O DIÁRIO NÃO VALE NADA

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Francisco Weyl

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Apr 17, 2009, 1:49:08 PM4/17/09
to artur LEANDRO, andre.occa, Afonso Gallindo, Antonio Neto, Darcel Andrade, giseli aparelho, Arroyo João Cláudio, Marcelo Marat ..., OCCA - CORREDOR DA AMAZÔNIA, antonio jose amaral ferreira ferreira, ADERLI DOS SANTOS GOES, Amanary Consultoria Consultoria, Angelo Madson da Costa Barbosa, bruna barros, Diógenes Brandão, Luciane Bessa, ..biAh weRTHer.., Bebel, Joao Baptista Pimentel Neto, Valmir Santos Bispo, Afro-religiosos da zona metropolitana de Belém, Fórum Permanente das Culturas do Pará, cineclub...@googlegroups.com, CARLOS PARÁ, RICARDO LEITE CINEMAPOBRE, Chico Carneiro, cunha. humberto, EDSON COELHO DE OLIVEIRA, isabela do lago, Fernando d'Pádua, Diógenes Brandão, APOLINÁRIO DAS NEVES” <apolinarioneves@liberal-caboverde.com>, CARLOS PARÁ <revistapzz@gmail.com>, Pedro Pedro <dompedro2@hotmail.com>, STEVEN UHLY”, haydee marcia de souza marinho, ACVRAM - Assoc. de Cinema e Video, Daniela Sampaio R. de Sousa., Marajoara Edna, Latitude Produções, Latitude Produções, cezar escocio, Ewandro Pantoja, Edilene Franco, Edney Martins, ELOI IGLÉSIAS, FRANCISCO WEYL, Flavio Leonel, Alessandro Ferreira, Cláudio Figueiredo, Fernanda Brasileiro, Fidelis, jader gama, Karymme Gaby, CÉLIA GOMES, GABRIEL WEYL, João Januário Furtado Guedes, luana medeiros weyl, Hilton Silva, hdasilva, Helga Roessing, ANA CRUZ, Heloisa Meira Roessing, HENRIQUE AUGUSTO MEIRA, Salomão Hage, Iara Regina Souza, Elói Corrêa, ica, Ilma Cristina B Rodrigues Bittencourt, Instituto de Artes do Pará, Instituto Paraoara, Instituto Universidade Popular - UNIPOP, Isabella Mota, Jose Varella, CINCINATO MARQUES DE SOUZA JÚNIOR, Jacinto Kahwage, jacquelin...@uol.com.br, Jean Fran Deluchey, romulo.occa, k. negrao, Amilcar Aristides, Karina Jucá, KATYANE MARINHO, Luciana Medeiros, catarina lima, Fórum de Mídia Livre, Marcos URUPÁ, Maria christina, ALEXANDRE MARTINS, Catarina Cardoso, andre mardock, augusto -tuto, Juvêncio Arruda, Mônica Telles, Diego Urban Ninja, Aldalice Otterloo - UNIPOP, Jose Oeiras, Pedro Olaia, Aroldo Pedrosa, QUIURE ., Jorge Quintela, resistenci...@googlegroups.com, dica weyl, Arcângela Sena, VALMIR SANTOS, Afonso Medeiros, Clemente Schwartz, Cássio Tavernard, Jormalismo Tv Record Belém, Jornalismo TV Liberal, Júlio Silvão Tavares, Lúcia Carla Telles, Programa TV Pai D´Égua TV Cultura Funtelpa, Renato Torres, Tarcísio Ribeiro, Tati Wells, Tatiana Cibele, ultima...@expert.com.br, Ulisses Weyl Costa, Laurent Vidal, LÚCIO FLÁVIO PINTO, Pedro Vianna ., Pedro Vianna ., Vasco Cavalcante, Xanda Ferreira, Xuliana Cal, Lázaro Magalhães, Lázaro Magalhães, Zé Maria, Dayana Zdebsky de Cordova, Ana Araujo, Carla Weyl, CRISTINA WEYL, EMANOEL WEYL, emanuelle weyl costa, irene weyl, joao. weyl, Jornalismo SBT, JORNALISTA AMANDA AGUIAR - DP ON LINE, Radio Marajoara, TV Liberal Cultural, TV RBA, tvna...@fundacaonazare.com.br, Juliana, Juliana Guiart, nuno rebocho, Indaiá Freire da Silva, paulo weyl

O DIÁRIO NÃO VALE NADA

... as poucas pessoas que me conhecem, reconhecem que eu sou um chato de marca maior (ou menor, conforme a avaliação de cada um dos que se permitem a fazê-lo, se é que eu significo alguma coisa para estas pessoas), isto porque, na verdade, há algum fundo de verdade nisso, sou mesmo um chato, desses que diz o que vem na testa e sai do coração, da forma mais emocional e fecunda e profunda possível, necessariamente, verdadeira, pelo que acabo por provocar nas pessoas uma reação inversa aquela a qual eu de fato desejava, mas isso aqui não é nenhuma invocação de mea-culpa, antes pelo contrário, é uma afirmação de meus erros, se é que sou de fato uma pessoa que se equivoca ao agir dessa forma que eu ajo, entretanto, sei que muitas vezes são as formas das minhas falas e não os seus conteúdos que estremecem possíveis relações que eu poderia construir, senão vejamos sempre me bati contra estas leis de incentivo a cultura, historicamente, pelo que elas representam e pela forma que elas são manipuladas, em troca, recebia críticas de todos os lados, mesmo dos lados ao lado dos quais eu me colocava e agora vem aí esta enxurrada de avaliações na contramão dos meus pensamentos, sobre estas leis, e agora todos começam a perceber ou a fingir perceber o que elas representam, sempre denuncie uma série de coisas que considero nefastas, aqui, no Pará, então, nem se fala, e acabei por entrar em rota de colisão com pessoas que, repito, nem me interessavam, mas que vestiam as carapuças que eu vislumbrava em muitas cabeças e nem sabia que também serviam nestas pessoas, foi assim, por exemplo, quando do Seminário de Cultura, convocado pelo governo do Jatene e com direito á Nilson Chaves e seus asseclas ganhadores eternos de incentivos governamentais, e é assim agora quando eu vejo com alguma freqüência uma publicidade enganosa (aliás, este termo por si só já é redundante porque toda publicidade é necessariamente enganosa) da Companhia VALE no jornal DIÁRIO DO PARÁ, a mesma VALE, aliás, contra a qual eu me coloquei quando da realização do Auto do Círio em 2004, evento que chegou a publicitar esta empresa da seguinte maneira: VALE APRESENTA AUTO DO CÍRIO, como se ao fato dela disponibilizar alguns trocados para a organização do evento lhe conferisse o direito de usurpar algo histórico e que pertence a todos os paraenses, claro que eu me indignei e critiquei este fato, mas todos calados continuaram e pactuaram com tal absurdo, esta cidade tem destas coisas, com os seus pseudo-artistas oportunistas que se aproveitam da cultura popular em benefício próprio, justo eu que me indigno quando vejo ícones e outros signos das culturas populares, negras e indígenas, utilizadas em publicidades empresariais e governamentais e mesmo não-governamentais sem que estas culturas tenham algum retorno disso, são imagens de índios, de crianças negras, de santos, etc., que povoam e poluem este universo danoso que é a publicidade de uma forma geral, signos a serviço da destruição das consciências, signos descodificados e necessariamente destruídos, numa clara política de ataque a tudo que pertence à cultura popular, é assim, por exemplo, agora com esta PUBLICIDADE ENGANOSA DA COMPANHIA VALE NO DIÁRIO DO PARÁ, onde se lê: “DIÁRIO DO PARÁ – Cultura Popular Paraense - o colorido, a beleza e a alegria da diversidade cultural dos paraenses ao alcance das mãos; a forte identidade popular sendo renovada e conhecida. Os principais eventos da cultura popular do Pará você lê no DIÁRIO DO PARÁ”, publicidade (ENGANAOSA) assinada pela VALE pelo DIÁRIO, que trás o músico Ronaldo Silva (com chapéu de “para-boi”, pois que ele não representa nenhum boi, motivo pelo qual eu avalio que quem diz que isso é boi acaba por prestar um desserviço ao boi), isso é um absurdo sem tamanho, primeiro porque a VALE quer apenas colar na cultura popular com uma política mesquinha de marketing e segundo e não menos importante porque a política editorial do DIÁRIO que, aliás, é idêntica a todas as políticas editoriais de todos os cadernos de cultura dos jornais-balcões-de-negócio desta terra não considera a cultura popular como algo vendável, ou seja, eles jamais pautam a cultura popular, na verdade, eles desprestigiam a cultura popular, omitindo-se em comunicar à sociedade, por exemplo, sobre eventos da cultura popular da Terra Firme, do Guamá, da Marambaia e do Jurunas, além de outros bairros de periferia e mesmo das dezenas de municípios paraenses que nunca têm espaço nestas páginas que ostentam esta enganação publicitária, é um absurdo desmedido porque nestes jornais o que mais se destacam são cenas culturais paulistanas e cariocas e internacionais e mesmo agora se pensarmos sobre a repercussão deste filme da IRMÃ DOROTY que tem sua estréia por estes dias logo veremos o quanto colonizados nós somos, este documentário tem merecido repercussão da mídia paraense porque vem de fora do Estado com direito a participação de globais, etc., quando, aqui no estado, foram realizados sobre este tema vários documentários, e quando também há toda uma tradição do cinema documental paraense e amazônida que é relevada a um segundo plano e sequer é tratada como cinema por estes jornais-balcões-de-negócio, logo, na qualidade de poeta e realizador de cinema e ativista dos direitos humanos não posso silenciar diante de mais esta enganação que na verdade, repito não se coloca apenas nas página no DIÁRIO que não vale nada, mas também nas páginas de outros jornais-balcões-de-negócios paraenses, com editorias culturais mesquinhas e mentirosas, que omitem a força das culturas populares e que apenas as utilizam em benefício do comércio e da alienação, este absurdo tem que ser denunciado e combatido, não consigo compactuar com este tipo de mentira, porque se formos contabilizar as notícias que estes jornais-balcões-de-negócios publicam sobre as culturais populares veremos que é uma quantidade reduzidíssima diante dos destaques que eles dão à indústria cultural de uma forma global, logo, há aqui um antagonismo, uma guerrilha pro assim dizer e o meu lado é o lado do qual eu sempre estive e do qual jamais irei me deslocar, ainda que muitas vezes alguns camaradas deste mesmo lado interpretem de uma forma equivocada as minhas atitudes, pelo que eu lamento, continuarei a ser este lobo solitário a gritar no deserto destes homens que perderam aquilo que eu penso ser mais sagrado, a sua dignidade...

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Francisco Weyl

Carpinteiro de poesia e de cinema

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© Francisco Weyl
Carpinteiro de poesia e de cinema

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