Alvo específico do discurso antivacina, combinado ao moralismo sexual, a vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) ficou abaixo de 50% em 2022. Hoje, o Painel de Vacinas do Ministério da Saúde atesta que a cobertura desse imunizante atingiu os níveis considerados ótimo e bom, respectivamente, entre meninas e meninos.
Entre o público feminino de 9 a 14 anos, onde se concentra o foco das campanhas, o índice de cobertura chegou a 86,04%. Entre meninos, está em 74,4%. Entre aquelas nascidas em 2011, que completaram 14 anos em 2025, data de referência dos dados, a vacinação pode ser considerada universalizada: 99,61% de cobertura contra o vírus que pode causar vários tipos de câncer. Já entre os meninos, ficou em 77,33%.
Como destacado por Eder Gatti, coordenador do Programa Nacional de Imunização, em entrevista recém-concedida ao Outra Saúde, o governo federal considera bem-sucedido o esforço de recuperação dos índices de cobertura vacinal, após vertiginosa queda entre 2016 e 2022. As coberturas registam marcas superiores a 80% e 90% na maioria das prevenções do calendário infantil.
Menopausa em questão
Segundo o Instituto Esfera, 29 milhões de mulheres vivem com menopausa no Brasil e apenas 22,4% faz algum tipo de tratamento. Para especialistas, há muitas consequências não mensuradas e é hora de se garantir uma agenda de políticas públicas para apoiar a população. O que está em jog
Daphne Rattner
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