Confrontando Sexismo
no Cuidado com a Infância
9 de Outubro, 2018
Cada
vez que um homem se levanta por um ideal, ou age para o bem de todos, ou luta
contra a injustiça, ele emite uma onda minúscula de esperança. Ao se cruzar com
outras ondas oriundas de milhões de diferentes centros de energia e ousadia, elas
constroem uma corrente que pode derrubar os muros mais poderosos de opressão e
resistência.
-Robert F. Kennedy
Escrevendo no relatório US News and World, a autora
Sara Mead discute o desafio de confrontar sexismo existente no modo como os
legisladores e outros pensam sobre cuidados na infância. Ela explica:
"O crescente reconhecimento da importância do desenvolvimento da primeira
infância e das habilidades que professores de educação infantil precisam para
apoiar a aprendizagem das crianças tem estimulado esforços de advocacy e da
filantropia para aumentar a remuneração dos professores. Porém estes esforços
enfrentam uma difícil batalha. Elevar os salários encarece o cuidado com as
crianças e programas de educação infantil. Muitas famílias já enfrentam muita
dificuldade para pagar pré-escola e creche. Financiamento público para
programas de educação infantil tem enfrentado cortes devido a sequestros
federais e a um cenário fiscal desafiador em muitos estados. Vencer estas
barreiras requer pensamento inovador e novas abordagens políticas e de
advocacy. Mas também requer confrontar outra barreira que nos traz mais
desconforto para falar: Sexismo.
Algumas vezes o sexismo é escancarado. Um artigo recente no New York Times sobre os profissionais de primeira infância lutando para garantir qualidade neste cenário de poucos recursos citou uma profissional que ouviu de um parlamentar do seu estado: ‘Você não está nessa profissão por dinheiro, você é paga com amor’. Outros defensores da causa me falaram sobre legisladores e formuladores de políticas que acreditam que profissionais de educação infantil não precisam de melhores salários porque eles não são os provedores da família- uma percepção contestada por dados reais."
Source: "Confronting Sexism in Child Care," by Sara Mead, US News and World Report, November 17, 2016.
