Oi gente!
Estamos aqui para dizer que o “Lunetas Avista” em Salvador que aconteceu no último sábado, 30, foi lindo e também para agradecer sua presença conosco.
No último final de semana, a equipe do Lunetas e a equipe do Criança e Consumo desembarcaram em Salvador para uma conversa sobre infâncias de um outro jeito, dessa vez, ao vivo. Isso, porque a gente acredita que as histórias reais, os encontros, as trocas e as vivências são importantíssimos para qualificar o debate sobre os direitos das crianças no Brasil.
Foi um dia todo de troca de experiências ;)
Fizemos um pequeno resumo do que rolou nos painéis. Confira!
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Como criar um espaço livre para ser
na família
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Autocuidado, partilha de responsabilidades e paternidades
Mariana Sá, mãe e fundadora do Milc - Movimento Infância Livre de Consumismo - foi uma das convidadas que ressaltou a questão do autocuidado das mães. “Como a criança vai ser, se você não for”?, questionou. A paternidade apareceu com muita força em todas as falas. Para o terapeuta de família e colunista do Lunetas Alexandre Coimbra Amaral, a desconstrução do machismo estrutural não acontecerá facilmente.
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“Os homens foram iludidos pelo patriarcado e, por conta disso, vivem a vida pela metade”, disse. Respondendo a pergunta guia do evento, a jornalista Lorena Ifé trouxe uma provocação para os presentes: “Quando a gente fala de liberdade para crianças, é preciso fazer recorte da questão racial. Liberdade para quem”?
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Como criar um espaço livre para ser
na escola
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Qual é a escola que queremos?
Partindo da ideia de que é necessário rever o modelo de escola que está posto, as falas propuseram saídas para transformar o espaço escolar. Para Maria Thereza Marcilio, fundadora da Avante - Educação e Mobilização Social, a escola precisa de apoio de outros atores para se rever. Dentro dessa perspectiva, Sonia Dias, coordenadora pedagógica da Escola Comunitária Luiza Mahin defendeu que dentro da escola é possível construir estruturas saudáveis para que as próprias crianças expressem suas vontades. Tudo isso anda de mãos dadas com a questão do território. “Para a escola ser um espaço de existência, ela precisa estar inserida em um lugar que permita isso”, defendeu Maria Thereza. Como se não bastasse todos os desafios que se impõem a educadores, a escola também se tornou um espaço em que as
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marcas e empresas elegeram para vender seus produtos. “O que a gente quer é que a criança SEJA em todas as suas questões, dúvidas, contribuições. E não que fique vulnerável ao estímulo consumista dentro das escolas”, pautou Ekaterine Karageorgiadis, advogada e coordenadora do programa Criança e Consumo.
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Como criar um espaço livre para ser
no território
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Precisamos ocupar
A falta de espaços públicos para as crianças brincarem nos centros urbanos é uma realidade de todas as cidades do Brasil. As falas trouxeram a necessidade de organização para ocupar os lugares, no sentido literal da palavra. Foi assim que nasceu o projeto Crianças na UFBA - que tem por objetivo a ocupação do espaço universitário por crianças e suas famílias. “Temos a desinstitucionalização e o ‘não-consumismo’ como princípio.
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Ninguém vende nada e nem propomos atividades para que as crianças aprendam algo”, exemplificou Juliana Prates, fundadora do projeto. A ocupação, o ato de trazer vida a alguns espaços contribui para diminuição da violência, além de ser uma oportunidade de adquirir outros saberes e fortalecer laços comunitários de famílias e crianças.
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Se você perdeu alguma coisa, a Ingrid Fernandes, que cuida das nossas redes sociais, fez uma cobertura nos nossos stories no Instagram. Vê lá! ;)
Dia 30 estaremos em Belém para ter esse mesmo papo!
Antes de terminar, conta pra gente uma coisa? O que você achou do evento? É só responder esta pesquisa ;)
Abraços e até breve!
Equipe Lunetas
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