Enviado por solicitação do Marcos.
A CONDUÇÃO DE UMA REUNIÃO DE ORAÇÃO
A reunião do Grupo de Oração não deverá ultrapassar 2 horas de duração, conduzida pelos membros do núcleo (ou excepcionalmente, outros servos que estejam imbuídos do tema e as moções vivenciadas na reunião do núcleo), tendo em vista que estes participaram da reunião preparatória e estão em sintonia com aquilo que o Senhor lhes falou nesta reunião.
Deve haver um revezamento semanal de servos na condução da reunião para evitar repetição. Quanto à condução em si, alguns aspectos são fundamentais: o dirigente deve cuidar para não falar o tempo todo inibindo que as pessoas se manifestem; não se deve utilizar a condução para fazer oração pessoal; deve estar sempre atento às reações da assembléia; deve evitar introduções longas; cuidar para não dar orientações incompreensíveis (ex.: agora vamos louvar o Senhor, vamos pedir a Ele...); deve zelar para que as moções não se percam. Além disso, deve haver uma estreita unidade entre o núcleo e a pessoa que está dirigindo a reunião do Grupo de Oração. Não se deve, de modo algum, “atropelá-lo”, mas como corpo coopere-se com ele em suas eventuais dificuldades.
Alguns elementos da reunião de oração merecem destaque pela importância que têm em seu conjunto. Não é necessário que todos os elementos estejam presentes em todas as reuniões, mas em maior ou menor grau e devem ser aproveitados adequadamente. O enfoque maior será sobre o louvor, a pregação e a efusão do Espírito Santo, que por se tratarem dos três polos principais da reunião de oração.
ELEMENTOS DE UMA REUNIÃO DE ORAÇÃO
O canto – A música é um elemento fundamental para a reunião de oração; porém, se não for adequada, pode comprometer o desenrolar das expressões de louvor da assembléia. A música deve ser como uma ponte que leva as pessoas a Deus e que traz Deus às pessoas. Neste momento, além de cantar, os participantes devem ser encorajados a fazerem gestos em consonância com o que se canta. Importante é salientar que muitos dos participantes do GO não conhecem algumas das músicas cantadas por nós. Por isso, é sempre recomendável que se diga previamente o número delas – quando houver no livrinho de cânticos “Louvemos o Senhor” (largamente utilizado na RCC), para que tais pessoas possam acompanhar e aprender as canções.
A animação - No início da reunião do grupo de oração, o animador, centrado no poderoso nome de Jesus, utilizando-se de músicas que trazem os frutos do Espírito Santo, na alegria conduza o povo a cantar. Evite-se o exagero de músicas e, com discernimento saiba o momento de parar e preparar o próximo passo na reunião.
O louvor – todos os participantes devem ser incentivados a louvar (elogiar, engrandecer, parabenizar, reconhecer) nosso Deus Pai, Filho e Espírito Santo. O Louvor a Deus deve ser dado muito mais por aquilo que Ele é do que por aquilo que Ele fez e faz.
Momento Mariano – como as reuniões do grupo de oração devem ser uma repetição do que aconteceu no cenáculo em Jerusalém, então é preciso convidar Maria a estar presente, canta-se a ela e reza-se a ela e com ela.
O ato penitencial – O perdão dos pecados é dado por Deus a quem reconhece os seus erros. Servindo-se do próprio fluxo da reunião de oração, o dirigente terá a oportunidade de fazer a cura espiritual acontecer pelo perdão. Para que o perdão aconteça, é necessário que aquele que pecou: reconheça o seu pecado; arrependa-se; peça perdão sinceramente a Deus; proponha-se a vencer e evitar o pecado; proponha-se a reparação (ex: devolver ao dono aquilo que roubou, perdoar a quem o ofendeu, pedir perdão a quem o ofendeu, confessar-se sacramentalmente, etc...)
Efusão do Espírito Santo – momento do pentecostes no grupo de oração, das línguas de fogo, do transbordamento, da graça e da unção do alto e transformação do coração que leva as pessoas a um profundo compromisso com o Senhor e com sua Igreja. Momento forte de manifestação dos dons carismáticos. O mesmo Espírito derramado sobre os discípulos (At. 2,1-4) é prometido e derramado sobre nós hoje. Entretanto, é necessário crer, desejá-Lo, pedir, abrir-se a Ele,, querer a mudança.
O silêncio – Muitas vezes nos queixamos de que Deus não nos fala, mas talvez não tenhamos nos dado conta de que somos nós que não lhe damos a oportunidade de fazê-lo. É preciso privilegiar alguns momentos de silêncio durante a reunião de oração para que Deus fale ao nosso coração, fale em profecia, em palavra de ciência ou de sabedoria, através de visualização, sentimento inspirado, etc.
Pregação – a duração deve ser entre 15 a 20 minutos no máximo e deve ser sempre querigmática, isto é, deve centrar-se na Pessoa de Jesus como primeiro anúncio fundamental (Amor de Deus, Pecado, Salvação, Fé e Conversão, Dom do Espírito Santo, Vida Comunitária). A palavra Rhema discernida pelo Núcleo semanalmente girará em torno dos pontos do querigma, que são inesgotáveis fontes de encontro com Deus. A pregação leva as pessoas a conhecerem Jesus através da palavra de Deus que toca e leva-as a reagir através da oração, do louvor, do canto, da disposição do coração para receber o Espírito Santo e leva também a experimentar a misericórdia de Deus que se manifesta em seu filho Jesus, além de provocar uma profunda transformação em suas vidas.
Os testemunhos - tem a função de manifestar a glória de Deus e edificar a comunidade; por isso devem ser centralizados na Pessoa de Jesus e sejam curtos e objetivos.
Os avisos – devem ser em número reduzido, claros e rápidos, preferencialmente por pessoas ligadas ao ministério de comunicação. IMPORTANTE: há formas e formas de comunicar um aviso. Um aviso motivador, despertará as pessoas para aquilo que está comunicando; já o aviso pelo aviso, isto é, para cumprir protocolo, de pouco adiantará, será infrutífero.
Obs: nem sempre as reuniões de oração devem seguir um mesmo esquema, uma mesma ordem dos elementos para que não se tornem repetitivas. É preciso deixar-se conduzir pelo Espírito Santo que é sempre Novo.
A ORAÇÃO É O QUE MOVE E DIRECIONA OS FILHOS DE DEUS
“A oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria” (S. Terezinha do Menino Jesus).
Estar em oração é estar unido ao tronco da árvore da vida que é o Senhor de todos aqueles que se colocam a seu serviço. Se estamos a serviço do Senhor, precisamos conhecê-Lo mais profundamente, na sua intimidade para que tudo o que fizermos seja conforme a sua vontade. Portanto, sejamos todos nós dedicados à oração pessoal diária. Esta é a primeira e fundamental exigência para sermos servos, ou amigos, como ele mesmo nos chama (Jo 15,15). Tenhamos, pois, esse encontro renovador e inspirador a cada dia com o senhor e assim veremos as maravilhas acontecerem em nossas vidas e através delas. Nossa missão deve ser o extravasamento da graça recebida aos pés de Jesus. Caso contrário, daremos de nós mesmos, de nossa humanidade, que não salva ninguém.
Neste sentido, um dos meios eficazes para alcançarmos esta intimidade com Deus é a vivência das práticas espirituais que serão aqui sugeridas:
- oração pessoal (diária);
- leitura orante da bíblia (diária);
- oração do terço ou rosário (diária);
- a prática do jejum (periodicamente e de modo especial às sextas-feiras);
- Adoração ao Senhor no Santíssimo Sacramento (semanal);
- confissão (regularmente).
Fonte: Livreto Orientações Para Núcleos de Grupos de Oração da Renovação Carismática Católica do Brasil
Comissão Nacional de Formação RCCBrasil – RCCBRASIL, 2014