[python-brasil] Produtividade média de python por ponto de função

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Leonardo S

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Jun 10, 2014, 9:23:52 AM6/10/14
to python...@googlegroups.com
Pessoal,

Alguém saberia como posso obter alguma estatística da produtividade média de python (em horas) por ponto de função ?

Algo tipo: PHP - 11h/PF.

Encontrei até algumas referência no google, mas são fontes antigas (datam 2000) e estão solicitando-me algo mais recente.

Grato por qq ajuda,

[]'s

Henrique Bastos

unread,
Jun 10, 2014, 11:37:15 AM6/10/14
to python...@googlegroups.com
Léo,

Sua pergunta me deixou curioso.

Pensando aqui eu não lembro de ter conhecido um programador Python que tenha usado Ponto de Função.

Talvez a galera mais ligada a governo tenha essas informações.

Alguém?

[]'s,
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Henrique Bastos
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Pedro Werneck

unread,
Jun 10, 2014, 12:10:21 PM6/10/14
to python...@googlegroups.com
Estão te pedindo estatísticas de ponto de função mais recentes do que
2000? Quem te pediu isso carrega uma régua de cálculo no bolso da
camisa?

Sinceramente, medida de produtividade por ponto de função baseada no
portfolio da própria empresa já é algo tão inexato que torna-se
inútil. Se você vai basear-se em médias globais obtidas de outros, eu
diria para nem perder tempo e inventar um número qualquer. No final
das contas não vai fazer diferença nenhuma mesmo.

A menos que seja por obrigações contratuais de algum tipo, não perca
tempo com isso. Se você tem um problema real de estimativas para
resolver, explique melhor o contexto e talvez alguém possa ajudar.
--
---
Pedro Werneck

Nilo Menezes

unread,
Jun 10, 2014, 12:27:20 PM6/10/14
to python...@googlegroups.com
Oi Leonardo,

Faz tempo que não trabalho com pontos de função e nunca fui especialista no assunto. Estou escrevendo mais por curiosidade mesmo.

Você tem certeza que PF é por hora de trabalho? Não entendi a relação h/linguagem.
Já vi algo relativo a pontos de função por linha de código, mas não por hora.
Tens como passar uns links para que eu me atualize?

Em 2005, quanto trabalhei com PF, nós chegamos a conclusão que eles eram úteis para estimar tarefas parecidas. Quando as equipes são grandes, você consegue criar tabelas de produtividade, até mesmo por programador. No final das contas, o bom é velho playing poker era mais preciso. Na época, a equipe que trabalhava com isso era a de sistemas de informação. Eles tinham tabelas de complexidade em PF por tarefa, como criar uma tela, criar uma tabela sql, relatórios, etc. O pessoal que trabalha com sistemas em C++, com tarefas como sincronização, objetos COM, etc sempre tiveram problemas com PF, pois não havia um histórico confiável para as estimativas. Como as tarefas não se repetiam, ficava difícil de criar as tabelas.

[]

Nilo

Henrique Bastos

unread,
Jun 10, 2014, 2:30:01 PM6/10/14
to python...@googlegroups.com
No Agile Brasil do ano passado, paradoxalmente, eu vi muita gente do governo falando de pontos de função.

Apesar da minha aversão pessoal à indicadores mágicos como PF, conversando com a galera, percebi que no ambiente de governo, ponto de função é a ferramenta usada pra abstrair muitas das burocracias impostas por lei que obrigam um modo de desenvolvimento em cascata.

No final, cada um tem o seu contexto, restrições e necessidades...  Por isso minha curiosidade continua. Alguém aí usando PF em projetos Python?

[]'s,
--
Henrique Bastos
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Twitter: henriquebastos

Renzo Nuccitelli

unread,
Jun 11, 2014, 10:32:57 AM6/11/14
to python-brasil

Em 10 de junho de 2014 15:29, Henrique Bastos <henr...@bastos.net> escreveu:
Apesar da minha aversão pessoal à indicadores mágicos como PF, conversando com a galera, percebi que no ambiente de governo, ponto de função é a ferramenta usada pra abstrair muitas das burocracias impostas por lei que obrigam um modo de desenvolvimento em cascata.

​Também sou avesso, mas interessante notar esse ponto de vista.

Meu sentimento com relação a estimativas, mesmo com poker planing, é passam de chutes. Então fui a uma palestra do Rodrigo Yoshima sobre #noestimates e achei bem interessante, muito mais condizente com meu sentimento:

https://www.youtube.com/watch?v=-zE7BS_QfaA

Abs,


--
  Renzo Nuccitelli

Guilherme Rezende

unread,
Jun 11, 2014, 6:21:11 PM6/11/14
to python...@googlegroups.com
Me solicitaram hoje montar uma tabela de R$/PF para um sistema em Python, para uma prefeitura.
Ou sugerir uma outra metrica, o sistema é um site em django com varios modulos, etc.

Nunca trabalhei com este tipo de estimativa, muito menos para governo, alguém teria uma dica ou um norte?

Obrigado


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Guilherme Bessa Rezende
Software Engineer|DevOP
[ IT, Security, Telecom, ]
    

Marco André Lopes Mendes

unread,
Jun 11, 2014, 6:26:12 PM6/11/14
to Python Brasil
Tenho um amigo que desenvolve em Django. Ele me comentou que normalmente começa desenhando as telas do sistema. Depois de validadas com o cliente, ele tem uma boa ideia dos papéis que haverão no sistema, dos dados e da complexidade do sistema. Feito isso, ele normalmente estipula o tempo de desenvolvimento baseado no número e na complexidade das views a serem criadas. Posso estar falando besteira, mas acredito que é isso que ele faz. Faz sentido?

Um abraço



Marco André

Guilherme Rezende

unread,
Jun 11, 2014, 6:45:42 PM6/11/14
to python...@googlegroups.com

Guilherme Rezende

unread,
Jun 11, 2014, 7:03:34 PM6/11/14
to python...@googlegroups.com

Henrique Bastos

unread,
Jun 11, 2014, 9:06:00 PM6/11/14
to python...@googlegroups.com
Eu gosto de restringir as métricas ao financeiro.

Fazendo de trás pra frente, mapeando qual o orçamento do projeto e qual o resultado financeiro esperado (em economias ou receitas) é possível estabelecer alguns indicadores de análise de risco (que dependem do contexto do projeto) p/ mapear a evolução do potencial de retorno sobre o investimento. O índice final dá o grau de confiança que se tem sobre o resultado do projeto.

Com isso em foco, o escopo cai por terra e em vez de focar em features, vc foca em entrega de valor. O legal desse processo é que o desenvolvimento passa a jogar alinhado com o bolso do cliente. No final, em vez de tentar adivinhar o que vai acontecer com o projeto (estimando escopo), vc usa essa visão financeira p/ evitar que o projeto dê prejuízo.

Nunca vi isso no governo. Fiquei curioso agora p/ saber como mapear o resultado financeiro esperado de um projeto do governo.

Abs,


luciano de souza

unread,
Jun 12, 2014, 4:55:24 AM6/12/14
to python...@googlegroups.com
Mas olha que prejuízo não é algo tão óvio de definir-se. Por isso é
que surgiram metodologias de gestão como o Balanced Scorecard.

Pensar apenas em termos de receitas e despesas, em geral, significa
entender como custo aquilo que um projeto oferece em termos de
aprendizado, de relacionamento, enfim, de novas oportunidades de
melhor posicionar-se no mercado.

O caso do governo é simplesmente este raciocínio levado ao extremo. O
dinheiro não deixa de ser importante, contudo, desde que seja
suficiente, a ideia não é maximizar o lucro, mas o bem estar social.
Entretanto, não é nada simples calcular o bem estar líquido de um
período.

Mas a bem dizer é isso o que deveria ser mapeado. Em um projeto do
governo, qual é o estar líquido que ele proporciona? Quanto se
melhorou em expectativa de vida? Em saneamento básico? Em punição para
os infratores?

Não se deseja a irresponsabilidade fiscal, portanto, um projeto do
governo tem de ser sustentável economicamente, mas a verdade é que,
sem os resultados de bem estar social, as folgas financeiras de um
projeto não podem ser comemoradas pelo bom gestor público.

Agora, como se mede isso é o que não sei.


Em 11/06/14, Henrique Bastos<henr...@bastos.net> escreveu:
> Eu gosto de restringir as métricas ao financeiro.
>
> Fazendo de trás pra frente, mapeando qual o orçamento do projeto e qual o
> resultado financeiro esperado (em economias ou receitas) é possível
> estabelecer alguns indicadores de análise de risco (que dependem do
> contexto do projeto) p/ mapear a evolução do potencial de retorno sobre o
> investimento. O índice final dá o grau de confiança que se tem sobre o
> resultado do projeto.
>
> Com isso em foco, o escopo cai por terra e em vez de focar em features, vc
> foca em entrega de valor. O legal desse processo é que o desenvolvimento
> passa a jogar alinhado com o bolso do cliente. No final, em vez de tentar
> adivinhar o que vai acontecer com o projeto (estimando escopo), vc usa essa
> visão financeira p/ evitar que o projeto dê prejuízo.
>
> Nunca vi isso no governo. Fiquei curioso agora p/ saber como mapear o
> resultado financeiro esperado de um projeto do governo.
>
> Abs,
>
>
>
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> Henrique Bastos <http://henriquebastos.net>
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Luciano de Souza

Henrique Bastos

unread,
Jun 12, 2014, 9:12:39 AM6/12/14
to python...@googlegroups.com
Legal, Luciano!

Acho que é por aí. Não é necessário ficar restrito à receitas e despesas literalmente. O importante é o exercício de correlacionar o impacto financeiro direto e indireto. No próprio BSG todas as categorias estão sempre se influenciando.

O exercício ajuda a tangibilizar o propósito do projeto, o pq se está decidindo investir em seu desenvolvimento e quais os limites desse investimento.

Acho que em software se olha pouco para estes aspectos, ou se olha de uma maneira muito rudimentar.

Escopo fechado ainda é o modo padrão de venda, mas já na contratação há um conflito de interesses. Quanto mais longo o projeto, mais dinheiro ganha a empresa de desenvolvimento contratada, quanto mais curto o projeto, mais dinheiro sobra p/ a empresa contratante. Por isso na largada as duas partes tentam "se garantir" definindo (1) o que será feito e (2) quanto tempo levará. Nunca funciona e a necessidade de gerir a mudança desse acordo consome uma energia que seria melhor investida no propósito do projeto.

Quando conseguimos eliminar o conflito de interesse descrito anteriormente, conseguimos praticar o desenvolvimento com escopo aberto, onde o objetivo é a entrega de valor, iterativamente. Os indicadores estabelecidos te dão flexibilidade p/ adicionar, remover, alterar, simplificar, amplificar funcionalidades do sistema sem maiores burocracias. Você foca em desenvolver "o que é necessário, somente o necessário, o extraordinário é d+". Aí que o desenvolvimento ágil entra em ação, entregando periodicamente evoluções do software prontas p/ uso.

Vamos lembrar de papear mais sobre isso pessoalmente em um próximo evento. :) Gosto muito desses assuntos.

Abs,
Aprenda Python e Django na Prática!

Renzo Nuccitelli

unread,
Jun 12, 2014, 10:25:46 AM6/12/14
to python-brasil

Em 11 de junho de 2014 22:05, Henrique Bastos <henr...@bastos.net> escreveu:
Eu gosto de restringir as métricas ao financeiro.

Fazendo de trás pra frente, mapeando qual o orçamento do projeto e qual o resultado financeiro esperado (em economias ou receitas) é possível estabelecer alguns indicadores de análise de risco (que dependem do contexto do projeto) p/ mapear a evolução do potencial de retorno sobre o investimento. O índice final dá o grau de confiança que se tem sobre o resultado do projeto.

Com isso em foco, o escopo cai por terra e em vez de focar em features, vc foca em entrega de valor. O legal desse processo é que o desenvolvimento passa a jogar alinhado com o bolso do cliente. No final, em vez de tentar adivinhar o que vai acontecer com o projeto (estimando escopo), vc usa essa visão financeira p/ evitar que o projeto dê prejuízo.

Nunca vi isso no governo. Fiquei curioso agora p/ saber como mapear o resultado financeiro esperado de um projeto do governo.

​ Também estou curioso.

 Mas no caso do projeto com a instituição onde o Romulo trabalha vc não conseguiu emplacar justamente esse modelo? Será que não seria um exemplo interessante?


--
  Renzo Nuccitelli

Renzo Nuccitelli

unread,
Jun 12, 2014, 10:40:50 AM6/12/14
to python-brasil

Em 12 de junho de 2014 05:55, luciano de souza <luch...@gmail.com> escreveu:
O caso do governo é simplesmente este raciocínio levado ao extremo. O
dinheiro não deixa de ser importante, contudo, desde que seja
suficiente, a ideia não é maximizar o lucro, mas o bem estar social.
Entretanto, não é nada simples calcular o bem estar líquido de um
período.

​ Achei interessante todas colocações.

 Mas vou colocar lenha na fogueira. No período em que fui funcionário público, militar, a lógica não era muito essa. Em geral o orçamento já vinha definido, na maioria das vezes baseado no histórico anterior. Então a primeira restrição que passava a ser orçamento disponível. Depois o ROI era avaliado, dependendo mais da boa vontade de quem era a responsabilidade de tocar os projetos do que algo mais institucionalizado. E como alterar o orçamento dava muito trabalho, o modus operante geral era manter as coisas como estavam. No caso de software, muitos contratos de manutenção eram renovados, mas na prática o que se fazia era encaixar parcelas de desenvolvimento para se evitar burocracia

 Já vi o mesmo acontecer em grandes empresas quando organizando uma feira de recrutamento no ITA. O orçamento para participação de eventos era definido no fim do ano anterior. Sendo assim, não existiam grande análises de ROI mas sim a necessidade de se empenhar todo o orçamento. Até pq se sobrasse algo, o montante previsto par ao ano seguinte seria diminuido. Então era comum o caso de empresas participarem da feira por vários anos, mesmo sem ter vagas para engenharia.

Leonardo S

unread,
Jun 12, 2014, 11:37:50 AM6/12/14
to python...@googlegroups.com
Galera,

Valeu a todos.
Estou consolidando as informações dos links e pesquisas que passaram.
Os contratos do governo estão sendo fechados utilizando PF como estimativa e base para custos. Acredito ser uma norma do TCU, mas não tenho maiores informações.

Abs,


--

Daniel Bastos

unread,
Jun 12, 2014, 1:23:35 PM6/12/14
to python...@googlegroups.com
Olá pessoal,

Vou entrar meio de gaiato na discussão porque na empresa onde eu trabalho hoje desenvolvem sistemas para universidades federais e órgãos do governo, e há uns dois meses atrás tivermos uma breve apresentação sobre como realizar os tais cálculos de PF. Aqui na empresa trabalhamos com sistemas, que atendem todos setores das prefeituras e universidades, e que foram desenvolvidos há muito tempo com tecnologias Delphi e Java (infelizmente hoje quem paga minhas contas são o Java e o Delphi.. mas dias melhores viram hehehe..).

Desde que eu entrei aqui (não faz muito tempo) venho falando de python, e a equipe de Java (é a equipe web) se mostraram bem interessados em aprender python (o/) por conta das coisas que eu falo e mostro para eles.

Por isso tenho interesse em saber qual a média de Hora/PF, mesmo que essas estimativas não me convençam, mas para meus chefes isso é o que são exigidos em contrato. Por isso, se conseguisse "compara" Python com Java na relação Hora/PF (eu sei que cada caso é um caso e não pretendo entrar em méritos), penso que talvez ficasse mais fácil, e claro, de expor aos diretores as vantagens em utilizar python, pois é uma empresa bem "aberta" há opiniões.
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