Achava que havia mais material sobre isso na internet (ou eu procurei mal)
Como
trabalhei com isso durante muitos anos, pensei em tentar dar alguma
explicação sobre isso a partir do meu próprio conhecimento, mas percebi
que esta foi ficando extensa, pois envolve alguns conhecimentos que
fazem parte desse processo.
1. Arquivo / formato "matricial" -- definição e aplicações;
2. Arquivo / formato "vetorial" -- definição e aplicações;
3. Vetorização propriamente dita -- definição e aplicações.
4. Poderíamos, ainda, ter de falar do que se conhece por "georreferenciamento"
Garanto
que todos os tópicos citados acima, por si só, já demandam uma certa
gama de conhecimentos para que se possa entender o processo.
Assim sendo, me perdoem se, através do exemplo que vou dar, deixar algumas lacunas de informação.
Digamos
que temos uma carta/mapa/planta em papel - ou outro material - que
desejamos passar para alguma base de dados onde possamos obter, por
exemplo, distancias em uma via ou a área de um terreno ou calcular
trajetos.
Poderíamos proceder a digitalização desse
material, utilizando um "scanner". Dessa forma obteríamos uma imagem que
seria um arquivo "matricial". Este arquivo, por si só, já poderia ter
diversas aplicações, ainda mais se fosse "georreferenciado", mas nesse
estado seria difícil obter as informações objetivadas no início deste
texto. Sendo assim, necessitaríamos vetorizar esse arquivo.
Resumidamente
falando, um formato vetorial procura representar elementos geométricos
simples (ponto, linha, área) de modo que possam ser "lidos" ou exibidos
por algum programa que tem essa finalidade, por exemplo: Auto Cad (.dxf,
dwg), MicroStation (.dgn), ArqGis (.shp, ...) até o QGis que é capaz de
representar uma série de formatos.
Para isso, ou seja,
para podermos vetorizar um arquivo matricial, podemos utilizar uma gama
de aplicações que estão disponíveis no mercado (acho que o QGis também
dispõe de plugins para executar essa tarefa. Também devemos informar
que existem dois processos/meios para se vetorizar:
1. Automático, quando o processo é todo feito pela aplicação;
2. Manual, quando há interferência de um operador humano;
3. Semi automática - um misto dos dois anteriores
Então, voltando àquela imagem da carta/mapa/planta que tĩnhamos no inicio, poderíamos fazer o seguinte:
1. Georreferenciamento --> colocar num sistema de coordenadas (uma fase muito importante do processo);
2. Vetorização propriamente dita.
Acho
que é apropriado acrescentar que, no mundo do GIS, ao vetorizar esse
material teríamos que anexar outras informações dependendo do tipo de
elemento que estamos trabalhando. Por exemplo: se estamos vetorizando
uma via poderíamos entrar com informações tais como: tipo de
revestimento, nome/id da via, jurisdição etc. Mas essa é uma outra
história.
É claro que devo ter cometido algumas omissões ou erros, as acho que, no geral o processo seria esse.