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Alucinação |
Percepção de um objeto, sem que ele esteja presente, ou seja, é a percepção clara, definida de um objeto (voz, ruído,imagem) sem o estímulo sensorial perceptivo. |
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Alucinação auditiva complexa |
Alucinação audio-verbal, na qual o indivíduo escuta vozes sem qualquer estímulo real. Geralmente é de conteúdo depreciativo ou persecutório. |
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Alucinação auditiva simples |
Aquela nas quais se ouve apenas ruídos primários. |
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Alucinações autoscópicas |
Alucinação visuais, mas também com componentes táteis e cenestésicos, em que o paciente enxerga o seu corpo fora dele mesmo. |
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Alucinações cenestésicas |
Cenestesia: impressões sensoriais internas do organismo. Quando o paciente sente seus orgãos encolhendo, despedaçando. |
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Alucinações cenográficas |
Ver: Alucinações visuais complexas ou configuradas |
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Alucinações cinestésicas |
Cinestesia: movimento. Quando o paciente sente o corpo afundando, pernas encolhendo, braços sendo levantados, sem a vontade própria. |
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Alucinações extracampinas |
Produzidas fora do campo de sensoperceptivo, quando o paciente vê uma imagem às suas costas ou através de uma parede. |
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Alucinações funcionais |
É uma alucinação (portanto, sem a presença do objeto real), apenas desencadeada pelo estímulo real. |
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Alucinações hipnagógicas |
Ocorrem quando o indivíduo está despertando. |
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Alucinações hipnopômpicas |
Ocorrem na fase em que o indivíduo está despertando. |
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Alucinações liliputianas |
Ver: Alucinações visuais complexas ou configuradas |
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Alucinações musicais |
Audição de estímulos musicais e correlatos, sem que estejam presentes estímulos auditivos reais. |
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Alucinações oftativas e gustativas |
Quando o paciente sente odores ou cheiro de coisas, mesmo que elas não estejam presentes. |
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Alucinações táteis |
Quando o paciente sente espetadas, choques ou insetos caminhando por sua pele, sem que isso esteja realmente ocorrendo. |
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Alucinações visuais |
São visões nítidas que o paciente experimenta sem sem que estejam presentes estímulos visuais reais. |
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Alucinações visuais complexas ou configuradas |
São visões nítidas que o paciente experimenta sem sem que estejam presentes estímulos visuais reais, incluindo figuras e imagens de pessoas, entidades, objetos, animais, etc. Podem ser cenográficas, em que cenas completas são vistas, ou liliputianas, em que os objetos são vistos de forma minituarizada. |
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Alucinações visuais simples |
Em que o indivíduo vê cores, bolas, pontos negros. Pode ter origem orgânica de deficiência visual. |
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Alucinose |
É quando o paciente, com algum senso crítico, reconhece como patológico a alucinação que teve. Em sua versão visual, ocorre quando o paciente usaram de drogas alucinógenas. |
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Alucinose alcóolica |
Quando o indivíduo, com nível de consciência preservado, dependente de álcool ouve vozes em terceira pessoa |
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Alucinose peduncular |
Quando há elementos visuais vívido, brilhantes, incluindo formas geométricas. |
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Apercepção |
Significa a plena de uma percepção na consciência e sua articulação com os demais elementos psíquicos. Para Leibniz, é a percepção integral, com clareza e plenitude, um processo psíquico em virtude do qual um novo conteúdo é articulado de tal modo com conteúdos semelhantes já dados que se pode considerar imediatamente claro e compreendido. |
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Completude |
A imagem apresenta-se completa, com todos os detalhes diante do indivíduo. |
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Corporeidade |
A imagem é viva, corpórea, tem luz, brilho e cores vivas. |
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Eco do pensamento |
Ver: Sonorização do pensamento |
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Estabilidade |
A imagem é estável, não muda de um momento para outro. |
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Estranheza do mundo percebido |
Quando o paciente vê o mundo como um todo bizarro, alterado, difícil de definir. Não se trata de erro de julgamento. |
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Estrojeção |
A imagem é percebida no exterior. |
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Fantasia |
Ou fantasma. Produção imaginativa, produto minimamente organizado da imaginação |
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Fantasma |
Ver: fantasia. |
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Fenômeno do duplo |
É a sensação de que há um Eu dentro do próprio corpo e um outro Eu fora dele. Próximo disso, há outro fenômeno em que o indivíduo tem a sensação que um ser invisível o acompanha. |
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HIPERestesia |
Alteração quanTItativa da sensopercepção. Quando as percepções encontram-se anormalmente aumentadas em sua intensidade ou duração. |
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HIPOestesia |
Alteração quanTItativa da sensopercepção, observada em pacientes deprimidos, para quem o mundo percebido é cinza, sem estímulos |
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Ilusão |
Alteração quaLItativa da sensopercepção Percepção deformada de um objeto real e presente. Ocorre em estados de rebaixamento do nível de consciência, fadiga grave ou inatenção marcante. Ocorre, ainda, por estados afetivos marcantes, quando estes deformam o processo de sensopercepção, produzindo ilusões catatímicas. São mais comuns as visuais e auditivas. |
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Ilusões catatímicas |
Ver: Ilusão |
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Imagem |
É uma percepção real, onde há as qualidades de nitidez, corporeidade, estabilidade, extrojeção, ininfluenciabilidade voluntária, completude |
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Imagem eidética |
É uma representação muito precisa, quase semelhante à percepção. |
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Imagem representativa ou mnêmica |
Ver: Representação. |
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Imaginação |
Atividade psíquica, geralmente voluntária, que consiste na evocação de imagens percebidas no passado ou de novas imagens. Geralmente ocorre na ausência de estímulos sensoriais. |
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Ininfluenciabilidade |
O indivíduo não consegue alterar voluntariamente a imagem percebida. |
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Introjeção |
A representação é percebida no espaço interno. |
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Nitidez |
Contornos precisos. |
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Pareidolias |
São imagens visualizadas voluntariamente a partir de estímulos imprecisos do ambiente. |
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Percepção |
É a tomada de consciência, pelo indivíduo, do estímulo sensorial. É uma dimensão neurológica e psicológica do processo, a transformação de estímulos puramente sensoriais em fenômenos perceptivos conscientes. É um fenômeno ativo. Ver: Percepto |
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Percepto |
É uma percepção ou síntese de estímulos sensoriais confrontado com experiências passadas registradas na memória e com o contexto sócio-cultural do indivíduo, que atribui significado às experiências. É o produto ativo, criativo e pessoal de experiências que partem de estímulos sensoriais, mas que são recriadas na mente de quem percebe algo. |
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Pseudo-alucinação |
Apresenta características de uma imagem representativa, em que vozes, imagens aparecem pouco nítidas. |
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Representação |
Caracteriza-se por ser apenas uma revivescência de uma imagem sensorial determinada, sem que esteja presente o objeto original que a produziu. É a REApresentação de uma imagem na consciência, sem a presença real, externa, do objeto que, em um primeiro momento, gerou uma imagem sensorial. Tem pouca nitidez, pouca corporeidade, instabilidade, introjeção e incompletude. |
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Sensação |
Fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados (visuais, táteis, auditivos, olfativos, gustativos, proprioceptivos e cinestésicos), originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos dos sentidos, estimulando-os. É uma dimensão neuronal. É um fenômeno passivo. |
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Sonorização de pensamentos como vivência alucinatória-delirante |
O paciente ouve pensamentos que foram introduzidos em sua cabeça por alguém estranho. |
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Sonorização do pensamento |
Próximo do eco do pensamento. Vivência sensorial de ouvir o próprio pensamento no momento em que está sendo pensado |
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Sonorização do próprio pensamento |
O paciente reconhece claramente que está ouvindo os próprios pensamentos, e escuta-os no exato momento em que os pensa. |
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Tinnitus ou tinnutus aurium |
Sensação de ouvir ruídos, zumbidos e burburinhos. Pode ser objetivo, captado por exame físico, ou subjetivo, do próprio sujeito. Só o subjetivo pode ser classificado como alucinação. |
Ismaldo Negreiros