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Estou acompanhando a campanha da Sky "Liberdade na TV", sob o mote "Eu
decido o que quero ver na TV".
É muito apropriado, não concordo que a instalação de cotas nos canais
seja incentivo de produção de qualidade. Nossa indústria de conteúdo
deve se desenvolver por méritos próprios, não sob a sombra de uma lei
que sabemos, só fomentará produções ruins para suprir a letra da lei -
que imagina-se, não tem como exigir que o conteúdo seja de qualidade.
Só que... Se a SKY e seus canais se virem na eminência de ter que
responder se caso este projeto de lei seja aprovado, não será tão
difícil: Quantos por cento da programação é gasto com programas de
Televendas? Pode ser considerado produção nacional, não é?
Como a SKY quer incentivar que sou eu que escolho o que quero
assistir, gostaria de sugerir que vocês criassem um canal apenas para
televendas - ou mais um, como queiram. Assim vocês podem dedicar
canais como Universal, Discovery ou History Channel a programas
condizentes com a programação destes canais. É lamentável tentar
sintonizá-los e um televenda estar ocupando quase toda a parte da
manhã ou da madrugada.
Fico na expectativa que esta minha opinião seja bem-vinda, tendo em
vista que vocês querem provar na sua campanha "liberdade na TV" que
sou eu que devo escolher o que quero ver.
E acredite, eu não quero ver programas de televendas.
Obrigado,
P.S.: O site "liberdadenatv.com.br" não tem um lugar para contato.
Estranho uma campanha que pede o apoio popular não contar com nenhum
tipo de interação com o público.
googletalk: email: MSN: joseanto...@gmail.com
ICQ: 658222 Skype: "meiradarocha_jor"
veículos: [ http://meiradarocha.jor.br http://olpcitizen.blogspot.com ]
A única liberdade que eles querem é a das empresas de TV por assinatura fazerem a programação de baixa qualidade (baixa qualidade técnica, de marketing e de conteúdo) que bem entendem.
As pessoas costumam dizer que o rádio não matou o teatro, que o home
vídeo não matou o cinema, e que a internet não matará nenhum deles.
Lo sinto, mas rádio é o único que anda sobrevivendo. Jornais tiveram
seu modelo profundamente modificado em função da internet; cinema está
cada vez com as salas mais vazias, a tecnologia de informação dá menos
audiência a bombas; e a internet está matando a TV.
Qual é o problema da TV? Sincronicidade. Você precisa se dispor a
estar num horário certo pra assistir o que você quer. Essencialmente,
é eles que mandam. Nas condições deles.
Internet é o contrário nestes termos: É assíncrona. Você assiste o que
quer, na hora que dá. São suas condições.
O que é a TV a cabo senão uma tentativa de se tornar mais assíncrona?
Como alguém aficcionado em esportes poderia esperar um só canal dar
espaço para esporte? Ele sintoniza logo o canal de esportes, que o
passa 24 horas.
Temos assincronia, se esperarmos o suficiente: Seriados e vídeos são
disponibilizados a serem vendidos em DVDs para serem assistidos em
casa. Home vídeo é um importante mercado.
Tudo é a tentativa da TV em ser assíncrona.
Outro indício de morte da TV é o TiVo. Além de quebrar a
assincronicidade, estraçalha com a fonte de renda da TV, os brakes
comerciais.
Que nós, os espectadores, iremos controlar a grade, isto é cada dia
mais real. Mas a internet deu um severo pulo neste caminho.
O que é completamente diferente do caso brasilerio, aonde o projeto de
lei não separa a distribuição da produção, mas classifica a
nacionalidade do conteúdo.
Cotas são a alternativa que nossos políticos se metem a pensar ser a
melhor solução para corrigir as diferenças da nossa sociedade. Imagina
investir para que a indústria de produção se desenvolva, melhor mesmo
uma canetada. Na direção errada.
> regulamentação dos meios de comunicação, proposta bombardeada pela
> mídia no início do governo Lula foi a primeira tentativa de abrir as
> emissoras à produção nacional independente
E quem iria criar as regulamentações, ensinando aos brasileiros o que
é bom ou o que é ruim? Governo!
A China, esta semana, baixou uma norma proibindo filmes de ficção ou
terror, alegando proteção do cidadão. Duh.
> Como nada deu certo em virtude do cartel local,
Antes eles agindo certo (liberdade de expressão) pelos motivos errados
(proteger seu mercado e influência) do que o governo agindo errado
(censura) pelos motivos certos (regulamentarização).
> sobrou a criação da TV Estatal
Que concorre com o Fome Zero em fiasco, que gastou nos primeiros meses
R$ 40 milhões apenas com... logística.
> Particularmente não acho ruim, pois o assinante da Net e da Sky nunca
> teve a liberdade que propagandeiam nesta propaganda-protesto.
Por isso o teor de minha mensagem. Se eles querem vender que sou "eu
que escolho a programação", que acabe com aquelas porcarias de
promametes vendendo grelhas. Argh.
A China, esta semana, baixou uma norma proibindo filmes de ficção ou
terror, alegando proteção do cidadão. Duh.
> O que é completamente diferente do caso brasilerio, aonde o projeto de
> lei não separa a distribuição da produção, mas classifica a
> nacionalidade do conteúdo.
>
> Cotas são a alternativa que nossos políticos se metem a pensar
Ehm? Desde quando politicos pensam agora? ;)
Atualizaram o comercial, com testemunhais. Mais falsos que um DVD do
"Tropa de Elite". Quiseram atualizar, mas abusaram ainda mais de nossa
inteligência.
Dias depois do e-mail original, recebi uma réplica da Sky, tirando-a
da reta: O caso era que os Televendas não são da conta deles, que é
apenas a estrutura de distribuição. Se o History Channel pára de
passar documentários para anunciar grelha que lava mais branco,
passeia com o cachorro e faz seu marido parar de roncar, é da conta do
canal, não da Sky.
Estranho, já que a campanha sobre cotas de conteúdo é da Sky. Combina
com o que diz, João: com o projeto de lei, o problema será da Sky em
disponibilizar mais banda.
> Tive o trabalho de ler o projeto e estuda-lo.
> http://www.camara.gov.br/sileg/MostrarIntegra.asp?CodTeor=529787
Fundamental alguém ter lido. Não li pois imagino que nessa briga de
cachorro grande, há fatos demais escondidos para se tornar um partido.
Então só tirei meu próprio partido, que detesta como a TV a cabo abusa
de nossa inteligência.
Interessante que a lei não impõe secamente uma cota. Mas entretanto,
ela me parece falha em assegurar que a qualidade será mantida. TV a
cabo é uma fuga da pouca possibilidade da TV aberta. Cotas que forçam
um determinado tipo de programação não me parece satisfazer este
preceito. Irão encher linguiça, ao invés das produções nacionais terem
que pedalar para conquistá-la.
HBO anda se virando bem para suprir com coisas sem necessariamente
gringas, por exemplo.