Bom dia vizinhos.
Tivemos nos últimos dias no condomínio acontecimentos muito tristes e quero me posicionar em relação a eles.
Em primeiro lugar quero antecipar que não posso trabalhar nem continuar me dedicando a um lugar onde meia dúzia de moradores fazem de TUDO para inviabilizar uma gestão que teve sempre como maior objetivo eliminar desperdícios financeiros e resolver problemas estruturais que vem se arrastando no predio há anos.
Dessa forma no dia 07 de Maio, dia de nossa assembléia geral entregarei meu cargo de síndico para que a Marcele ou o Bruno ou mesmo os dois possam assumir e "trabalhar por um condomínio melhor". Infelizmente as ações em emails, conversas paralelas vem inviabilizando qualquer tipo de gestão. Não posso continuar trabalhando com pessoas que tem horror a progresso e sempre de forma muito obsoleta tentam impedir que o condomínio de o próximo passo, sempre criando cortinas de fumaça, apontando erros e NUNCA somando sempre subtraindo.
Pessoal, iniciamos um conjunto de obras que como já disse foram esquecidas pelas últimas gestões, principalmente pela última, temos o problema do telhado das coberturas que ocorreu por conta de uma obra equivocada ( segundo o próprio engenheiro que assumiu a empresa após ela ter quebrado financeiramente) convocada pela Marcele.
O telhado segundo ele precisava de uma outra intervenção e gastamos uma fortuna que foi dividida entre todos os moradores em uma obra que além de não funcionar gerou diversos outros prejuízos.
Mesmo sabendo desse problema, a gestão antiga encabeçada pela Marcele entregou o cargo sem resolve-lo.
No mesmo dia que fui eleito como síndico o Morador da cobertura Marcos me procurou para falar desse problema. ( questão que até o momento eu e a maior parte do prédio desconhecia).
Ele me pediu ajuda pois não conseguia resolver a questão e que a empresa não se manifestava.
Evidentemente a empresa não se manifestava, ela havia praticamente encerrado suas operações por diversos problemas.
Sendo assim coloquei essa questão como prioritaria e passei a tentar negociar com algum responsável até que um dia em visita a sede da empresa a mesma estava fechada definitivamente.
Não obstante a isso, seguimos tentando contato com a empresa ou com algum responsável, foi então que passei a ter contato com uma pessoa que assumira a gestão financeira da empresa e que estava disposta a sentar com os seus credores.
( estou resumindo, essa fase contou com todo tipo de acontecimento)
Aos poucos fomos conversando e alinhando alguns procedimentos e então chegamos a um denominador comum após umas 10 reuniões presenciais fora os emails e ligações. Até mesmo reunião com os moradores da cobertura foi feita fora os encontros com o morador Marcos.
Tivemos diversos problemas de execução da obra, a empresa não aparecia no dia, chovia, acontecia de tudo, mas sempre eu ia busca-los e agendava uma nova data até por que o diálogo era a melhor opção, visto que a empresa já havia quebrado e poderia sumir a qualquer momento nos deixando no prejuízo completo.
Reforço aqui que a empresa em momento algum errou na execução da obra. O que ocorreu é que a intervenção definida não era a ideal para o caso, já que uma de suas partes definia a cobertura do telhado com uma manta que diminui a o atrito da água da chuva com o telhado o que fez com que a água empoçasse na calha com maior velocidade, e é isso que fazia com que a água entrasse principalmente na unidade do morador Marcos pois a calha perdeu a vazão.
Ou seja, o desafio era convencer a empresa que mesmo sem ter errado eles deveriam corrigir a obra que a Marcele contratou e ainda pagar uma indenização pelos prejuízos que o morador teve em sua unidade.
Por incrível que pareça, depois de muitas e muitas reuniões consegui convence-lo disso é seguimos com a solução. Por 2 ou 3 vezes tivemos que fazer e refazer a obra pois a correção era muito complexa visto o estrago causado pela " solução original". Fora as tantas vezes que moradores como o Sr. Manoel reclamavam incessantemente de uma solução paliativa que fizemos como um teste para verificar determinada solução que colocou um cano para fora do prédio para verificar se o desvio de água proposto resolveria o problema, era apenas um teste mas mesmo assim não tive um minuto de compreensão na tentativa de resolução. Ou seja, meu desafio era sem colocar o dinheiro do prédio, ( novamente pois já havíamos gasto uma fortuna com uma solução decepcionante) eu não poderia também ficar " batendo" na empresa pois eles não erraram, estavam sempre nos ajudando pois não tinham essa obrigação. O erro foi de diagnóstico de quem co tratou a obra.
Depois de muitas idas e vindas finalizamos a obra de reparo porém consegui que a empresa ( depois de muitas e muitas conversas) arcasse com a indenização que o morador Marcos solicitava.
Os valores são bastante elevados, sendo assim a empresa sentou na mesa de negociações. Eles falaram em algumas oportunidades mas não conseguiram chegar em um valor final, sendo assim agendaram uma reunião para Segunda ( há 2 dias) porém por um problema em seu veículo, conforme Email que todos receberam o responsável não conseguiu comparecer. Isso foi o suficiente para que em plena minhas férias em meu trabalho, o Morador Marcos junto de sua esposa aos gritos ligassem em meu interfone e começassem a me agredir com todo tipo de palavrões e ameaças. Ameaças essas que encontram-se registradas até mesmo em emails e que serão entregues as autoridades no momento oportuno.
Não satisfeitos com os xingamentos eles desceram até o conjunto de obras que estamos fazendo no desabamento do solo no -1, no playground e na lixeira e aos gritos pediam para que a obra fosse parada e que se no fosse. O que mais me deixou estarrecido era ver ao lado deles a Ex síndica Marcele como se nada tivesse a ver com aquela situação. Ela contratou o serviço é mesmo sem ter resolvido nada entregou ao próximo síndico o desafio praticamente impossível de resolver uma situação que mistura os elementos que coloquei acima. Não achei justo pois estávamos passando por isso justamente por intervenção dela e mesmo assim ficava ali a todo momento participando daquele lamentável episódio.
Mas por incrível que pareça ainda teve mais. Claramente transtornada pela questão a moradora Ivete foi até meu apartamento com mais dois moradores pedindo que eu descesse para conversar com seu marido. A princípio disse que não pois ele estava claramente alterado e que isso poderia trazer problemas, após muito insistirem fui até seu encontro e para minha surpresa haviam ali mais uns 10 moradores,Desci e fui conversar então com o morador. Quando fui chamá-lo na frente de todos os que se segui foi uma cena terrível ele passou a me xingar de todo tipo de palavrão o que fez com que nossa conversa fosse ali encerrada com uma quase briga.
O que me deixou ainda mais abanado foi ver ali como se não tivesse nada a ver com a situação a ex sindica Marcele apenas observando uma questão que só chegou até aquele ponto por conta de uma contratação de obra equivocada e por ter demorado mais de um ano para resolver a questão.
Até mesmo uma viatura policial foi acionada. Uma vergonha.
Tudo isso por que o proprietário da empresa não compareceu na reunião para detalhar como faria o pagamento da indenização da unidade. Agora me digam, que culpa tenho eu nessa questão?
Sabem qual é o maior questionamento? Que apareceu ontem e no dia?
Por que eu providenciei a obra e a adequação do playground, da lixeira e a correção do desabamento do solo e não providenciei o pagamento da indenização do apartamento do morador Marcos.
Eu explico por que. Não fiz o pagamento pois eu como sindico não posso simplesmente pegar 7, 8 mil reais e pagar algo que a assembléia geral não determinou.
O que vocês diriam se amanhã aparecesses no boleto de vocês um novo rateio feito agora para pagar uma indenização de uma obra que já foi paga por vocês? Eu não sou louco de incorrer nesse erro, mas até para atender moradores que estavam com o Marcos la fora, como o Bruno a Marcele ( que são ex síndicos) então teoricamente deveriam saber como funciona a questão levarei o assunto para a assembléia e os moradores poderão decidir se acham justo ou não pagar novamente por um serviço mal escolhido. O prédio e soberano e saberá deliberar sobre isso.
Eu cheguei a ouvir a barbaridade de que como eu poderia fazer a obra de adequação sendo que o morador Marcos não havia recebido sua indenização, eu explico.
Fiz as obras de adequação pois acordamos na ultima assembléia que isso deveria ser feito, fizemos até mesmo o rateio e apenas esperei para termos o valor suficiente para iniciarmos as obras pois em obras você não pode parcelar em 10 vezes, e necessário ter recursos em mãos para se iniciar. Foi por isso que comecei a obra ali, pois trata-se de obra autorizada por assembléia.
Dessa forma Marcele/ Bruno e demais
Moradores, eu fiz o que estava ao meu alcance intermédio diversas reuniões e tentei na medida do possível resolver um erro gravíssimo da gestão anterior sem onerar novamente o condomínio.
Pessoal, estou em ferias em viagem fora de SP, sai ontem para a viagem e fiquei sabendo que assim que sai os conselheiros Marcele o Bruno se aproveitando que eu não estava no prédio pediram para que a obra que está no final, estava no ultimo dia fosse paralisada. Isso mesmo, aguardaram minha ausência para tomar uma medida que agira contra os cofres do condomínio pois os funcionários que ali estava tiveram que parar o trabalho e precisaram receber o dia, ou seja perderemos dinheiro de forma absolutamente desnecessária pois resolveram parar uma obra que está há mais de um mês ocorrendo e que foi acordada em assembléia. Aproveito para reiterar que vocês dois são responsáveis por todos os prejuízos financeiros que teremos por conta dessa decisão ridícula pois a obra teria mais 2 dias e vocês a interromperam gerando não só prejuízos com os pedreiros mas também com a empresa que iria instalar a grama sintética pois teremos que agendar um outro dia.
O estranho disso tudo e que o conselheiro Bruno sabia de todas as condições da obra pois até mesmo já conversamos sobre ela em alguns questionamentos que me fez até mesmo antes de começarmos a obra no playground.
O mais complicado de tudo isso e que ainda não foi concluída a obra do desabamento, ou seja por iniciativa da Marcele e do Bruno corremos o risco de perdermos todo o serviço que já foi feito e mais, de termos novos desabamentos pois o buraco continua aberto e é um perigo iminente. Devemos deixar a irresponsabilidade de lado.
Marcele e Bruno, vocês não precisam me amar mas eu peço o mínimo de coerência em relação a obra que foi assumida em assembléia não tem fundamento o que estão fazendo. Tentei durante todo o disse ontem durante minha viagem de ferias contato com o conselheiro Bruno para resolvermos de forma amigável e não prejudicarmos o prédio. Ele não atendeu meus telefones e após trocar 2 ou 3 mensagens no whatsapp não me respondeu mais.
Marcele e Bruno a vaidade não pode ser mais importante do que a segurança do nosso condomínio o que estão fazendo está totalmente equivocado.
Eu já disse eu não posso simplesmente colocar na conta do prédio a indenização para a unidade do morador Marcos sem que a assembléia assuma isso e por isso estou convocando a assembléia imediatamente após eu chegar de viagem pois não tem fundamento uma assembléia sem a presença do sindico.
E já irei aproveitar para colocar ponto a ponto não só essa obra cheia de vícios e de problemas que foi iniciada na gestão da Marcele mas outras que nunca se quer foram colocadas em pauta. Como a do mito do estacionamento que estou em guerra com a MRV para que paguem e que eles já me disseram que se durante a garantia tivéssemos aberto o chegado junto a eles, eles mesmo derrubariam o muro e o fariam novamente. Um prejuízo que beira os 80, 100 mil reais pois são os orçamentos que recebi ouviu Marcele?
Esse muro e questão antiga sempre falei dele como morador comum e outros moradores também e nunca nada foi feito, mas foi também uma das minhas prioridades assim como foram prioridades todo tipo de obra estrutural que foram abandonadas nos últimos anos no prédio e que eu assumi. E assumi pois era minha responsabilidade e dela não fujo.
Sendo assim reforço nossa próxima assembléia no dia 7 de maio onde falarei não somente sobre obras mas também sobre tudo o que peguei de errado e corrigi nesse curto período que estou a frente do condomínio sobre as questões que fizeram com que saíssemos denúncias caixa próximo a zero para uma condição onde hoje aplicamos em investimentos no banco.
Coloquem essa data em sua agenda, quero a presença de todos, tenho muito para falar.
At,
Ricardo