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cientista louco

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portuga

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Jan 12, 2012, 5:49:41 PM1/12/12
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Um cientista louco (em Portugal também conhecido como cientista maluco) é um
tipo de personagem encontrado na ficção científica, que pode ser um vilão ou
simplesmente um cientista caracterizado como insano, excentricidade ou
simplesmente como louco. O cientista louco normalmente apresenta habilidade
em operar e criar aparelhos tecnológicos - muitas vezes de complexidade
absurda - ou fórmulas para ajudá-lo em seus planos, na maioria das vezes,
malignos. Em outros casos, ele(a) não mede as consequências de seus
experimentos, que podem resultar em catástrofes acidentais. Com o aumento
crescente da popularidade da cultura geek, os cientistas loucos mais
recentes vêm sendo caracterizados de forma sátirica e humorística. Nota-se
que nem todos os cientistas loucos são malignos ou vilões.
Cientistas loucos são tipicamente caracterizados como tendo comportamento
obsessivo e desprovidos de escrúpulos, não hesitando em adotar métodos
extremamente perigosos ou pouco ortodoxos. Muitas vezes são motivados por
vingança, por ânsia de conhecimento ou por ganância.

Seus laboratórios muitas vezes são equipados com tubos de ensaio, geradores
Van de Graff, máquinas com engrenagens em constante rotação e várias
aparatos eletrônicos visualmente impressionantes. Também são comuns vidros e
provetas com líquidos de cores estranhas sem propósito óbvio.
Uso da ciência sem medir as consequências de seus atos, que podem resultar
em destruição em massa ou mutações.
Prática de experimentar suas criações em si próprio.
Uso de cobaias.
Agir como um deus, fazendo experimentos com a fauna e a flora.
Uso de jalecos.
Despreocupação com a aparência, mantendo seus jalecos sujos e cabelos
despenteados.
Inaptidão para viver em sociedade, permanecendo isolado, às vezes por opção
própria.
Deformidade física. (devido à segunda característica)
Sotaques estrangeiros, principalmente alemão.(Seria alusão a Mengele?)
Risada maníaca, pronunciada especialmente quando seus experimentos chegam ao
climax.
Monólogos sobre seus planos e/ou opressão da vida.
Título acadêmico, geralmente Doutor ou Professor.
Quase invariavelmente, são homens brancos
A maior parte dessas características são exageros dos estereótipos dos
cientistas: Cientistas sempre são vistos como obcecados pelo trabalho,
assumindo uma visão curta do panorama geral da sociedade aonde seus atos
interferem, adotando perpetuamente uma visão do mundo "desinteressada" para
uma maior objetividade, etc. Também pode ser interessante notar que as
grandes massas encontram cientistas nos tempos de colégio, aonde o
envolvimento é restrito, o que causa a visão de um cientista ser
estereotipada como egoísta, obsessivo e amoral.

Na ficção, o cientista louco pode representar o medo do desconhecido, e as
consequências de desafiar o que "era melhor ser desconhecido". De modo
similar, a tendência do cientista louco de se colocar no papel de Deus pode
ser uma extensão das diferenças entre religião e ciência, como é
exemplificado nas discussões sobre a evolução -- que é um tema usado pelos
cientistas loucos, que criam bestas e monstros fantásticos. Quando seu
monstro nasceu, Victor Frankenstein gritou, "Agora eu sei como Deus se
sente!" Essa afirmação foi considerada controversa o bastante para ser
censurada na versão filmada de 1931.

Na ficção, a linha que separa os cientistas sãos dos loucos é bem tênue, e
os exemplos usados neste artigo são aqueles que possuem essas
características e/ou são estereótipos exagerados de cientistas.
Áreas de interesseAstrofísica
Bioquímica, especialmente biotecnologia
Biologia, especialmente genética, eugenia, cibernética e ressurreição dos
mortos.
Botânica
Química
Engenharia química
Criptozoologia
Engenharia elétrica
Entomologia
Engenharia genética, genética molecular
Engenharia mecânica e mecatrônica
Física, especial nuclear
Psicologia, particularmente na sua aplicação em controle mental e similares
Neurociência
Teoria da relatividade, com enfâse em viagem no tempo
Robótica
Cirurgia
Computação
[editar] Áreas não usadasÁreas não usadas, ou usadas em raras ocasiões.

Engenharia civil, exceto demolição.
Geologia, exceto quando estão tentando destruir o mundo, aonde a fisíca está
mais presente do que a geologia em si.
Meteorologia, exceto na criação de máquinas controladoras do clima, que
melhor se encaixaria dentro da fisíca.
Metalurgia, exceto quando tentar criar armaduras e similares, quando metais
com resistência implausível é empregada. Ou, possivelmente, dentro da
criação de robôs, aonde um conhecimento sobre metais é importante. Ou física
nuclear, para a qual a metalurgia é essencial.
Matemática pura, apesar do personagem principal do filme PI ser um
matemático que possui alguns elementos do arquétipo. Theodore Kaczynski, o
Unabomber, é um matemático que também possui algumas características.
Ciências sociais
Arqueologia, ao menos quando há algum artefato mágico envolvido. Beloq, de
Raiders of the Lost Ark, é um arqueólogo com alguns elementos do arquétipo.
[editar] Histórico[editar] PrecursoresDesde o início dos tempos, a
imaginação popular sempre circulou ao redor de figuras arquetípicas que
transmitiam uma imagem de conhecimento esotérico. Shamans e curandeiros
inspiravam respeito e medo, principalmente sobre os rumores de suas
habilidades em conjurar bestas e criar demônios. Suas características (e
efeitos no subconsciente coletivo) foram transmitidas aos cientistas,
incluindo comportamento excêntrico, reclusão e suposta habilidade de criar
vida.

Quando a Igreja Católica supriu essas crenças, as lendas foram transferidas
para outro arquetipo de ser humano com poder sobre a natureza, o alquimista.
Os alquimistas eram conhecidos por agirem de forma estranha, geralmente como
resultado de envenenamento por mercúrio, como no caso de Isaac Newton. Uma
habilidade em comum era a capacidade de criar

[editar] Nascimento da ciência e da ficção científicaDesde o Século 19, a
ciência tem feito grande influência sobre a arte, retratando-a como a
salvação da sociedade ou da perdição da mesma. Conseqüentemente, versões
fictícias de cientistas variavam entre virtuosos e depravados, sãos e
insanos. Até o Século 20, o otimismo em relação ao progresso foi a atitude
mais comum na ciência, mas a ansiedade latente sobre perturbar "os segredos
da natureza" iria aumentar a participação da ciência entre os temores de
tempos de guerra.

Aviso: Este artigo ou seção contém revelações sobre o enredo (spoilers).
O protótipo do cientista louco fictício foi Victor Frankenstein, criador do
monstro de Frankenstein, que fez sua primeira aparição em 1818, no romance
Frankenstein ou o Moderno Prometeu, de Mary Shelley. Apesar de Frankenstein
ser uma criatura simpatica, o elemento critico de conduzir experimentos
proibidos que atravessam as "fronteiras que não deveriam ser atravessadas"
leva a consequências trágicas. Frankenstein foi treinado para ser um
alquimista e um cientista moderno, o que faz dele a ponte entre as duas eras
do desenvolvimento do arquetípo.

Metropolis, filme de 1927, dirigido pelo diretor austríaco expressionista
Fritz Lang, trouxe o estereotípo do cientista louco para os telespectadores
do cinema na forma de Rotwang, um gênio do mal cujas máquinas dão vida à
cidade distópica do título. O laboratório de Rotwang influenciou vários
estúdios de cinema, com seus arcos elétricos, aparatos borbulhantes e
mecânismos bizarramente complexos. Interpretado pelo ator Rudolf
Klein-Rogge, Rotwang é o próprio protótipo do cientista louco em conflito:
apesar de ser o mestre de praticamente todo o poder cientifíco-mistíco do
universo do filme, ele ainda é um escravo de seus próprios desejos de poder
e vingança. A aparência de Rotwang também foi influente—cabelos arrepiados e
olhos arregalados. Até mesmo sua mão direita mecânica se tornou uma marca do
poder científico transtornado, percebido de forma notável em Dr. Strangelove
de Stanley Kubrick.

Apesar de tudo, a impressão dos benefícios e do progresso da ciência
permaneceu intactada no consciente popular, exemplificado pela exibições
'Century of Progress' em Chicago, Illinois, 1933, e World of Tomorrow, na
Feira Mundial de Nova York, em 1939. No entanto, após a Primeira Guerra
Mundial, a posição em relação à ciência começou a mudar, ao menos
subconscientemente, graças aos perigos de armas químicas e aviões, que se
tornaram as maiores armas na época. Como exemplo, de todas as histórias de
ficção científica antes de 1914 que lidavam com o fim do mundo, ao menos um
terço era por causas naturais (como a colisão de um asteróide), e outro
terço retratava o fim do mundo pelas mãos dos humanos (acidental ou
proposital). Depois de 1914, a ideia de que um humano pudesse realmente
matar a humanidade inteira levou a fantasia a outros níveis, e praticamente
todas as histórias sobre fim do mundo passaram a retratá-lo como obra de
malícia ou erro humanos. Reflexo direto dos temores da sociedade pós-guerra.

A ferramenta mais comum dos cientistas loucos nessa época era eletricidade.
Era vista como uma força quase mistíca de propriedades caóticas e
imensuráveis aos olhos de um público leigo.

[editar] Depois de 1945Cientistas loucos ganharam seu espaço em definitivo
na cultura popular no período após a Segunda Guerra Mundial. Os experimentos
médicos sádicos nazistas e a invenção da bomba atômica geraram os medos
genuínos de que a ciência e a tecnologia saíram do controle. O progresso
cientifíco e tecnológico durante a Guerra Fria, bem como o aumento da
capacidade de destruição sem igual, alimentaram essa impressão. Cientistas
loucos freqüentemente figuraram na ficção científica e nos filmes da época.
O filme Dr. Strangelove ou: Como Eu Aprendi a Parar de Me Preocupar e Amar a
Bomba (1964), no qual Peter Sellers faz o papel do título, é talvez a
expressão mais legitima desse medo do poder da ciência, ou do uso indevido
de seu poder. Em outro filme, da década de 1970, Meninos do Brasil, também
um livro de Ira Levin, introduz a relação do cientista louco moderno com a
genética. Nessa história o médico nazista, Josef Mengele, é responsável por
uma conspiração para trazer de volta o Terceiro Reich através da clonagem de
Adolf Hitler.

Em anos mais recentes, o cientista louco como um investigador solitário do
desconhecido e proibido tendeu a ser substituído por executivos corporativos
insanos que buscam o superávit ao desafiar as leis da natureza, não
importando as consequências; esses vilões contratam equipes de cientistas
assalariados para fazerem a parte técnica de seus sonhos transloucados. Essa
mudança no conceito é exemplifica pelo arquinimigo do Superman, Lex Luthor:
originalmente criado na década de 1930 como um tipíco cientista louco
solitário, uma alteração estrondosa foi feita no personagem na década de
1980, tornando-o o chefe de uma megacorporação que também é o líder do seu
departamento de pesquisa e desenvolvimento. Bob Page, o vilão principal do
jogo de computador Deus Ex é outro exemplo. O formato também é usado por
escritores de ciência populares para atrair leitores.

As técnicas do cientista louco também mudaram após Hiroshima. Eletricidade
foi substituída por radiação como uma nova ferramenta para criar, estender
ou deformar vida (ex: Godzilla). À medida que a audiência foi ficando mais
exigente, engenharia genética e inteligência artificial tomaram os holofotes
(ex: Blade Runner).

[editar] Protótipos reaisOs cientistas da literatura e da imaginação popular
são os que melhor definem a imagem de "cientista louco", bem mais do que os
cientistas reais, porque essa é a função deles: refletir nosso temores. "A
crença e o comportamento popular são mais influenciados por imagens do que
por fatos demonstrados" (Roslynn Doris Haynes, 1994). Alguns cientistas da
vida real, que não são necessariamente loucos, possuem personalidades (e, as
vezes, aparências) que contribuíram para o estereótipo:

Reação de Arquimedes ao perceber a importância do deslocamento da água.
Albert Einstein, físico, cujo "penteado" é comumente dado à cientistas
loucos.
B. F. Skinner, behaviorista.
Dmitri Mendeleev, químico, criador da Tabela periódica
Edward Teller, físico nuclear que ajudou a desenvolver a bomba de
hidrogênio.
Francis Galton, cientista inglês que desenvolveu a eugenia.
Gerald Bull, engenheiro.
Dr. Gunther von Hagens, inventor da plastinação (que impede a decomposição
do corpo após a morte), e responsável por necropsias públicas.
Harry Harlow, psicológo que buscava estudar o amor através da sua
depravação.
Professor Heinz Wolff, alemão, professor da Universidade de Brunel e
apresentador de televisão e rádio.
Dr. Henry Cotton, diretor médico de vários manicômios, disse que estava
deixando um "legado de centenas de fatalidades e milhares de pacientes
mutilados".
Herman Kahn, entomologista.
Dr. Ishii Shiro, general da Unidade 731 do Exército Imperial Japonês.
Jack Parsons, pesquisados da propulsão de naves espacias e ocultista
telêmico.
Jeremy Bentham, filosófo inglês que se mumificou.
Dr. Josef Mengele, o Anjo da Morte nazista, médico no campo de concentração
Auschwitz que realizava experiências com seres humanos.
Professor Julius Sumner Miller.
Magnus Pyke, apresentador de TV inglês.
Nikola Tesla, físico, matemático, inventor e engenheiro elétrico
sérvio-americano, famoso pelos seus hábitos altamente excêntricos.
Oliver Heaviside, cientista inglês que substituiu toda a mobília de sua casa
por blocos gigantes de granito.
Patrick Moore, Astronomia inglês.
Philo Farnsworth, inventor da televisão e do primeiro gerador de fusão
nuclear.
Stanley Milgram, psicológo, pioneiro nos estudos sobre obediência.
Thomas Alva Edison, "O Mago de Menlo Park", inventor.
Trofim Lysenko, biológo soviete.
Wernher von Braun, desenvolvedor da tecnologia dos foguetes na Alemanha e
nos Estados Unidos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Cientista_louco

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