| Arranjo Beneditino |
| Escrito por João Batista |
| Sáb, 10 de Outubro de 2009 20:22 |
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Uma das grandes preocupações para com a Liturgia do Santo Sacríficio é fazer com que a celebração seja toda voltada para o Mistério que se é celebrado, ou seja o Sacríficio de Jesus Cristo ao Pai em favor de nós. O arranjo beneditino tem sua origem nos antigos arranjos do Rito Romano em sua forma extraodirnária, onde seis candelabros eram expostos em cima do Altar, o nome beneditino acaba por ser uma referência ao Papa Bento XVI que tem tornado este arranjo muito popular em toda a Igreja. Com o surgimento da forma em que o Padre se encontra de frente para a Assembléia, verifica-se que as vezes muitos fiéis pensam que a Missa possa estar sendo celebrada para a Assembléia, enquanto a correta compreensão é que a Santa Missa é celebrada pelo Sacerdote com a Assembléia, tendo a centralidade inteiramente em Cristo Jesus, pois é Ele mesmo que oferece o Santo Sacrifício a Deus por nós.
Por isso o arranjo beneditino se torna muito útil para a compreensão do Mistério celebrado, tem em si a simbologia do Mistério e é uma forma em que sugere uma verdadeira e correta catequese litúrgica.
O arranjo consiste em colocar sobre o Altar 6 candelabros com velas acessas e no centro do Altar expõe se o crucifixo do Senhor. Nas Missas celebradas pelo Bispo em sua Diocese utiliza-se 7 candelabros, o sétimo fica alinhado com o Crucifixo ao centro.
Veja na foto abaixo, onde Dom Manuel, da Diocese de São Miguel Paulista, utilizando o arranjo beneditino no Altar, que te se tornado muito popular no Brasil.
Para quem colabora com as preparações para as celebrações da Santa Missa em Paróquias, Dioceses e Capelas, sugerimos que busquem promover o arranjo beneditino, a fim de enriquecer enormente as Celebrações e o sentido litúrgico das mesmas. |
Durante
a maior parte dos últimos dois milênios, na Igreja Latina, a Santa Missa foi
celebrada estando o sacerdote voltado para o oriente, seja o oriente real ou
litúrgico. É a chamada celebração ad
orientem.
O
oriente é, para nós da Igreja Latina, a direção em que se localiza Jerusalém, a
cidade que é modelo do paraíso (chamado de Nova Jerusalém) e onde Nosso Salvador
foi morto no madeiro da cruz. Também no oriente nasce o Sol e Jesus Cristo é o
verdadeiro Sol pois é a luz do mundo. As igrejas, no passado, eram construídas
voltadas para o oriente. As basílicas romanas, contudo, eram voltadas para o
ocidente. Nelas, e em algumas outras, o sacerdote voltava-se para a congregação
(versus populum) para celebrar. Na foto
abaixo, vemos o Papa Pio XII celebrando a missa tradicional voltado para a
congregação.
O
oriente passou a ser antes o oriente litúrgico que o oriente real. Estando o
sacrário, em geral, no fundo dos presbitérios, o sacerdote celebrava voltado
para ele, volvendo-se para a congregação nas admonições e para a homilia,
independentemente da arquitetura da igreja. Desde então, a maior parte das
igrejas foi construída tendo o altar grudado a um retábulo, ambos no fundo da
nave ou no fim do presbitério.
muito
menos, uma indicação que os sacerdotes deveriam celebrar "voltados para o povo".
Um pseudo-progressismo quer fazer entender que é mais adequado ao povo que o
padre a eles esteja voltado. Ora, me parece muito mais igualitário que todos
estejam voltados para o mesmo lado, que é o que geralmente ocorre na celebração
ad orientem (ao oriente), também chamada
coram Deo (na frente de Deus) ou versus Deum (voltado para Deus), em
contraposição ao versus populum (voltado
para o povo).
Papa celebrando coram Deo na Capela
Sistina.







