Uma abordagem diferente às "orelhas" (ear rafts)

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Lucas Corato

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Aug 17, 2014, 3:36:46 PM8/17/14
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Prezados,

Na minha eterna luta contra o warp do ABS, tenho tido muito sucesso usando uma abordagem digamos um pouco mais arquitetônica em relação às "orelhinhas" que ajudam a grudar as peças à mesa. O que eu vinha fazendo até agora, com certo sucesso, era usar orelhas como essas:

Mas em muitas situações só isso não bastava, pois a força de retração é tamanha que puxa a orelha junto, pois estando ligada ao corpo da peça, quando um canto dela sobe o resto não aguenta e solta. O mesmo vale para o brim: se um pedacinho do brim descola o resto "descasca" muito mais facilmente.

A ideia, então, seria levar essas orelhas para longe da peça principal para que formem um conjunto separado, que sofra sua retração sem ser influenciado pela retração da peça principal. A ligação com a peça viria então por cima, numa altura que o warp ainda não se manifeste (por exemplo, é certo que eu consigo imprimir peças de até 5mm de altura sem que sofram warp). Da mesma maneira como funcionam arcobotantes e contrafortes de catedrais góticas, grosso modo (pois as funções estruturais nos dois casos são beeeem diferentes):

 

Num teste prático, o resultado é o seguinte:

 

   por baixo                                  por cima

Vejam que aqui usei três tipos de orelhas: a tradicional (no meio), o "contraforte" com base destacada (à direita) e o "contraforte" com a base ligada ao corpo (à esquerda das imagens, com a orelha um pouco cortada, e que soltou), e o resultado foi fantástico, numa peça de 17cm de comprimento não tive nada de warp na parte em que usei o contraforte com base destacada. A parte que descolou era só um suporte, então não atrapalhou a peça final.

O que acontece então? No meu entendimento estrutural, a força de retração da peça é transferida a esse contraforte que por sua vez a descarrega na sua base, que age quase como que uma "ventosa" no vidro e não desgruda, pois por ser fina (1 camada no perímetro e 3 onde gruda o contraforte) não sofre descolamento por retração, ficando fixa até um mínimo de cerca de 70ºC na mesa com Karina. Se essa base estivesse ligada à peça, como acontece na parte que descolou, o efeito seria também aquele de retirar uma ventosa: levanta-se um pedacinho que o resto solta fácil fácil.

Junto a isso, a retirada desses suportes fica bem mais fácil, pois como a interface entre a peça e o contraforte é de apenas 2 ou 3 perímetros, basta destacá-lo empurrando para os lados diversas vezes:

Deixo em anexo o .stl dessa peça caso queiram analisá-la. Espero seja útil.

Abraços!

LUCAS

BASE.stl

Daniel Oliveira

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Aug 18, 2014, 6:23:22 AM8/18/14
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Muito bacana Lucas! Tenho sofrido com warp também, mas ainda engatinho nos programas de modelagem 3D. Espero em breve conseguir editar de forma razoável meus próprios desenhos e assim testar esta técnica sugerida.

Abraços

Taciano SP

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Aug 18, 2014, 6:56:50 AM8/18/14
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Muito legal a técnica! É só uma questão de testar esta abordagem para quem deseja imprimir peças altas e compridas.

Mas depois de experimentado o PLA é impressionante a falta de vontade que eu tenho de imprimir com ABS, eu não sei quantos pensam desta forma, mas me parece que o ABS apesar de usarmos na RepRap é inadequado para este tipo de trabalho e tecnologia.

Abraços

Sptaciano

www.3dmogi.com.br

Marcos Paulo

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Aug 18, 2014, 8:38:12 AM8/18/14
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Muito engenhoso, gostei!
as eu tenho uma duvida referente a Warp, uma impressora que tem seu ambiente controlado ainda assim sofre de warp?
Como no caso das cubicas por exemplo?
Na minha universidade tem uma prototipadora industrial la que é toda blindada, ela mantem o ambiente externo sempre à 70°C
e eu nunca vi em 4 anos de facul uma peça sair com warp, então acredito que esse seja um fator chave.
O pessoal que tem impressora cúbica tem problema de warp?

att,

Marcos P.

Lucas Corato

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Aug 18, 2014, 9:43:36 AM8/18/14
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A minha câmara segura até 43ºC mas sem aquecimento forçado, e ajuda muito, mas não resolve. Certamente sim, a uma temperatura de 70ºC fica tudo muito mais fácil. Mas aí a eletrônica começa a torrar.
L

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Marcos Paulo

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Aug 18, 2014, 10:32:57 AM8/18/14
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Mas no caso das Cúbicas as eletrônicas ficam fora da câmara de impressão não?
Isolar a parte eletrônica seria Facil, 70°C nem é tanto assim se vc for ver...
a convecção do ar não consegue esquentar tanto assim a fiação, se fosse por condução tudo bem...

att,

Marcos P.

Lucas Corato

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Aug 18, 2014, 10:46:04 AM8/18/14
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Se ficar fora beleza, um problema a menos!
É que nos primeiros testes, quando usei uma caixa de papelão totalmente vedada, consegui chegar a 65ºC se não me engano e logo os motores piraram, pois os drivers superaqueceram. É verdade também que na época eu não tinha nenhum fan sobre a RAMPS...
L

William Luiz Antunes Gurzoni

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Aug 18, 2014, 12:16:07 PM8/18/14
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Boa tarde Pessoal.

@Lucas, achei muito legal a ideias dos discos! Acho que já resolveria boa parte dos meus problemas com warp. Você os adiciona diretamente no STL? Ou coloca depois no Slic3r/Cura? Não estou com o Slic3r instalado aqui no serviço, mas pelo que me lembro ele não permite sobreposição de objetos. 

Qual a forma mais fácil de usar as "orelhas"?

Obrigado.


Atenciosamente,

William Luiz A. Gurzoni



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Lucas Corato

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Aug 18, 2014, 1:33:59 PM8/18/14
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William, obrigado. Eu os insiro na fase de modelagem, normalmente no sketchup, mas acho que adicionar no .stl é uma boa alternativa. No Slic3r sei que pode dar rolo, de imprimir perímetro em cima de perímetro já impresso, por exemplo.
L
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