Olá,
Se estás a falar do benefício, aqui fica o que tenho presenciado.
Pela minha experiência, ambas as plataformas (a que podes juntar o
instagram e o tiktok) são muito usadas para promover quer negócios quer
causas. O que não falta são grupos informais, lojas, pequenas empresas e
(pasma-te!) até juntas de freguesia cuja principal presença na web é a
página do facebook...
Os influenzers (aqueles que têm gripe) andam por lá aos pontapés. Mas
não sei se isso é válido para os que realmente vivem do "marketing de
influência" (que devem ser pouquíssimos) ou se também é válido para os
que acreditaram no conto do vigário dos esquema-pirâmide.
As redes sociais têm focos diferentes:
* O Facebook é a mais genérica.
* O Instagram é para fotografias.
* O Twitter tem um máximo de caracteres por comentários.
* O Tiktok é para vídeos.
Depois há as pessoas que andam por lá a partilhas fotografias,
pensamentos, vídeos, links. Umas fazem-no de vez em quando porque lhes
apetece, outras fingem que estão muito preocupadas com a sociedade,
outras verdadeiramente preocupadas, outras parecem achar que é sua
obrigação publicar fotografias, outras estão simplesmente deprimidas,
outras acham que é ali que vão encontrar um par, etc... É a "sociedade
do espetáculo", quer no seu melhor quer no seu pior. Pessoalmente, não
julgo.
O Facebook, por exemplo, apanha as hiperligações que são escritas nas
caixas de texto e vai buscar uma pré-visualização, o que acaba por
tornar certas coisas mais acessíveis numa web que é hoje um espaço
multimédia. De cada vez que o administrador de uma página faz uma
publicação, o Facebook mostra logo um quadrado a impingir serviços de
promoção da publicação (publicidade dentro da plataforma). Eu lembro-me
que, na altura em que precisava de gerir páginas de facebook, nunca
paguei publicidade seja do que for, e mesmo assim, se uma publicação
fosse do interesse de muita gente, era habitual ela atrair só por si
milhares de visualizações.
Há uns dias tentei pela segunda vez experimentar a API do Facebook, que
seria para fazer publicações automaticamente por script (à semelhança do
que é habitual fazer-se na Usenet para as FAQs, charters, etc). Não
consegui, pois a maneira como a API do Facebook está hoje estruturada
impede de fazer a maior parte das coisas sem certificar a aplicação. O
que de certa forma bate certo com o modelo de negócio do Facebook,
essencialmente baseado na publicidade paga. E aí está um problema destas
redes sociais comerciais: o interesse do dono.
Como tudo o que há na Internet de hoje, usar ou não usar é uma questão
essencialmente pessoal, ou então uma questão de saber que tipo de gente
anda em cada plataforma. Por exemplo, eu como nunca gostei muito de
fotografias, não uso instagram. Costumo dizer que não tenho que instar
as pessoas a gramarem-me :-P
Um abraço,
João Jerónimo