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| O Brasil na Guerra dos Chips: vamos produzir semicondutores? |
| Qual é o papel do Brasil na indústria de chips? O país ainda não participa da fabricação em si, mas tem presença em etapas específicas |
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Bom dia, Paulo roberto barbosa junior! Vamos encerrar a semana falando da chamada "Guerra dos Chips".
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A disputa global por semicondutores deixou de ser um tema restrito à indústria de tecnologia para ocupar o centro das decisões estratégicas de governos ao redor do mundo. Presentes em praticamente todos os dispositivos eletrônicos — de smartphones e carros a data centers e sistemas de inteligência artificial —, os chips se tornaram um dos principais pilares da economia digital e da infraestrutura tecnológica contemporânea.
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Nos últimos anos, essa importância ganhou ainda mais evidência diante de crises de abastecimento, tensões geopolíticas e uma demanda crescente impulsionada por novas tecnologias. A concentração da produção em poucos países, especialmente na Ásia, expôs vulnerabilidades na cadeia global e levou diferentes nações a repensarem suas estratégias industriais. Ao mesmo tempo, os investimentos no setor se multiplicaram, com planos bilionários voltados à expansão da capacidade produtiva e à redução da dependência externa.
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Nesse cenário, qual é o papel do Brasil na indústria de semicondutores? O país ainda não participa da fabricação de chips avançados, mas mantém presença em etapas específicas da cadeia e busca ampliar sua atuação em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento tecnológico e econômico.
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Para entender onde o Brasil está hoje e quais são as possibilidades de avanço, o Olhar Digital conversou com o presidente do Centro Nacional de Tecnologia Eletrônica Avançada (CEITEC), Augusto Gadelha, e com a diretora de Negócios da empresa pública federal, Edelweis Ritt. Na entrevista, eles detalham a posição do país na cadeia global, explicam os desafios estruturais do setor e apresentam as estratégias em curso para tentar inserir o Brasil de forma mais competitiva nessa indústria.
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A entrevista na íntegra está disponível para assinantes do Clube Olhar Digital. Separei um trecho para a nossa newsltetter. A produção é da Ana Figueiredo.
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Olhar Digital: Como vocês enxergam hoje a posição do Brasil nessa cadeia global de semicondutores?
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Augusto Gadelha: O setor de semicondutores é extremamente complexo e de altíssima tecnologia. Produzir semicondutores, principalmente os de fronteira, exige conhecimento tecnológico muito avançado, recursos humanos altamente qualificados e um maquinário de altíssima complexidade — e muito caro. Não é uma coisa barata.
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Hoje, a fabricação de semicondutores está concentrada em poucos países. Quando falamos das tecnologias mais avançadas, essa produção está principalmente na Ásia, com destaque para Taiwan e Coreia do Sul. Nos Estados Unidos, que já chegaram a ter 80% ou 90% do mercado mundial, hoje essa participação é bem menor.
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O Brasil está começando a se inserir em algumas etapas. Temos iniciativas na área de encapsulamento e outros projetos, mas ainda dependemos do exterior para a fabricação dos chips em si.
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Edelweis Ritt: O Brasil tem feito tentativas há bastante tempo de entrar nessa cadeia, inclusive com a criação do Ceitec. E essa indústria deve passar por uma transformação importante, porque estamos falando de um setor que pode chegar a 1 trilhão de dólares nos próximos anos.
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Com o crescimento da demanda, especialmente com inteligência artificial, é difícil imaginar que essa produção continue concentrada em poucos lugares. Deve haver uma descentralização, e o Brasil pode se posicionar como uma alternativa para receber parte desses investimentos.
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Hoje já temos uma indústria de semicondutores na parte de encapsulamento, com alguns players atuando no país. O próximo passo é ampliar essa presença e atrair mais investimentos para outras etapas da cadeia.
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Olhar Digital: O Ceitec busca avançar em qual etapa da cadeia de semicondutores no país?
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Augusto Gadelha: A nossa busca é termos a competência para começar a fabricar chips. É importante entender que não existe ‘um tipo de chip’. São várias tecnologias, várias aplicações e diferentes níveis de complexidade.
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O que estamos fazendo no Ceitec é trabalhar na possibilidade de fabricar um tipo de semicondutor que seja viável comercialmente para o Brasil. Isso permite sustentar a operação e, ao mesmo tempo, abrir espaço para atrair investimentos e criar uma cadeia de negócios no país.
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Nós estamos focando, neste momento, em semicondutores de potência. São chips usados, por exemplo, em automóveis elétricos, geração de energia eólica e solar e motores elétricos. É uma área importante e que está em crescimento.
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Isso também contribui para a formação de recursos humanos e para o desenvolvimento de novas empresas. Já vimos isso acontecer: empresas surgiram a partir do ecossistema criado em torno do Ceitec.
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Edelweis Ritt:
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O nosso foco principal é a fabricação do wafer, que é a base onde os chips são produzidos. Hoje, temos a única fábrica de wafer com capacidade produtiva na América do Sul.
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Também vamos atuar, em certa medida, na parte de design e na etapa final do processo, mas o objetivo principal é dominar a fabricação.
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Mesmo no caso dos semicondutores de potência, existe um trabalho de design envolvido. E essa é uma área em que ainda temos pouca atuação no Brasil, especialmente para esse tipo específico de tecnologia.
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Além disso, também temos uma atuação em pesquisa e desenvolvimento. Como beneficiários do PADIS (Programa de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Indústria de Semicondutores), somos obrigados a investir parte do faturamento em inovação, o que ajuda a impulsionar esse ecossistema.
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Olhar Digital: O que hoje trava o avanço do Brasil nessa tentativa de entrar de forma mais relevante na indústria de semicondutores?
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Augusto Gadelha: O principal fator é o custo. É um setor que exige investimentos muito elevados. Além disso, ainda temos uma carência de recursos humanos especializados — e isso só se resolve com investimento contínuo.
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Mas, acima de tudo, é uma questão de decisão estratégica. Países que avançaram nessa área, como Coreia do Sul, Taiwan e, mais recentemente, China e Índia, tiveram uma vontade clara de Estado de desenvolver essa indústria.
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E isso precisa ser uma política de longo prazo. Não pode ser uma política de governo de quatro anos. Estamos falando de projetos que levam 15, 20 anos ou mais para amadurecer.
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Nos Estados Unidos, por exemplo, houve o Chips Act, com mais de 50 bilhões de dólares direcionados só para a indústria de semicondutores, além de investimentos em formação de mão de obra.
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Edelweis Ritt: Existe também a questão do mercado. Para uma fábrica se sustentar, ela precisa ter escala e acesso a mercados, muitas vezes internacionais.
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O Brasil importa bilhões de dólares em semicondutores, mas são muitos tipos diferentes. Não dá para produzir tudo em uma única fábrica. Cada unidade produtiva precisa ser especializada.
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Além disso, é preciso construir credibilidade. Isso leva tempo. Não é só instalar uma fábrica — é desenvolver tecnologia, qualidade e capacidade de competir globalmente.
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Por outro lado, como a indústria está crescendo muito, isso também abre espaço para novos players entrarem. E isso pode ser uma oportunidade para o Brasil.
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Olhar Digital: Diante desse cenário, qual é o caminho para o Brasil ganhar espaço na indústria de semicondutores?
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Augusto Gadelha: Existe um exemplo clássico que ajuda a entender esse processo, que é a Embraer. No início, ninguém acreditava que o Brasil poderia ter uma indústria aeronáutica competitiva. Mas houve persistência, investimento e formação de recursos humanos ao longo de décadas.
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Na área de semicondutores, a lógica é semelhante. É um setor complexo, que exige qualificação elevada e investimentos contínuos. Não existe retorno no curto prazo.
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O Brasil precisa entender que esse é um projeto de longo prazo. Não é algo que vai gerar resultado em dois ou três anos. Mas, com consistência, é possível construir uma posição relevante.
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O nosso mercado não pode ser apenas interno. A indústria de semicondutores é global. Para competir, precisamos estar inseridos em mercados internacionais.
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Edelweis Ritt: Essa indústria está crescendo muito rapidamente, impulsionada por novas aplicações, especialmente com inteligência artificial. Isso tende a aumentar o número de players e abrir espaço para novos países.
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O Brasil já tem alguns pontos positivos. Temos energia limpa, proximidade com grandes mercados e capacidade de formar mão de obra qualificada.
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Se conseguirmos estruturar esse ecossistema — com indústria, pesquisa e formação — existe potencial para atrair empresas e investimentos.
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É um processo gradual, mas que pode ganhar escala à medida que o mercado global continua se expandindo.
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Augusto Gadelha: Hoje, nós temos várias casas de design no Brasil, que são empresas voltadas ao projeto de semicondutores. Essa é uma etapa importante da cadeia.
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Também temos presença na parte de encapsulamento, que é a fase final do processo, quando o chip já fabricado é preparado para ser integrado a outros componentes eletrônicos.”
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O grande ponto é que ainda não temos a fabricação do chip em si em escala comercial. Isso faz com que precisemos enviar esses projetos para fora do país para serem produzidos.
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A proposta do Ceitec é justamente avançar nessa etapa intermediária, que é a fabricação.
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Edelweis Ritt: A gente conseguiu desenvolver uma indústria de encapsulamento no Brasil, com alguns players já estabelecidos. Essa indústria já movimenta bilhões de reais.
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Além disso, temos uma base de conhecimento na área de design, formada ao longo dos anos com investimentos em capacitação.
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O desafio agora é conectar essas pontas e avançar na parte produtiva, especialmente na fabricação.
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E isso não significa fazer tudo. A indústria de semicondutores é altamente especializada. Cada país e cada empresa atua em nichos específicos.
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Isso abre oportunidades, mas também exige planejamento de longo prazo.
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China e Estados Unidos têm protagonismo na chamada "Guerra dos Chips". Imagem: William Potter/Shutterstock
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| OpenAI lança GPT-5.5: IA agente que opera computadores sozinha |
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A OpenAI anunciou nesta quinta-feira (23) o lançamento do GPT-5.5, seu modelo de inteligência artificial mais intuitivo e potente até o momento. A grande evolução desta versão é a sua capacidade “agêntica”: em vez de apenas responder perguntas, a IA agora consegue planejar, utilizar ferramentas e operar softwares de forma autônoma para concluir tarefas multietapas em um computador.
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De acordo com o comunicado oficial da OpenAI, o modelo foi projetado para entender a intenção do usuário de forma mais rápida, sendo capaz de realizar pesquisas online, analisar dados complexos e transitar entre diferentes ferramentas – como planilhas e documentos – até que o objetivo final seja atingido.
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Saiba mais aqui.
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| Elon Musk admite atraso em robotáxis e prega cautela com direção autônoma da Tesla |
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Elon Musk, conhecido por previsões audaciosas e prazos muitas vezes inalcançáveis, apresentou uma postura descrita por analistas como “incomumente reservada” durante a conferência de resultados da Tesla nesta quarta-feira (22). O executivo admitiu que a expansão do serviço de robotáxis da companhia está ocorrendo de forma mais lenta do que o previsto originalmente, contrastando com o otimismo de meses anteriores.
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| Pesquisa aponta que escassez de talentos em tecnologia atinge 98% das empresas |
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O mercado de tecnologia no Brasil enfrenta um cenário de forte escassez de profissionais qualificados. De acordo com a pesquisa “Mercado de Trabalho Tech: Raio-X e Tendências”, realizada pela Ford em parceria com o Datafolha, 98% das empresas brasileiras relatam dificuldade para contratar talentos na área, o que impacta diretamente o ritmo de crescimento e inovação no setor.
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O levantamento ouviu 250 líderes de Recursos Humanos e Tecnologia da Informação de médias e grandes empresas em todo o país. Os entrevistados são responsáveis por processos de contratação em diferentes regiões e atuam em segmentos variados, como tecnologia, varejo, serviços, educação, finanças e saúde.
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A pesquisa aponta que a principal dificuldade enfrentada pelas empresas é a falta de conhecimento técnico, citada por 72% dos entrevistados.
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Mais detalhes estão aqui.
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| Projeto que proíbe radar escondido avança na Câmara |
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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana um projeto de lei que altera o Código de Trânsito Brasileiro para garantir que a sinalização de radares, tanto fixos quanto portáteis, seja clara e transparente para os condutores. O que muda com essa proposta?
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O Leandro Alvarenga, colunista do Olhar Digital, te explica tudo aqui!
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Obrigado pela leitura e bom fim de semana!
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Editor executivo do Olhar Digital
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Escreva pra mim: bruno....@olhardigital.com.br
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