Guia alimentar do governo federal ataca produtos industrializados

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Mônica Lopes (PFP ASP)

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Nov 11, 2014, 9:08:02 PM11/11/14
to Pastoral Fé e Politica - Arquidiocese SP
GuiaAlimentarGuia alimentar do governo federal ataca produtos industrializados
 
Cartilha é lançada com linguagem simplificada para atingir população (anexo)
 
 
por Eduardo Bresciani / Flávia Milhorance 
05/11/2014 13:02 / Atualizado 05/11/2014 21:18
 
 
 
BRASÍLIA e RIO - Depois de traçar metas de redução de sódio e gordura dos alimentos industrializados, o Ministério da Saúde agora aposta num guia para ajudar a mudar o hábito dos brasileiros, já que 50,8% estão acima do peso, e 17,5%, obesos, segundo dados do Vigitel 2013. Em 2006, os índices eram de 42,6% e 11,8%.
 
Ontem, o ministério relançou uma cartilha (a primeira publicação é de 2006) com recomendações sobre alimentação saudável, cujo foco principal é estimular a redução do consumo de industrializados, valorizando alimentos naturais e mantendo características regionais.
 
— Houve uma preocupação em mostrar cardápios de regiões brasileiras e manter a cultura alimentar — comenta a presidente da Associação Brasileira de Nutrição, Marcia Fidelix, que colaborou para a confecção do guia.
 
Portanto, o prato típico do brasileiro — arroz, feijão, salada e carne — está entre os recomendados. Tapioca, cuscuz, polenta, angu, suco de cupuaçu e até a calórica feijoada também estão. A orientação é que a base alimentar priorize os alimentos in natura ou os minimamente processados, com predominância vegetal, como farinhas, leites pasteurizados e iogurtes sem açúcar. Orienta-se que o uso de óleo, gordura, sal e açúcar seja sempre em pequenas quantidades.
 
Conservas devem ser evitadas
 
Na lista de opções que devem ser controladas estão os alimentos em conserva, frutas em calda, queijos feitos de leite e sal, carnes conservadas em sal ou óleo e pães feitos de farinha de trigo, leveduras, água e sal. Há a observação de que para consumi-los se deve observar o rótulo e dar preferência àqueles que tenham menor teor de sal ou açúcar.
 
Já entre os que deveriam deixar o cardápio estão os alimentos ultraprocessados, “nutricionalmente desbalanceados”. Além daqueles típicos de fast-food, fazem parte do grupo biscoitos recheados, salgadinhos de pacote, refrigerantes, produtos congelados e prontos, molhos prontos, macarrão instantâneo, hambúrgueres, nuggets e pizzas. Há a ressalva de que devem ser evitados ainda produtos desse grupo mesmo que tragam no rótulo informações publicitárias sobre seu caráter supostamente mais saudável — frases como “menos calorias” ou “vitaminas e minerais adicionados”.
 
— Outro ponto importante do guia foi estimular a preparação dos alimentos em casa, o que cria um clima de encontro familiar. E incentivar que o ambiente da refeição seja tranquilo e sem interferência da televisão, do computador, do trabalho...
 
Marcia Fidelix ainda cobra do ministério mais investimentos às ações preventivas de educação alimentar, já que, em geral, o foco é em contornar os problemas decorrentes da má alimentação, como o câncer e as doenças cardiovasculares. Para ela, o governo também deveria dar mais atenção às crianças, por exemplo ampliando as restrições à publicidade de produtos cujo alvo são elas, como doces e refrigerantes.
 
O ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que mesmo profissionais de saúde tinham dificuldade em compreender as informações do guia anterior. Por isso, o novo material procurou uma linguagem simplificada, a fim de se tornar acessível aos profissionais e à população. Serão 60 mil cópias para serem entregues em unidades de saúde e escolas.
 
— Falar que vai fazer saúde pública, prevenção de doenças sem trabalhar com o conceito de alimentação saudável é a mesma coisa de não combater o tabagismo mesmo tendo a clareza das doenças que ele traz — afirmou o ministro.
 
GUIA DE DEZ PASSOS:
- Fazer de alimentos in natura ou minimamente processados a base da alimentação.
 
- Utilizar óleos, gorduras, sal e açúcar em pequenas quantidades ao temperar e cozinha alimentos e criar preparações culinárias.
 
- Limitar o consumo de alimentos processados.
 
- Evitar o consumo de alimentos ultraprocessados.
 
- Comer com regularidade e atenção, em ambientes apropriados e, sempre que possível, com companhia.
 
- Fazer compras em locais que ofertem variedades de alimentos in natura ou minimamente processados.
 
- Desenvolver, exercitar e partilhar habilidades culinárias.
 
- Planejar o uso do tempo para dar à alimentação o espaço que ela merece.
 
- Dar preferência, quando fora de casa, a locais que servem refeições feitas na hora.
 
- Ser crítico quanto a informações, orientações e mensagens sobre alimentação veiculadas em propagandas comerciais.
 
 Nota: O Guia Alimentar segue anexo

 
 
Minha fé é política porque ela não suporta separação entre o corpo de Jesus e o corpo de um irmão.
Minha fé é política porque crê que a economia pode mudar um dia e ser toda solidária.
Minha fé é política porque acredito na juventude, na sua força e inquietude, no seu poder de diferença
e na força da velhice que com sua sabedoria e experiencia ainda tem muito a colaborar, para um país justo, igualitário sem tantas injustiças sociais.. 
 
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Arquidiocese de São Paulo
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