SE OS PMS TIVESSEM CHEGADO 10 MINUTOS ANTES EM REALENGO

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Larissa Brandão

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Jun 3, 2011, 7:25:33 AM6/3/11
to Rebeca Luna Ð, Leo Filho, Victor Hugo Moura, Mayke - comercial, César Rodolfo Venâncio de F., Projeto BIOS, Natasha de Paula, kelsen
 
 LIÇÃO DE HIPOCRISIA POPULAR.

SE OS PMS TIVESSEM CHEGADO ALGUNS MINUTOS ANTES NA ESCOLA EM REALENGO
NO RIO DE JANEIRO, A NOTÍCIA SERIA ASSIM...


Corram que a Polícia vai à Escola.

Dia 07 de abril de 2011 às 08h, policiais ao passar em frente a Escola
Tasso de Oliveira no bairro Realengo-RJ, foram informados por um
funcionário sobre a entrada de um elemento suspeito e armado. Os
policiais imediatamente entraram na escola. Segundo informações do
policial (sargento da PM Márcio Alves) o suspeito foi abordado quando
este estava prestes a entrar em uma das salas de aula. Ao ouvir o
chamado do policial, o elemento sacou uma arma da cintura.
Imediatamente o policial atirou na direção do mesmo ferindo-o
mortalmente. O barulho do disparo provocou pânico nas salas de aulas e
no corre-corre alguns alunos sofreram contusões leves devido a choques
com as carteiras escolares e em outros alunos.

A direção da escola e professores protestaram contra ação precipitada
do policial que disparou a arma num ambiente escolar levando risco as
crianças.
Ouvida pela imprensa, uma professora declarou não ter ouvido a ordem
do policial ao rapaz antes do disparo e que o rapaz (Wellington
Menezes, de 23 anos) tinha sido estudante da escola e era conhecido
por alguns estudantes e professores da escola. O jovem assassinado
pelo policial era morador da comunidade e segundo os vizinhos era um
rapaz calmo, de poucos amigos, trabalhava e frequentava uma igreja
local. O vigilante da escola disse que o rapaz o tinha informado que
estava na escola para dar uma palestra sobre segurança, porém a
direção da escola não confirmou o agendamento dessa palestra. O rapaz
assassinado era órfão, morava só e tinha apenas uma irmã adotiva que
mora em outra residência. O líder comunitário local se disse indignado
pela ação truculenta e irresponsável da polícia que tem dirigido a
classe pobre e negra da comunidade as consequência brutais do seu
despreparo. A irmã de Wellington entrou hoje com uma ação
indenizatória pelo assassinato do único irmão. Disse ainda que a ação
não se justificava pelo dinheiro e sim pelo protesto perante a justiça
da perda de seu ente querido.

A OAB e entidades de Direitos Humanos estão articulando ações para
responsabilizar o policial bem como a cúpula da Polícia Militar pelo
episódio. A polícia Militar informou que os três policiais que
participaram da ação foram afastados do serviço externo e o policial
que efetuou o disparo prestará depoimento ao tribunal militar e após
julgamento, o policial poderá ser punido com advertência, suspensão,
prisão ou expulsão, conforme previsto no código militar. A cúpula da
Polícia Militar lamenta o ocorrido e ressaltou o esforço que tem
desprendido em treinamento baseado em cursos, palestras e práticas, no
sentido de prover o policial da qualificação que a população exige e
merece receber do seu pessoal. Em secção conjunta da Câmara dos
Deputados e Senado, políticos da situação e oposição cobraram do
Ministério da Segurança uma posição mais enérgica na cobrança a
Polícia Militar da redução do índice de violência promovida pelo
órgão, cujo documento encerra com a frase: “ afinal, eles são
remunerados para dar segurança a população.”



--
Larissa Brandão
Idealizadora e Coordenadora Projeto BIOS

 

 http://sites.google.com/site/biosinclusaodigital/

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