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| Os gargalos na era das IAs |
| A linha de produção de chips depende muito de duas empresas |
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Bom dia, Paulo roberto barbosa junior!
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Se havia alguma dúvida sobre o fôlego dos investimentos em inteligência artificial, os resultados divulgados nesta semana pelas duas maiores potências da cadeia de chips acabam de dissipá-las. A holandesa ASML e a taiwanesa TSMC elevaram suas projeções de receita, sinalizando que a demanda por hardware de IA continua em um ritmo frenético.
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Otimismo que tem números bem definidos: analistas estimam que gigantes como Microsoft, Meta, Alphabet (Google) e Amazon gastarão, juntas, mais de US$ 600 bilhões em data centers e infraestrutura de IA somente este ano.
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A ASML é a única empresa no mundo capaz de fabricar as máquinas de litografia ultravioleta extrema (EUV), essenciais para criar os chips mais avançados do planeta. Já a TSMC é quem opera essas máquinas para entregar os processadores da Nvidia, AMD e Apple.
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“A demanda por IA é tão forte… Nossos clientes e os clientes de nossos clientes – que são principalmente os provedores de serviços em nuvem – continuam nos enviando sinais muito positivos”, afirmou o CEO da TSMC, C.C. Wei, em teleconferência com investidores. Conforme noticiado hoje pelo Olhar Digital, a TSMC inclusive revisou sua projeção de crescimento anual para acima de 30%.
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Apesar do dinheiro jorrando, o setor enfrenta um problema físico: não há fábricas suficientes para todos. O CEO da ASML, Christophe Fouquet, alertou que a demanda deve superar a oferta em um futuro próximo.
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Esse cenário de escassez está mudando a forma como as empresas fazem negócios:
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- Contratos de longo prazo: para não ficarem sem chips, as big techs estão assinando acordos de vários anos para garantir prioridade nas linhas de montagem.
- Foco em inferência: a demanda está migrando do treinamento de modelos para a “inferência” – a fase em que a IA responde às perguntas dos usuários finais, exigindo ainda mais chips processando dados em tempo real.
- Aumento de Capex: tanto a ASML quanto a TSMC estão acelerando investimentos em novas fábricas (Capex) para tentar dar conta dos pedidos que não param de chegar.
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Embora investidores pressionem por retornos mais claros sobre os investimentos em IA, as gigantes de nuvem parecem ignorar o receio de uma bolha. Para empresas como Microsoft e Amazon, ficar para trás na infraestrutura de chips agora pode significar a perda de liderança no mercado tecnológico da próxima década.
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Os próximos capítulos dessa corrida serão escritos no final de abril, quando Alphabet, Meta e Microsoft divulgarem seus balanços trimestrais, detalhando exatamente onde cada centavo desses bilhões está sendo aplicado.
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| Contexto |
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Como vimos, existem dois grandes gargalos nessa corrida por chips. Mais precisamente, duas empresas. A ASML, da Holanda, e a TSMC, de Taiwan. Vamos explicar melhor.
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Grande parte dessa complexidade está na litografia, considerada o coração da fabricação. É nesse processo que os circuitos são gravados sobre o silício com o uso de feixes de luz extremamente precisos.
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Na prática, isso envolve algumas das máquinas mais sofisticadas já criadas. Um exemplo é o equipamento de litografia ultravioleta extrema, utilizado na produção de chips de última geração. Essas máquinas podem ter o tamanho de um ônibus e custar centenas de milhões de dólares, além de depender de componentes vindos de diferentes países.
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A produção dessas máquinas está concentrada na ASML, que se tornou peça-chave nesse cenário ao fornecer tecnologias que poucos países conseguem reproduzir.
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Já a produção dos chips mais avançados está concentrada principalmente na Ásia. Então, chegamos em nosso segundo gargalo: a TSMC. Taiwan se consolidou como o principal polo global nesse segmento. A TSMC, maior fabricante de semicondutores do mundo, é responsável por uma parcela significativa da produção de chips mais avançados.
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De uma perspectiva mais ampla, temos a chamada "guerra dos chips", que envolve países e empresas. Vamos nos aprofundar nesse tema na semana que vem!
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| Outros destaques da sexta-feira |
| Ozempic, Mounjaro… por que nem sempre as canetas emagrecedoras funcionam? |
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Um estudo internacional conduzido por pesquisadores da Stanford Medicine aponta que medicamentos amplamente utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e da obesidade, como Ozempic e Wegovy, não surtem efeito em cerca de uma em cada dez pessoas.
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Segundo a pesquisa, publicada na revista Genome Medicine, variantes genéticas presentes em aproximadamente 10% da população estão associadas a um fenômeno ainda pouco compreendido, chamado de "resistência ao GLP-1".
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Outro estudo, publicado na Nature, indica que a eficácia das canetas emagrecedoras não é uniforme por conta de variações genéticas. O trabalho, fundamentado em dados de quase 28 mil pacientes, explica por que algumas pessoas perdem mais de 20% do peso corporal, enquanto cerca de uma em cada dez perde menos de 5%.
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Essas pesquisas revelam que a genética explica cerca de 25% da variação do efeito dos produtos entre as pessoas. Os demais 75% continuam sendo um mistério ou dependem do estilo de vida e biologia básica de cada paciente.
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Confira todos os detalhes nesta matéria especial produzida pelo OD.
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| Alarme de incêndio disparou na cápsula Artemis 2 um dia antes do retorno à Terra, revela comandante |
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Os dez dias de missão Artemis 2 não foram completamente tranquilos. Em coletiva de imprensa na quinta-feira (16), o comandante Reid Wiseman revelou que o alarme de incêndio da cápsula Orion disparou quando a tripulação ainda estava no espaço, no penúltimo dia da viagem. Wiseman não entrou em detalhes sobre a causa do problema nem sobre as medidas técnicas adotadas, mas afirmou que a situação foi controlada em poucos minutos.
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| GPT-Rosalind: OpenAI lança modelo de IA voltado às ciências da vida |
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A OpenAI anunciou o lançamento do GPT-Rosalind, um novo modelo de inteligência artificial com foco ampliado em biologia e capacidades avançadas de pesquisa científica. A iniciativa marca um avanço da empresa na área de ciências da vida.
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| SpaceX aciona os motores da versão mais potente do foguete Starship pela primeira vez |
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A SpaceX acaba de dar um importante passo rumo ao próximo lançamento do megafoguete Starship. A empresa realizou um teste decisivo com a nova versão do veículo, considerada mais potente e preparada para missões futuras.
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Obrigado pela leitura e bom fim de semana!
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Editor executivo do Olhar Digital
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Escreva pra mim: bruno....@olhardigital.com.br
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