Será que motivos como esse são suficientes para abandonar uma linguagem de programação como Java?
http://www.theserverside.com/news/thread.tss?track=NL-461&ad=715597&thread_id=55185&asrc=EM_NLN_8746256&uid=2605860
Eu acho que aspectos comerciais, capacitação profissional e quantidade de bibliotecas (mesmo que muitas delas fazendo coisas semelhantes) também devem pesar na decisão.
Talvez o Java esteja indo no mesmo caminho do Windows pré-Vista insistindo em manter compatibilidade com versões anteriores e perdendo as idéias boas que estão surgindo em linguagens mais novas, mas não creio que ela vá desaparecer como o autor do thread acima afirma.
Colocando de lado o fato do autor do artigo chamar Java uma melhoria
sobre o Smalltalk, eu acho que a maioria das razões que ele aponta
poderiam ser condensadas no tópico expressividade que depende,
obviamente, de construtos de nível mais alto e que faltam a Java como
linguagem e que também espero não serem adicionados. Quando mais cedo
Java se tornar uma linguagem secundária, melhor para as demais, sejam
quais forem.
Sobre linguagens dinâmicas eu acho que elas simplesmente estão
ganhando um spotlight que perderam por pouco. Lembrando que LISP é de
1958 e, não fora sua sintaxe obtusa, talvez tivesse mudado o rumo do
mercado. Mas faz bem ver linguagens mais expressivas tomando a ponta.
Isso sem dúvida, pode motivar uma próxima onda, seja qual for também.
Ruby já está aí no spotlight por mais de cinco anos e parece que não
vai sair tão cedo. Já puxou várias e espero que puxe outras.
Abraços,
R.
2009/7/22 Rodrigo Kumpera <kum...@gmail.com>:
O problema é que muitas vezes não vemos as oportunidades. Eu me lembro
do meu tempo com ASP. Programei por cerca de três anos em uma empresa
até achar que já tinha visto o suficiente e sair voluntariamente para
outra tocada. Mas, durante o tempo em que tive que lidar com o
VBScript, aprendi bastante sobre contornar limitações de uma linguagem
e extrair o máximo até do que eu achava não ser possível.
Obviamente, não há muitas posições para trabalhar com Smalltak ou
Scala ou LISP, mas há bastante coisa para ser fazer em outras
linguagens.
À guisa de disclaimer, devo confessar que estou falando de barriga
cheia já que, em larga escala, eu sou responsável pelas decisões de
linguagens onde estou. Sometimes, é só sorte mesmo...
Abraços,
R.
2009/7/22 Ronie Uliana <ronie....@gmail.com>:
> Sobre linguagens dinâmicas eu acho que elas simplesmente estão
> ganhando um spotlight que perderam por pouco. Lembrando que LISP é de
> 1958 e, não fora sua sintaxe obtusa, talvez tivesse mudado o rumo do
> mercado. Mas faz bem ver linguagens mais expressivas tomando a ponta.
>
Acho que LISP tem (tinha) que ser como é e não tem outra maneira.
Diversas vezes tentaram mudar a sintaxe mas não deu certo. Acho
que a mais interessante foi Dylan mas o time resolveu voltar para
as origens e fizeram o LispWorks. Acho que prefiro Scheme (estava
olhando a R6RS e parece que ficou bem mais usável). Inclusive,
algumas implementações baseadas na RSRS me deixaram
satisfeitos quanto a velocidade. Testei aquela série de Fibonacci
recursiva boba para 33 e ...
0.093s (gcc 4.3.2)
0.129s (fpc 2.2.4)
0.198s (ikarus r6rs - compila função no repl)
0.674s (chicken 4.0 compilado csc)
0.766s (ypsilon - acho que é bytecode utiliza 'cores' da cpu)
> Isso sem dúvida, pode motivar uma próxima onda, seja qual for também.
> Ruby já está aí no spotlight por mais de cinco anos e parece que não
> vai sair tão cedo. Já puxou várias e espero que puxe outras.
>
É, o rails deu um empurrão na linguagem. No mundinho que vivo,
não vejo nada para desktop pegar (assim como não vejo em Java).
Parece que fica só no servidor. Para empresas grandes até pode
ser diferente. É?
--
Guaracy Monteiro
http://fotomix.wordpress.com/
Eu também usei muito pouco Java. Quando chegou a época de fazer a
escolha entre Java e C#, eu fui para o segundo um pouco por causa do
criador do Delphi. C# tinha um sintaxe mais interessante, mesmo com as
coisas ridículas do tipo: para dar um split em uma string era
necessário para um array de chars com os delimitadores e converter o
resultado em um arraylist des strings para que o mesmo fosse mais
útil. C# 4.0 está bem melhor, entretanto.
> Acho que LISP tem (tinha) que ser como é e não tem outra maneira.
> Diversas vezes tentaram mudar a sintaxe mas não deu certo. Acho
> que a mais interessante foi Dylan mas o time resolveu voltar para
> as origens e fizeram o LispWorks.
Também acho que não, mas acredito que, para um linguagem pegar ela tem
que ter uma sintaxe de massa. É o que eu fico brincando sobre o
Rails/Ruby serem o novo ASP. Não porque são ruins, mas porque a
sintaxe básica é bem acessível mesmo que a maioria dos programadores
não consiga extrair o verdadeiro potencial da linguagem.
> Acho que prefiro Scheme (estava
> olhando a R6RS e parece que ficou bem mais usável). Inclusive,
> algumas implementações baseadas na RSRS me deixaram
> satisfeitos quanto a velocidade. Testei aquela série de Fibonacci
> recursiva boba para 33 e ...
> 0.093s (gcc 4.3.2)
> 0.129s (fpc 2.2.4)
> 0.198s (ikarus r6rs - compila função no repl)
> 0.674s (chicken 4.0 compilado csc)
> 0.766s (ypsilon - acho que é bytecode utiliza 'cores' da cpu)
Interessante. Scheme eu brinquei muito pouco também mais por conta do
SICP. Tenho que brincar um pouco mais até porque tem várias coisas bem
interessantes na linguagem.
> É, o rails deu um empurrão na linguagem. No mundinho que vivo,
> não vejo nada para desktop pegar (assim como não vejo em Java).
> Parece que fica só no servidor. Para empresas grandes até pode
> ser diferente. É?
Acho que não é muito diferente. Hoje em dia, eu vejo pouquíssimo
desenvolvimento desktop nas empresas grandes que conheço. Se há algo
interno, o Delphi é muitas vezes a opção. Por outro lado, empresas
grandes tendem mais a comprar coisas prontas. E aí, por portabiidade,
o Java acaba ganhando. Algumas raras vezes, vem algo bem arcano como o
ocasional programa em Visual FoxPro. :)
R.