Encuentros CTS en Brasil

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Arthur Arruda Leal Ferreira

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Jul 3, 2017, 6:26:44 PM7/3/17
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Estimados,  

Destaco la llamada para dos encuentros que ocurrir entre octubre y noviembre en Brasil. En ambos abri la posibilidad de presentación de GTs específicos relacionados con temas CTS.

 

 El primer encuentro será el VII Esocite (Simposio Nacional de Ciencia, Tecnología y Sociedad), que tendrá lugar del 5 al 7 de octubre en Brasilia.

La inscripción se puede hacer en el siguiente sitio web: http://www.esocite2017.com.br/site/.

 El plazo es hasta el 23 de julio. Y el GT es el GT 32: Prácticas Psi, dispositivos técnico-científicos y modos de producción de subjetividades (abajo presento una descripción de este GT)

 

 

 El segundo encuentro será el XIX Encuentro Nacional de la Abrapso (Asociación Brasileña de Psicología Social), que tendrá lugar entre los días 01 a 04 de noviembre en Uberlândia.

 La inscripción se puede realizar en el siguiente sitio web:  Http://www.encontro2017.abrapso.org.br/site/capa El plazo es hasta el día 13 de julio.

 Y el GT es el GT Ecologías y Políticas Cognitivas (abajo presento una descripción de este GT)


 Vos invito y solicito divulgación de los encuentros.


 Abrazos,

 Arthur

 

 

 

 

 

GT 32 (VII Esocite): Práticas Psi, dispositivos técnico-científicos e modos de produção de subjetividades

 

Proponentes: Arthur Arruda Leal Ferreira (UFRJ), Jimena Carrasco(Usach) e Martinho Silva (IMS/UERJ)

Debatedores: Jimena Carrasco (Usach) e Martinho Silva (IMS/UERJ)

 

Desde meados do século XX, é possível ver um crescente interesse no referente à composição do sujeito e da subjetividade na nossa atualidade, seja no campo da história, nas ciências sociais, na filosofia e em algumas orientações dos saberes psi. Algumas abordagens atuais, notadamente pertinentes ao campo CTS como a Teoria Ator-Rede, reivindicam que o lugar do humano e da subjetividade podem ser vistos de uma forma singular se abordados pela perspectiva da sua associação com entidades de diferentes naturezas, tomando-os como um efeito e não um ponto de partida.Contudo, nos estudos CTS, e mais especificamente nas abordagens condizentes à Teoria-Rede, a produção de extratos objetivos da realidade têm sido mais presentes que o dos modos de subjetivação. Neste aspecto, o objetivo deste GT é abrir um espaço para a divulgação de trabalhos que estudem as Práticas Psi(e campos vizinhos)e seus modos de produção de subjetividades. A eleição deste termo (Práticas Psi) busca gerar uma porosidade nas fronteiras que definem a competência profissional e epistemológica dos conhecimentos psicológicos. A proposta é de considerar simetricamente aos saberes estabelecidos, uma série de práticas fronteiriças reconhecidas e em busca de reconhecimento, assim como áreas próximas. Assim, serão considerados, por exemplo, estudos referentes aos conhecimentos e práticas das neurociências, psiquiatria, saúde coletiva, gestão, educação, políticas públicas, design, reabilitação, autoajuda, coaching, entre outros. Neste sentido a expectativa é de que os trabalhos possam descrever as diversas condições históricas de dispositivos, modos de tradução e disseminação de saberes, as formas em que são formadas as comunidades técnico-científicas, como se relacionam diferentes atores ou até mesmo o modo no qual inscrevem interesses institucionais. Esperamos também, promover reflexões sobre plataformas locais que envolvem a produção de formas molares de conceber o sujeito, modos de subjetividade e suas relações constitutivas.

 

 

 

GT Ecologias e Políticas Cognitivas (XIX Abrapso)

Coordenadores: Arthur Arruda Leal Ferreira, Carlos Baum, Rafael Diehl

 

O GT Ecologias e políticas cognitivas foi criado em 2013 por ocasião do XVII Encontro Nacional da Abrapso realizado em Florianópolis/SC. Naquela oportunidade acolheu 18 trabalhos de pesquisadores de diferentes regiões do Brasil. Como resultados desse primeiro encontro temos a proposta de dar continuidade ao grupo de trabalho nos próximos encontros da Abrapso e a publicação de dois dos trabalhos apresentados no livro “Práticas e saberes psi: os novos desafios à formação do psicólogo”, coletânea de textos selecionados do Encontro em Florianópolis. Cabe salientar também que esse GT tomou como base para sua proposição inicial o Grupo de Pesquisa, de mesmo nome, registrado no diretório do CNPq. Este Grupo de Trabalho tem como objetivo constituir um espaço de acolhimento e de trocas de saberes para aqueles que, de alguma maneira em seus interesses de ensino, pesquisa, extensão e criação, enfocam os diversos âmbitos dos fazeres coletivos na instauração de modos de conhecer e suas implicações éticas, técnicas e políticas

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O GT Ecologias e políticas cognitivas tem como um de seus pressupostos epistemológicos a concepção do conhecer como processo corporificado e localizado. Tal ponto de partida exige a consideração da condição de observador e a decorrente noção de políticas cognitivas, no sentido de que nossas práticas de formação, produção e divulgação de conhecimento engendram diferentes formas dos sujeitos articularem os jogos de verdade, as normas e procedimentos e as experiências de si mesmo. Nesse desenho, a questão da técnica se torna crucial porque, muito além de saber se determinados mecanismos funcionam ou não, precisamos descrever e problematizar os efeitos e produtos de tais mecanismos na criação de espaços comuns (públicos) e na produção de subjetividades.

A proposta do GT dialoga com o tema do Encontro na medida em que se propõe a pensar a Psicologia Social como campo de saber e sua relação com os desafios ético-políticos atuais. Essa abordagem reforça a pergunta sobre o que fazemos nos variados espaços institucionais que nos levam a esse Encontro e de que maneira temos conseguido, com nossos dispositivos de pesquisa, extensão e de criação, abarcar tais desafios. A centralidade da questão da técnica e da ação permite que nos aproximemos do conceito de dispositivo, aqui entendido no sentido de configuração heterogênea que modula a relação entre seres viventes e o caráter técnico das diversas instituições e mecanismos que compõem nossa vida social. Entendemos que tal conceito é abrangente o bastante para acolher diversas discussões e questões sobre os modos de produção de saberes/conhecimento nos diversos espaços institucionais ou não. 


Dessa forma, este GT se relaciona com o eixo temático Insurgências ético-estético-políticas: artes, tecnologias e subjetivação, porque toma a articulação entre saberes, tecnologias e organização social como um eixo privilegiado de discussão de diversas temáticas atuais, principalmente quando consideramos as tecnologias de informação e comunicação e as novas formas de publicação e de interação instituídas na internet e novas redes sociais. A intenção é avaliar como os novos dispositivos tecnológicos, que passam pelas novas tecnologias de informação, mas tomam outras redes sóciotécnicas geram novas formas de subjetivação num modo de produção não apenas passivo, mas que incluem formas singulares de apropriação e resistência. A modalidade de oficinas tem espaço neste GT, na medida em que é entendida como metodologia de trabalho em pesquisas e intervenções. O estudo e a proposição de metodologias participativas abre um campo de análise de encontros humanos que tem ao menos dois eixos técnicos: o primeiro enfoca os corpos humanos e sua representatividade, entendida aqui como uma intersecção do cognitivo com o político, e o segundo se refere aos objetos que servem de suporte para nosso domínio simbólico, tais como artefatos técnicos digitais e analógicos e suas operatividades na organização de encontros e instituições humanas. Nessa direção, localizamos a problematização dos dispositivos grupais na relação entre os diversos âmbitos institucionais nos quais interagimos e com os quais podemos propor desenhos de experimentação na extensão, pesquisa e ensino. Tais metodologias coletivo-participativas se mostram bastante fecundas quando desenhamos propostas de ensino, pesquisa, intervenção e criação que sejam efetivas na aproximação dos públicos das comunidades de abrangência das universidades para a discussão do acesso e participação nos domínios de compartilhamento como a produção científica, o âmbito social legislativo e representativo e as mídias. O ponto comum dessa articulação são os fazeres compartilhados e a função da técnica, que podem modular o grau de protagonismo e participação nas esferas de conhecimento, regulação e expressão. Um dos desafios nesse contexto é conseguir apontar de que maneira as configurações dos dispositivos modulam o que podemos chamar de eixo dominação-práticas de liberdade.


Tendo isso em vista, o GT acolhe trabalhos que de alguma maneira coloquem a questão da técnica relacionada aos desenhos de dispositivos de extensão, pesquisa, ensino, criação e suas relações com as políticas públicas, atentando para os efeitos nos três eixos em que os dispositivos podem ser pensados: um eixo ético que se refere à relação consigo mesmo, ou seja, um eixo privilegiado de produção de subjetividade que coloca em questão como cada um faz a experiência de si frente às normas e jogos de verdade estabelecidos; um eixo de relações de poder que abarca as técnicas de gestão, possibilidades de participação e tecnologias de governo; e um eixo relacionado aos saberes, no sentido dos regimes de visibilidade e enunciabilidade, abarcando o que podemos chamar de uma ecologia de saberes. De maneira geral, podemos exemplificar algumas possibilidades:

- Trabalhos que problematizem a relação teoria e prática no âmbito da formação e na construção de dispositivos de extensão, pesquisa, ensino e criação.

- A atual discussão sobre os mecanismos regulatórios da ética em pesquisa e a particularidade das ciências humanas e sociais.
- Integração de tecnologias de informação e comunicação em diversos campos, com uma problematização das implicações éticas, políticas e efeitos numa ecologia de saberes.

- Dispositivos grupais e metodologias participativas em seus variados desenhos.

- Oficinas como metodologia de extensão, pesquisa, ensino, criação.

- Projetos de intervenção urbana através de dispositivos tecnológicos e participativos.
- A cidade como ecologia cognitiva e vivencial e suas implicações frente às esferas pública e privada.


- Mídias, participação e expressão de segmentos vulneráveis da população e suas relações com as políticas públicas




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