vo escrever aki o que escrevi em outro grupo:
Por isso que não leio a mídia falida (jornal).
Se vocês pararem para pensar vão ver que essa matéria é comum. Sempre sai no
JC, Diário, e qualquer outro jornal, uma vez por ano.
Ano passado mesmo li numa quarta-feira no diário de pernambuco.
O fato é que o mais comum de profissionais da nossa área é ler o jornal nas
quartas, por que tem um caderno inteiro "dedicado" para nós (digo dedicado
entre aspas por que é sempre uma bosta).
Ele é, de fato, para os leigos. Pessoas que não convivem muito na área ou
continuam tendo a mídia falida como fonte de conhecimento. Entenda por pais
retrogrados que pagam a faculdade e cursos, o que não é incomum, ou
profissionais novatos e/ou despreparados.
Esse tipo de matéria é tendenciosa, já que fala apenas do lado do mercado e
não do lado da "mão-de-obra", defendendo que empregos existem, o que não
existe é profissional habilitado.
Ler uma matéria dessas, para quem não é bem preparado, é como ouvir dizer
que na década de 90 havia ouro em Bélem do Para. Uma corrida do ouro. Nesse
caso, uma corrida para cursos de especialização, para unibratecs da vida,
etc.
Essa matéria formadora de opinião faz com que leigos na área da TI acreditem
que nosso estado anda defasado em tecnologia, o que permite que o próprio
estado possa investir na área e nessas empresas sem olhares rigorosos da
sociedade.
Claro, até que não é de todo mal ter o governo incentivando empresas. Porém,
grande parte delas já são de grande porte e conhecidas em todo o Brasil.
Vide a empresa Accordd. Quem nunca afinou o violão com o software deles?
O que todo mundo aqui, e em outros grupos, sabe é que a matéria é 100%
verdade.
Convenhamos, realmente falta mão de obra especializada. Mas falta por que
quem é bom não quer ficar com o salário "unha de fome" oferecido por essas
empresas. Quem investiu no seu conhecimento e curriculo prefere ir pra fora,
onde as vagas são bem mais interessantes e o salário bem mais recompensador.
O que deveriamos fazer, além de ficar puto da vida e de ter vontade de
enfiar um rolo de JC no cara que fez a reportagem, em todos os entrevistados
e no editor chefe, deveriamos procurar uma maneira de disseminar de forma
ampla, talvez um contra-resposta ou direito de resposta, para mostrar que
existem sim profissionais capacitados. E existem mais de 1 mol deles.
O que não existe é profissional burro, para ser escravizado por uma empresa
milionária recebendo um salário de estagiário.
PS: tem estagiário de 6 horas em São Paulo ganhando mais que muito
profissional formado aqui.
Em 14 de abril de 2010 23:50, levy laurentino da silva costa <
levy...@gmail.com> escreveu:
> Sempre a mesma balela.....
>
> Cade o salário????
>
> Em 14 de abril de 2010 23:37, Bruno Nogueira <
bc...@cin.ufpe.br> escreveu:
>
> *Sobram vagas, faltam especialistas
>> *Publicado em 14.04.2010
>> *Empresas do polo local de TI oferecem sempre oportunidades de emprego,
>> que dizem ficar em aberto pela carência de profissional habilitado*
>>
>> As vagas para a área de Tecnologia da Informação continuam bastantes
>> aquecidas no Porto Digital. Em todas as empresas contatadas aleatoriamente
>> pela reportagem do JC, havia postos em aberto. Apenas o Centro de Estudos e
>> Sistemas Avançados do Recife (Cesar) abriu, em março, 49 novos empregos para
>> profissionais de TI. Na primeira semana deste mês, foram mais 17
>> oportunidades, todas para engenheiro de sistemas.
>>
>> Segundo a analista de capital humano da empresa, Isabelle Resende, há uma
>> dificuldade muito grande em suprir todas essas ofertas. “Abrimos cerca de 20
>> vagas por mês e, a depender da tecnologia requerida para o projeto, passamos
>> até um mês procurando”, explicou. De acordo com ela, o mercado profissional
>> não estaria qualificado para a demanda das empresas. “Acabamos muitas vezes
>> deixando de preencher vagas por não encontrar a pessoa ideal. Como os
>> projetos duram de dois a três meses, não temos tempo para qualificar o
>> candidato”, desabafa.
>>
>> Entre as tecnologias e linguagens mais requeridas pelo Cesar, o mais
>> difícil de encontrar são profissionais com conhecimentos em C++, C e .Net.
>>
>> Recém-contratado pelo centro, o engenheiro de sistemas Rafael Wanderley,
>> 28 anos, participou de outras duas seleções antes de ser escolhido para o
>> novo emprego. “A primeira aconteceu em janeiro para uma vaga em
>> desenvolvimento de software, mas como acabou sendo extinta, fui
>> redirecionado para a área de testes de software.”
>>
>> Na área de desenvolvimento de tecnologia musical, a realidade não é
>> diferente. Segundo o diretor-presidente da D Accord, Américo Amorim,
>> encontrar especialistas em jogos é bastante complicado. “O nosso candidato
>> tem que ter interesse e habilidade para aprender sozinho, mesmo que não
>> tenha experiência em engenharia de software de jogos”, afirma o
>> diretor-presidente. Neste momento, estão abertas quatro oportunidades na
>> D’Accord, duas para estudantes de ciências da computação ou sistemas da
>> informação, para programação em Flash e PHP, e duas para engenheiro de
>> software sênior de jogos ou de celulares.
>>
>> Em seleção feita recentemente, o diretor de pesquisa, desenvolvimento e
>> inovação da NeuroTech Adrian Arnaud, empresa especializada em inteligência
>> artificial e mineração de dados, também passou por dificuldades para
>> encontrar mão de obra qualificada.
>>
>> “Como em geral as disciplinas de inteligência artificial e mineração de
>> dados são opcionais, muitos alunos acabam sem escolher as cadeiras”, explica
>> Arnaud. “Boa parte do pessoal acaba não vindo com os conhecimentos que
>> queremos e fazemos o treinamento dentro do próprio projeto”, comenta.
>>
>> Outra saída encontrada foi a contratação de especialistas de diferentes
>> áreas. “Acabamos contratando estatísticos e físicos para suprir a falta
>> desse pessoal de TI”, complementa. Segundo Arnaud, ainda é mais difícil
>> conseguir pesquisadores para projetos de pesquisa, desenvolvimento e
>> inovação (PDI). “Sempre estamos com vagas para esse tipo de pesquisa, mas é
>> muito complicado encontrar profissionais com mestrado ou doutorado na área
>> de inteligência computacional e que ainda tenha experiência de mercado”,
>> diz. A NeuroTech está com duas bolsas do Conselho Nacional de
>> Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPQ) disponíveis para doutores e
>> vaga para engenheiro de software em Java e Delphi e outra para os que têm
>> conhecimento em inteligência computacional e mineração de dados.
>>
>> Também com dificuldades em preencher a sua equipe, a Tempest acaba
>> procurando profissionais em outros lugares do País. Segundo o fundador e
>> sócio da empresa, especializada em segurança da informação, Evandro Curvelo,
>> dos cerca de 10 currículos que recebe por dia poucos podem ser aproveitados.
>> “Enquanto contratamos desenvolvedores de software sem muitos problemas, as
>> vagas para engenheiro de segurança passam muito tempo abertas. Para
>> conseguir preencher a equipe, acabamos chamando pessoas do Rio de Janeiro e
>> Paraná, por exemplo”, conta Curvelo. “A natureza do meu trabalho exige
>> talento nato dos profissionais que contrato. Uma habilidade que a
>> universidade e cursos não conseguem ensinar.” (J.S.)
>>
>>
>> --
>> Bruno Nogueira