A prefeitura de Santo André (SP) lança programa de transporte gratuito por aplicativo para gestantes de alto risco, com o objetivo de reduzir as faltas a consultas e exames de pré-natal. Conheça o programa.
Acordo judicial firmado nesta semana entre frigorífico e o Ministério Público do Trabalho garante que gestantes devem trabalhar afastadas de ambientes com excesso de ruído. Movimentação ocorre após casos de aborto em trabalhadoras gestantes expostas. Entenda mais sobre os casos.
Grupo interdisciplinar da USP estuda saúde bucal da mulher na menopausa e alerta para os problemas odontológicos mais propícios a surgirem neste momento, em que o corpo da mulher passa por uma série de alterações ainda negligenciadas socialmente. Confira mais informações.
Após pouco mais de três anos de uma batalha judicial e pressão popular, a disputa pelo aborto legal no Hospital Maternidade De Vila Nova Cachoeirinha ganhou um novo capítulo: enfim o serviço será reaberto à população. É o hospital de referência da zona norte de São Paulo para o procedimento de aborto em casos de estupro, feto anencéfalo risco à vida da mãe – em especial para gestações acima de 22 semanas.
Em dezembro de 2023, a prefeitura da cidade de São Paulo decretou a suspensão do atendimento para aborto legal no Cachoeirinha, unidade que mais realizava procedimentos no município. As justificativas apontadas foram supostos casos de irregularidades em procedimentos realizados, além da necessidade de dar espaço a mais cirurgias eletivas. O mandato da Deputada Federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP), no mesmo mês, entrou com um pedido cautelar de volta imediata dos serviços.
Beatriz Branco, advogada do mandato e responsável pela ação, explicou em entrevista ao Outra Saúde que houve um longo enfrentamento jurídico, que se estendeu por meses em decorrência de trâmites processuais. Além disso, por conta da inércia da prefeitura, a sentença incluiu a aplicação de uma multa de R$ 25 milhões para o fundo da criança e adolescente e entidades de pesquisa sobre direitos reprodutivos.
Nova determinação judicial
O mais recente anúncio se trata da resposta negativa a um recurso que a prefeitura havia feito sobre a sentença em questão, o que confirma também a determinação de reabertura dos serviços. “A demora se deu pelos trâmites judiciários, mas o tempo em que a decisão teve eficácia e a Prefeitura não agiu se tornou multa”. Ela menciona que outro efeito essencial da ação, que determinava o serviço na cidade, foram os casos de meninas que puderam realizar o aborto legal em outros hospitais.
A respeito da volta efetiva dos serviços, a advogada comenta que inicialmente a data determinada pela justiça teria sido dia 4 de março deste ano. Contudo, o Acórdão – decisão final proferida por um órgão colegiado – só começa a surtir efeitos depois de publicado, o que aconteceu apenas na segunda-feira (9). Diante disso, o mandato entrará novamente com pedido de cumprimento de decisão e aplicação de multa, em caso de não cumprimento.
Por fim, ela comenta sobre a insistência da gestão municipal em impedir mulheres e meninas da capital paulista de acessarem seus direitos, desvelada após a declaração feita por Nunes de que irá recorrer novamente contra a multa e a reabertura do serviço. Segundo a advogada, um eventual recurso da prefeitura não tem efeito suspensivo automático da ação, portanto não impede o seu imediato cumprimento. “Continuaremos cobrando-os na justiça. Caso continuem se negando a reabrir o serviço, tomaremos medidas não apenas no processo já em andamento, mas também políticas e criminais contra Ricardo Nunes”.
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OUTRAS PALAVRAS6×1: E o trabalho invisível das mulheres?Debate é ainda mais decisivo para trabalhadoras – as mais afetadas, com duplas e triplas jornadas. Têm salários menores, lideram metade dos lares brasileiros e ainda despendem muitas horas por semana com atividades de cuidado e afazeres domésticos Por Élida Azevedo Hennington |
O Ministério da Saúde anunciou medidas voltadas à saúde e segurança das mulheres no SUS. Além disso, a pasta propôs à OMS o reconhecimento do feminicídio na Classificação Internacional de Doenças (CID). A proposta busca a criação de um código específico para registrar esse tipo de morte, o que permitiria acompanhar o crime de forma padronizada nos sistemas de saúde.
Entre as ações do pacote de medidas voltadas ao fortalecimento da assistência às mulheres, há a ampliação de teleatendimentos voltados à saúde feminina, a realização de mutirões de atendimento, novos investimentos no cuidado a gestantes e a regulamentação de um programa de reconstrução dentária para vítimas de violência doméstica. Segundo o Ministério, de 2011 a 2024, o SUS registrou cerca de 2,1 milhões de notificações de violência contra mulheres.
Daphne Rattner
Presidente/ President
ReHuNa
Rede pela Humanização do Parto e Nascimento
The Brazilian Network for the Humanization of Childbirth
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SAÚDE É DEMOCRACIAMarco Rubio expõe o projeto de recolonizaçãoA violência de gênero não é caso isolado. Está “nos alicerses do patriarcado, racismo e ódio de classe”. Qual o papel da extrema-direita e do tipo de masculinidade ensinada desde a infância? Integrantes do Cebes debatem as raízes da questão Por Fernanda Regina da Cunha |
Daphne Rattner
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Estudo publicado na revista The Lancet, com dados coletados entre 1990 e 2023 em 204 países e territórios, investigou como a violência doméstica ou sexual pode prejudicar a saúde da vítima a curto e longo prazo. As consequências podem ser físicas e psicológicas. Ferimentos, aborto, infeção pelo vírus HIV, quadros de ansiedade, depressão, automutilação, dependência de drogas e até a morte são alguns dos profundos efeitos da violência em mulheres e crianças.
No período analisado, a taxa de mortalidade no país em decorrência da agressão de parceiros permaneceu estável em 3,2 casos por 100 mil mulheres, enquanto no mundo caiu de 7,6 por 100 mil para 4,8 por 100 mil. Especialistas reforçam que o enfrentamento deve ser feito de maneira integrada, com o planejamento não apenas de ações de segurança, mas também de saúde, educação, trabalho, habitação e assistência social.
15 estupros coletivos por dia
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) indicam que, de 2022 a 2025, foram registrados 22.800 casos de estupro coletivo no Brasil, ou seja, mais de 15 casos por dia. Crescimento em casos de violência contra a mulher mostram que episódios não são isolados. Confira mais informações.
Médicos perante pais antivacinas
Em onda de desconfiança e desinformação com a saúde, pediatras estadunidenses enfrentam dificuldades em promover a imunização de seus pacientes. Entidades promovem cursos para tentar recuperar a confiança dos pais. Entenda.
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Um novo relatório da ONU aponta que a maioria das 4.9 milhões de mortes abaixo dos 5 anos em 2024 poderiam ter sido evitadas. Partos prematuros, pneumonia e malária, algumas das causas que lideram essas mortes infantis, poderiam ser combatidas se não fosse pelos cortes em ajuda médica. Entenda.
• Sarampo
O Brasil se encontra em alerta pelos surtos de sarampo em outros países do continente americano. O Ministério da Saúde tem realizado ações de prevenção e controle para manter o país como área livre da doença. O primeiro caso de 2026 no Brasil foi registrado em uma bebê de 6 meses, após viagem à Bolívia. Conheça os métodos de prevenção.
A Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental sancionada no ano passado passou despercebida pelo público, mas representa um avanço no reconhecimento ao sofrimento de pais e mães que perdem filhos. O Ministério da Saúde explicou a lei.
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O Hospital Municipal e Maternidade Escola Vila Nova Cachoeirinha voltou a realizar o serviço de aborto legal, que estava paralisado desde 2023 pela prefeitura de São Paulo. Após anos de batalhas jurídicas e pressão popular, cobertos em diversos momentos pelo Outra Saúde, a unidade de referência no procedimento está consta novamente como disponível no site da prefeitura. Mulheres e meninas da Zona Norte de São Paulo, além daquelas que passam por casos com complicações, voltam a acessar o hospital que mais realizou procedimentos na região.
A informação foi atualizada nesta terça-feira (24), às 10h23, no site da Secretaria Municipal da Saúde. Também foi confirmada pela coluna Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo, em ligação ao hospital. A vitória se consolidou, principalmente, a partir de ações judiciais levadas à frente por parlamentares do PSOL-SP, que se mantêm dispostas a fiscalizar e garantir a continuidade desse serviço, que constitui um direito reprodutivo.
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Saúde no cárcere: a domiciliar de Bolsonaro e o abandono de mulheres vulneráveisO ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teve sua prisão domiciliar humanitária autorizada com base no agravamento de seu quadro clínico na terça-feira (24), expondo ainda mais a seletividade judicial e a desigualdade relacionadas ao sistema prisional brasileiro. A concessão temporária, válida por até 90 dias, se deu com a justificativa de que seu quadro de saúde demandava a transferência para o ambiente domiciliar. Trata-se de uma medida excepcional, já que a lei não permite a aplicação a casos mais gravosos, de pessoas que cumprem pena em regime fechado ou semiaberto como o ex-presidente. Infelizmente a medida aplicada a Bolsonaro não se estende a todas as pessoas que têm esse direito no sistema prisional. Em 2018, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu um habeas corpus coletivo determinando a substituição da prisão preventiva por domiciliar de gestantes, lactantes e mães de crianças de até 12 anos ou de pessoas com deficiência. Na ocasião, o relator, ministro Ricardo Lewandowski, pontuava que estas mulheres eram privadas de cuidados médicos pré-natal e pós-parto e de berçários e creches para as crianças, caracterizando uma “imposição exagerada de prisões provisórias a mulheres pobres e vulneráveis”. Mesmo assim, segundo matéria do ICL, os números do sistema prisional (SISDEPEN) apontavam que no primeiro semestre de 2025, 286 mulheres gestantes e lactantes e 90 crianças viviam em unidades prisionais no Brasil. Ao site, o advogado e ex-secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, disse que “o sistema carcerário brasileiro é desigual, desumano e racista”, ressaltando que “Bolsonaro sempre defendeu os maus-tratos que este sistema proporciona às pessoas presas. Agora que está preso, usa de sua hipocrisia para reivindicar o tratamento que sempre negou a mulheres e idosos que, embora doentes, são condenados a morrerem no cárcere todos os anos”. |
Um matemático enviou artigo científico falso, gerado por inteligência artificial com conteúdo propositalmente absurdo para provar que revista científica não tem critérios para suas publicações. A revista era a Clinical Journal of Obstetrics and Gynecology, da editora de acesso aberto Heighten Science Publications. Conheça o caso