Inaugurada biblioteca multimédia online da Europa com mais de dois milhões de obras
A biblioteca multimédia online da Europa, "Europeana", está acessível
desde hoje ao público, que através da Internet poderá aceder a mais de
dois milhões de obras dos 27 Estados-membros da União Europeia.
Esta biblioteca virtual conta com livros, mapas, gravações,
fotografias, documentos de arquivo, pinturas e filmes do acervo das
bibliotecas nacionais e instituições culturais dos 27 Estados-Membros
da UE, tendo por exemplo de Portugal a Carta plana de parte da Costa do
Brasil, um mapa de 1784.
Acessível, em todas as línguas da UE, através do endereço
(
www.europeana.eu ), a biblioteca multimédia europeia conta com
material fornecido por mais de 1000 organizações culturais de toda a
Europa, incluindo Museus, como o Louvre de Paris, que forneceram
digitalizações de quadros e objectos das suas colecções.
Segundo a Comissão Europeia, que lançou esta iniciativa em 2005, este é
"apenas o começo", pois a ideia é expandir a biblioteca, envolvendo
também o sector privado, e o objectivo é que em 2010 a Europeana dê
acesso a pelo menos dez milhões de obras "representativas da riqueza da
diversidade cultural da Europa e terá zonas interactivas, nomeadamente
para comunidades com interesses especiais".
"Com a Europeana, conciliamos a vantagem competitiva da Europa em
matéria de tecnologias da comunicação e de redes com a riqueza do nosso
património cultural. Os europeus poderão agora aceder com rapidez e
facilidade, num único espaço, aos formidáveis recursos das nossas
grandes colecções", comentou o presidente da Comissão Europeia, Durão
Barroso.
Por seu turno, a comissária europeia para a Sociedade da Informação e
os Meios de Comunicação, Viviane Reding, apelou "às instituições
culturais, editoras e empresas de tecnologia europeias para que
alimentem a Europeana com mais conteúdos em formato digital".
Segundo dados da Comissão, desde a "abertura" da biblioteca, hoje de
manhã, houve dez milhões de visitas por hora, tendo esta "tempestade de
interesse" forçado mesmo a "deitar o sistema abaixo" por algum tempo
para duplicar a capacidade do "site".
Lusa