- TRÊS SÍMBOLOS, TRÊS VISÕES -
Um símbolo escapa a qualquer definição. No entanto, um símbolo pode ter
várias interpretações. O emblema é uma figura visível adoptada
convencionalmente para representar uma ideia, ultrapassando os limites da
razão. Assim, como a bandeira é o emblema ou símbolo da pátria, a Águia é o
emblema ou símbolo do S.L. Benfica, o Leão, do Sporting C. P. e o Dragão, do
F.C.Porto.
A Águia, o Leão e o Dragão, emblemas os símbolos dos três maiores clubes
portugueses. Terá sido por acaso que estes símbolos foram escolhidos para
emblemas, ou terá havido um significado mais profundo por detrás? Qual terá
sido o significado dado a estes símbolos pelos homens, ao longo dos tempos?
Consultámos três fontes idóneas que nos pudessem dar informação sobre esta
matéria. Para nossa surpresa, encontrámos que todos têm simbologias e
significados diferentes, consoante os autores e as épocas. No entanto,
existe uma grande e unanimidade na interpretação. Aqui segue um resumo do
que encontrámos.
A AGUIA.
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“Símbolo tão importante que não há narrativa ou imagem, histórica ou mítica,
tanto na nossa civilização como em todas as outras, em que a Águia não
acompanhe, ou mesmo represente, os maiores deuses e os maiores heróis: é o
atributo de Zeus (Júpiter) e de Cristo, o emblema imperial de César e de
Napoleão e, tanto na pradaria americana como na Sibéria, no Japão, na China
ou na África, xamãs, sacerdotes e adivinhos, bem como reis e chefes
guerreiros tomam os seus atributos para partilharem dos seus poderes. A
Águia é, também, o símbolo primitivo e colectivo do pai de todas as figuras
da paternidade.
(...) Símbolo da contemplação, por isso se faz a atribuição da águia a S.
João e ao seu Evangelho. Identificada com Cristo nalgumas obras de arte da
Idade Média, exprime ao mesmo tempo a sua ascensão e a sua realeza.
(...) Também a tradição ocidental dá poderes excepcionais à Águia, que a
colocam acima das contingências terrenas. Deste modo, embora ela não seja
imortal, possui um poder de rejuvenescimento. Expõe-se ao sol e, quando a
sua plumagem fica inflamada, mergulha numa água pura e reencontra assim uma
nova juventude. Pode comparar-se isto a uma iniciação e à alquimia, que
compreendem a passagem pelo fogo e pela água. A sua vista penetrante faz
dela um ser clarividente ao mesmo tempo que um psicopompo (“mágico”,
n.d.a.). Ela é vista, em plena cristandade, como transportando as almas dos
mortos sobre as suas asas, a fim de as fazer regressar até Deus. Um voo a
descer significa a descida da luz sobre a terra.
Os místicos da Idade Média, insistem com frequência no tema da Águia para
evocar a visão de Deus; comparam a oração às asas da Águia, elevando-se em
direcção à luz.
(...) Um poder sobrenatural é atribuído a esta ave nas velhas farmacopeias,
que prescrevem a bebida do sangue de Águia para se adquirir vigor e bravura,
defendendo que o seu excremento, misturado com uma espécie de bebida
alcoólica chamada “siki”, é um remédio para a esterilidade das
ulheres.( ...)
No sonhos, a Águia, tal como o Leão, é um animal real que encarna os
pensamentos elevados e cujo significado é quase sempre positivo. Simboliza a
impressão súbita, a paixão consumidora do espírito. Mas o seu carácter de
ave de rapina que leva as suas vítimas com as suas garras para as
transportar para os lugares de onde não podem escapar, faz com que ela
simbolize, também, uma vontade de poder inflexível e devoradora.”
(Em “O Dicionário dos Simbolos”, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant).
“A Águia, o animal celeste por excelência, é o veículo das almas felizes em
direcção à fonte original.(...) Ela pode também ser o símbolo divino. (...)
A águia serve igualmente de imagem do Cristo portador da luz. (...) O
combate entre a Águia e a serpente simbolisa também a luta do Cristo contra
as forças do mal. A ressurreição encontra-se integrada na singificação
emblemática da Águia (...)
Emblema dos deuses, intermediária entre o deus e o seu amigo dedicado ela é,
também, o símbolo do amigo dedicado. (....)
Por fim, a Águia, como emblema de Satanás, é uma ave de rapina destruidora,
raptora dos cumes, animal impuro”.
(Em “Encyclopaedia UNIVERSALIS”, 1996).
O LEÃO
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“Poderoso, soberano, símbolo solar e luminoso ao extremo, o Leão, rei dos
animais, está carregado das qualidades e dos defeitos inerentes à sua
categoria. Se ela é a própria encarnação do Poder, da Sabedoria, da Justiça,
em contrapartida, o excesso do seu orgulho e da sua segurança fazem dele o
símbolo do Pai, do Mestre, do Soberano, ofuscado pelo seu próprio poder,
cego pela própria luz, e que se torna tirano, ao julgar-se protector. Pode
ser, portanto, tão admirável como insuportável: entre estes dois pólos
oscilam as suas numerosas acepções simbólicas.”
(Em “O Dicionário dos Simbolos”, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant).
“O Leão é o emblema da ciência de Jesus Cristo, pois vai ter com os
caçadores e apaga os traços dos seus passos na areia com a sua cauda.
Quando dorme, com os olhos abertos, manifestando assim a sua vigilância, é
uma imagem da natureza divina de Deus (...)
O Leão pode também ser o emblema de Satanás, dos vícios e da heresia (...)A
maior parte das vezes, entretanto, a conotação é positiva.”
(Em “Encyclopaedia UNIVERSALIS”, 1996).
O DRAGÃO
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“O Dragão aparece-nos sobretudo como um guardião severo ou como um símbolo
do mal e das tendências demoníacas. Com efeito, ele é o guardião dos
tesouros escondidos, e, como tal, do adversário que deve ser vencido para se
ter acesso aos mesmos.
(...) Realmente, o Dragão como símbolo demoníaco identifica-se com a
serpente. As cabeças de dragões quebradas e as serpentes destruidas são a
vitória de Cristo sobre o mal. Além das imagens bem conhecidas de São Miguel
ou de São Jorge, o próprio Cristo é, por vezes, representado calcando aos
pés um dragão. O patriarca Zen Huei-neng também faz dos dragões e das
serpentes os símbolos do ódio e do mal.
(...) Os dragões representam também o exército de Lúcifer, oposto ao
exército dos anjos de Deus: “Deslocando-se um pouco mais depressa que a luz
divina, cuspindo antecipadamente todos os fogos do inferno, fortemente
armados com todas as garras do ódio e com todos os grilhões do desejo,
couraçados de egoísmo, munidos de asas poderosas da mentira e da astúcia, os
dragões de Lúcifer estavam para o mal como os anjos de Deus estavam para o
bem. Os dragões de Lúcifer!... Silvando, soprando, uivando, rugindo,
precipitam-se ainda sobre nós do fundo das eras e das trevas... As
serpentes, os ratos, os vampiros, os morcegos, tudo o que tem um toque de
horror e de poder maléfico na memória ancestral e na imaginação popular é,
mal camuflada, uma imagem de dragões que ameaçam o Todo-Poderoso. Se alguma
coisa do terror original e da repugnância primordial subsiste no fundo do
inconsciente colectivo é, sem dúvida, a sombra do animal fabuloso e abjecto
que formava o grosso daquilo a que hoje chamaríamos, para falarmos a nossa
linguagem e forçando os termos com uma vulgaridade um tanto fácil, as forças
aéreas e as tropas blindadas do Espírito Maligno.”
São Jorge ou São Miguel e o dragão, que os artistas representaram muitas
vezes a combater, ilustram a luta perpétua do bem contra o mal. Sob as mais
diversas formas, esta obsessão reaparece em todas as culturas e em todas as
religiões, e até mesmo no materialismo dialéctico da luta de classes.”
(Em “O Dicionário dos Simbolos”, de Jean Chevalier e Alain Gheerbrant).
“Monstro lendário concebido como um gigante lagarto ou serpente com enormes
asas de morcego, cuspindo fogo e com cauda com farpas.
Em geral, no Médio Oriente, onde as serpentes eram grandes e mortais, a
serpente ou o dragão era o símbolo do princípio do mal. ... Na arte cristã,
o dragão tornou-se o símbolo do pecado e do paganismo e, assim, era mostrado
prostrado debaixo dos calcanhares dos santos e dos mártires.
(...) Os monstros são bestas do caos, espreitando nos interstícios da ordem,
concebidos como criaturas míticas que precederam a criação, sobreviventes de
uma era arcaica, criaturas que vagabundeiam em países remotos de habitação
humana ou seres que aparecem em pesadelos.(...).O dragão, por exemplo,
talvez o monstro mais difundido no mito e no folclore, nasce através de uma
mistura de espécies: é uma serpente que nasceu sem sexo de um ovo de galinha
incubado em esterco; ou pela transformação de um animal; ou pela geração
conjunta de um homem ou verme com o metal. A sua forma é um conjunto de
várias espécies: pés, asas e ocasionalmente a cabeça de um pássaro; os
membros superiores e, ocasionalmente, a cabeça de um leão; ou, noutra
configuração, os ouvidos de um boi, os pés de um tigre, as garras de uma
águia, os cornos de um veado, a cabeça de um camelo, os olhos do demónio, o
pescoço de uma serpente, o estomago de um molusco e as escamas de peixe.
(Em “The New Encyclopaedia Britannica”, 15ª edição).
“O dragão é um animal de fábulas cujo rolo é capital na mitologia e no
folclore dos povos. A sua forma, pertencendo a maior parte das vezes à
família das serpentes, dos lagartos voadores ou dos crocodilos, varia
consoante os meios e as épocas. Os seus nomes são também diversos. Um dos
locais principais da origem do dragão mítico é a narração babilónica (Enuma
Elish) do combate entre o Criador e o grande monstro marinho. (...) Nas
tradições babilónicas e hebraicas ele simbolisa a profundidade hostil do
caos ou do oceano cósmico.
O dragão é representado, (...) como um monstro com várias cabeças (muitas
vezes, sete), representação que se inspira na iconografia mesopotâmica
antiga. Se ele simbolisa a hostilidade do Cosmos ao Criador é, também, na
Bíblia, o Egipto como inimigo de Israel (...).
... por fim, no Apocalipse de Jean, o dragão simbolisa Satanás, o inimigo do
Messias e dos santos.”
(Em “Encyclopaedia UNIVERSALIS”, 1996)
Resumindo e concluindo:
A Águia:
- O símbolo mais importante na narrativa ou na imagem, histórica ou mítica,
que acompanha ou representa os maiores deuses e heróis.
- Atributo de Cristo e emblema de imperadores, exprime a ascenção e realeza
de Cristo.
- Ser clarividente, evoca a visão de Deus.
- Poder sobrenatural, encarna os pensamentos elevados e com significado
positivo, poder inflexível e devorador.
- Animal celeste por excelência, símbolo divino, imagem do Cristo portador
da luz, emblema dos deuses, símbolo do amigo dedicado.
O Leão:
- Poderoso e soberano, encarnação do poder da sabedoria e da justiça, cego
pela própria luz, torna-se tirano e insuportável.
- Emblema da ciência de Cristo, vigilante, é uma imagem da natureza divina
de Deus.
O Dragão:
- Símbolo do mal e das tendências demoníacas, como símbolo demoníaco
identifica-se com a serpente. As serpentes destruidas são a vitória de
Cristo sobre o mal.
- Símbolo do ódio e do mal, representa o exército de Lúcifer, oposto ao
exército dos anjos de Deus, que tem de ser vencido na luta entre o bem e o
mal.
- “As serpentes, os ratos, os vampiros, os morcegos, tudo o que tem um
toque de horror e de poder maléfico na memória e imaginação popular ... que
ameaçam o Todo Poderoso”.
- Representado como monstro de sete cabeças, símbolo do princípio do mal,
do pecado e do paganismo, era mostrado prostrado debaixo dos calcanhares dos
santos e dos mártires.
- Simbolisa a profundidade hostil do caos, a hostilidade do Cosmos ao
Criador, simbolisa Satanás, inimigo do Messias e dos Santos.
- Na China, em Hong Kong e em Macau, os chefes da Mafia local são chamados
“cabeças de Dragão”.
Mais palavras para quê? Depois disto, pouco mais há a dizer, excepto que os
benfiquistas têm mais uma razão para continuar a ter um orgulho imenso no
símbolo do seu clube. Não será por acaso que o símbolo da maior potência do
mundo, os Estados Unidos da América, e da Europa, a Alemanha, seja
precisamente a águia.
Os próprios sportinguistas têm razão para se sentirem orgulhosos do símbolo
do seu clube, o Leão.
Já quanto aos adeptos e simpatizantes do FCP, não sei. Eu, se fosse adepto
ou simpatizante, pintava a cara de negro. A escolha do dragão como símbolo,
seja de clube, seja do que for, foi e é, por demais evidente, infeliz. Para
além de ser um símbolo criado na imaginação das pessoas, irreal, é o
verdadeiro simbolo do mal, com todas as conotações e significados negativos
que isso acarreta. Quando o sr. Pinto da Costa souber disto, provavelmente
irá ter um mais ataque de fúria mal contida e irá tentar mudar o símbolo e o
emblema do clube a que preside, tão facilmente e impunemente como falsificou
a data de fundação do FCP, só para poder dizer que o FCP é mais antigo que
os seus rivais de Lisboa.
Agora entende-se melhor a razão da influência devastadora, nefasta, e
desastrosa que o FCP tem vindo a ter no futebol português e, a ajuizar pelos
últimos desenvolvimentos, também em outros desportos, cada vez mais pobres e
medíocres, a que não deve ser alheio a visão que o dragão inspira nos seus
dirigentes e adeptos. Com a utilização constante de uma estratégia primitiva
e medíocre, fruto de uma visão míope e torpe, lançando tentáculos em várias
direcções, espalhando a inveja e a discórdia, defendendo princípios,
“dividir para reinar”, “apologia da mediocridade e da inveja”, “os fins
justificam os meios”, “quem não é por mim, é contra mim”, “etc..
Não temos dúvidas que o mal que aflige o futebol português, e que começa a
atingir outras modalidades, tem como origem a estratégia, fruto de uma visão
maldosa, inspirada no símbolo do dragão e arquitectada para o norte por
adeptos e dirigentes do FCP.
Não olhando a meios para atingir os fins, corrompendo agentes do futebol,
desde árbitros, delegados ao jogo e, até, Conselhos de Arbitragem e de
Justiça, dividindo o país, não se coibindo de, para isso, lançar mão de
afirmações mentirosas e “slogans” demagógicos e racistas, tudo tem servido
para conseguirem o domínio do futebol em Portugal. O futebol nunca esteve
tão mal. Penso que é fácil de comprovar. Os resultados têm vindo
progressivamente a deteriorar-se. A política da “terra queimada” tem dado
resultado. Para que um clube e uma cidade sobressaiam, todo o país
futebolístico tem sofrido. Até à política e a algumas empresas esta maneira
de estar já chegou.
Neste momento, a todos os verdadeiros amantes do futebol em Portugal, só nos
resta esperar. A Idade Média do futebol está, finalmente, a acabar. A
Renascença futebolística acabará, também ela, por acontecer. A verdade é
como o azeite e o tempo, “esse grande nivelador”, irá trazê-la, por fim, à
superficie.
Águia Real
J.M.V.
o VALENCIA tambem e' do MAL tambem huh? como o seu simbolo e um "murcego"
VIVA O PORTO !
VIVA PORTUGAL
Saudações portistas.
Flecha azul
Relativamente á pouco tempo o Marques Quinta, se não me engano, disse-te
para tentares ser mais moderado nas tuas frases.
E eu venho dizer-te o mesmo, penso que o interesse de estar neste Ng é poder
discutir os mais variados assuntos com cordialidade, com educação e com o
maximo respeito pelas opiniões do próximo.
Existem várias maneiras de dizer aquilo que se pretende, se formos correctos
as pessoas entrarão em dialogo correcto connosco e o oposto também *poderá*
ser verdade.
Porque razão eu digo *poderá*, é simples eu também posso começar para aqui a
dizer asneiras mas passaria a ser uma voz só deixaria de ter a atenção dos
meus amigos, eles provavelmente passariam a desprezar os meus posts por
acharem que eu não merecia resposta. Normalmente hás-de reparar que posts
menos moderados, normalmente nunca têm respostas e aqueles que as têm, são
respostas ainda menos moderadas e depois o pessoal anda todo aqui á
asneirada e á "porrada".
Penso que não é isso que tu pretendes, pelo menos não é isso que nós
pretendemos.
Penso que podes ser mais moderado. Acho que deves pensar bem.
cumprimentos Benfiquistas e Desportistas.
shadow.
PS - Aproveito para saudar o Marques Quintas, caso estejas a ler isto, um
abraço para ti.
Águia Real <Creyf....@mail.telepac.pt> wrote in article
<6s6h5c$v9v$1...@duke.telepac.pt>...
> A ÁGUIA, O LEÃO E O DRAGÃO.
Das várias vezes que reparei no simbolo do teu clube , o que mais me
ressaltou à vista foi a famosa roda de bicicleta (????), mesmo por baixo da
não menos famosa águia.
--
cumps.
JONI
Oh Galinha Real, vai comer um cagalhão, mamar na 5ª pata e pôr-te num
porco!
Não sei se sabes mas a àguia real ( a verdadeira ) está em vias de
extinção.
sem saudações ó porco!
Hoffa
Penso ser um símbolo muito bem escolhido!!
Se formos analisar bem, o Benfica tem a águia, com tudo o que ela
representa, embora a águia Benfiquista tenha sido claramente inspirada no
brasão dos Estados Unidos, onde nem sequer falta o "E Pluribus Unum".
O leão do Sporting foi tirado do brasão de família do Visconde de Alvalade,
tendo sido apenas a sua côr mudada do azul para o verde, por ser a côr da
esperança.
Quanto ao Porto, não sei se se inspiraram em algum símbolo já existente para
o seu dragão, mas após ler tudo o que li sobre semelhante criatura no post
(bastante interessante, por sinal) do Águia Real, até me causa arrepios tal
escolha.
No que diz respeito ao Campomaiorense: o cão... simboliza uma coisa
importantíssima que nenhum dos "três grandes" tem presente nos seus
emblemas: a FIDELIDADE! É uma coisa muito mais importante para mim do que
todo o poder, imponência e até mesmo satanismo que representam o leão, a
águia e o dragão.
Mas nada disto quer dizer que o emblema leonino não seja o mais bonito e que
o Sporting deixe de ser o maior, não é verdade?... ;)
Saudações leoninas
«««««««««««««««««««««««««««««
Maishtre - Cruz de Pau, Amora
nop2...@mail.telepac.pt
»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
>Neste momento, a todos os verdadeiros amantes do futebol em Portugal, só nos
>resta esperar. A Idade Média do futebol está, finalmente, a acabar. A
>Renascença futebolística acabará, também ela, por acontecer. A verdade é
>como o azeite e o tempo, “esse grande nivelador”, irá trazê-la, por fim, à
>superficie.
De acordo com a nova postura que se pretende neste ng, vou fazer uma
pequena demonstração de como se deve reagir perante este tipo de
posts:
Ah, ah, ah, ha, ah, ah, ha, ha, ha, ah, LOL, ROTFL!!!!!!!!!!!!!!!!
> A ÁGUIA, O LEÃO E O DRAGÃO.
>
> - TRÊS SÍMBOLOS, TRÊS VISÕES -
(snip)
"DRAGÃO, mit.
O dragão, animal fantástico, produto do medo e da imaginação dos
Antigos, costumava ser representado com as garras do leão, as asas da
águia e a cauda da serpente. Era consagrado a Minerva [n.r. Atena para
os gregos], deusa da sapiência, para indicar que a verdadeira
sabedoria nunca dorme; foi o que deu origem à fábula do Dragão das
Hespérides, da do Tosão de Ouro e outras semelhantes. Nas lendas
cristãs, o dragão simboliza o espírito do mal, o poder do demónio; a
Idade Média introduziu o dragão nas suas mágicas; a cavalaria
adoptou-o como símbolo dos obstáculos a vencer. Aparece nos brasões de
muitas famílias, cidades e vilas.
DRAGÃO, constelação do hemisfério boreal, composta por 220 estrelas.
DRAGÃO (ordem do) de mérito, instituída na China, em1863, para os
franceses que tomaram parte na revolta dos Tai-pings. Duas classes
(ouro e prata). Fita amarela
DRAGÃO (ordem do duplo) Ordem instituída na China em 1881 pelo
imperador Tsai-Tien."
in "Lello Universal" (texto integral, não deturpado)
"DRAGÃO
1. Zoologia: nome de vários répteis, geralmente muito vistosos.
(...exemplos)
2. Militar: Antigo soldado que combatia indistintamente a pé ou a
cavalo (...)
3. Mitologia: Animal fabuloso, em geral, com asas e várias cabeças,
que despede fogo pela boca e tem um aspecto horripilante, mistura de
ave, serpente e leão. A luta contra estes monstros, que habitavam em
covas profundas, e sua destruição constitui façanha heróica descrita
nas lendas e mitologias (Perseu, S. Jorge e Sigfredo). Na Bíblia, o
dragão é símbolo do mal, do demónio, da negação de Deus e do
paganismo. Na mitologia germânica é guardião de tesouros. No Extremo
Oriente, pelo contrário, personifica de preferência as forças
benéficas: a água, a fertilidade e o princípio masculino do yang [n.r.
yin e yang, "sombra" e "luz", constituem o princípio nuclear da
filosofia taoísta de equilíbrio]. Na China, a arte representa o dragão
unido à água em forma de fontes, nuvens e mananciais. Nas espessuras
dos bosques e nos fundos dos vales aparece como adversário do tigre.
Como animal fabuloso heráldico provêm do Extremo Oriente.
(texto integral, não deturpado)
4. Náutica: Barco de quilha fixa para três tripulantes. Fez parte das
disciplinas olímpicas de vela de 1960 a 1972 (...)"
in "Lexicoteca"
Comecei a ler o teu extenso post com muito interesse, apesar da pouca
confiança que o teu nick me transmitia. Pensei que se tratava de um
contributo para o melhor conhecimento dos símbolos dos três maiores
clubes portugueses. E no princípio, realmente interessante, só me
estavam a intrigar os constantes (...).
Mais abaixo percebi o que significavam: significavam que eu estava a
ler uma fraude. Nem era preciso teres perdido completamente a cabeça
na parte final para perceber. Fizeste um post com 250 linhas para
dizer a mesma coisa que o teu irmão páraquedista que afirma em 2 "O
Benfica é o maior e os outros vão todos para o c...".
"Esqueceste-te" de contar a história do dragão. "Cansaste-te" quando
ias começar a escrever sobre a veneração a que o dragão é sujeito nas
culturas orientais. "Consideraste não relevante" a presença do dragão
na heráldica das mais nobres famílias e cidades europeias. "Olvidaste"
explicar que, mais do que encimar o símbolo do FC Porto, o dragão
flamejante encima as armas da Mui Nobre Antiga e Sempre Leal Cidade
Invicta do Porto. "Achaste pouco apropriado" referir o uso da águia
como símbolo de todos os mais odiados impérios da História humana: o
romano, o bizantino, o napoleónico, o prussiano, o nazi, o actual
americano. Tal como um bom historiador revisionista, estarás
rapidamente a negar que alguma vez tenham existido campos de
concentração, se eu te disser que o seu portão de entrada era
frequentemente encimado pela águia negra alemã. E aqui, falamos de
miséria e morte bem real, não mitológica.
E tudo em nome de uma obsessão pelo FC Porto. Que loucura, e que
grande é o clube que a provoca.
E é pena. Perdeu-se o que, ainda por cima complementado pelos livros
que citas sobre a temática, seria um bom post para este newsgroup.
Perdeu-se um maior conhecimento sobre os nossos clubes desportivos,
mais os dos nossos adversários, e ganhou-se um veículo de escape para
um ressentimento tão antigo quanto irracional. Perdeu todo o grupo
para ganhares tu, espera-se, alguma paz de espírito.
E sendo assim, o teu tão trabalhoso texto só serviu para me comprovar,
mais uma vez, dois princípios simples:
1. A inveja e a frustração são duas grandes forças motrizes do Homem.
2. Um burro carregando livros não deixa de ser um burro.
Zero.
NP: "The day after the Revolution", Pulp
>Embora pareça ter causado imensa polémica, não posso deixar de te felicitar,
>pois colocaste no post alguns estudos bastante interessantes acerca destes
>três símbolos tão importantes no nosso futebol.
>Por isso, os meus parabéns.
>Saudações leoninas
Caro Maishtre:
Acredito que tenhas dado os parabéns ao autor deste post com a melhor
das intenções. No entanto, não é dificil para qualquer um, e muito
menos para ti que eu tenho como uma pessoa atenta e correcta,
constatar a intenção de má-fé e de provocação com que foi escrito.
Mesmo a parte em que há um aparente estudo (e digo aparente porque
este "estudo" não é mais do que um disfarce para a mediocridade que se
lhe segue) sobre os simbolos é incompleta e viciada pois, apesar de
ser verdade que certas versões do Dragão são conotadas de um
simbolismo negativo tal como o post refere, não é menos verdade que na
Ásia o Dragão apresenta-se como um animal místico sagrado de grande
poder benéfico, o que demonstra bem que esse animal mítico assume
variadas formas e significados. Não será de admirar que essa parte
positiva da imagem do Dragão, que se tornou bem conhecida entre nós
através de manifestações da cultura asiática tal como o "ano do
Dragão" ou a dança do Dragão", tenha sido propositadamente esquecida
pelo Águia de forma a não contrariar as acusações absurdas com que
este termina o seu post, ao procurar relacionar o nome do FC Porto com
um alegado mau momento do futebol nacional, com corrupção, enfim, com
tudo aquilo que a frustração lhe foi ditando.
Frases dirigidas ao FC Porto como "Não olhando a meios para atingir os
fins, corrompendo agentes do futebol, desde árbitros, delegados ao
jogo e, até, Conselhos de Arbitragem e de Justiça, dividindo o país,
não se coibindo de, para isso, lançar mão de afirmações mentirosas e
“slogans” demagógicos e racistas, tudo tem servido para conseguirem o
domínio do futebol em Portugal." são demasiadamente ofensivas,
infundadas e destrutivas para poderem ser aceites no meio dos
participantes deste ng que se apresentam como defensores da seriedade
e do respeito.
Mais uma vez repito que acredito sinceramente que lhe tenhas dado os
parabéns com a melhor das intenções mas penso que, depois de leres
este meu post e de releres o post do Águia, concordarás comigo que
tiveste uma atitude precipitada ou mal explicada. Como participante de
um ng que se espera cada vez melhor, peço-te que reflitas sobre o
assunto e que demonstres ao Águia de uma forma inequívoca que este
tipo de posts não são bem-vindos ao ng. Neste caso, essa atitude de
tua parte, como sportinguista, terá melhor efeito do que qualquer
outra minha, pois como portista não poderei agir de outra forma senão
com o meu desprezo para com este individuo que demonstrou não merecer
qualquer consideração de minha parte.
Um abraço
Rui Moreira
--
cumps.
JONI
Zero <ze...@esoterica.pt> wrote in article
<35e77097...@news.telepac.pt>...
> On Fri, 28 Aug 1998 15:09:08 +0100, "Águia Real"
> <Creyf....@mail.telepac.pt> wrote:
>
> > A ÁGUIA, O LEÃO E O DRAGÃO.
> >
> > - TRÊS SÍMBOLOS, TRÊS VISÕES -
>
Caro Zero
Estando eu na dúvida sobre se havia de responder a um post que conseguiu
cometer a enorme 'façanha' de só se aproveitar minimamente o que não era da
lavra do próprio autor, deparo com a tua resposta, que me deixou,
absolutamente, sem mais nada a acrescentar.
Fico apenas curioso para saber que mais partes positivas ele cortou sobre o
Leão, mas infelizmente não tenho acesso às tuas fontes.
Bem hajas, Grande Zero (não queres mesmo mudar de nick para 'Milhão'?)
Saudações Leoninas de admiração
Pedro Lzz.
"Gloria"...The Doors
»chana«
>Zero.
Mas cuidado que a Fidelidade pose ser tranformada facilmaente em OBEDIENCIA.
Mas como o cão até é um galgo, e os galgos sõ conhecidos pela sua capacidade
de correr, pode ser que se escape dos problemas que possam aparecer pela
frente.
CDL
DC
«««««««««««««««««««««««««««««
Maishtre - Cruz de Pau, Amora
nop2...@mail.telepac.pt
»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»»
NP: "Zero", The Smashing Pumpkins ;)