A empresa norte-americana Intel, famosa pelos seus chips para PCs, apresentou uma tecnologia para transmissão sem fio de eletricidade. Na demonstração, uma lâmpada de 60 watts pôde ser alimentada por um transmissor a 2 metros de distância.
Com o desenvolvimento da
tecnologia seria possível eliminar boa parte do emaranhado de fios
utilizados não só para recarregar baterias, mas também para alimentar
equipamentos em seu uso diário. O WiTricity, segundo informa o
BetaNews, teria 75% de eficiência na alimentação de dispositivos
elétricos.
A apresentação foi realizada no Intel Developer's Forum, que vem
ocorrendo em São Francisco e reunido milhares de entusiastas de
tecnologia. Segundo o Gizmodo, o sistema de recarga tem apenas 25% de
perda de energia na transmissão, o que já é um grande feito. "Algo como
esta tecnologia poderia ser embutida em mesas e outras superfícies,
assim, no momento que você deixe um dispositivo devidamente preparado
sobre a ela, ele começará a absorver energia", afirmou Justin Rattner,
diretor de tecnologia da Intel, ao New York Times.
O estudo foi desenvolvido pelo MIT, em conjunto com a fabricante de
chips, e utiliza campos magnéticos para transmitir a energia e assim
recarregar os dispositivos. A técnica vem para comprovar a teoria de
Nikola Tesla, um dos aclamados inventores do rádio, sobre a transmissão
de energia elétrica através do ar em "canais" formados por ondas
eletromagnéticas. Anteriormente a eficiência alcançada era de apenas
50%, conta Marin Soljacic, chefe do grupo envolvido na pesquisa,
contudo a Intel conseguiu melhorar a captação das ondas e aumentar a
absorção para 3/4 da energia dissipada no ar.
Já o Mobile Burn afirma que o próximo desafio da empresa é adaptar a
tecnologia aos dispositivos eletrônicos, pois a "recarga" não deve
atrapalhar a transmissão de outros aparelhos ou até mesmo do
processador da máquina.
A Intel parece já estar trabalhando na utilização deste tipo de
tecnologia com "supercapacitores", componentes eletrônicos que agem
como "tanques de eletricidade". Tais dispositivos se recarregam quase
que instantaneamente se comparados a baterias de lítio e armazenam mil
vezes mais energia que capacitores convencionais.