin Laden como se fosse a nova
    superpotência, que ameaçava a segurança do país e do Ocidente.
    Daí que, com a execução de Bin Laden, pelos comandos especiais dos Estados
    Unidos, o discurso patriótico ressurgiu, celebrando a vitória contra o
    inimigo. Mas essa operação em Abbottabad, no Paquistão, violando as normas
    do Direito Internacional, pode produzir consequências incalculáveis, nos
    países muçulmanos que ainda estão em meio a fortes turbulências, e
    fortalecer mais e mais o terrorismo dos fundamentalistas islâmicos. E esse
    inimigo é difuso, está disperso e recorre ao terrorismo, à custa de
    suicídio, porquanto não dispõe de mísseis e outras armas para atacar os
    Estados Unidos.
    A operação no Paquistão fortalece o presidente Barack Obama, que andava
    combalido em pesquisas de opinião pública?
    A execução de bin-Ladin tende a fortalecer o governo de Barack Obama e sua
    candidatura à reeleição em 2012. Ele conseguiu, em dois anos de meio, um
    objetivo que o presidente George W Bush não alcançou durante os oito anos do
    seu mandato. Esse feito afigura uma vitória no imaginário da América
    profunda. Não constitui, no entanto, um golpe decisivo no terrorismo
    islâmico. Ela reflete a profunda contradição nas relações políticas dos
    Estados Unidos com os povos árabes e o movimento islâmico em geral. Em 1849,
    Sérgio Teixeira de Macedo, chefe da Legação do Brasil em Washington,
    comentou: "Não acredito que haja um só país civilizado onde a idéia de
    provocações e de guerras seja tão popular como nos Estados Unidos". Mas a
    guerra contra o terrorismo, declarada por George W. Bush e continuada por
    Barack Obama, não pode ser vencida pelas armas. O terrorismo não é causa. É
    efeito, consequência de uma situação, que só pode ser resolvida
    politicamente, removendo os fatores que o geram nos países islâmicos.
    A eliminação de Osama Bin Laden desequilibra, de alguma forma, redes
    terroristas contrárias aos Estados Unidos? Dez anos depois do ataque às
    Torres Gêmeas, a importância operacional do líder de al-Qaeda está sendo
    superestimada?
    Usama Bin Laden simboliza as forças oposicionistas, subterrâneas no mundo
    islâmico, sobretudo na Arábia Saudita, onde o povo está impregnado pelo
    fundamentalismo e não aceita a aliança da monarquia, de fato, uma ditadura,
    com os Estados Unidos. A permanência das tropas americanas no seu
    território, onde estão os principais lugares sagrados do islamismo,
    configura um sacrilégio para os muçulmanos. Essas forças oposicionistas
    estão espalhadas por todo o Oriente Médio até o Uzbequistão, no Caúcaso. É
    necessário recordar que o ataque ao World Trade Center e ao Pentágono não
    foi executado por afeganes. Foi perpetrado por árabes sauditas e de outras
    nacionalidades, o que evidencia a existência de uma rede multinacional,
    conectando diversos grupos radicais dos movimentos islâmicos, espalhados
    pelos mais diversos países do mundo.
    No Oriente Médio e na Ásia Central, esses movimentos islâmicos locais,
    alguns dos quais apelam frequentemente para o terrorismo, ampliaram-se,
    inicialmente, como campanha nacionalista. Depois, em oposição à maioria dos
    regimes autocráticos, existentes no Egito, Argélia, Arábia Saudita e
    Tunísia, entre outros estados, assumiram uma dimensão política, em que a
    tomada do poder se configurou mais importante do que a afirmação da fé no
    Islã. Não o conseguiram e, desesperadas, partiram para atacar diretamente o
    inimigo, "o grande Satã", isto é, os Estados Unidos, que sustentam regimes
    corruptos, despóticos e impopulares, em quase todos países muçulmanos, e se
    tornaram o único responsável pelo drama da Palestina. Era previsível,
    portanto, que a guerra no Afeganistão e, depois, no Iraque podia deflagrar
    um levante generalizado nos países árabes, desestabilizando toda a região,
    além de encorajar outros atos terroristas e favorecer a escalada da
    violência. A desestabilização dos regimes demorou, mas aconteceu. E agora
    nem a Arábia Saudita nem o Paquistão estão a salvo.
    Al-Qa'ida está reagrupada na área tribal do Uaziristão Sul, no Paquistão,
    desde 2003. Depois que os Estados Unidos destruíram o governo dos Talibãs, o
    ressentimento contra as forças estrangeiras de ocupação recrudesceu,
    profunda e generalizadamente, alimentado e sustentado pelas mesquitas e
    madrasahs, escolas religiosas onde somente se lê o Corão e das quais saíram
    e saem guerrilheiros mujahidin para promover a Jihad, a Guerra Santa contra
    os infiéis. Assim os Talibãs puderam aumentar suas forças e, com apoio da
    população, intensificar as operações de guerra, a partir de 2007-08. E a
    execução de Bin Laden, ainda mais desarmado, tende a torná-lo um símbolo e
    herói, o mártir, um shahīd, que, na literatura do Islã, significa mártir da
    Guerra Santa, que se dedicou à causa de Alah, mesmo à custa de sacrificar a
    própria vida.
    O anúncio da morte de Bin Laden, feito pelo presidente Obama, apresentou uma
    retórica mais dura, em alguns pontos próxima ao do seu antecessor, George W.
    Bush. Nos primeiros anos do governo Obama, o senhor identificou mudanças
    (ainda que sutis) na política externa americana?
    No início do seu mandato, o presidente Obama tomou algumas iniciativas,
    tímidas, com respeito a Cuba. Mas sempre declarei que não se podia ter
    ilusão quanto à política internacional. Ele não tinha condições domésticas
    de mudar substancialmente as diretrizes traçadas pelo presidente George W.
    Bush. De certa forma, ele as radicalizou, desmoralizando até o Prêmio Nobel
    da Paz que recebeu. Intensificou a guerra no Afeganistão, no Paquistão e nem
    respeitou o Congresso dos Estados Unidos, quando entrou na guerra para
    derrubar o governo de Muammar al-Gaddafi, nem a resolução do Conselho de
    Segurança, que apenas determinou a proteção dos civis e não o apoio aos
    rebeldes por meio de bombardeios.
    A execução de Bin Laden certamente partiu de uma Executive Order, emitida
    pelo presidente Barack Obama. Sua orientação, conforme se sabe, é não fazer
    prisioneiros, a fim de evitar problemas, que manchem a imagem dos Estados,
    como ocorre com o campo de concentração de Guantánamo. Quando anunciou o
    assassinato de Obama, disse claramente que esse feito fazia lembrar "that
    America can do whatever we set our mind to", isto é, que os Estados Unidos
    podem fazer o que decidem. Os comandos especiais que realizaram a operação
    em Abbottabad lá chegaram com o objetivo de matar bin-Ladin e não fazê-lo
    prisioneiro. Ele foi capturado vivo e, depois, executado em frente da
    família, conforme testemunhou sua filha de doze anos. O governo dos Estados
    Unidos chama "elimination" o assassinato de líderes inimigos ou
    inconvenientes aos seus desígnios.
    Essa eliminação é designada com o efeumismo de "targeted killing", cujo
    procedimento se baseia no princípio: "find, fix and finish". Essa norma -
    State-backed assassination - constitui, na realidade, um assassinato
    extra-judicial (extrajudicial killing) fora da zona de guerra e sempre foi
    considerado um procedimento ilegal e imoral. Atualmente é levado a cabo por
    meio de aviões não-tripulados - drones - que disparam mísseis contra um alvo
    determinado, teleguiados desde os Estados Unidos pela CIA. O presidente
    Obama, no seu primeiro ano de governo (2009), ordenou mais ataques com
    drones, contra alvos supostamente terroristas, do que o presidente Bush,
    durante oito anos, nos seus dois mandatos. De 99 ataques com aviões
    não-tripulados, realizados no Paquistão, desde 2004, 89 ocorreram depois de
    janeiro de 2008. Só em 2009 foram realizados 50 ataques com drones, contra
    31 em 2008. Com o objetivo de eliminar bin-Ladin foi empregado um comando de
    forças especiais, de modo a possibilitar coleta de documentos porventura lá
    existentes. E, na guerra da Líbia, foi um desses aviões não-tripulados que
    disparou o míssil contra a residência de Muammar al-Gaddafi, com o objetivo
    de matá-lo.
    Como o senhor avalia as intervenções militares da OTAN na Líbia? Quais são
    os desdobramentos econômicos das pressões pela derrubada de Kadafi?
    No caso da Líbia, minha interpretação coincide com a do professor Paulo
    Farias, meu amigo e um dos mais importantes africanólogos da Inglaterra, na
    atualidade. A França tomou a iniciativa de impulsar a intervenção militar,
    apoiada pela Inglaterra e Estados Unidos, tentando controlar o país, que é
    muito próximo da Europa, e evitar que se torne uma nova Somália, um país sem
    Estado, caótico, e aumente a onda de refugiados. E aí também entra a questão
    do petróleo, pois o caos na Líbia, transformado em um país sem Estado,
    produziria forte impacto sobre o preço do petróleo.
    A França, Inglaterra e Estados Unidos querem manter sob controle os
    principais campos de produção, localizados, na maioria, em Bengazhi e
    Trobuk, na Cerenaica, principalmente perto da cidade Ras Lanuf, bem como
    refinarias e terminais de escoamento, até recentemente a cargo da Arabian
    Gulf Oil Company (Agoco), subsidiária da National Oil Corporation (NOC),
    pertencente ao Estado. Os rebeldes criaram já a Libyan Oil Company, para
    substituir essa companhia estatal, que detém o monopólio da produção e
    comercialização do petróleo.
    O presidente Obama tratou de passar o comando das operações à OTAN, para que
    os países da Europa assumissem todos seus custos. Mas os aviões dos Estados
    Unidos continuam os bombardeios e os mercenários das empresas militares
    Halliburton e Blackwater, contratadas pelo Pentágono, estão a treinar os
    rebeldes e a participar da guerra civil. O resultado da intervenção militar
    ainda é incerto. Pode levar à divisão da Líbia. Se fosse decretada pela ONU
    a separação a província de Benghazi, com a restauração da  dinastia
    Sennusida, ela seria submissa aos interesses do Ocidente. Os fatores que
    determinaram a intervenção dos Estados Unidos, França e Inglaterra na Líbia
    são vários e entrelaçam-se. Um deles parece ser o esforço de legitimar a
    doutrina da soberania limitada e o direito de intervenção militar por
    motivos humanitários.
    O que determina o receio das potências em intervir na Síria, onde houve
    também protestos e massacres a opositores? 
    A Síria tem um papel fundamental na questão da Palestina e na estabilidade
    do Oriente Médio. E os Estados Unidos não intervém, com receio de que, se
    cair o regime de Bachar el-Assad, as conseqüências possam ser ainda mais
    perigosas, com a formação de um governo ainda mais hostil a Israel e possa
    desencadear uma guerra na região, já bastante complicada. O presidente
    Obama, em 2010, enviou um embaixador a Damasco com o objetivo de acomodar os
    interesses da Síria com os interesses dos Estados Unidos. E também aos
    governos de quatro outros países - Israel, Turquia, Líbano e Arábia Saudita
    - não convém a derrubada do governo de Bachar el-Assad, que poderia
    desestabilizar todo o xadrez na região.
    Ainda é cedo para avaliar os efeitos da "Primavera Árabe", que ainda aguarda
    inúmeros desdobramentos, mas quais são as mudanças perceptíveis para a
    política externa da União Europeia e dos Estados Unidos na região?
    Não creio em nenhuma "Primavera Árabe". A região é muito complicada e ainda
    pode ter desdobramentos nos demais países árabes. Ademais do Egito e da
    Síria, o país também de suma importância para o
     
    Ursula Elisa Blumer <ursula...@uol.com.br> May 10 07:50PM -0300 ^
     
    Simplesmente espetacular !
     
    O autor desta inacreditável mágica é um japonês.
     
    No vídeo, a explicação do mágico é em idioma japonês (of course!) e não tem
    legendas. Mas, não se preocupem, eu traduzo para vocês.
     
    Em suma, o mágico se dirige a uma loja de roupas "Lacoste" e lá, na frente
    de todos os clientes, propõe movimentar o crocodilo de uma camisa polo,
    símbolo da marca. Mas, o japonês (mágico) não se contenta somente com o
    deslocamento do réptil. Ele pretende aumentá-lo de tamanho! O que ele faz?
    Telefona para um fast-food e encomenda um hamburguer para alimentá-lo.
    Faminto, o bicho devora o sanduíche (tudo acontece no visor do celular).
    Alimentado ele cresce de tamanho. Ainda assim, o mágico não se contenta
    apenas em torná-lo maior, crescido, pois ele tem outros planos... Bem, o
    resto vocês verão.
     
    Apreciem um dos truques mais intrigantes, pois nunca antes na Via Láctea
    (maldição, isto pega) tive oportunidade de desfrutar de uma mágica tão
    envolvente e cheia de mistério.
     
    Cliquem abaixo.
     
    http://www.youmaker.com/video/sv?id=62f43fbc7f3c4c1c88d22b60a1df2282001&f=fs
     
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