Como já falei em um dos encontros do Comite da Rio+20 (ou Rio-20) o
fundamental para o debate é não considerar como premissa a Economia
Verde como consenso.
Caso avançemos na analise critica acredito que os movimentos sociais
poderá aproveitar essa oportunidade para dizer que não avançamos
nesses 20 anos. Para tanto os que sofrem de invisibilidade social, de
injustiça ambiental, precisam ocupar a Cupula dos Povos, descer das
favelas, virem da Baixada, do interior, da Costa Verde, das aldeias,
dos assentamentos, dos atingidos pela TKCSA, Belo Monte, Porto do Açu,
da CSU, dos removidos pelos jogos olimpicos, dos expulsos pelo
agronegocio, dos ameaçados de morte em lutarem contra o desmatamento
na Amazonia, dos que lutam pela agua no semiárido e em outras regioes
do pais, dos sem terra, sem agua, sem pão, sem saude, sem educação,
sem esperança
Precisamos intensificar o debate e a analise da realidade concreta,
incorporando e respeitando o sofrimento difuso pelo qual passam os
oprimidos do Brasil e do Mundo.
É tempo de Mudar!
Feliz Natal e um 2012 com Mudanças, como Saude para TODOS E TODAS
"Acreditar em Economia (ou Mercado) Verde é o mesmo que acreditar em
Tigre Vegetariano"
Saudações ecossanitárias,
Alexandre Pessoa
Em 21/12/11, germanowoehl<ger...@ra-bugio.org.br> escreveu:
> Da Agencia Senado -15/12/2011
> Vice-presidente da CRE, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) declarou-se
> preocupado com as notícias que tem recebido sobre a ausência de chefes de
> governo estrangeiro na Rio+20. Para ele, uma conferência com participação
> apenas de delegações diplomáticas e técnicas pode não produzir os resultados
> esperados.
>
>
> ---------------
> Rio+20 deverá admitir fracasso histórico
>
> http://www.fbes.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6571&Itemid=62
>
> 16 de novembro de 2011
>
> Fonte: Por Jamil Chade / Genebra
>
> Enquanto governos e autoridades tentam convencer o mundo de que a reunião no
> Brasil em 2012 sobre o clima (Rio+20) terá um papel fundamental para
> encontrar uma solução para os problemas do planeta, o economista Jeffrey
> Sachs abandona a diplomacia e faz uma dura constatação: o encontro no Rio de
> Janeiro deve servir para admitir duas décadas de fracassos no campo
> ambiental e deve ser a oportunidade para o mundo reconhecer que não tem uma
> resposta para a crise.
>
> O alerta do professor da Universidade Columbia, considerado pela revista
> Time Magazine uma das pessoas mais influentes do mundo, foi feito durante um
> debate da ONU com um grupo restrito de negociadores, ONGs e diplomatas.
>
> O que esperar de Rio+20. 'A conferência deve deixar claro que perdemos 20
> anos na agenda climática mundial. Hoje, as emissões de gases de efeito
> estufa são maiores, há uma aceleração da perda da biodiversidade e da
> desertificação. A reunião, portanto, não será para marcar um sucesso, mas
> reconhecer um fracasso histórico', disse o acadêmico.
>
> 'Todos queremos que essas cúpulas terminem em um grande sucesso, com
> progressos e com governos dizendo que fizemos a agenda avançar. Todos querem
> tirar a foto de família entre os líderes. Mas não querem enfrentar a
> realidade', disse. 'Gostamos mais das ilusões. Mas chegou o momento de falar
> a verdade. Temos de entender que o processo negociador fracassou, que não há
> uma agenda.'
>
> Sachs faz uma comparação com a Rodada Doha da Organização Mundial do
> Comércio. 'Há onze anos líderes ficam dizendo que a Rodada Doha precisa ser
> concluída. Mas temos de chamar as coisas da forma que são. Doha morreu.'
>
> Papel de Obama. Sachs não disfarça sua frustração total com a política
> ambiental de Barack Obama. 'Os Estados Unidos entraram em colapso como líder
> mundial e se transformaram em um obstáculo para qualquer acordo na área
> ambiental.'
>
> O motivo, para ele, é o lobby da indústria de energia nos Estados Unidos.
> 'Essa é a maior crise de governança do mundo. O lobby da indústria venceu
> Obama. As empresas de petróleo financiam os políticos republicanos no
> Congresso. Os democratas são financiados pelo lobby do carvão. Em 20 anos,
> os Estados Unidos não fizeram nada na agenda climática e os interesses das
> empresas acabaram dominando.'
>
> 'O lobby que custa por ano US$ 50 bilhões financiou estudos fraudulentos,
> versões anticientíficas e de extrema-direita no Congresso americano. Hoje,
> temos um sistema corrupto e o Congresso está nas mãos dos maiores poluidores
> do mundo.'
>
> Por isso, na avaliação de Sachs, Washington vai barrar qualquer acordo que
> preveja mecanismos para o financiamento do combate ao clima. 'Não há
> condições de pedir que os Estados Unidos liderem o processo de negociação.'
>
> Europa em crise. O problema, segundo ele, é que a ausência dos Estados
> Unidos como líder não deu lugar a um outro grupo de países. A Europa, em
> crise, tenta resgatar sua economia primeiro. 'Já a China não vai assumir
> esse papel, já que estima que são os americanos, com um PIB per capta bem
> superior a de um chinês, quem deve fazer os maiores esforços. Não há ninguém
> preenchendo o vácuo. Não existem mais líderes globais.'
>
> Economia verde. Sachs estima que o mundo precisa insistir em ampliar o
> debate técnico sobre a questão climática, e deixar nesse momento as
> barganhas políticas de lado. 'Precisamos de novas tecnologias e para muitos
> casos ainda não temos respostas.'
>
> Sachs aponta que a expansão do etanol de milho 'não faz qualquer sentido' e
> que outras tecnologias renováveis ainda não são economicamente viáveis. Ele
> defende que debate nuclear precisa se tornar mais estruturado.
>
> Outro problema é a questão do financiamento da transição para uma economia
> verde. 'Em 2009, os países ricos prometeram que destinariam US$ 100 bilhões
> para lutar contra as mudanças climáticas. Até hoje, nenhum um só centavo foi
> depositado e duvido que veremos esse dinheiro no curto prazo. Isso foi só um
> show para chamar a atenção do mundo e mostrar que algo estava sendo feito',
> apontou.
>
> 'Temos de entender e falar a verdade sobre o tamanho do desafio que o
> planeta enfrenta. O maior perigo é acharmos que existem respostas fáceis.
> Não, elas não existem', defendeu. 'Hoje, as emissões de CO2 são duas vezes
> maiores que o ideal. Até 2050, se nada for feito, vão se multiplicar por
> quatro. Isso exigirá reconfigurar todo o sistema energético do planeta.'
>
> -- "Todo mundo pensando em deixar um planeta melhor para nossos filhos,
> quando é que vão pensar em deixar filhos melhores para o nosso planeta".
> Herbert Viana
>
>
--
Você está recebendo esta mensagem porque se inscreveu no grupo "Promoção de espaços saudáveis e sustentáveis" dos Grupos do Google.
Para postar neste grupo, envie um e-mail para promocao-de-espacos-sa...@googlegroups.com.
Para cancelar a inscrição nesse grupo, envie um e-mail para promocao-de-espacos-saudavei...@googlegroups.com.
Para obter mais opções, visite esse grupo em http://groups.google.com/group/promocao-de-espacos-saudaveis-e-sustentaveis?hl=pt-BR.