Motivos para abandonar uma linguagem de programação

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Wladimir Boton

unread,
Jul 22, 2009, 5:38:56 PM7/22/09
to programm...@googlegroups.com
Será que motivos como esse são suficientes para abandonar uma linguagem de programação como Java?

http://www.theserverside.com/news/thread.tss?track=NL-461&ad=715597&thread_id=55185&asrc=EM_NLN_8746256&uid=2605860

Eu acho que aspectos comerciais, capacitação profissional e quantidade de bibliotecas (mesmo que muitas delas fazendo coisas semelhantes) também devem pesar na decisão.

Talvez o Java esteja indo no mesmo caminho do Windows pré-Vista insistindo em manter compatibilidade com versões anteriores e perdendo as idéias boas que estão surgindo em linguagens mais novas, mas não creio que ela vá desaparecer como o autor do thread acima afirma.

--
Wladimir Boton
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Rodrigo Kumpera

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Jul 22, 2009, 6:01:19 PM7/22/09
to programm...@googlegroups.com
2009/7/22 Wladimir Boton <wbo...@gmail.com>

Será que motivos como esse são suficientes para abandonar uma linguagem de programação como Java?

http://www.theserverside.com/news/thread.tss?track=NL-461&ad=715597&thread_id=55185&asrc=EM_NLN_8746256&uid=2605860

Eu acho que aspectos comerciais, capacitação profissional e quantidade de bibliotecas (mesmo que muitas delas fazendo coisas semelhantes) também devem pesar na decisão.

Talvez o Java esteja indo no mesmo caminho do Windows pré-Vista insistindo em manter compatibilidade com versões anteriores e perdendo as idéias boas que estão surgindo em linguagens mais novas, mas não creio que ela vá desaparecer como o autor do thread acima afirma.


Eu diria que são motivos mais que suficientes querer usar uma linguagem com todos esses recursos em vez de Java. Quem experimenta nunca mais quer voltar. Porém ao mesmo tempo não acho que são suficientes para fazer uma substituir a outra com tanta velocidade.
Curiosamente, oque o autor descreve é basicamente um subconjunto do C# 3.0. Que é muitíssimo mais prazeroso e produtivo de usar que Java, recomendo.

Até hoje só tivemos 2 transições rápidas p/ novas linguagens na indústria:
A primeira no começo dos anos 80, de assembly, BCPL e afins para C. A diferença de produtividade é enorme e as vantagens são incrivelmente superiores as desvantagens.
A segunda foi no meio dos anos 90, de C/C++ para Java. Mesmo critério se aplica, escrever um sistema enterprise em Java com EJB 1.0 é zilhões de vezes mais fácil que em C++ com Tuxedo.

Alguns podem argumentar que estamos no meio de uma terceira onda, para linguagens dinâmicas chefiadas por python e ruby. Eu não sei a resposta hoje, mas daqui uns 5 anos todos saberemos. Pessoalmente não acho que façam tanta diferença quanto foi Java em 1995. Mas será que é muito mais pela falta de propaganda de uma empresa grande por tráz?

Eu sinceramente espero que Java fique como está e somente façam micro revisões na linguagem, como C99 foi. Existe muito mais espaço para novas linguagens serem construidas em cima da JVM do que atoxarem melhorias nela, vide o fiasco que está sendo o C++0x.

Rodrigo

Ronie Uliana

unread,
Jul 22, 2009, 9:37:00 PM7/22/09
to programm...@googlegroups.com
Opa! Meus 2 cents:

Na real, acredito que o que dita a linguagem é o emprego que vc consegue :)

A vaga de emprego é ditada por quanto empenho vc teve em procurar a
vaga e quantas vagas existem naquela linguagem.

A oferta de vaga é definida pelo que os gerentes e clientes querem.

Ambos não conhecem razões técnicas (então elas não são relevantes).

Mas costumam ler a INFO exame.

Logo, a hora de abandonar a linguagem é quando a INFO pára de falar da
linguagem que vc está usando e começa a falar de outra ;)


[]s
Ronie

2009/7/22 Rodrigo Kumpera <kum...@gmail.com>:

Ronaldo Ferraz

unread,
Jul 22, 2009, 11:10:54 PM7/22/09
to programm...@googlegroups.com
+1, concordo 100%.

Colocando de lado o fato do autor do artigo chamar Java uma melhoria
sobre o Smalltalk, eu acho que a maioria das razões que ele aponta
poderiam ser condensadas no tópico expressividade que depende,
obviamente, de construtos de nível mais alto e que faltam a Java como
linguagem e que também espero não serem adicionados. Quando mais cedo
Java se tornar uma linguagem secundária, melhor para as demais, sejam
quais forem.

Sobre linguagens dinâmicas eu acho que elas simplesmente estão
ganhando um spotlight que perderam por pouco. Lembrando que LISP é de
1958 e, não fora sua sintaxe obtusa, talvez tivesse mudado o rumo do
mercado. Mas faz bem ver linguagens mais expressivas tomando a ponta.
Isso sem dúvida, pode motivar uma próxima onda, seja qual for também.
Ruby já está aí no spotlight por mais de cinco anos e parece que não
vai sair tão cedo. Já puxou várias e espero que puxe outras.

Abraços,

R.

2009/7/22 Rodrigo Kumpera <kum...@gmail.com>:

Ronaldo Ferraz

unread,
Jul 22, 2009, 11:16:30 PM7/22/09
to programm...@googlegroups.com
Opa, tongue-in-cheek à parte, eu tenho uma visão um pouco diferente.
Honestamente, se você é um programador minimamente decente, Tom
DeMarco que nos perdoe, você vai sempre ter um lugar em alguma empresa
que tenha alguma coisa interessane para ser usada.

O problema é que muitas vezes não vemos as oportunidades. Eu me lembro
do meu tempo com ASP. Programei por cerca de três anos em uma empresa
até achar que já tinha visto o suficiente e sair voluntariamente para
outra tocada. Mas, durante o tempo em que tive que lidar com o
VBScript, aprendi bastante sobre contornar limitações de uma linguagem
e extrair o máximo até do que eu achava não ser possível.

Obviamente, não há muitas posições para trabalhar com Smalltak ou
Scala ou LISP, mas há bastante coisa para ser fazer em outras
linguagens.

À guisa de disclaimer, devo confessar que estou falando de barriga
cheia já que, em larga escala, eu sou responsável pelas decisões de
linguagens onde estou. Sometimes, é só sorte mesmo...

Abraços,

R.

2009/7/22 Ronie Uliana <ronie....@gmail.com>:

Guaracy Monteiro

unread,
Jul 23, 2009, 12:03:27 AM7/23/09
to programm...@googlegroups.com
Ronaldo Ferraz escreveu:

> +1, concordo 100%.
>
> Colocando de lado o fato do autor do artigo chamar Java uma melhoria
> sobre o Smalltalk, eu acho que a maioria das razões que ele aponta
> poderiam ser condensadas no tópico expressividade que depende,
> obviamente, de construtos de nível mais alto e que faltam a Java como
> linguagem e que também espero não serem adicionados. Quando mais cedo
> Java se tornar uma linguagem secundária, melhor para as demais, sejam
> quais forem.
>
Como eu nunca usei Java, não tenho opinião.
Sempre gostei de ser pequeno e usar o que eu quisesse
sem ninguém me dizendo o que fazer. Em 2001/2/3 fiz um
sistema para uma empresa usando Delphi. Só que tinha
diversas rotinas em Ruby para fazer consistência e adquirir
dados de planilhas Excel. Imagino se tivesse algum graduado
e fosse olhar. Pô, tira isso daí que só tem um livro em inglês e
o resto é tudo em japonês. Usa Java. :-)

> Sobre linguagens dinâmicas eu acho que elas simplesmente estão
> ganhando um spotlight que perderam por pouco. Lembrando que LISP é de
> 1958 e, não fora sua sintaxe obtusa, talvez tivesse mudado o rumo do
> mercado. Mas faz bem ver linguagens mais expressivas tomando a ponta.
>

Acho que LISP tem (tinha) que ser como é e não tem outra maneira.
Diversas vezes tentaram mudar a sintaxe mas não deu certo. Acho
que a mais interessante foi Dylan mas o time resolveu voltar para
as origens e fizeram o LispWorks. Acho que prefiro Scheme (estava
olhando a R6RS e parece que ficou bem mais usável). Inclusive,
algumas implementações baseadas na RSRS me deixaram
satisfeitos quanto a velocidade. Testei aquela série de Fibonacci
recursiva boba para 33 e ...
0.093s (gcc 4.3.2)
0.129s (fpc 2.2.4)
0.198s (ikarus r6rs - compila função no repl)
0.674s (chicken 4.0 compilado csc)
0.766s (ypsilon - acho que é bytecode utiliza 'cores' da cpu)


> Isso sem dúvida, pode motivar uma próxima onda, seja qual for também.
> Ruby já está aí no spotlight por mais de cinco anos e parece que não
> vai sair tão cedo. Já puxou várias e espero que puxe outras.
>

É, o rails deu um empurrão na linguagem. No mundinho que vivo,
não vejo nada para desktop pegar (assim como não vejo em Java).
Parece que fica só no servidor. Para empresas grandes até pode
ser diferente. É?

--
Guaracy Monteiro
http://fotomix.wordpress.com/


Ronaldo Ferraz

unread,
Jul 23, 2009, 7:19:56 AM7/23/09
to programm...@googlegroups.com
2009/7/23 Guaracy Monteiro <guara...@gmail.com>:

> Como eu nunca usei Java, não tenho opinião.
> Sempre gostei de ser pequeno e usar o que eu quisesse
> sem ninguém me dizendo o que fazer. Em 2001/2/3 fiz um
> sistema para uma empresa usando Delphi. Só que tinha
> diversas rotinas em Ruby para fazer consistência e adquirir
> dados de planilhas Excel. Imagino se tivesse algum graduado
> e fosse olhar. Pô, tira isso daí que só tem um livro em inglês e
> o resto é tudo em japonês. Usa Java. :-)

Eu também usei muito pouco Java. Quando chegou a época de fazer a
escolha entre Java e C#, eu fui para o segundo um pouco por causa do
criador do Delphi. C# tinha um sintaxe mais interessante, mesmo com as
coisas ridículas do tipo: para dar um split em uma string era
necessário para um array de chars com os delimitadores e converter o
resultado em um arraylist des strings para que o mesmo fosse mais
útil. C# 4.0 está bem melhor, entretanto.

> Acho que LISP tem (tinha) que ser como é e não tem outra maneira.
> Diversas vezes tentaram mudar a sintaxe mas não deu certo. Acho
> que a mais interessante foi Dylan mas o time resolveu voltar para
> as origens e fizeram o LispWorks.

Também acho que não, mas acredito que, para um linguagem pegar ela tem
que ter uma sintaxe de massa. É o que eu fico brincando sobre o
Rails/Ruby serem o novo ASP. Não porque são ruins, mas porque a
sintaxe básica é bem acessível mesmo que a maioria dos programadores
não consiga extrair o verdadeiro potencial da linguagem.

> Acho que prefiro Scheme (estava
> olhando a R6RS e parece que ficou bem mais usável). Inclusive,
> algumas implementações baseadas na RSRS me deixaram
> satisfeitos quanto a velocidade. Testei aquela série de Fibonacci
> recursiva boba para 33 e ...
> 0.093s (gcc 4.3.2)
> 0.129s (fpc 2.2.4)
> 0.198s (ikarus r6rs - compila função no repl)
> 0.674s (chicken 4.0 compilado csc)
> 0.766s (ypsilon - acho que é bytecode utiliza 'cores' da cpu)

Interessante. Scheme eu brinquei muito pouco também mais por conta do
SICP. Tenho que brincar um pouco mais até porque tem várias coisas bem
interessantes na linguagem.

> É, o rails deu um empurrão na linguagem. No mundinho que vivo,
> não vejo nada para desktop pegar (assim como não vejo em Java).
> Parece que fica só no servidor. Para empresas grandes até pode
> ser diferente. É?

Acho que não é muito diferente. Hoje em dia, eu vejo pouquíssimo
desenvolvimento desktop nas empresas grandes que conheço. Se há algo
interno, o Delphi é muitas vezes a opção. Por outro lado, empresas
grandes tendem mais a comprar coisas prontas. E aí, por portabiidade,
o Java acaba ganhando. Algumas raras vezes, vem algo bem arcano como o
ocasional programa em Visual FoxPro. :)

R.

le-silva

unread,
Jul 23, 2009, 9:17:04 AM7/23/09
to Programming Talk
> Obviamente, não há muitas posições para trabalhar com Smalltak ou
> Scala ou LISP, mas há bastante coisa para ser fazer em outras
> linguagens.

Ronaldo, nessa você se superou. Gostei mesmo!

"...há bastante coisa para ser fazer em outras linguagens"

=)


On 23 jul, 00:16, Ronaldo Ferraz <ronaldofer...@gmail.com> wrote:
> Opa, tongue-in-cheek à parte, eu tenho uma visão um pouco diferente.
> Honestamente, se você é um programador minimamente decente, Tom
> DeMarco que nos perdoe, você vai sempre ter um lugar em alguma empresa
> que tenha alguma coisa interessane para ser usada.
>
> O problema é que muitas vezes não vemos as oportunidades. Eu me lembro
> do meu tempo com ASP. Programei por cerca de três anos em uma empresa
> até achar que já tinha visto o suficiente e sair voluntariamente para
> outra tocada. Mas, durante o tempo em que tive que lidar com o
> VBScript, aprendi bastante sobre contornar limitações de uma linguagem
> e extrair o máximo até do que eu achava não ser possível.
>
> Obviamente, não há muitas posições para trabalhar com Smalltak ou
> Scala ou LISP, mas há bastante coisa para ser fazer em outras
> linguagens.
>
> À guisa de disclaimer, devo confessar que estou falando de barriga
> cheia já que, em larga escala, eu sou responsável pelas decisões de
> linguagens onde estou. Sometimes, é só sorte mesmo...
>
> Abraços,
>
> R.
>
> 2009/7/22 Ronie Uliana <ronie.uli...@gmail.com>:

PotHix

unread,
Jul 23, 2009, 9:06:13 AM7/23/09
to Programming Talk
Æ!!

On Jul 23, 12:16 am, Ronaldo Ferraz <ronaldofer...@gmail.com> wrote:
> Opa, tongue-in-cheek à parte, eu tenho uma visão um pouco diferente.
> Honestamente, se você é um programador minimamente decente, Tom
> DeMarco que nos perdoe, você vai sempre ter um lugar em alguma empresa
> que tenha alguma coisa interessane para ser usada.

Eu tambem tenho esse tipo de visão. Acho que não é apenas aprender as
linguagens que estão disponíveis em revistas como a INFO exame
( apesar de que conhece-las *tambem* é importante ), e o conhecimento
em várias coisas diferente que te faz um programador melhor,
independentemente da linguagem que você está usando.

> O problema é que muitas vezes não vemos as oportunidades. Eu me lembro
> do meu tempo com ASP. Programei por cerca de três anos em uma empresa
> até achar que já tinha visto o suficiente e sair voluntariamente para
> outra tocada. Mas, durante o tempo em que tive que lidar com o
> VBScript, aprendi bastante sobre contornar limitações de uma linguagem
> e extrair o máximo até do que eu achava não ser possível.

Haha...maus e velhos tempos de ASP! Eu já tive os meus tambem e segui
praticamente o mesmo esquema, trabalhei durante quase 2 anos e resolvi
procurar por outras oportunidades, mas realmente é interessante você
conhecer os pontos fracos de uma linguagem e saber o que outras te
fornecem de vantagens para via de comparação.

> À guisa de disclaimer, devo confessar que estou falando de barriga
> cheia já que, em larga escala, eu sou responsável pelas decisões de
> linguagens onde estou. Sometimes, é só sorte mesmo...

Realmente, e não são todas as empresas que estão dispostas a usar
várias linguagens diferentes, e algumas ainda tem a mente fechada para
um determinado nicho de linguagens, sendo que vários problemas podem
ser resolvidos de maneiras melhores se usadas as ferramentas corretas.
=)

Há braços

--
PotHix

Tony Fabeen

unread,
Jul 24, 2009, 9:14:59 AM7/24/09
to programm...@googlegroups.com
Câmbio..

Acredito que os motivos detalhados na Thread não são suficientes para abandonar uma determinada linguagem/plataforma.

Acho que existem dois tipos de profissionais, aqueles que possuem a sede de aprender algo novo, este é pragmático em relação a linguagens e plataformas e o segundo que se molda de acordo com tendências de mercado.

Assim como os profissionais, as empresas também seguem uma linha parecida. No mercado corporativo a maioria se molda, e gasta-se $$$$ muito, tentando implementar um novo Buzzword, enquanto outra com uma visão mais pragmática, busca a solução independente de "barulhos" feitos no mercado/mídia.

Acredito que o perfil do profissional/empresa determina sua postura em relação a escolha de continuar com determinada plataforma ou não.

[]s

2009/7/23 PotHix <willian....@gmail.com>



--
Tony Fabeen.
http://www.keeponrightway.com
"All the average think Gauss although all the innovators think Pareto".
(Unknown)
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