Estimados,
Destaco la llamada para dos encuentros que ocurrir entre octubre y noviembre en Brasil. En ambos abri la posibilidad de presentación de GTs específicos relacionados con temas CTS.
El primer encuentro será el VII Esocite (Simposio Nacional de Ciencia, Tecnología y Sociedad), que tendrá lugar del 5 al 7 de octubre en Brasilia.
La inscripción se puede hacer en el siguiente sitio web: http://www.esocite2017.com.br/site/.
El plazo es hasta el 23 de julio. Y el GT es el GT 32: Prácticas Psi, dispositivos técnico-científicos y modos de producción de subjetividades (abajo presento una descripción de este GT)
El segundo encuentro será el XIX Encuentro Nacional de la Abrapso (Asociación Brasileña de Psicología Social), que tendrá lugar entre los días 01 a 04 de noviembre en Uberlândia.
La inscripción se puede realizar en el siguiente sitio web: Http://www.encontro2017.abrapso.org.br/site/capa El plazo es hasta el día 13 de julio.
Y el GT es el GT Ecologías y Políticas Cognitivas (abajo presento una descripción de este GT)
Vos invito y solicito divulgación de los encuentros.
Abrazos,
Arthur
GT 32 (VII Esocite): Práticas Psi, dispositivos técnico-científicos e modos de produção de subjetividades
Proponentes: Arthur Arruda Leal Ferreira (UFRJ), Jimena Carrasco(Usach) e Martinho Silva (IMS/UERJ)
Debatedores: Jimena Carrasco (Usach) e Martinho Silva (IMS/UERJ)
Desde meados do século XX, é possível ver um crescente interesse no referente à composição do sujeito e da subjetividade na nossa atualidade, seja no campo da história, nas ciências sociais, na filosofia e em algumas orientações dos saberes psi. Algumas abordagens atuais, notadamente pertinentes ao campo CTS como a Teoria Ator-Rede, reivindicam que o lugar do humano e da subjetividade podem ser vistos de uma forma singular se abordados pela perspectiva da sua associação com entidades de diferentes naturezas, tomando-os como um efeito e não um ponto de partida.Contudo, nos estudos CTS, e mais especificamente nas abordagens condizentes à Teoria-Rede, a produção de extratos objetivos da realidade têm sido mais presentes que o dos modos de subjetivação. Neste aspecto, o objetivo deste GT é abrir um espaço para a divulgação de trabalhos que estudem as Práticas Psi(e campos vizinhos)e seus modos de produção de subjetividades. A eleição deste termo (Práticas Psi) busca gerar uma porosidade nas fronteiras que definem a competência profissional e epistemológica dos conhecimentos psicológicos. A proposta é de considerar simetricamente aos saberes estabelecidos, uma série de práticas fronteiriças reconhecidas e em busca de reconhecimento, assim como áreas próximas. Assim, serão considerados, por exemplo, estudos referentes aos conhecimentos e práticas das neurociências, psiquiatria, saúde coletiva, gestão, educação, políticas públicas, design, reabilitação, autoajuda, coaching, entre outros. Neste sentido a expectativa é de que os trabalhos possam descrever as diversas condições históricas de dispositivos, modos de tradução e disseminação de saberes, as formas em que são formadas as comunidades técnico-científicas, como se relacionam diferentes atores ou até mesmo o modo no qual inscrevem interesses institucionais. Esperamos também, promover reflexões sobre plataformas locais que envolvem a produção de formas molares de conceber o sujeito, modos de subjetividade e suas relações constitutivas.
GT Ecologias e Políticas Cognitivas (XIX Abrapso)
Coordenadores: Arthur Arruda Leal Ferreira, Carlos Baum, Rafael Diehl
O GT Ecologias e políticas cognitivas foi criado em 2013 por ocasião do XVII Encontro Nacional da Abrapso realizado em Florianópolis/SC. Naquela oportunidade acolheu 18 trabalhos de pesquisadores de diferentes regiões do Brasil. Como resultados desse primeiro encontro temos a proposta de dar continuidade ao grupo de trabalho nos próximos encontros da Abrapso e a publicação de dois dos trabalhos apresentados no livro “Práticas e saberes psi: os novos desafios à formação do psicólogo”, coletânea de textos selecionados do Encontro em Florianópolis. Cabe salientar também que esse GT tomou como base para sua proposição inicial o Grupo de Pesquisa, de mesmo nome, registrado no diretório do CNPq. Este Grupo de Trabalho tem como objetivo constituir um espaço de acolhimento e de trocas de saberes para aqueles que, de alguma maneira em seus interesses de ensino, pesquisa, extensão e criação, enfocam os diversos âmbitos dos fazeres coletivos na instauração de modos de conhecer e suas implicações éticas, técnicas e políticas
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O GT Ecologias e
políticas cognitivas tem como um de seus pressupostos epistemológicos a
concepção do conhecer como processo corporificado e localizado. Tal ponto de
partida exige a consideração da condição de observador e a decorrente noção de
políticas cognitivas, no sentido de que nossas práticas de formação, produção e
divulgação de conhecimento engendram diferentes formas dos sujeitos articularem
os jogos de verdade, as normas e procedimentos e as experiências de si mesmo.
Nesse desenho, a questão da técnica se torna crucial porque, muito além de
saber se determinados mecanismos funcionam ou não, precisamos descrever e
problematizar os efeitos e produtos de tais mecanismos na criação de espaços
comuns (públicos) e na produção de subjetividades.
A proposta do GT
dialoga com o tema do Encontro na medida em que se propõe a pensar a Psicologia
Social como campo de saber e sua relação com os desafios ético-políticos
atuais. Essa abordagem reforça a pergunta sobre o que fazemos nos variados
espaços institucionais que nos levam a esse Encontro e de que maneira temos
conseguido, com nossos dispositivos de pesquisa, extensão e de criação, abarcar
tais desafios. A centralidade da questão da técnica e da ação permite que nos
aproximemos do conceito de dispositivo, aqui entendido no sentido de
configuração heterogênea que modula a relação entre seres viventes e o caráter
técnico das diversas instituições e mecanismos que compõem nossa vida social.
Entendemos que tal conceito é abrangente o bastante para acolher diversas
discussões e questões sobre os modos de produção de saberes/conhecimento nos
diversos espaços institucionais ou não.
Dessa forma, este
GT se relaciona com o eixo temático Insurgências ético-estético-políticas:
artes, tecnologias e subjetivação, porque toma a articulação entre saberes,
tecnologias e organização social como um eixo privilegiado de discussão de
diversas temáticas atuais, principalmente quando consideramos as tecnologias de
informação e comunicação e as novas formas de publicação e de interação
instituídas na internet e novas redes sociais. A intenção é avaliar como os
novos dispositivos tecnológicos, que passam pelas novas tecnologias de
informação, mas tomam outras redes sóciotécnicas geram novas formas de
subjetivação num modo de produção não apenas passivo, mas que incluem formas
singulares de apropriação e resistência. A modalidade de oficinas tem espaço
neste GT, na medida em que é entendida como metodologia de trabalho em
pesquisas e intervenções. O estudo e a proposição de metodologias
participativas abre um campo de análise de encontros humanos que tem ao menos
dois eixos técnicos: o primeiro enfoca os corpos humanos e sua
representatividade, entendida aqui como uma intersecção do cognitivo com o
político, e o segundo se refere aos objetos que servem de suporte para nosso
domínio simbólico, tais como artefatos técnicos digitais e analógicos e suas
operatividades na organização de encontros e instituições humanas. Nessa
direção, localizamos a problematização dos dispositivos grupais na relação
entre os diversos âmbitos institucionais nos quais interagimos e com os quais
podemos propor desenhos de experimentação na extensão, pesquisa e ensino. Tais
metodologias coletivo-participativas se mostram bastante fecundas quando
desenhamos propostas de ensino, pesquisa, intervenção e criação que sejam
efetivas na aproximação dos públicos das comunidades de abrangência das
universidades para a discussão do acesso e participação nos domínios de
compartilhamento como a produção científica, o âmbito social legislativo e
representativo e as mídias. O ponto comum dessa articulação são os fazeres
compartilhados e a função da técnica, que podem modular o grau de protagonismo
e participação nas esferas de conhecimento, regulação e expressão. Um dos desafios
nesse contexto é conseguir apontar de que maneira as configurações dos
dispositivos modulam o que podemos chamar de eixo dominação-práticas de
liberdade.
Tendo isso em
vista, o GT acolhe trabalhos que de alguma maneira coloquem a questão da
técnica relacionada aos desenhos de dispositivos de extensão, pesquisa, ensino,
criação e suas relações com as políticas públicas, atentando para os efeitos
nos três eixos em que os dispositivos podem ser pensados: um eixo ético que se
refere à relação consigo mesmo, ou seja, um eixo privilegiado de produção de
subjetividade que coloca em questão como cada um faz a experiência de si frente
às normas e jogos de verdade estabelecidos; um eixo de relações de poder que
abarca as técnicas de gestão, possibilidades de participação e tecnologias de
governo; e um eixo relacionado aos saberes, no sentido dos regimes de
visibilidade e enunciabilidade, abarcando o que podemos chamar de uma ecologia
de saberes. De maneira geral, podemos exemplificar algumas possibilidades:
- Trabalhos que problematizem a relação teoria e prática no âmbito da formação e na construção de dispositivos de extensão, pesquisa, ensino e criação.
- A atual discussão sobre os mecanismos regulatórios da ética em
pesquisa e a particularidade das ciências humanas e sociais.
- Integração
de tecnologias de informação e comunicação em diversos campos, com uma
problematização das implicações éticas, políticas e efeitos numa ecologia de
saberes.
- Dispositivos grupais e metodologias participativas em seus variados desenhos.
- Oficinas como metodologia de extensão, pesquisa, ensino, criação.
- Projetos de intervenção urbana através de dispositivos
tecnológicos e participativos.
- A cidade
como ecologia cognitiva e vivencial e suas implicações frente às esferas pública
e privada.
- Mídias,
participação e expressão de segmentos vulneráveis da população e suas relações
com as políticas públicas