Suécia---------------- 33,3%
Dinamarca----------- 30,4%
Bélgica---------------- 28,8%
Reino Unido--------- 27,4%
Finlândia------------- 26,4%
Holanda-------------- 25,9%
França---------------- 24,6%
Alemanha------------ 24%
Hungria--------------- 22%
Eslováquia------------ 21,4%
Áustria---------------- 20,9%
Grécia---------------- 20,6%
Irlanda---------------- 20,6%
Polónia---------------- 19,8%
Itália------------------- 19,2%
República Checa--- 19,2%
PORTUGAL--------- 17,9%
Espanha-------------- 17,2%
Luxemburgo---------- 16%
Não há pois funcionários públicos a mais. Há sectores em falta e outros em
excesso.
A reforma administrativa deverá começar por mudar o seguinte:
- Cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e
sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e
subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete,
assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas, apenas CINCO vezes mais
que no resto da Europa.
Nestes dias, a ideia que mais uma vez a comunicação social vendeu à opinião
pública, foi a da necessidade de 200 mil despedimentos na função pública.
Resulta que somos o 3º país da U.E. com menor percentagem de funcionários
públicos na população activa.
Assim se informa e se faz política em Portugal.
---------------------------------------------
OS TRABALHADORES SÃO CADA VEZ MAIS EXPLORADOS
Pelos dados facultados pelo Instituto de Emprego e Formação Profissional -
IEFP a um jornal, confirma-se que o tipo de oferta de emprego disponível nos
centros de emprego, para os trabalhadores no desemprego é de um nível
salarial baixíssimo.
De facto, sendo a média salarial oferecida nesses empregos de 516 euros,
temos de concluir que para um grande número de empregos, o salário oferecido
não será superior ao Salário Mínimo Nacional.
Estes dados mais uma vez confirmam que o emprego criado, continua, na sua
maioria, a ser precário, mal pago e não qualificado. E mesmo as ofertas
destinadas a dirigentes e quadros superiores, a média, segundo é dito pelo
IEFP, é de 635 euros, o que demonstra a baixa oferta salarial que é proposta
aos trabalhadores com maior qualificação.
O que é nos dado a observar, é que as empresas, entretanto, continuam
apostar numa política de despedir os trabalhadores mais velhos e mais
qualificados para os substituir por trabalhadores mais jovens mal pagos e
sem direitos e onde não há nenhuma estabilidade. Na prática, o que se
verifica é que o emprego tem cada vez menos qualidade.
A competitividade da economia tem assentado, essencialmente, no baixo custo
de mão-de-obra e na forte exploração dos trabalhadores. Torna-se imperioso
romper com este modelo, que é injusto e promove desigualdades sociais e é
desastroso do ponto de vista económico e optar por um crescimento baseado na
inovação, no investimento, nas qualificações e no respeito pelos direitos de
quem trabalha
http://pimentanegra.blogspot.com/
O comentário que muitos têm a estes factos é o seguinte: fiiiiuuuuu,
fiuuuu, fiuuuu!
Depois, assim que a questão se levante, vem logo a ladaínha: é preciso
reduzir funcionários públicos, é preciso pagar-lhes menos, é preciso
cortar-lhes nos direitos, é preciso aumentar-lhes o horário de
trabalho... depois queixem-se que a vida está cara... com esse
raciocínio nem imaginam onde vão parar... só que estou desconfiado que
quando os portugueses abrirem os olhos já vai ser tarde, demasiado
tarde!
RAF
Despesas com salários de Funcionários Públicos em Percentagem do PIB :
EURO 27 : 10.6%
Bélgica : 11.8%
Bulgária : 9%
Républica Checa : 7.8%
Dinamarca : 16.9%
Alemanha : 7.2%
Estónia : 8.8%
Irlanda : 9.7%
Grécia : 10.8%
Espanha : 10%
França : 13.1%
Itália : 11%
Chipre : 14.9%
Letónia : 10.1%
Lituania : 10.5%
Luxemburgo : 7.4%
Hungria : 12.2%
Malta : 13.5%
Holanda : 9.4%
Austria : 9.3%
Polónia : 9.8%
Roménia: 9.1%
Eslovénia : 11.4%
Eslováquia : 7.4%
Finlândia : 13.4%
Suécia : 15.7%
Reino Unido : 11.2%
Islândia : 15.4%
Noruega : 11.9%
PORTUGAL : 13.6%
Agora vamos olhar para os números :
1) Só a Dinamarca (16.9%) , Suécia (15.7%), Islândia (15.4%) e Chipre
(14.9%) gastam mais com funcionários públicos do que Portugal (13.7%).
Destes, só a Dinamarca e a Suécia é que aparecem na lista do Elviro. A
Dinamarca com 30.4% e a Suécia com 33.3% contra os 17.9% de Portugal. Mais
: na sua lista, só dois países têm menos funcionários públicos do que
Portugal! Conclusão : Portugal tem muito menos funcionários públicos do que
os restantes países europeus, mas gasta com eles muito mais do que gastam os
restantes países. O que é que isto lhe diz acerca da remuneração média dos
funcionários públicos? É capaz de retirar uma conclusão? Pode partilhá-la
com o newsgroup?
2) A média do número de funcionários públicos da sua lista dá 22.9% da
população activa. A média da minha lista dá um gasto de 10.6% do PIB com
funcionários públicos. Quer dizer que o rácio dá 0.46% do PIB / 1% de
população activa. Com este rácio, se os funcionários públicos Portugueses
fossem pagos com o mesmo esforço que a média europeia, os seus salários
representariam 8.3% do PIB. A diferença em relação aos 13.6% do PIB que
recebem é de 5.3% do PIB !!!! Conclusão : se os funcionários públicos
fossem pagos em Portugal como são no resto da Europa, não estávamos todos a
apertar o cinto para baixar o défice. O défice simplesmente não existiria.
Com menos 5.3% do PIB de despesa pública, estaríamos com um superavit de
mais de 2% !!!
3) Pode-se criticar o governo por querer privatizar serviços do estado??? O
governo não pode despedir funcionários. Também não pode reduzir-lhes os
salários. Resta-lhe esperar que se aposentem para diminuir os seus números.
E na media do possível substituir funcionários públicos demasiadamente bem
pagos por empresas privadas com pessoas que custando-nos menos dinheiro a
todos fazem o mesmo serviço. E ainda há espaço para o lucro das empresas
que explorem esses serviços, sem que com isso se perca a poupança que a
medida traz. Por mim, todas as repartições públicas podiam ser privatizadas
já amanhã.
4) Os funcionários públicos ganham mal ? Tem toda a razão : ganham muito
mal. Mas os funcionários do sector privado ganham ainda pior. Qual dos
dois grupos deve pagar a maior quota parte da crise? Uma das razões pela
qual as remunerações no sector privado são ainda mais baixas é a carga
fiscal excessiva que as empresas e as famílias tem que suportar para pagar
os salários excessivamente elevados da função pública. Conheço imensas
pessoas acabadas de formar que não arranjam emprego ou arranjam apenas
empregos em call centers a ganhar 500 euros por mes. Imensos acabam por
emigrar. Não conheço nenhum funcionário público que tenha decido deixar de
o ser e que tenha emigrado, mesmo depois do ataque cerrado deste governo.
Isto diz-lhe alguma coisa ?
5) Funcionários públicos : não são inúteis, não são cidadãos de segunda, não
são pessoas mal formadas, não merecem ver a vida a andar para trás e não
ganham demais. Simplesmente o que quer que estejam a sentir, as pessoas do
sector privado estão a sentir ainda mais. É da mais elementar justiça que
os vossos salários se aproximem da média do país.
"Elviro Pereira" <elviro_...@hotmail.com> wrote in message
news:fivcvi$v7n$1...@news.datemas.de...
> Despesas com salários de Funcionários Públicos em Percentagem do PIB :
>
> EURO 27 : 10.6%
> PORTUGAL : 13.6%
> Agora vamos olhar para os números :
>
> 1) Conclusão : Portugal tem muito menos funcionários públicos do que os
> restantes países europeus, mas gasta com eles muito mais do que gastam os
> restantes países.
- Imaginemos dois casais, o casal Silva e o casal Fernandes.
O casal Silva não tem filhos, mora no Parque nas Nações em Lisboa, ambos
trabalham e têm um rendimento líquido mensal de cinco mil Euros.
Gastam cerca de 15% dos seus rendimentos em alimentação. Estes 15% (750
Euros) incluem quer a alimentação comprada nos hipermercados quer a
alimentação comprada quando vão comer fora, a bons restaurantes.
O casal Fernandes tem três filhos, vive num bairro da lata e tem de
rendimento mensal cerca de 600 Euros (grosso modo dois ordenados mínimos).
Nunca vão a restaurantes mas gastam 90% dos seus rendimentos (540 Euros) na
alimentação, sua e dos seus filhos. Claro que comem mal, muito mal e andam
subalimentados e mal alimentados devido ao excesso de batatas e pão.
Mas há um pormenor importante, o casal Silva gasta só 15% dos seus
rendimentos na alimentação enquanto que o casal Fernandes gasta 90% dos seus
rendimentos na alimentação.
Uma análise rápida lervar-nos-ía a concluir que o casal Fernandes "esbanja"
90% dos seus rendimentos a comer e isso é provavelmente a causa do seu baixo
nível de vida pois não tem margem para aforrar e investir no seu futuro.
Quem fizesse uma análise deste tipo seria certamente considerado idiota e se
tivesse o descaramento de o dizer ao casal Fernandes certamente seria
corrido à pedrada.
Mas, voltemos ao caso dos funcionários públicos a mais.
O raciocínio que o mostra é baseado em que Portugal gasta 15% do seu PIB na
Função Pública enquanto que a média europeia é de 13% (se não estou em
erro). Portanto temos funcionários públicos a mais e temos de os reduzir...
Este raciocínio é semelhante ao feito acima para os casais Silva e
Fernandes.
Todos os países da UE têm as mesmas necessidades e tarefas para as suas
funções públicas. Portanto o gasto bruto com as funções públicas devia ser
igual, isto é, a função pública deveria custar x Euros por habitante em cada
país da UE.
Portugal tem uma percentagem de funcionários públicos em relação à população
activa inferior à média da UE. Portugal paga menos aos seus funcionários
públicos do que os outros países da UE. Mas como o PIB per capita português
é inferior à média da UE (creio que pouco ultrapassa os 70%), em percentagem
o gasto na Função Pública é superior à média da UE.
O problema não é portanto o de reduzir o número de funcionários públicos, o
problema é redistribuí-los e, claro, aumentar o PIB per capita de forma a
aproxima-lo da média da UE. Isto para não estarmos a cair no mesmo erro que
fizemos acima acerca da alimentação dos casais Silva e Fernandes.
Cortar no número de funcionários públicos às cegas só irá prejudicar o país
e impedi-lo de satisfazer as exigências que temos de enfrentar.
> 2) Conclusão : se os funcionários públicos fossem pagos em Portugal como
> são no resto da Europa, não estávamos todos a apertar o cinto para baixar
> o défice.
- Portugal paga menos aos seus funcionários públicos do que os outros países
da UE. O Ricardo sabe: "Os funcionários públicos ganham mal ? Tem toda a
razão : ganham muito mal."
> 3) Pode-se criticar o governo por querer privatizar serviços do estado???
-
Nas últimas décadas de hegemonia do pensamento único, tornou-se lugar comum
atribuir-se a crise financeira dos Estados, expressa na geração de déficits
orçamentários crescentes, aos gastos públicos, em especial os gastos com a
folha de pagamentos e com o sistema de bem-estar social.
A análise dos dados, entretanto, mostra que o pretexto utilizado pelos
neoliberais não encontra confirmação nos factos. Foi exatamente no período
de maior desenvolvimento do Welfare State que as economias europeias
exibiram maior dinamismo; além disso, nesse período, os déficits
orçamentários eram menos habituais do que viriam a ser nos anos em que a
expansão dos programas da Welfare State desacelarou fortemente, como
resultado dos ataques sofridos pelos seus opositores.
>
> 4) Conheço imensas pessoas acabadas de formar que não arranjam emprego ou
> arranjam apenas empregos em call centers a ganhar 500 euros por mes.
> Imensos acabam por emigrar.
- Deverão ficar mais ricos quando chegarem as facturas privadas para pagar
as escolas, a saúde, etc.
> 5) Simplesmente o que quer que estejam a sentir, as pessoas do sector
> privado estão a sentir ainda mais. É da mais elementar justiça que os
> vossos salários se aproximem da média do país.
- claro nivela-se os ordenados sempre para baixo na perspectiva do privado.
Vejamos o que fazem os privados para "aumentar" o PIB per capita de forma a
aproxima-lo da média da UE:
Um dos problemas mais graves que a Economia Portuguesa enfrenta actualmente
é a quebra continuada no investimento. Entre 2002 e 2006, o investimento
(FBCF) em Portugal, a preços constantes de 2000, diminuiu em -13%, ou seja,
o investimento realizado em 2006 foi inferior ao de 2002 em 3.474,9 milhões
de euros. Como consequência, o crescimento económico tem sido reduzido, o
que tem provocado o atraso crescente do nosso País quando comparado com a
U.E., e o desemprego tem aumentado. Em contrapartida, de acordo com o
Eurostat, entre 1996 e 2005, o stock de investimento de empresas portuguesas
no estrangeiro aumentou em 1197,9%, pois passou de apenas 2.896 milhões de
euros para 37.591 milhões de euros, portanto teve um aumento de 34.695
milhões de euros. Este aumento significativo do investimento no estrangeiro
determinou que os rendimentos recebidos pelas empresas portuguesas
resultantes daquele investimento, entre 2000 e 2007, tenham passado de 4.969
milhões de euros para 11.601 milhões de euros, ou seja, aumentaram em
133,5%.
Por outro lado, segundo dados do Eurostat e do Banco de Portugal, entre 1996
e 2005, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal passou de
15.407 milhões de euros para 54.689 milhões de euros, ou seja, aumentou
255%; medido em percentagem do PIB português, no mesmo período, o IDE passou
de 17% para 36,8%. Resultante desse investimento, a exportação de
rendimentos para o estrangeiro, entre 1996 e 2007, passou de 4.083 milhões
de euros para 18.351 milhões de euros, ou seja, aumentou 349,5%.
Como consequência das saídas de rendimentos serem de uma forma crescente
superiores às entradas de rendimentos, o saldo negativo desta balança de
rendimentos (saídas - entradas), entre 2000 e 2007, passou de -2.611 milhões
de euros para -6.750 milhões de euros, ou seja, cresceu em 158,5%. Em
percentagem do PIB, entre 2000 e 2007, o saldo aumentou de -2,1% do PIB
para -4,2%, o que significa que uma parte crescente da riqueza criada no
País está ser transferida para o estrangeiro, ficando em Portugal uma
parcela cada vez menor.
informação alternativa
>
>2) A média do número de funcionários públicos da sua lista dá 22.9% da
>população activa. A média da minha lista dá um gasto de 10.6% do PIB com
>funcionários públicos. Quer dizer que o rácio dá 0.46% do PIB / 1% de
>população activa. Com este rácio, se os funcionários públicos Portugueses
>fossem pagos com o mesmo esforço que a média europeia, os seus salários
>representariam 8.3% do PIB. A diferença em relação aos 13.6% do PIB que
>recebem é de 5.3% do PIB !!!! Conclusão : se os funcionários públicos
>fossem pagos em Portugal como são no resto da Europa, não estávamos todos a
>apertar o cinto para baixar o défice. O défice simplesmente não existiria.
>Com menos 5.3% do PIB de despesa pública, estaríamos com um superavit de
>mais de 2% !!!
Eu faço outra leitura.
Tendo em conta que os funcionários públicos em Portugal recebem
reconhecidamente muito menos dinheiro que os funcionários públicos
noutros países da Europa, e verificando que mesmo assim a percentagem
do PIB gasto é relativamente alta por estes lados, então podemos ficar
com uma muito boa ideia do dinheiro que é gasto em jobs, reformas
acumuladas dos boys, falcatruas, etc...
Porque tendo em conta que a população empregue não é assim tanto, e
que a esmagadora maioria destes funcionários recebe uma miséria quando
comparado com os outros países da europa... alguma coisa "não bate
certo" com essa percentagem do PIB...
--
O Tal Ivan
http://otalivan.blogspot.com
> Quem fizesse uma análise deste tipo seria certamente considerado idiota e
> se tivesse o descaramento de o dizer ao casal Fernandes certamente seria
> corrido à pedrada.
Tem toda a razão. Só que o exemplo que dá não tem absolutamente nada a ver
com o tema em discussão. Não é minimamente comparável. As necessidades
alimentares de uma pessoa são independentes do seu nível de rendimento. Daí
que este exemplo que dá não tenha nenhum sentido.
Isso não é verdade para as necessidades de "serviço público" de cada país.
Nãio são fixas, obviamente. Não se pode esperar que um país com 50 milhões
de habitantes gaste o mesmo com os seus funcionários públicos que um país
com 10 milhões de habitantes. Quem sugerisse uma coisa destas seria
igualmente burro e corrido à pedrada.
> Mas, voltemos ao caso dos funcionários públicos a mais.
> O raciocínio que o mostra é baseado em que Portugal gasta 15% do seu PIB
> na Função Pública enquanto que a média europeia é de 13% (se não estou em
> erro). Portanto temos funcionários públicos a mais e temos de os
> reduzir...
> Este raciocínio é semelhante ao feito acima para os casais Silva e
> Fernandes.
Não, não é. Já expliquei acima porquê. E convido-o a ler novamente o que
escrevi porque o que eu disse vai muito além do que o que o Elviro está a
dizer.
O raciocínio que mostro não se baseia apenas na diferença entre os gastos
com funcionários públicos na Europa e em Portugal (10.6% contra 13.6%).
Baseia-se na leitura conjunta deste número com os que o Elviro mostrou
anteriormente e com os quais concluiu que Portugal tinha poucos funcionários
públicos. Segundo o Elviro em Portugal só 17.9% da população activa é
composta por funcionários públicos contra uma média de 22.9% da União
Europeia.
Estes dois números no seu conjunto é que levam a concluir que em média o
esforço que o país efectua para pagar um funcionário público é muito maior
em Portugal do que na Europa. Isto é matemático e não há nada que o Elviro
possa dizer que o mude.
Faça contas, Elviro : o que aconteceria se amanhã o governo contratasse
funcionários públicos em número suficiente para preencher a diferença, ou
seja mais 5% da população activa (22.9%-17.9%)? Se lhes pagasse o mesmo que
paga aos que existem actualmente, o peso dos salários dos funcionários
públicos subiria para 17.4% do PIB (contra os actuais 13.6%). O deficit
subiria 3.8% !!!
O Elviro até pode estar disposto a endividar o país em nome deste grande
grande designio quer é ter em Portugal tantos funcionários públicos como o
resto da Europa. Eu certamente não estou e suspeito que os seus bisnetos
concordam mais comigo do que com o bisavô deles.
> Todos os países da UE têm as mesmas necessidades e tarefas para as suas
> funções públicas. Portanto o gasto bruto com as funções públicas devia ser
> igual, isto é, a função pública deveria custar x Euros por habitante em
> cada país da UE.
Ó Elviro, esta conclusão é absolutamente simplista e infundada! Se isto
fosse verdade para a função pública era verdade para tudo. Porque é que o
Elviro paga 0.5? por um café em Portugal e uns 2? em França? Gostava que me
explicasse!
Se em Portugal o salário de um polícia é mais baixo do que na Alemanha,
porque é que o Estado há-de gastar em segurança tanto como a Alemanha
(medido em euros/habitante) ?
Como esta permissa está completamente errada, o mesmo acontece com o resto
da sua argumentação que dela decorre.
>> 2) Conclusão : se os funcionários públicos fossem pagos em Portugal como
>> são no resto da Europa, não estávamos todos a apertar o cinto para baixar
>> o défice.
>
> - Portugal paga menos aos seus funcionários públicos do que os outros
> países da UE. O Ricardo sabe: "Os funcionários públicos ganham mal ? Tem
> toda a razão : ganham muito mal."
>
E o resto da frase, Elviro? "Mas os funcionários do sector privado ganham
ainda pior".
> A análise dos dados, entretanto, mostra que o pretexto utilizado pelos
> neoliberais não encontra confirmação nos factos. Foi exatamente no período
> de maior desenvolvimento do Welfare State que as economias europeias
> exibiram maior dinamismo; além disso, nesse período, os déficits
> orçamentários eram menos habituais do que viriam a ser nos anos em que a
> expansão dos programas da Welfare State desacelarou fortemente, como
> resultado dos ataques sofridos pelos seus opositores.
O Elviro tem razão numa coisa : crescimento económico e bem estar social
andam de mãos dadas. Só que troca a causa com o efeito. É o facto de
exisitr crescimento económico que permite ao estado gastar mais com o bem
estar social dos cidadãos. Se não houver cresciemento económico o estado
não tem o que gastar para proporcionar esse bem estar.
Se a economia estivesse a crescer a 5% ao ano, não tínhamos problemas de
sustentabilidade da segurança social. Mesmo que a factura subisse sob o
efeito da demografia, o estado iria conseguir pagá-la.
Mas não é por o Estado se endividar e pagar coisas que não pode pagar que a
economia vai crescer. E a factura alguém a tem que pagar. Se não for eu e
o Elviro, são os nossos netos. É absolutamente imoral criar déficits para
as gerações futuras. Tão imoral quanto a concessão das estradas à EP por 90
anos. Pelas mesmas razões : a geração presente condiciona de forma
fundamental as gerações futuras. Tanto uma coisa como a outra pode ser
feita. Mas ambas são absolutamente imorais.
>
>> 5) Simplesmente o que quer que estejam a sentir, as pessoas do sector
>> privado estão a sentir ainda mais. É da mais elementar justiça que os
>> vossos salários se aproximem da média do país.
>
> - claro nivela-se os ordenados sempre para baixo na perspectiva do
> privado.
>
Por as pessoas ricas a pagar mais impostos do que as pessoas com menos
rendimentos também é nivelar por baixo ?
Limitar o crescimento das pensões mais elevadas para que os pensionistas
mais pobres possam receber aumentos maiores também é nivelar por baixo?
Aumentar o salário mínimo em mais do que o aumento salarial médio também é
nivelar por baixo?
Ser justo também é nivelar por baixo?
>
> Vejamos o que fazem os privados para "aumentar" o PIB per capita de forma
> a aproxima-lo da média da UE:
>
>Este aumento significativo do investimento no estrangeiro determinou que os
>rendimentos recebidos pelas empresas portuguesas resultantes daquele
>investimento, entre 2000 e 2007, tenham passado de 4.969 milhões de euros
>para 11.601 milhões de euros, ou seja, aumentaram em 133,5%.
Que coisa péssima!!!! Prendam esta gente! O IRC é de 25% não é? Isto
significa que este pequeno aumento significou um aumento de 1.600 milhões de
Euros em Impostos. Coisa pequenina. Realmente, o que é que os privados
andam a fazer pelo país?
> Por outro lado, segundo dados do Eurostat e do Banco de Portugal, entre
> 1996 e 2005, o Investimento Directo Estrangeiro (IDE) em Portugal passou
> de 15.407 milhões de euros para 54.689 milhões de euros, ou seja, aumentou
> 255%; medido em percentagem do PIB português, no mesmo período, o IDE
> passou de 17% para 36,8%. Resultante desse investimento, a exportação de
> rendimentos para o estrangeiro, entre 1996 e 2007, passou de 4.083 milhões
> de euros para 18.351 milhões de euros, ou seja, aumentou 349,5%.
Isto também é péssimo! Quantos postos de trabalho terão sido criados e
quantos milhões de impostos não terão sido criados à custa desta
contribuição privada?
>
> Como consequência das saídas de rendimentos serem de uma forma crescente
> superiores às entradas de rendimentos, o saldo negativo desta balança de
> rendimentos (saídas - entradas), entre 2000 e 2007, passou de -2.611
> milhões de euros para -6.750 milhões de euros, ou seja, cresceu em 158,5%.
> Em percentagem do PIB, entre 2000 e 2007, o saldo aumentou de -2,1% do PIB
> para -4,2%, o que significa que uma parte crescente da riqueza criada no
> País está ser transferida para o estrangeiro, ficando em Portugal uma
> parcela cada vez menor.
Elviro, não sei se este parágrafo me dá vontade de rir ou vontade de chorar.
É que parece que o autor deste belo parágrafo ficaria mais feliz se os
investimentos estrangeiros em Portugal não dessem lucro. Dessa forma, "a
exportação de rendimentos para o estrangeiro" seria nula, mas o IDE também
rapidamente o seria. E como ninguém quer ter invertimentos que não dão
lucro, fechavam-se as fábricas e mandavam-se as pessoas para a rua. É isto
que o Elviro quer?
É mau uma empresa ir para o estrangeiro e ter lá grandes lucros que trás
para o seu país? Não. É óptimo! É o melhor que pode acontecer. O país
de origem da empresa ganha com os impostos sobre os seus rendimentos. O
país que é objecto do investimento ganha com os postos de trabalho que essa
empresa cria, com os impostos que daí advêem e com todas as demais relações
de dependência económica que se estabelecem entre essa empresa e empresas
locais (com mais emprego, mais lucro e mais impostos).
Do que é que o Elviro não gosta nisto?
>
> informação alternativa
>
"Informação" MUITO alterada -> seria um nome bem melhor.
- por isso o numeros que apresentei em relação à população activa são um
indicador melhor das necessidades do que os teus em relação ao PIB
> Estes dois números no seu conjunto é que levam a concluir que em média o
> esforço que o país efectua para pagar um funcionário público é muito maior
> em Portugal do que na Europa. Isto é matemático e não há nada que o
> Elviro possa dizer que o mude.
- Sim. Mas também não há nada que mude as "minhas" contas: não há pois
funcionários públicos a mais. Há sectores em falta e outros em
excesso.
E depois até sugeri o campo por onde começar, como alternativa aos
despedimentos de professores enfermeiros, só para exemplificar com 2 classes
que são tão necessárias mas que actualmente servem de carne para canhão:
"Cada ministro deste e de outros governos tem, para seu serviço pessoal e
sob as suas ordens directas, uma média de 136 pessoas (entre secretários e
subsecretários de estado, chefes de gabinete, funcionários do gabinete,
assessores, secretárias e motoristas) e 56 viaturas, apenas CINCO vezes mais
que no resto da Europa."
>
>
>> Todos os países da UE têm as mesmas necessidades e tarefas para as suas
>> funções públicas. Portanto o gasto bruto com as funções públicas devia
>> ser igual, isto é, a função pública deveria custar x Euros por habitante
>> em cada país da UE.
>
> Ó Elviro, esta conclusão é absolutamente simplista e infundada! Se isto
> fosse verdade para a função pública era verdade para tudo. Porque é que o
> Elviro paga 0.5? por um café em Portugal e uns 2? em França? Gostava que
> me explicasse!
>
> Se em Portugal o salário de um polícia é mais baixo do que na Alemanha,
> porque é que o Estado há-de gastar em segurança tanto como a Alemanha
> (medido em euros/habitante) ?
>
> Como esta permissa está completamente errada, o mesmo acontece com o resto
> da sua argumentação que dela decorre.
- Mas também é por isso mesmo que Portugal paga menos aos seus funcionários
públicos do que os outros países da UE. E até tem menos funcionários
publicos do que nos outros países! E se a poderação peca é por defeito. O
problema não é aí. Já expliquei onde se pode REALMENTE POUPAR.
> O Elviro tem razão numa coisa : crescimento económico e bem estar social
> andam de mãos dadas. Mas não é por o Estado se endividar e pagar coisas
> que não pode pagar que a economia vai crescer. E a factura alguém a tem
> que pagar.
- mas a questão é que JÁ estamos a pagar a factura em IMPOSTOS e DESCONTOS e
não as gerações futuras. E ainda por cima roubam os direitos garantidos
pelos nossos impostos e descontos. Se querem acabar com o SNS etc então
comecem por não cobrar. Como sabes eu acabava não só com os funcionários do
Estado como acabava com o próprio Estado. Agora o que não permito é que se
acabe com o que ainda funciona mais ou menos no Estado para apenas ficar uma
máquina de coerção, extorsão, privilégios e guerra.
> Por as pessoas ricas a pagar mais impostos do que as pessoas com menos
> rendimentos também é nivelar por baixo ?
>
> Limitar o crescimento das pensões mais elevadas para que os pensionistas
> mais pobres possam receber aumentos maiores também é nivelar por baixo?
>
> Aumentar o salário mínimo em mais do que o aumento salarial médio também é
> nivelar por baixo?
>
> Ser justo também é nivelar por baixo?~
- Apoiado!
>>
>> Vejamos o que fazem os privados para "aumentar" o PIB per capita de forma
>> a aproxima-lo da média da UE:
> Que coisa péssima!!!! Prendam esta gente! O IRC é de 25% não é? Isto
> significa que este pequeno aumento significou um aumento de 1.600 milhões
> de Euros em Impostos. Coisa pequenina. Realmente, o que é que os
> privados andam a fazer pelo país?
- em relação a esta parte e ao resto do post deixo um link para o artigo que
responde a muitas das tuas questões :
http://infoalternativa.org/autores/eugrosa/eugrosa142.htm
e outro para uma sociedade offshore que responderá a outro tipo de questões:
http://www.wsr-corporation.com/en/index.html?gclid=CJ6W4PmKj5ACFSjOXgodDUUnLg
Os argumentos já foram aqui mais do que esgrimidos, mas há sempre alguém
que faz de conta que assim não foi. O Ricardo, se pensar um bocadinho,
será capaz de chegar à conclusão sozinho. Uma dica: compare o nível de
formação dos funcionários públicos portugueses com o resto da população,
e depois faça o mesmo relativamente à Dinamarca e à Suécia, que são
países com um dos melhores coeficientes de Gini do mundo.
>Uma dica: compare o nível de formação dos funcionários públicos portugueses
>com o resto da população, e depois faça o mesmo relativamente à Dinamarca e
>à Suécia, que são países com um dos melhores coeficientes de Gini do mundo.
Uma dica : se tem uma oposição válida a fazer ao argumento que eu
apresentei, ponha aqui números que demonstrem o seu ponto de vista e
identifique a fonte de onde esses números vêm, como eu fiz quando contestei
os números do Elviro.
Caso contrário... isto não passa de uma atoarda lançada para o ar e que
ninguém percebe se tem alguma coisa sólida por trás ou não. Eu pessoalmente
gostava de ser esclarecido.
> Uma dica : se tem uma oposição válida a fazer ao argumento que eu
> apresentei, ponha aqui números que demonstrem o seu ponto de vista e
> identifique a fonte de onde esses números vêm, como eu fiz quando contestei
> os números do Elviro.
>
> Caso contrário... isto não passa de uma atoarda lançada para o ar e que
> ninguém percebe se tem alguma coisa sólida por trás ou não. Eu pessoalmente
> gostava de ser esclarecido.
Eu não vou indicar números concretos porque neste momento não tenho
tempo para os procurar. No entanto, é evidente que o nível de formação
dos funcionários públicos portugueses está acima da média do resto da
população. Nos países nórdicos há muito maior equilíbrio. É, pois,
natural que, em termos de remunerações, o peso dos funcionários públicos
portugueses seja superior em relação à restante população.
>Nos países nórdicos há muito maior equilíbrio. É, pois,
> natural que, em termos de remunerações, o peso dos funcionários públicos
> portugueses seja superior em relação à restante população.
- pelo menos num sector (ensino) os funcionários portugueses têm MAIS
qualificações do que a que existe nalguns países nórdicos. Somos mesmo um
EXEMPLO a seguir por esses países.
Fonte: documentário sobre o ensino dinamarquês que passou nas RTP 2 há 1
ano. Também no sector ensino só "ganhávamos" nas qualificações dos
professores, porque em termos de materiais, apoios, ordenados, etc., bem...
O Ricardo vai-me desculpar, mas está insuficientemente informado...
comentarei adiante o que tiver por pertinente. Mas do seu erro o
Ricardo não tem culpa, como verá adiante.
A remuneração média dos funcionário públicos está ligeiramente acima
da remuneração média dos trabalhadores portugueses em geral, mas em
que termos é que resta explicar.
(números arredondados e por alto) O que é vulgarmente encapotado é que
80% dos funcionário públicos são pessoas com formação superior e
aptidões profissionais elevadas enquanto que no sector privado, pelos
ultimos dados que vi, essa percentagem anda pouco acima dos 20%. A
cnclusão, com estes números, é lógica... os funcionários públicos
estão mais mal pagos que o sector privado, ainda que tal não pareça.
>
> 2) A média do número de funcionários públicos da sua lista dá 22.9% da
> população activa. A média da minha lista dá um gasto de 10.6% do PIB com
> funcionários públicos. Quer dizer que o rácio dá 0.46% do PIB / 1% de
> população activa. Com este rácio, se os funcionários públicos Portugueses
> fossem pagos com o mesmo esforço que a média europeia, os seus salários
> representariam 8.3% do PIB. A diferença em relação aos 13.6% do PIB que
> recebem é de 5.3% do PIB !!!! Conclusão : se os funcionários públicos
> fossem pagos em Portugal como são no resto da Europa, não estávamos todos a
> apertar o cinto para baixar o défice. O défice simplesmente não existiria.
> Com menos 5.3% do PIB de despesa pública, estaríamos com um superavit de
> mais de 2% !!!
Outro dado que exporto para o seu raciocínio. Ninguém sabe, ao certo,
o peso real dos salários da função pública no PIB. Aliás, tal foi há
não muito tempo admitido pelo Ministro das Finanças. O facto é que
ninguém sabe. Os valores que se conhecem são os valores da despesa
salarial do Estado, valores esses que englobam os funcionários
públicos, os avençados, os tarefeiros (tarefeiros não são os sujeitos
que fazem os fretes). Só em avenças e tarefas os valores dispendidos
dobrarão, certamente, os valores auferidos pelos funcionários
públicos. Resta-me, ainda, saber se na despesa que referiu como sendo
a salarial da Função Pública, se incluem, ou não, outros contratos de
prestação de serviços - sub contratação pública.
>
> 3) Pode-se criticar o governo por querer privatizar serviços do estado??? O
> governo não pode despedir funcionários. Também não pode reduzir-lhes os
> salários. Resta-lhe esperar que se aposentem para diminuir os seus números.
> E na media do possível substituir funcionários públicos demasiadamente bem
> pagos por empresas privadas com pessoas que custando-nos menos dinheiro a
> todos fazem o mesmo serviço.
O Ricardo erra mais uma vez, mas também não por culpa sua. A lógica
diria que a contratação de privados para o exercício de funções
públicas obedecesse a critérios de racionalidade e competência, mas
tal assim não é. Para tanto deixe-me dizer-lhe que passei 2 anos a
rever e refazer um trabalho que tinha sido feito por uma empresa em 5
anos, que estava em mais de 50% inaproveitável. Adianto-lhe também que
aquilo que foi pago à empresa ultrapassa o que eu vou ganhar nos
próximos 20 anos da minha vida. Este é apenas um exemplo de muitos.
> E ainda há espaço para o lucro das empresas
> que explorem esses serviços, sem que com isso se perca a poupança que a
> medida traz. Por mim, todas as repartições públicas podiam ser privatizadas
> já amanhã.
E que lucro. Posso adiantar-lhe que, de casos que eu conheço, o Estado
paga a uma empresa por um funcionário não qualificado mais do que paga
a um funcionário público qualificado... a empresa paga ao funcionário
metade do que recebe do Estado.
>
> 4) Os funcionários públicos ganham mal ? Tem toda a razão : ganham muito
> mal. Mas os funcionários do sector privado ganham ainda pior. Qual dos
> dois grupos deve pagar a maior quota parte da crise? Uma das razões pela
> qual as remunerações no sector privado são ainda mais baixas é a carga
> fiscal excessiva que as empresas e as famílias tem que suportar para pagar
> os salários excessivamente elevados da função pública.
Não ganham pior. O Ricardo adiante-me exemplos de funcionários do
sector privado que com licenciatura, duas pós-graduações, uma imensa
formação profissional e duas promoções na carreira aufiram 213 contos
por mês. Mas, para ir mais longe ainda, indique-me no privado
funcionários com doutoramento, a trabalhar ao mais alto nível
científico a troca de bolsas de pouco mais de 700 euros/mês.
Se me disser que um trabalhador de uma fábrica de calçado, com a 4ª
classe, aufere menos que os funcionários públicos, aí estamos de
acordo, mas o problema não é haver demasiados funcionários públicos ou
estes serem demasiado bem pagos, o problema é no sector privado haver
demasiada miséria e falta de qualificações.
Durante muitos anos, enquanto se auto-reformava sem praces idióticos,
a Adm. Publica absorveu muitas das pessoas mais qualificadas do país,
o sector privado praticamente estagnou, mantendo a sua baixa
produtividade, as baixas qualificações dos trabalhadores, o que levou
à situação que temos hoje que é uma Adm- Pública que já não absorve
mais mão de obra altamente qualificada e um sector privado que não
acompanhou os tempos e não tem uso para trabalhadores qualificados.
Daí estarmos hoje como estamos, com elevado desemprego entre os
cidadãos licenciados, muitos doutorados a serem exportados, etc.
Não, o problema do país não é o sector público que, melhor ou pior,
vai dando para as encomendas... o pior é o sector privado.
> Conheço imensas
> pessoas acabadas de formar que não arranjam emprego ou arranjam apenas
> empregos em call centers a ganhar 500 euros por mes. Imensos acabam por
> emigrar. Não conheço nenhum funcionário público que tenha decido deixar de
> o ser e que tenha emigrado, mesmo depois do ataque cerrado deste governo.
> Isto diz-lhe alguma coisa ?
Diz... eu quando acabei os meus estudos trabalhei de borla... ouviu
bem, de borla e para quê, para poder ter mais formação, para poder ter
mais qualificações e um melhor curriculo. O concurso de ingresso na
função pública em que participei foi altamente concorrido, com gente
com muitas qualificações, ainda assim logrei obter uma boa
classificação. Digo-lhe mais uma vez, o problema, como se vê, reside
no sector privado e não no público. O mercado privado não absorve o
trabalho qualificado e por isso acham que o sector público deve
nivelar por um sector privado não competitivo e bacoco!
>
> 5) Funcionários públicos : não são inúteis, não são cidadãos de segunda, não
> são pessoas mal formadas, não merecem ver a vida a andar para trás e não
> ganham demais. Simplesmente o que quer que estejam a sentir, as pessoas do
> sector privado estão a sentir ainda mais. É da mais elementar justiça que
> os vossos salários se aproximem da média do país.
O que é da mais elementar justiça, Ricardo, é que o sector privado não
entenda a função pública como antagonista, mas como parceira. Que não
queiram que o nivelamente seja feito por baixo porque vão ter piores
contra-prestações.
Vou dar-lhe umas dicas apenas para ficar atento:
- no local em que trabalho reduziu-se o número de funcionários da área
onde eu trabalho de 3 para 1, 3 já estávamos assoberbados, agora
imagine-se eu sozinho. Contudo depois de ter alertado as minhas
chefias todas para o facto, a resposta que obtive foi a seguinte:
- esteja descansado, com as taxas que vão ser implementadas, o seu
trabalho vai baixar e muito!
Conclusão: não pensem os cidadãos portugueses que com os cortes nos
salários da função pública vão gastar menos dinheiro... gastam o mesmo
em impostos, que irão sabe-se lá para onde, mas gastam ainda outra vez
quando se dirigirem à Adm. Pública. Querem um parecer, ontem era de
borla feito por um funcionário mal pago, amanhã é caro, feito por um
funcionário ainda mais mal pago!
Cumprimentos a todos e um aviso... abram a pestana e vejam quem mais
defende estas modernas teorias de privatização dos serviços
públicos... são aqueles que já ganham balúrdios com teses, pareceres e
trabalhos externos, reuniões com senhas de presença e afins e ainda
querem ganhar mais... à custa de todos nós, trabalhadores do público e
do privado!
RAF... a começar a ficar consado de lutar contra a fértil imaginação
dos fazedores de opinião!
>
> "Elviro Pereira" <elviro_pere...@hotmail.com> wrote in message