Eros, na mitologia grega, era conhecido como o deus do amor e do desejo sexual. Nas verses mais recentes, ele filho de Afrodite, tambm deusa do amor. Eros possui um arco e flecha com o qual fere os mortais e imortais, fazendo com que estes se apaixonem.
Na Grcia Antiga, Eros era representado como um belo jovem alado, assim como era representado na Roma Antiga, quando era conhecido como Cupido. No renascimento, Eros passou a ser representado como uma criana gordinha e travessa. Seu mito mais famoso o de sua paixo por Psiqu. Deus e humana enfrentaram diversos desafios para ficarem juntos.
Na Grcia Antiga, Eros era comumente representado como um homem jovem, muito belo e com asas, semelhantes s dos anjos. Sempre representado com o arco e flecha na mo, arma com a qual feria homens e deuses, deixando-os apaixonados. Na Roma Antiga, Eros tambm era representado como o belo jovem alado, ainda, s vezes, o deus era representado como uma criana, geralmente acompanhada da me, Afrodite.
Durante o renascimento, Eros passou a ser representado como uma criana gordinha, de cabelos louros, cheia de dobras e muito travessa. Eros possui dois tipos de flechas em seu arsenal, as douradas, que, quando atingem algum ser, este se apaixona, e as de chumbo, que, quando atingem algum ser, provocam o oposto, despertando o dio e a repulsa em quem foi atingido.
Na Teogonia, de Hesodo, de aproximadamente 700 a. C., Eros um dos deuses primordiais, nasceu aps Caos, Gaia e Trtaro. Eros, o amor, o deus que une todas as coisas, permitindo a origem do Cosmos. Parmnides, um dos filsofos socrticos, afirmou que Eros o primeiro de todos os deuses, sendo o amor responsvel pela existncia de tudo o que existe.
Eros um dos erotes, deuses alados que se relacionam ao amor e ao desejo sexual. Outro erote Hermafrodito, filho de Hermes e de Afrodite, considerado uma divindade associada ao amor e s relaes homossexuais. Outro ainda Himeneu. Os gregos acreditavam que Himineu est presente em todos os casamentos, por isso evocavam-no nessas cerimnias. Alguns linguistas defendem que o nome Himineu deu origem palavra hmen.
Eros um dos deuses mais poderosos, pois suas flechas so eficazes com humanos, deuses, semideuses e todas as criaturas vivas. A paixo despertada pelas flechas de Eros pode levar o flechado perda da razo, agindo apenas pelo impulso do amor. Por outro lado, Eros tambm tem suas flechas de chumbo, que fazem com que a pessoa atingida desenvolva uma grande repulsa, inversa ao amor.
Apolo, deus grego da beleza, irrita Eros ao afirmar que suas flechas so mais poderosas do que as suas. Eros atinge o corao de Apolo com uma flecha dourada, fazendo com que o deus se apaixone pela ninfa Dafne. Eros ento lana uma flecha de chumbo no corao de Dafne, que desenvolve total averso por Apolo.
O deus grego da beleza passa a perseguir Dafne, que foge constantemente dele. No aguentando mais a fuga, Dafne pede a seu pai, o deus Peneu, para que a livre do perseguidor, o pai a transforma em um arbusto, o loureiro. Triste por perder a amada, Apolo passa a usar uma coroa de louros em sua cabea. Saiba mais sobre esse mito clicando aqui.
O amor provocado por Eros considerado ardente, passional e emocional. O amor despertado por Afrodite mais contido e racional. Eros provoca um desejo intenso na pessoa apaixonada, fazendo-a agir de forma impulsiva para alcanar seu amado ou amada. Eros tambm mais associado ao desejo sexual. Em muitos mitos, ele obedece s ordens de Afrodite, lanando suas flechas e entorpecendo de amor seu alvo.
Ao contrrio de ns, que utilizamos somente a palavra amor, os gregos utilizavam diversas palavras para esse conceito abstrato. Ludus, por exemplo, era o amor juvenil, inocente, que ocorria entre os jovens amantes, esse tipo de amor tambm continha o amor eros.
Filia era o amor entre amigos, sem envolvimento sexual. E eros, o amor cheio de desejo sexual, de paixo. O pragma era o amor que s ocorre entre aqueles que se amam h muito tempo, um tipo de amor em que os dois amantes se tornam um.
A beleza de Psiqu atraiu diversos admiradores, que deixaram de prestar homenagens para Afrodite, o que despertou grande cimes na deusa. Com o objetivo de castigar a mortal, Afrodite ordenou que seu filho, Eros, flechasse Psiqu para que ela se apaixonasse por uma criatura horrenda e que lhe causaria mal.
Eros voa at a casa de Psiqu em uma noite, quando a jovem dorme. Ao se aproximar da mulher, Eros observa sua beleza, ficando paralisado por um instante. Quando Psiqu se mexe, Eros se distrai e se fere com sua prpria flecha dourada, apaixonando-se pela mortal. Eros foge e passa a observar Psiqu de longe, no flechando mais nenhum homem porque passa a ter cimes da humana.
Com o passar dos anos, o pai de Psiqu fica preocupado, sua filha mais bela no tem pretendentes, ao contrrio das duas outras irms, que j eram casadas. O pai vai at o orculo de Apolo, onde informado de que a filha se apaixonar por uma feia criatura, que causar a morte dela. O pai deve ento levar a filha at o alto de um penhasco, vestida com trajes nupciais.
O pai leva a filha at o alto do penhasco e a abandona l. Quando est sozinha, Psiqu levada por um forte vento at um belo palcio, onde servos invisveis passam a servi-la. De noite, no seu escuro quarto, Psiqu surpreendida por um vulto, que adentra o quarto, deita-se em sua cama e mantm relaes com Psiqu. Ao acordar, Psiqu est sozinha.
O encontro ocorre por diversas noites, at que, numa delas, Psiqu pede para que o desconhecido se apresente. O desconhecido afirma que jamais se revelar ou ser visto por ela, e isso a nica coisa que ele pede para Psiqu, que concorda com a condio imposta pelo amante. Ela pede para possa ver a famlia, que acha que ela foi morta pela criatura aps ter sido abandonada no penhasco.
Ao visitar a famlia, Psiqu conta para as irms a felicidade em que vive no palcio de seu amado. Tambm conta que nunca viu o rosto dele. As irms, com inveja de Psiqu, afirmam que o amado deve ser um monstro e que ela deve usar uma lamparina para ver o rosto dele e uma faca para, em seguida, cortar sua garganta.
Psiqu se deixa influenciar pelas irms e, quando Eros dorme, se aproxima do deus com a lamparina na mo, observando sua beleza. Distrada, deixa uma gota de leo cair da lamparina, que atinge o peito do deus, que desperta irritado. Eros diz que Psiqu o traiu ao v-lo e ao tentar mat-lo. Eros abandona Psiqu.
Psiqu passa a perambular pelo mundo e instruda pela deusa Demter a solicitar prpria Afrodite o perdo de Eros. Psiqu vai at o templo de Afrodite, onde a deusa lhe impe quatro trabalhos para que receba o perdo do filho.
No segundo trabalho, Psiqu deve recolher a l de ouro de carneiros carnvoros. Ela ouve uma voz que lhe instrui a seguir os carneiros dourados e a recolher a l deles que fica grudada nos espinhos da vegetao por onde passam. Ela recolhe os fios dourados e os leva deusa.
A terceira tarefa que deve ser cumprida por Psiqu a de armazenar em um pote as guas da nascente do rio Estige, localizada no alto de uma grande montanha. Psiqu comea a escalar, mas encontra grande dificuldade para subir. Zeus, na forma de uma guia, pega o pote das mos dela e voa at a nascente, recolhendo sua gua e levando-a at ela, que a entrega para Afrodite.
O ltimo trabalho de Psiqu o de receber de Persfone parte de sua beleza, que dever ser colocada em uma caixa dourada e entregue a Afrodite. Pensando que a morte a nica forma de se chegar at o submundo, Psiqu sobe no alto de uma montanha, de onde deseja se jogar. Novamente ouve uma voz, que lhe conta onde era a entrada do submundo.
Psiqu entra no Trtaro e recebe de Persfone parte de sua beleza. Ao percorrer o caminho para levar a caixa para Afrodite, Psiqu abre a caixa, caindo em um sono profundo. Nesse momento, Eros se aproxima, beija Psiqu, que volta vida. Eros pede a Zeus e a sua me que se case com Psiqu, sendo atendido por eles. Psiqu levada ao Olimpo, e Zeus a transforma em uma imortal. Saiba mais sobre esse mito clicando aqui.
Eros e Psiqu tm uma filha, Hedon, a deusa do prazer. Hedon geralmente representada com asas de borboleta, e, assim como sua me, tambm dotada de uma grande capacidade de persuaso. O termo hedonismo deriva do nome Hedon.
No renascimento, cupidos foram largamente representados em pinturas e esculturas. Conhecidos inicialmente como amorinis e depois como puttis, eram representados como crianas gordinhas, sorridentes e travessas, representao ainda presente no imaginrio popular.
Eros e Tnatos so dois importantes conceitos na obra de Sigmund Freud. Eros, deus do amor, representa o princpio da psiqu, que motiva, que d nimo, energia e que nos leva ao desenvolvimento. J Tnatos, o deus da morte, desiquilibra a psiqu humana, desmotiva-a e nos destri.
Na Grcia Antiga, Eros atingia com suas flechas o fgado das pessoas. Na atualidade, o corao o rgo relacionado ao amor, mas, na referida poca, era o fgado. Isso se deve ao frio na barriga, na regio do fgado, que a pessoa sente ao ver aquela pela qual est apaixonada.
O Deus Eros o deus da paixo, do amor e do erotismo na mitologia grega. Sua principal funo era unir as pessoas por meio de suas flechas mgicas. Esse deus representava o amor verdadeiro e na mitologia romana ele chamado de cupido.
Eros representado como um jovem alado muito belo e que carrega um arco e flecha, seus smbolos mais importantes. Tambm pode estar associado com a simbologia do corao flechado. Por ser uma figura muito bonita e encantadora, ele era considerado irresistvel. Note que Eros tambm pode aparecer como uma criana alada.
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