Estou iniciando meu aprendizado em Python. Meu maior interesse na linguagem
é para desenvolver scripts AGI para Asterisk. Trabalho essencialmente num
ambiente linux sem interface gráfica.
Lendo e pesquisando sobre Python, vi sobre a importância da identação para
linguagem, uma vez que ela não usa marcadores de inicio e fim de blocos.
Assim, eis alguns problemas que estou enfrentando...
Fazendo alguns testes para me familiarizar com o comando "While", qundo
executado pelo IDLE no Windows, funciona que é uma maravilha, pois o próprio
IDLE faz a identação do comando. Porém, quando tentei executar pelo linux
após adição por um editor (no caso o NANO) não consegui fazer funcionar...
Alguém conheçe algum editor ou mesmo plugin para editor de texto (sem
interface gráfica) que faça uma função parecida que o IDLE faz com a
identação? Se não, teriam alguma dica para eu acertar a identação?
Outra coisa, já pensando em ambiente gráfico... Pesquisando, achei uma
versão do Eclipse para Python. Alguém que já usou recomenda? Ou mesmo possa
me indicar algum bom editor para Python (de preferência para rodar em
linux);
Desde já agradeço...
Só pra fechar, queria deixar uma pequena impressão que estou tendo da
linguagem... Começei o curso de Sistemas de Informação...Todas minhas aulas
de programação se baseiam em JAVA, JAVA e mais JAVA... Questionei o
professor o porque da escolha e a resposta foi simples e objetiva... é a
escolha do Mercado!!!
Porém...eu estou tendo dificuldade de me adaptar ao JAVA, principalmente
depois que começei a estudar Python.... JAVA é muito burocrático, chato... e
pra mim que estou começando a programar... muitas vezes confuso!!! É uma
pena que as univerdades (pelo menos a minha) não dê mais espaço para
linguagem como Python e Ruby que estão evoluindo e atraindo cada vez mais
usuários... Pesquisando, descobri sobre o Jython, que compila Python para
ser usado nas JVM. Como está esse projeto??? Alguém pode me indicar algum
tutorial ou mesmo algum lugar para conseguir mais informações sobre esse
projeto...?
obrigado,
Eduardo Leones
--
Eduardo Leones
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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| Antes de enviar um e-mail para o grupo leia: |
| http://www.pythonbrasil.com.br/moin.cgi/AntesDePerguntar |
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<*> Para sair deste grupo, envie um e-mail para:
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<*> O uso que você faz do Yahoo! Grupos está sujeito aos:
http://br.yahoo.com/info/utos.html
2009/2/24 Eduardo Leones <edul...@gmail.com>:
> Pessoal, boa tarde!
>
> Estou iniciando meu aprendizado em Python. Meu maior interesse na linguagem
> é para desenvolver scripts AGI para Asterisk. Trabalho essencialmente num
> ambiente linux sem interface gráfica.
Seja bem-vindo!
>
> Lendo e pesquisando sobre Python, vi sobre a importância da identação para
> linguagem, uma vez que ela não usa marcadores de inicio e fim de blocos.
>
> Assim, eis alguns problemas que estou enfrentando...
>
> Fazendo alguns testes para me familiarizar com o comando "While", qundo
> executado pelo IDLE no Windows, funciona que é uma maravilha, pois o próprio
> IDLE faz a identação do comando. Porém, quando tentei executar pelo linux
> após adição por um editor (no caso o NANO) não consegui fazer funcionar...
Bem, você tem que ver que *todos* os blocos tem que ficar identados
com a mesma "guia". ex: Se um bloco está identado com 2 espaços, então
todos os blocos tem de estar.
Outra observação: verifique se tem os ':' depois da expressão do
while. Comandos como if, for, while, try, etc. sempre vem seguidos de
':' no final da linha, para indicar o início de um novo bloco
identado.
>
> Alguém conheçe algum editor ou mesmo plugin para editor de texto (sem
> interface gráfica) que faça uma função parecida que o IDLE faz com a
> identação? Se não, teriam alguma dica para eu acertar a identação?
Eu recomendo que você use o emacs com Python mode[1].
>
> Outra coisa, já pensando em ambiente gráfico... Pesquisando, achei uma
> versão do Eclipse para Python. Alguém que já usou recomenda? Ou mesmo possa
> me indicar algum bom editor para Python (de preferência para rodar em
> linux);
Eu tenho gostado muito de com o o Komodo Edit[2] trabalha, mas em
linux acho que o melhor é o eric4[3].
>
> Desde já agradeço...
>
> Só pra fechar, queria deixar uma pequena impressão que estou tendo da
> linguagem... Começei o curso de Sistemas de Informação...Todas minhas aulas
> de programação se baseiam em JAVA, JAVA e mais JAVA... Questionei o
> professor o porque da escolha e a resposta foi simples e objetiva... é a
> escolha do Mercado!!!
>
> Porém...eu estou tendo dificuldade de me adaptar ao JAVA, principalmente
> depois que começei a estudar Python.... JAVA é muito burocrático, chato... e
> pra mim que estou começando a programar... muitas vezes confuso!!! É uma
> pena que as univerdades (pelo menos a minha) não dê mais espaço para
> linguagem como Python e Ruby que estão evoluindo e atraindo cada vez mais
> usuários... Pesquisando, descobri sobre o Jython, que compila Python para
> ser usado nas JVM. Como está esse projeto??? Alguém pode me indicar algum
> tutorial ou mesmo algum lugar para conseguir mais informações sobre esse
> projeto...?
>
> obrigado,
>
> Eduardo Leones
>
> --
> Eduardo Leones
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
>
[1] http://www.emacswiki.org/cgi-bin/wiki/PythonMode
[2] http://www.activestate.com/komodo_edit/
[3] http://eric-ide.python-projects.org/
--
Rodolfo Carvalho
Web Developer
rodol...@gmail.com
vim, eu utilizo ele como meu editor principal. Recomendo a leitura do
help dele, basta dar um :help e usar o Ctrl+] e Ctrl+O para ir e
voltar nas seções do help.
No começo eu precisei anotar os comandos que eu queria usar, pois são
tantos que eu esquecia, e ficava com preguiça de voltar ao help. :-P
Mas você vai utilizando e se acostuma com os atalhos.
Aliás, acabei de ter uma idéia, quando eu tiver um tempo vou colocar
um tutorial do vim+python lá no wiki, pois eu acho que deve ter coisas
legais que eu ainda não sei fazer com o vim+python, ai o pessoal pode
completar. ;-)
> Outra coisa, já pensando em ambiente gráfico... Pesquisando, achei uma
> versão do Eclipse para Python. Alguém que já usou recomenda? Ou mesmo possa
> me indicar algum bom editor para Python (de preferência para rodar em
> linux);
[...]
Eu olhei vários e acabo ficando no vim mesmo. Rodo no Mac e no Linux,
no Windows eu acabo usando o IDLE mesmo.
> Só pra fechar, queria deixar uma pequena impressão que estou tendo da
> linguagem... Começei o curso de Sistemas de Informação...Todas minhas aulas
> de programação se baseiam em JAVA, JAVA e mais JAVA... Questionei o
> professor o porque da escolha e a resposta foi simples e objetiva... é a
> escolha do Mercado!!!
> Porém...eu estou tendo dificuldade de me adaptar ao JAVA, principalmente
> depois que começei a estudar Python.... JAVA é muito burocrático, chato... e
> pra mim que estou começando a programar... muitas vezes confuso!!! É uma
> pena que as univerdades (pelo menos a minha) não dê mais espaço para
> linguagem como Python e Ruby que estão evoluindo e atraindo cada vez mais
> usuários... [...]
A 5 ou 6 anos atrás eu estava do mesmo jeito.
> [...] Pesquisando, descobri sobre o Jython, que compila Python para
> ser usado nas JVM. Como está esse projeto??? Alguém pode me indicar algum
> tutorial ou mesmo algum lugar para conseguir mais informações sobre esse
> projeto...?
Dá uma olhada no Google, eu nunca usei o jython, eu sei que a
implementação para a versão 2.5 está em beta, pois a versão estável é
da versão 2.2 (se não me engano).
Até mais,
--
Luciano Pacheco
http://lucmult.wordpress.com
Sobre os editores.
Eu particularmente prefiro o vim, pra quem não conhece leva um tempinho
(na verdade não muito, o que precisa mesmo é um pouco de dedicação) para
se acostumar e entender como ele funciona mais vale a pena.
Se você usa uma distro baseada em debian, o vim já vem instalado mais
vem incompleto, nada que um ( # aptitude install vim ) não resolva, na
maioria das distribuições o pacotão do vim ja vem com identação para
python, é só ativar.
Para ativar basta descomentar o bloco que contém "indent" no arquivo de
configuração padrão do vim "/usr/share/vim/vimrc" normalmente se
encontra assim:
'''
if has("autocmd")
filetype plugin indent on
endif
'''
Também descomente o "syntax on", assim ele ativa coloração de código, e
umas alterações adicionais, adicione ao final do vimrc as seguintes linhas:
'''
set tabstop=4
set shiftwidth=4
set smarttab
set expandtab
set softtabstop=4
map <F9> <esc>:w<cr><esc>:!python %<cr>
'''
Com isso o vim vai tratar automaticamente a identação do python com 4
espaços, e tratar esses 4 espaços como tabs quando você estiver editando
um arquivo, assim você apertando uma vez o Backspace ele apaga a
identação como se fosse com tabs mesmo. A última linha é um shortcut que
costumo utilizar para não ter que ficar salvando o arquivo sair para
poder testar, assim basta apertar F9 e ele salva o arquivo que se esta
editando, executa e quando termina volta para o vim.
Para editores gráficos eu costumo utilizar o gvim mesmo, mas também tem
o gedit que é muito bom, existem diversos plugins para python (
inclusive feitos em python ) com diversos fins.
Se você prefere IDEs, como você mesmo comentou tem o eclipse e o
netbeans que tem suporte a python, também tem várias outros, o pessoal
também fala muito bem do WingsIDE que é paga. Eu já testei o komodo
gostei um pouco mais não entendo pra que um programa pesado e cheio
visualmente quando você só precisa de um editor de textos simples com
alguns recursos, apesar de o komodo ser bem mais limpo que a maioria das
IDEs, mais nesse caso eu deixo o link de uma relação de editores/IDEs[1]
muito indicada nessa lista.
Sobre o Jython nunca usei e não sou a pessoa mais indicada para se falar
sobre isso, mais ao meu ver é, você ter a elegância de python junto com
todas as desvantagens de Java, ou seja a JVM. Também não sou o maior fã
do Java e sou obrigado a isso pelo mesmo motivo, e apoio o seu
aprendizado, mas sou contra ensinarem só isso em universidades.
A[]'s
[1] http://www.pythonbrasil.com.br/moin.cgi/IdesPython
Por que você prefere ou porque não pode ser de outro jeito? Talvez
você fosse mais feliz se tivesse uma máquina Linux com ambiente
gráfico para fazer o desenvolvimento, e deixasse a máquina sem GUI
para testes e implantação, não? Mesmo se você é obrigado a usar
Windows por algum outro motivo, hoje é possível instalar o Ubuntu como
um arquivo em uma partição FAT e usá-lo para dar o boot, ou seja nada
de particionar o HD e nada da lentidão de uma VM.
Confira o Wubi (instalador Ubuntu para Windows):
http://wubi-installer.org/
>
> Lendo e pesquisando sobre Python, vi sobre a importância da identação para
> linguagem, uma vez que ela não usa marcadores de inicio e fim de blocos.
>
> Assim, eis alguns problemas que estou enfrentando...
>
> Fazendo alguns testes para me familiarizar com o comando "While", qundo
> executado pelo IDLE no Windows, funciona que é uma maravilha, pois o próprio
> IDLE faz a identação do comando. Porém, quando tentei executar pelo linux
> após adição por um editor (no caso o NANO) não consegui fazer funcionar...
Por que não funcionou? Indente o código que funciona! E fica bem mais
fácil de ler!
> Alguém conheçe algum editor ou mesmo plugin para editor de texto (sem
> interface gráfica) que faça uma função parecida que o IDLE faz com a
> identação? Se não, teriam alguma dica para eu acertar a identação?
A maioria dos core developers do Python usa o Emacs, que é modo texto.
Eu conheço excelentes programadores Python que ganham a vida
escrevendo no Vim.
Mas qualquer editor serve, desde que:
1) você saiba configurá-lo de modo que a tecla TAB produza 4 espaços
(não é o mesmo que exibir o TAB com a largura de quatro espaços; o
ideal é não usar nenhum caractere de TAB para indentar, apenas
espaços, e usar a tecla TAB apenas para não ter que apertar a barra de
espaços quatro vezes)
2) o editor tenha um modo de indentação automática, no qual após
iniciar um novo nível de indentação, a cada quebra de linha o nível
seja mantido automaticamente;
No Linux até o Gedit (Editor de Texto) se encaixa nesta categoria, se
você clicar alguns checkboxes na aba "Editor" do diálogo de
"Preferências"
> Outra coisa, já pensando em ambiente gráfico... Pesquisando, achei uma
> versão do Eclipse para Python. Alguém que já usou recomenda? Ou mesmo possa
> me indicar algum bom editor para Python (de preferência para rodar em
> linux);
Eu tenho amigos que usam o Eclipse com PyDev e falam muito bem.
Eu atualmente uso o WingIDE, é proprietário mas oferece licenças de
cortesia para desenvolvedores que possam demonstrar que produzem
software open source.
> Desde já agradeço...
>
> Só pra fechar, queria deixar uma pequena impressão que estou tendo da
> linguagem... Começei o curso de Sistemas de Informação...Todas minhas aulas
> de programação se baseiam em JAVA, JAVA e mais JAVA... Questionei o
> professor o porque da escolha e a resposta foi simples e objetiva... é a
> escolha do Mercado!!!
E é claro que o papel da universidade é formar estritamente o que o
mercado pede. Aliás se a universidade cumprisse com perfeição este
papel, nós ainda estaríamos usando tecnologias da idade média, que é
quando a universidade foi inventada.
Felizmente existem alguns professores que se propõe a mostrar aquilo
que é mais fundamental, e mais importante, do que o que o mercado pede
hoje.
> Porém...eu estou tendo dificuldade de me adaptar ao JAVA, principalmente
> depois que começei a estudar Python.... JAVA é muito burocrático, chato...
Concordo 100%. Eu também sou um foragido da linguagem Java. Troquei-a
por Python em 1998 e desde então ganho a vida programando com muito
mais prazer e produtividade!
> e pra mim que estou começando a programar... muitas vezes confuso!!! É uma
> pena que as univerdades (pelo menos a minha) não dê mais espaço para
> linguagem como Python e Ruby que estão evoluindo e atraindo cada vez mais
> usuários... Pesquisando, descobri sobre o Jython, que compila Python para
> ser usado nas JVM. Como está esse projeto??? Alguém pode me indicar algum
> tutorial ou mesmo algum lugar para conseguir mais informações sobre esse
> projeto...?
O Jython esteve parado um tempo, mas de um ano para cá mais ou menos
ele voltou a ter um bom nível de atividade. Houve um tempo em que eu
achei que o Jython seria uma excelente maneira de apresentar o Python
para usuários de Java, mas a barreira mental é muito maior do que eu
imaginava. Na verdade, quando o sujeito está psicologicamente
preparado para experimentar outra linguagem, ele já está mais do que
preparado para abandonar a plataforma também...
Seja bem-vindo à comunidade Python, Eduardo!
[ ]s
Luciano
Pois bem, não dá para adicionar a indentação automática do IDLE, mas o
nano pode lhe servir também. Basta criar um arquivo chamado .nanorc no
seu home com as seguintes cláusulas:
# Ativa identação automática. Você vai ter de apertar "tab" depois de,
# digamos, um def func(n):, mas depois disso todas as linhas serão
# indentadas sozihas.
set autoindent
# Altera o tamanho da tab para 4 espaços (padrão Python)
set tabsize 4
# Insere quatro espaços no lugar de tab (novamente, nada de
# caracteres tabs em Python! :) )
set tabstospaces
Sugeriria também essas configurações:
# Não quebra a linha quando for grande demais. Indispensável.
set nowrap
# A tecla "Home" voltará para o fim da indentação, não para o
# começo da linha
set smarthome
Não é exatamente a mesma coisa do IDLE, mas para mim é suficiente.
O nano pode ser mais customizado ainda, pode-se acrescentar syntax
highlighting e muitas outras coisas. Dá uma olhada no arquivo
/etc/nanorc. Aliás, se você quiser que todas as configurações sejam
globais, você pode alterá-lo descomentando as cláusulas acima, ao
invés de criar um .nanorc no seu home.
Até!
--
Adam Victor Nazareth Brandizzi
http://brandizzi.googlepages.com/
Com vim eu nunca fz nada além de algumas linhas, mas também é outro editor
bem recomendado, como disseram anteriormente.
Como sempre, uma busca nos manuais é de muita ajuda, que nesse caso vem com
os editores atraves de alguns comandos, ou mesmo no google.
Quanto ao PyDev - o plugin de Eclipse pra Python - eu uso regularmente e
achei excelente, apesar de o eclipse ser um bocado pesado, dependendo de
quanto recurso vc tem na sua máquina.
Em Windows, pra quem quer algo simples e leve, eu recomendo o notepad++ [1],
que tem suporte pra um monte de linguegens e vários recursos, como os
editores da maioria das distros Linux.
Meus 2 centavos, =)
Abraços!
[1] http://notepad-plus.sourceforge.net/br/site.htm
--
Henrique Baggio
Computer Engineering - Unicamp
Microsoft Innovation Center - Unicamp
Software Engineer
http://www.lms.ic.unicamp.br
http://www.codeplex.com/lmsu
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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| http://www.pythonbrasil.com.br/moin.cgi/AntesDePerguntar |
| E se você é usuário do BOL lembre-se de cadastrar o |
| e-mail do grupo na lista branca do seu sistema anti-spam. |
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<*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse:
Muito obrigado pelas respostas... Respondendo ao Luciano Ramalho, trabalho
sem interface porque é o único jeito mesmo. As maioridas das máquinas dos
clientes da empresa que trabalho é acessada remotamente por SSH. Poderia
fazer na minha máquina de trabalho (um Slackware com KDE), mas as vezes é
mais fácil fazer e já testar na própria máquina e assim, fazer os acertos
necessários...
Vou testar as configurações e dicas passadas pelos colegas para o VIM e NANO
para conseguir fazer de modo mais eficiênte a identação.
Obrigado a todos pelas respostas...
Eduardo
2009/2/25 Adam Victor Nazareth Brandizzi <bran...@gmail.com>
> 2009/2/24 Eduardo Leones <edul...@gmail.com <eduleones%40gmail.com>>:
> > ,----------------------------------------------------------.
> > | Antes de enviar um e-mail para o grupo leia: |
> > | http://www.pythonbrasil.com.br/moin.cgi/AntesDePerguntar |
> > | E se você é usuário do BOL lembre-se de cadastrar o |
> > | e-mail do grupo na lista branca do seu sistema anti-spam. |
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> Yahoo! Grupos
> >
> >
> >
>
> --
> Adam Victor Nazareth Brandizzi
> http://brandizzi.googlepages.com/
>
>
--
Eduardo Leones
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<*> Para visitar o site do seu grupo na web, acesse:
>
> Vou testar as configurações e dicas passadas pelos colegas para o VIM e
> NANO
> para conseguir fazer de modo mais eficiênte a identação.
>
Eu aprendi uns truques do vi, incluindo endentação de blocos, assistindo a
este screencast:
http://showmedo.com/videos/video?name=3160030&fromSeriesID=316
Um abraço
--
Marco André
marco...@gmail.com
http://marrcandre.blogspot.com
Bem. No momento não programo profissionalmente em Python,
mas também uso bastante o vim. Este[1] vimrc é o que tenho
utilizado e me atende amplamente.
[1] http://www.vivaolinux.com.br/etc/vimrc-ivan.cr.neto
Atenciosamente.
--
MARCELO DE F. ANDRADE (aka "eleKtron")
Belem, PA, Amazonia, Brazil
Linux User #221105
Que legal, não conhecia mais ninguem que usava Python para essa
finalidade. Aplicações AGI para Asterisk.
> Lendo e pesquisando sobre Python, vi sobre a importância da
identação para
> linguagem, uma vez que ela não usa marcadores de inicio e fim de blocos.
>
> Assim, eis alguns problemas que estou enfrentando...
>
> Fazendo alguns testes para me familiarizar com o comando "While", qundo
> executado pelo IDLE no Windows, funciona que é uma maravilha, pois o
próprio
> IDLE faz a identação do comando. Porém, quando tentei executar pelo
linux
> após adição por um editor (no caso o NANO) não consegui fazer
funcionar...
>
> Alguém conheçe algum editor ou mesmo plugin para editor de texto (sem
> interface gráfica) que faça uma função parecida que o IDLE faz com a
> identação? Se não, teriam alguma dica para eu acertar a identação?
>
> Outra coisa, já pensando em ambiente gráfico... Pesquisando, achei uma
> versão do Eclipse para Python. Alguém que já usou recomenda? Ou
mesmo possa
> me indicar algum bom editor para Python (de preferência para rodar em
> linux);
Eu uso para algumas coisas o Eclipse com PyDev. Funciona bem,
obrigado. Para coisas pequenas, Komodo Edit. Não que não seja bom o
Komodo, mas algumas coisas são compartilhadas com a equipe, então
usamos um repositório (Subversion) para facilitar o controle de projeto.
O Komodo é mais para coisas pequenas e rápidas, scripts AGI. ;D
Por algum tempo usei o GEdit. Aprovo e recomendo...
>
> Desde já agradeço...
>
> Só pra fechar, queria deixar uma pequena impressão que estou tendo da
> linguagem... Começei o curso de Sistemas de Informação...Todas
minhas aulas
> de programação se baseiam em JAVA, JAVA e mais JAVA... Questionei o
> professor o porque da escolha e a resposta foi simples e objetiva... é a
> escolha do Mercado!!!
>
> Porém...eu estou tendo dificuldade de me adaptar ao JAVA, principalmente
> depois que começei a estudar Python.... JAVA é muito burocrático,
chato... e
> pra mim que estou começando a programar... muitas vezes confuso!!! É uma
> pena que as univerdades (pelo menos a minha) não dê mais espaço para
> linguagem como Python e Ruby que estão evoluindo e atraindo cada vez
mais
> usuários... Pesquisando, descobri sobre o Jython, que compila Python
para
> ser usado nas JVM. Como está esse projeto??? Alguém pode me indicar
algum
> tutorial ou mesmo algum lugar para conseguir mais informações sobre esse
> projeto...?
Confesso que não gosto de Java também. Mas, você está num grupo de
Python, malhar o (J)udas é uma diversão para muitos aqui, porém, não é
muito legal...
De qualquer modo, acredito que aqui no grupo, você encontrará com
facilidade as resposta que procura.
Se você for de São Paulo, temos um grupo regional que organiza
reuniões mensais em bares, cafes ou restaurantes. Os bate-papos são
muito produtivos e divertidos.
http://groups.google.com/group/grupy-sp
>
> obrigado,
>
> Eduardo Leones
>
> --
> Eduardo Leones
>
>
> [As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
>
[]'s
Mauro Baraldi
Há alguns anos, quando eu estava na faculdade, me obrigavam a usar o
C++ (na verdade era um C-mais-ou-menos, desses de faculdade tosca). Por
que? "Porque era a escolha do mercado" na época. Depois de formado,
trabalhei com C++ por alguns meses, até que o tal "Mercado" resolveu
usar Java.
Eu me lembro de batalhar para que os professores aceitassem programas
em Java, que eu considerava superior em alguns aspectos (ao menos um
buffer overflow em Java não restartava o PC!). Mas não queriam saber,
porque segundo eles, Java era "usado somente pra fazer páginas animadas
na Web". Hoje em dia a história se repete.
--
[]s, Narcélio
Há alguns anos, quando eu estava na faculdade, a preocupação era que
os alunos tivessem base em conceitos, e não em tecnologias e/ou
escolhas do mercado. Linguagem imperativa, estruturada, orientada a
objetos, lógica (só não tive funcional). Lembro como se fosse ontem de
colegas de turma implorando pela linguagem X ou pela plataforma Y.
Acabei tendo realmente que aprender X 6.5 e Y 4.0beta, mas foi muito
mais fácil com os conceitos que tive na facul do que se tivesse que
fazer o caminho inverso. Não me preocuparia tanto em aprender
tecnologias na facul. Dominar os conceitos por trás das novidades de
mercado é aprender a pescar. ;)
Og!
Concordo com você, Adriano. Prefiro uma formação que saiba buscar o
que precisa quando for necessário. No meu caso, nos primeiros anos de
faculdade o forte da programação tem sido em C, de forma a focar mais
nos conceitos do que na linguagem.
Bem, quando no meu estágio foi preciso usar recursos que usando C
seriam um verdadeiro parto, surgiu a necessidade de aprender Python.
Com uma base mais conceitual foi mais rápido o meu aprendizado do novo
ambiente.
Mas também reconheço que alguns cursos são muito mais mercadológicos
que o meu, com um foco mais a curto prazo, e querem formar o aluno com
um perfil específico que atualmente se procura em muitos lugares. É
uma opção válida, desde que a pessoa não se restrinja a isso quando
terminar, pois senão, quando uma mudança de cenário ocorrer, talvez
essa pessoa precise se readaptar mais drasticamente.
Abraços!
--
Henrique Baggio
Computer Engineering - Unicamp
Microsoft Innovation Center - Unicamp
Software Engineer
http://www.lms.ic.unicamp.br
http://www.codeplex.com/lmsu
Og!
Eu instalei a versão estável da IDE e funcionou sem problemas algum, tem
um intrepretador imbutido, debugador, code completion e outros recursos
básicos e tem uma interface bem limpa, quando pediu para atualizar para
uma versão beta, deu um crash na IDE tive que reinstalar a versão
estável novamente
Para mais informações http://www.mmm-experts.com/Downloads.aspx
Em Thursday 26 February 2009 18:55:42 Narcélio Filho escreveu:
> Há alguns anos, quando eu estava na faculdade, me obrigavam a usar o
> C++ (na verdade era um C-mais-ou-menos, desses de faculdade tosca).
Só como curiosidade, porque eu não entendi muito bem o que você quis
dizer: o que é exatamente um C-mais-ou-menos de faculdade tosca? Por-
que não creio que sua faculdade tenha desenvolvido um compilador C++
(ou C+-, que seja) apenas para as aulas -- e se ela fez isso, então
dificilmente ela será tosca!
> "Porque era a escolha do mercado" na época. Depois de formado,
> trabalhei com C++ por alguns meses, até que o tal "Mercado" resolveu
> usar Java.
Acredito que você tenha estudado em uma instituição de ensino supe-
rior particular (em geral, são chamadas de 'toscas', muito embora eu
possa atestar que várias delas têm a verdadeira intenção de serem o
melhor possível -- mas não sei se se aplica ao seu caso). Em IES par-
ticulares, o perfil do alunos é bastante diferente: em geral, o aluno
já trabalha ou tem uma visão muito instrumental do que aprende. O re-
sultado é que o aluno deseja -- e pressiona para -- que o que seja en-
sinado na faculdade tenha aplicação _imediata_ em sua vida profissio-
nal. E o grave problema é: IES particulares dependem dos alunos para
sobreviverem, e se o aluno não está satisfeito, vai embora. Algumas
exigências acabam sendo atendidas.
Como vários já falaram aqui, o ideal é ensinar a técnica, não a tec-
nologia. Assim, o aluno aprende a se virar pra aprender a tecnologia
que o mercado exige naquele dia, que é o que o profissional realmente
precisa saber. Exatamente por esse motivo eu sou extremamente a favor
de ensinar Python como primeira linguagem (e por todos os outros moti-
vos que já foram colocados em inúmeras discussões como essa: a lingua-
gem é rápida, não atrapalha sua comunicação com a máquina, tem uma bi-
blioteca padrão extensa, etc.)
Quanto a professores que _exigem_ trabalhos em uma linguagem especí-
fica, acho complicado. Raramente lecionei disciplinas que exigiam pro-
gramação, mas quando fiz, deixei a escolha da linguagem em aberto [*].
Em certas disciplinas, isso é possível, em outras não. Mas acho que o
professor deveria estar preparado para avaliar a lógica de programação
em qualquer linguagem.
[*] Este semestre estarei lecionando uma disciplina de programação cujo
objetivo é o aprendizado da linguagem Python, exclusivamente. Nesse ti-
po de caso, acho que exigir trabalhos numa linguagem específica faz al-
gum sentido. :)
--
José Alexandre Nalon
na...@terra.com.br
Acho que ele só quis dizer que não aprendeu C++ direito na faculdade.
Foi um curso 'pra inglês ver' o que infelizmente é muito comum. O
professor finge que ensina, os alunos fingem que aprendem e fica por
isso.
--
Vinícius Figueiredo
>> Há alguns anos, quando eu estava na faculdade, me obrigavam a usar
>> o C++ (na verdade era um C-mais-ou-menos, desses de faculdade
>> tosca).
> Só como curiosidade, porque eu não entendi muito bem o que você quis
> dizer: o que é exatamente um C-mais-ou-menos de faculdade tosca?
Eu chamava de C+ou- porque os professores não sabiam programar em C++
direito, só sabiam que era uma espécide de linguagem C com suporte pra
classes. Então constantemente víamos código misturando características
das duas linguagens. E C++ é bem diferente de C.
> que não creio que sua faculdade tenha desenvolvido um compilador C++
> (ou C+-, que seja) apenas para as aulas -- e se ela fez isso, então
> dificilmente ela será tosca!
O ideal pra ENSINAR apenas a lógica de programação para alunos do
primeiro período seria uma linguagem em português que fizesse coisas
simples. Acho que alguém já até fez algo semelhante em Python e postou
aqui na lista.
> Acredito que você tenha estudado em uma instituição de ensino supe-
> rior particular (em geral, são chamadas de 'toscas', muito embora eu
> possa atestar que várias delas têm a verdadeira intenção de serem o
> melhor possível -- mas não sei se se aplica ao seu caso).
Touché! E a intenção dela era lucrar e não ensinar. `:^)
> Como vários já falaram aqui, o ideal é ensinar a técnica, não a tec-
> nologia. Assim, o aluno aprende a se virar pra aprender a tecnologia
> que o mercado exige naquele dia, que é o que o profissional
> realmente precisa saber.
Eu tenho dúvidas do que as faculdades deveriam realmente ensinar.
Quando entrei eu já trabalhava com desenvolvimento de software e não
aprendi nada de útil lá. E desde que saí não me lembro de ter precisado
de qualquer coisa aprendida na faculdade. Precisei do diploma apenas
para UM emprego. Os outros nem diploma me pediram. Então, ao menos pra
mim, foi pura perda de tempo e dinheiro.
No entanto, sempre tenho que aprender MUITA coisa por conta própria,
afinal todo ano as tecnologias mudam completamente.
> Raramente lecionei disciplinas que exigiam pro- gramação, mas quando
> fiz, deixei a escolha da linguagem em aberto [*].
Se eu fosse professor, também deixaria livre e *avaliaria* a escolha
da linguagem. Eu percebo que hoje em dia o pessoal sai da faculdade
apenas com um martelo enferrujado na mão achando que tudo é prego. E
normalmente, em qualquer projeto do qual eu participo, há código em pelo
menos meia dúzia de linguagens diferentes. Sempre há uma ferramenta mais
adequada à um certo problema.
> Em certas disciplinas, isso é possível, em outras não. Mas acho que o
> professor deveria estar preparado para avaliar a lógica de
> programação em qualquer linguagem.
Os meus professores não tinham essa qualidade. Era só C+ou- e alguma
outra no máximo. Qualquer bom professor deveria ao menos entender código
em qualquer uma das 10 primeiras linguagens no ranking do Tiobe.
--
[]s, Narcélio