Oi, gente. Conto com o apoio de vocês, particularmente de quem
estiver em Bauru. Segundo os relatos, a diretora da FOB manobrou legal para o
desligamento do Centrinho
Assinem
e espalhem a minha Carta de apoio ao Centrinho - se possível, feito um vírus
(dos virtuais)! A FOB precisa ser protegida de si mesma. A única mobilização que
vejo nas redes sociais é a da família dos pacientes, que nem mesmo sabem qual
foi a sigla que os atropelou.
Se
vc puder contribuir pautando a grande mídia, ficaria imensamente
grata.
Abraço,
Gisele
---
"Nada estimo mais, entre
todas as coisas que não estão em meu poder, do que adquirir aliança de amizade
com homens que amem sinceramente a verdade" (Espinosa)
Car@s,
venho importuná-l@s com um assunto da mais urgente importância: a desvinculação
do Centrinho (ou HOSPITAL DE REABILITAÇÃO DE ANOMALIAS CRANIOFACIAIS, HRAC) com
relação à USP, votada na terça-feira. A legitimidade dessa
decisão é questionada pelo DCE da USP, bem como pelo comando de greve
da Universidade.
O
HRAC começou como uma portinha na FOB-USP nos anos 1960. Era, então,
apenas centro de atenção a portadores de fissuras de lábio e palato (céu da
boca). Até aspirina tomada no primeiro trimestre de gravidez pode produzi-las
(na maioria dos casos, não há síndrome genética), e são problemas bastante
comuns (1/650 nascimentos).
O hospital foi crescendo até, ser, hoje, uma estrutura enorme,
inteiramente dedicada ao atendimento via SUS.
Eu cursei fonoaudiologia na FOB e tive a grata oportunidade de
aprender muito com os profissionais do Centrinho. É quase inimaginável tal
desvinculação, pois a grande maioria dos professores atua ali. Também,
mal consigo transmitir-lhes minha aflição ao saber dessa decisão.
Para ter certa ideia deste afeto, imaginem como é estar em uma sala
de espera repleta de crianças gravemente deformadas e/ou deficientes (às vezes,
com deficiências múltiplas), e vê-las circular com seus prontuários
retangulares azuis de porta em porta: do teste audiológico para a
fonoterapia; daí para o otorrino; do otorrino para o psicólogo; do psicólogo
para o pediatra; do pediatra para o ortodontista, do ortodontista para o grupo
de pais; do grupo de pais para o pré-cirúrgico ou para a prótese etc. Quase
todos os atendimentos são caros e absolutamente necessários para o
desenvolvimento dessas crianças e sua qualidade de vida.
Gostaria
muito de contar com o apoio de vocês para defender o Centrinho. Penso que uma
carta assinada (majoritariamente, mas não exclusivamente) por professores de
diversas universidades e profissionais de saúde pode ter certo peso. Então,
compartilhem esse post com seus contatos, pois dia 02/09, ao que parece, o
assunto será recolocado em pauta na USP.
Vejam
e assinem
aqui a carta que escrevi. Ela
também tem uma versão em inglês (sigam o link).
Abraço,
Gisele
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"Nada estimo mais, entre
todas as coisas que não estão em meu poder, do que adquirir aliança de amizade
com homens que amem sinceramente a verdade" (Espinosa)