Resumo de Sensopercepção

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Ismaldo Negreiros

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Jun 10, 2016, 11:20:11 AM6/10/16
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Alucinação

Percepção de um objeto, sem que ele esteja presente, ou seja, é a percepção clara, definida de um objeto (voz, ruído,imagem) sem o estímulo sensorial perceptivo.

Alucinação auditiva complexa

Alucinação audio-verbal, na qual o indivíduo  escuta vozes sem qualquer estímulo real. Geralmente é de conteúdo depreciativo ou persecutório.

Alucinação auditiva simples

Aquela nas quais se ouve apenas ruídos primários.

Alucinações autoscópicas

Alucinação visuais, mas também com componentes táteis e cenestésicos, em que o paciente enxerga o seu corpo fora dele mesmo.

Alucinações cenestésicas

Cenestesia: impressões sensoriais internas do organismo. Quando o paciente sente seus orgãos encolhendo, despedaçando.

Alucinações cenográficas

Ver: Alucinações visuais complexas ou configuradas

Alucinações cinestésicas

Cinestesia: movimento. Quando o paciente sente o corpo afundando, pernas encolhendo, braços sendo levantados, sem a vontade própria.

Alucinações extracampinas

Produzidas fora do campo de sensoperceptivo, quando o paciente vê uma imagem às suas costas ou através de uma parede.

Alucinações funcionais

É uma alucinação (portanto, sem a presença do objeto real), apenas desencadeada pelo estímulo real.

Alucinações hipnagógicas

Ocorrem quando o indivíduo está despertando.

Alucinações hipnopômpicas

Ocorrem na fase em que o indivíduo está despertando.

Alucinações liliputianas

Ver: Alucinações visuais complexas ou configuradas

Alucinações musicais

Audição de estímulos musicais e correlatos, sem que estejam presentes estímulos auditivos reais.

Alucinações oftativas e gustativas

Quando o paciente sente odores ou cheiro de coisas, mesmo que elas não estejam presentes.

Alucinações táteis

Quando o paciente sente espetadas, choques ou insetos caminhando por sua pele, sem que isso esteja realmente ocorrendo.

Alucinações visuais

São visões nítidas que o paciente experimenta sem sem que estejam presentes estímulos visuais reais.

Alucinações visuais complexas ou configuradas

São visões nítidas que o paciente experimenta sem sem que estejam presentes estímulos visuais reais, incluindo figuras e imagens de pessoas, entidades, objetos, animais, etc. Podem ser cenográficas, em que cenas completas são vistas, ou liliputianas, em que os objetos são vistos de forma minituarizada.

Alucinações visuais simples

Em que o indivíduo vê cores, bolas, pontos negros. Pode ter origem orgânica de deficiência visual.

Alucinose

É quando o paciente, com algum senso crítico, reconhece como patológico a alucinação que teve. Em sua versão visual, ocorre quando o paciente usaram de drogas alucinógenas.

Alucinose alcóolica

Quando o indivíduo, com nível de consciência preservado, dependente de álcool ouve vozes em terceira pessoa

Alucinose peduncular

Quando há elementos visuais vívido, brilhantes, incluindo formas geométricas.

Apercepção

Significa a plena de uma percepção na consciência e sua articulação com os demais elementos psíquicos. Para Leibniz, é a percepção integral, com clareza e plenitude, um processo psíquico em virtude do qual um novo conteúdo é articulado de tal modo com conteúdos semelhantes  já dados que se pode considerar imediatamente claro e compreendido.

Completude

A imagem apresenta-se completa, com todos os detalhes diante do indivíduo.

Corporeidade

A imagem é viva, corpórea, tem luz, brilho e cores vivas.

Eco do pensamento

Ver: Sonorização do pensamento

Estabilidade

A imagem é estável, não muda de um momento para outro.

Estranheza do mundo percebido

Quando o paciente vê o mundo como um todo bizarro, alterado, difícil de definir. Não se trata de erro de julgamento.

Estrojeção

A imagem é percebida no exterior.

Fantasia

Ou fantasma. Produção imaginativa, produto minimamente organizado da imaginação

Fantasma

Ver: fantasia.

Fenômeno do duplo

É a sensação de que há um Eu dentro do próprio corpo e um outro Eu fora dele. Próximo disso, há outro fenômeno em que o indivíduo tem a sensação que um ser invisível o acompanha.

HIPERestesia

Alteração quanTItativa da sensopercepção. Quando as percepções encontram-se anormalmente aumentadas em sua intensidade ou duração.

HIPOestesia

Alteração quanTItativa da sensopercepção, observada em pacientes deprimidos, para quem o mundo percebido é cinza, sem estímulos

Ilusão

Alteração quaLItativa da sensopercepção Percepção deformada de um objeto real e presente. Ocorre em estados de rebaixamento do nível de consciência, fadiga grave ou inatenção marcante. Ocorre, ainda, por estados afetivos marcantes, quando estes deformam o processo de sensopercepção, produzindo ilusões catatímicas. São mais comuns as visuais e auditivas.

Ilusões catatímicas

Ver: Ilusão

Imagem

É uma percepção real, onde há as qualidades de nitidez, corporeidade, estabilidade, extrojeção, ininfluenciabilidade voluntária, completude

Imagem eidética

É uma representação muito precisa, quase semelhante à percepção.

Imagem representativa ou mnêmica

Ver: Representação.

Imaginação

Atividade psíquica, geralmente voluntária, que consiste na evocação de imagens percebidas no passado ou de novas imagens. Geralmente ocorre na ausência de estímulos sensoriais.

Ininfluenciabilidade

O indivíduo não consegue alterar voluntariamente a imagem percebida.

Introjeção

A representação é percebida no espaço interno.

Nitidez

Contornos precisos.

Pareidolias

São imagens visualizadas voluntariamente a partir de estímulos imprecisos do ambiente.

Percepção

É a tomada de consciência, pelo indivíduo, do estímulo sensorial. É uma dimensão neurológica e psicológica do processo, a transformação de estímulos puramente sensoriais em fenômenos perceptivos conscientes. É um fenômeno ativo. Ver: Percepto

Percepto

É uma percepção ou síntese de estímulos sensoriais confrontado com experiências passadas registradas na memória e com o contexto sócio-cultural do indivíduo, que atribui significado às experiências. É o produto ativo, criativo e pessoal de experiências que partem de estímulos sensoriais, mas que são recriadas na mente de quem percebe algo.

Pseudo-alucinação

Apresenta características de uma imagem representativa, em que vozes, imagens aparecem pouco nítidas.

Representação

Caracteriza-se por ser apenas uma revivescência de uma imagem sensorial determinada, sem que esteja presente o objeto original que a produziu. É a REApresentação de uma imagem na consciência, sem a presença real, externa, do objeto que, em um primeiro momento, gerou uma imagem sensorial. Tem pouca nitidez, pouca corporeidade, instabilidade, introjeção e incompletude.

Sensação

Fenômeno elementar gerado por estímulos físicos, químicos ou biológicos variados (visuais, táteis, auditivos, olfativos, gustativos, proprioceptivos e cinestésicos), originados fora ou dentro do organismo, que produzem alterações nos órgãos dos sentidos, estimulando-os. É uma dimensão neuronal. É um fenômeno passivo.

Sonorização de pensamentos como vivência alucinatória-delirante

O paciente ouve pensamentos que foram introduzidos em sua cabeça por alguém estranho.

Sonorização do pensamento

Próximo do eco do pensamento. Vivência sensorial de ouvir o próprio pensamento no momento em que está sendo pensado

Sonorização do próprio pensamento

O paciente reconhece claramente que está ouvindo os próprios pensamentos, e escuta-os no exato momento em que os pensa.

Tinnitus ou tinnutus aurium

Sensação de ouvir ruídos, zumbidos e burburinhos. Pode ser objetivo, captado por exame físico, ou subjetivo, do próprio sujeito. Só o subjetivo pode ser classificado como alucinação.



Ismaldo Negreiros

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