NORMAS QUE REGULAM A EXTENSÃO PARA CONHECIMENTO

8 views
Skip to first unread message

Adriana Sena

unread,
Sep 22, 2016, 1:53:54 PM9/22/16
to RECAJ nas Escolas, 2016-mediacaoesaude@googlegroups.com MESCIJ


Pessoal,

Percebi dificuldade de compreensão de qual o papel e a função da indissociabilidade constitucional da extensão.

Vcs verão como a extensão é linda! Daí o meu carinho tão grande pela verdadeira extensão … Aquela que vai ao público, ao cidadão …

Para os próximos posters e resumos e porque não? artigos vcs terão um cabedal teórico mais garantido no tema.

Repassem para as alunas do RECAJ/TRT … Há grupo?

Obrigada.

Abs

Adriana

PNEU.pdf
Resolução para Aprovacao e Certificação das Ações de Extensão - Regulamenta a Proposição, a Aprovação, a Certificação e o Funcionamento das Ações de Extensão Universitária.pdf

Adriana Sena

unread,
Sep 22, 2016, 2:00:29 PM9/22/16
to RECAJ nas Escolas, 2016-mediacaoesaude@googlegroups.com MESCIJ, Adriana Sena Orsini
1)

Reconhecer o papel da Universidade Pública no enfrentamento das crises contemporâneas não significa superestimar suas capacidades ou subestimar o que importa enfrentar e superar. Trata-se, sobretudo, de ver a Universidade como parte ativa e positiva de um processo maior de mudança. É justamente aqui que se afirma a centralidade da Extensão Universitária, como prática acadêmica, como metodologia inter e transdisciplinar e como sistemática de interação dialógica entre a Universidade e a sociedade. Prática comprometida com a relevância e abrangência social das ações desenvolvidas; metodologia de produção do conhecimento que integra estudantes, professores e técnico-administrativos, formando-os para uma cidadania expandida do ponto de vista ético, técnico-científico, social, cultural e territorial; interação dialógica que ultrapassa, inclusive, as fronteiras nacionais, projetando-se para fora do País. 


2)

Para que a interação dialógica contribua nas direções indicadas é necessária a aplicação de metodologias que estimulem a participação e a democratização do conhecimento, colocando em relevo a contribuição de atores não-universitários em sua produção e difusão. São necessárias também a apropriação e a democratização da autoria dos atores sociais, assim como sua participação efetiva em ações desenvolvidas nos espaços da própria Universidade Pública. Por se situar no campo das relações, pode-se dizer que a diretriz Interação Dialógica atinge o cerne da dimensão ética dos processos de Extensão Universitária.


3)

 diretriz de Interdisciplinaridade e Interprofissionalidade para as ações extensionistas busca superar essa dicotomia, combinando especialização e consideração da complexidade inerente às comunidades, setores e grupos sociais, com os quais se desenvolvem as ações de Extensão, ou aos próprios objetivos e objetos dessas ações. O suposto dessa diretriz é que a combinação de especialização e visão holista pode ser materializada pela interação de modelos, conceitos e metodologias oriundos de várias disciplinas e áreas do conhecimento, assim como pela construção de alianças intersetoriais, interorganizacionais e interprofissionais. Dessa maneira, espera-se imprimir às ações de Extensão Universitária a consistência teórica e operacional de que sua efetividade depende.


4)

Na relação entre Extensão e Pesquisa, abrem-se múltiplas possibilidades de articulação entre a Universidade e a sociedade. Visando à produção de conhecimento, a Extensão Universitária sustenta-se principalmente em metodologias participativas, no formato investigação-ação (ou pesquisa-ação), que priorizam métodos de análise inovadores, a participação dos atores sociais e o diálogo. Apenas ações extensionistas com esses formatos permitem aos atores nelas envolvidos a apreensão de saberes e práticas ainda não sistematizados e a aproximação aos valores e princípios que orientam as comunidades. Para que esses atores possam contribuir para a transformação social em direção à justiça, solidariedade e democracia, é preciso que eles tenham clareza dos problemas sociais sobre os quais pretendem atuar, do sentido e dos fins dessa atuação, do ‘arsenal’ analítico, teórico e conceitual a ser utilizado, das atividades a serem desenvolvidos e, por fim, da metodologia de avaliação dos resultados (ou produtos) da ação e, sempre que possível, de seus impactos sociais.

Ainda no âmbito da relação Extensão - Pesquisa, esta Política propugna fortemente o desenvolvimento de dois processos na vida acadêmica. O primeiro refere-se à incorporação de estudantes de pós- graduação em ações extensionistas. Essa importante forma de produção do conhecimento – a Extensão Universitária – pode e deve ser incorporada aos programas de mestrado, doutorado ou especialização, o que pode levar à qualificação tanto das ações extensionistas quanto da própria pós-graduação. O segundo desenvolvimento que aqui se defende é a produção acadêmica a partir das atividades de Extensão, seja no formato de teses, dissertações, livros ou capítulos de livros, artigos em periódicos e cartilhas, seja no formato de apresentações em eventos, filmes ou outros produtos artísticos e culturais. 










Em 22/09/2016, às 14:53, Adriana Sena escreveu:

<PNEU.pdf><Resolução para Aprovacao e Certificação das Ações de Extensão -  Regulamenta a Proposição, a Aprovação, a Certificação e o Funcionamento das Ações de Extensão Universitária.pdf>
--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Mediação e Saúde na Infância e Juventude 2016" dos Grupos do Google.
Para cancelar inscrição nesse grupo e parar de receber e-mails dele, envie um e-mail para 2016-mediacaoes...@googlegroups.com.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para 2016-medi...@googlegroups.com.
Para ver esta discussão na web, acesse https://groups.google.com/d/msgid/2016-mediacaoesaude/D5AD21F7-EE4A-4E4B-9E4A-B2DEC54E761F%40uol.com.br.
Para obter mais opções, acesse https://groups.google.com/d/optout.

Reply all
Reply to author
Forward
0 new messages