Qual o objetivo da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP)?
Quem pode participar da
OBMEP?
Quais os níveis de participação na OBMEP?
Quais são as Fases da OBMEP?| Provas da 1ª Fase | Provas da 2ª Fase | |
| Local | Próprias escolas | Centros de Aplicação de provas |
| Público | Todos os inscritos | 5% com melhor classificação |
| Correção | Professores das próprias escolas | Equipe de professores indicada pela OBMEP |
Como os alunos se preparam para a OBMEP?
Os alunos das séries iniciais de cada Nível serão prejudicados ao competirem com estudantes de séries mais avançadas?
A OBMEP é uma competição e só premia os melhores. Isto não é ruim?
A escola pode fazer uma premiação com base no resultado das provas?--
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| Desculpem. Não tenho mestrado ou doutorado, ou seja, não tenho tantos anos de estudo acadêmico como muitos aqui. Mas tenho 25 anos trabalhando em ensino público, em SP. Sei que a história das olimpíadas de matemática me deixam angustiada. Primeiro porque nossos alunos são OBRIGADOS a prestar a tal da prova, querendo ou não, o que acho um absurdo. Depois, que ao sairem das provas, eu me sinto pior que eles. Uma professora ruim, que não soube preparar seus alunos, muitas vezes chega-se a ponto de ouvirmos na escola: puxa, só a metemática! Não passaram??? Nenhum????E os índices, entre outras coisas. Desculpem mais uma vez....é uma angústia mesmo! Abraços, Célia. --- Em ter, 23/8/11, Leandro Diniz <lnd...@gmail.com> escreveu: |
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| Estive na aplicação de prova como Inspetor e realmente, eu vi coisas meio fora do contexto da prova para uma turma do 7o ano... Mas acredito apenas que a curiosidade em assuntos sobre Matemática seja uma mola precursora não para descobrir potenciais, mas para que haja uma cultura matemática em nossa sociedade. Pela curiosidade, os alunos podem entrar na internet, pesquisar mais sobre uma determinada questão, se contagiar pela matemática não ensinada e correr atrás de novas descobertas... Eu participei volntariosamente da OBM do EF em escola particular e, mesmo que não tenha influenciado na minha escolha de carreira, incentiva mais o raciocínio...Acho que as dificuldades em resolver questões instiga-nos a melhorar cada vez mais...Isso faz parte do papel de um matemático e as crianças podem conhecer isso na prática...Infelizmente de uma maneira forçada... Não se esqueçam de que uma aluna da escola pública do Estado ganhou a Olimpíada de Astronomia e foi para os EUA como prêmio...Se tivesse algo incentivador do que chegar ao fim e ter um curso de aprofundamento da Matemática, seria bem interessante... Quando vi o cartaz da OBMEP na minha escola, pensei que se tratava de uma inscrição de interessados... |
Agora o Leandro vai dar a explicação fina... hehehehehehe
Abraços
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olá!sou acadêmica de matemática e recentemente entrei em um projeto da minha universidade, que debate as questões da OBMEP. Levarei ao grupo de trabalho estas questões levantadas e, que, ao meu ver, são muito pertinentes. Talvez devêssemos mesmo lutar pela não- obrigatoriedade da prova. Depois conto a vcs a que conclusão chegamos.abraços,Paula Boito
Professores,
Acredito que não chegaremos ao um denominado comum sobre a questão OBMEP.
As olimpíadas de matemática é uma competição que ao contrário que muitos
têm dito, não é obrigatório a participação. Nenhum aluno é obrigado a
fazer a prova. Se a direção da escola inscreve todos os alunos é porque as
normas da OBMEP permitem. No Brasil muitos professores defendem a
competição e outros não. O que eu percebo é que alguns professores não
querem perder tempo com questões desafiadoras. Gostaria de registrar um
exemplo sobre a OBMEP. Um professor do município de Cocal dos Alves, que
possui uma população de mais ou menos 5.572 habitantes dos quais 3.790
fica situado na zona rural, localizado no extremo norte do estado Piauí,
um dos mais pobres da federação, encarou as Olimpíadas de matemática como
desafio para ele e para seus alunos do ensino fundamental e médio. Ele viu
nesta competição uma maneira de estimular seus alunos a aprender
matemática. Devido à dedicação desse professor, hoje existem muitos alunos
premiados nos três níveis naquele município. Mais o que eu quero mesmo não
é fazer referência a estes medalhistas, o que eu quero é informa ao grupo
o que aconteceu com os outros. Devido a este nível de comprometimento
desse professor, o nível de apredizagem desse município esquecido pelas
políticas públicas (descoberto graças a OBMEP), cresceu tanto que no
último vestibular de 2010, todos os alunos do ensino médio (100% dos
alunos), conseguiram entrar em uma universidade pública e bem
classificados. Essa matéria está disponível na internet para qualquer um.
O que eu quero é que fique claro que neste caso a dedicação de um
professor em estimular seus alunos para participarem desta competição, fez
e ta fazendo a diferença. Pergunte a algum aluno daquele município (tanto
do ensino fundamental ou do médio), se ele sente-se frustrado por não
serem medalhistas. Acho que o importante é que todos façam sua parte com
ou sem OBMEP.
Saudações a todos.
--
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Léo, Evera e colegas
Coordenei um projeto de tutoria para 10 escolas estaduais da Zona Leste de São Paulo (Guaianazes, Cidade Tiradentes, Itaquera, etc.) região com o pior IDEB de São Paulo, o projeto foi desenvolvido pelo Instituto Fernand Braudel e financiado pela Itaú Social com o apoio da Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Na época das OBM para escolas públicas questionei a direção do projeto, porque os mesmos acreditavam piamente que as OBM seriam salutares e queriam porque queriam que reservássemos a aula seguinte às OBM para discutir as questões com os alunos. Minha posição era que aquilo era uma bobagem inclusive porque eu não acreditava que os próprios professores seriam capazes de responder a metade das questões.
A maioria dos professores, bem como as direções e coordenações da SEE acreditavam que as olimpíadas eram obrigatórias, daí as terem aplicado como tarefistas, daqueles que orientam controlam o tempo, distribuem e recolhem e não professores. E porque aplicaram as provas ? A maioria temia que as provas fossem utilizadas para avaliá-los, embora isto fosse falso, era de se esperar que pensassem assim, uma vez que na época o finado ex-secretário da educação abriu uma verdadeira guerra contras os professores a quem tachou publicamente de incompetentes e preguiçosos.
As provas foram aplicadas e entregues aos organizadores e nunca mais se ouviu falar delas, é isto o que acontece nas escolas em que não há indícios de futuros matemáticos. Minha previsão que os professores não passariam na prova foi confirmada.
Mas o que a maioria desta lista precisa saber é que esta postura é praticada desde as primeiras olimpíadas de 1977, tive a oportunidade de denunciar esta deformação para o criador das olimpíadas brasileiras um grande educador e cientista o prof. Shigueo Watanabe da Academia de Ciências do estado de São Paulo. Nunca questionei os bons propósitos do prof. Shigueo, o que eu discutia era o fato de que os objetivos nobres de popularizar e desmistificar a matemática não estavam sendo cumpridos, na sala dele era difícil encontrar um lugar para sentar, pois estava ocupada por pilhas de provas com notas zero, e olhe que estou falando de uma época em que as provas eram aplicadas somente em escolas privadas.
É falsa a questão recém colocada por um colega que os que questionam as não gostam das olimpíadas. Isto não é verdade, sou crítico mas isto não quer dizer que sou contra por princípio.
Convido aos que acreditam que nossas olimpíadas são um bem, a conhecer olimpíadas de outros países, cito 4: Hungria (a primeira), Holanda, Espanha e Argentina. Nestes países as olimpíadas também servem para descobrir talentos, mas vão além, muito além, dado o caráter cultural e desmistificador que carregam. As olimpíadas na Holanda (A-limpíadas) as questões se assemelham as questões do PISA, envolvem a capacidade dos alunos pensar matematicamente frente a situações do cotidiano. As olimpíadas argentinas, em sua fase final ocorrem evento com palestra de matemáticos de ponta como, por exemplo, Benoit Mandelbrot, Claudi Alsina, Joaquim Gimenez, Gerard Vergnaud, Nicolas Balacheff, Brousseau e especialistas em Matemática Recreativa. Na Espanha tem fortes conexões com a cultura e com os propósitos da educação matemática, são realizadas mobilizando um conjunto de setores da comunidade em que realizam atividades públicas com exposições matemáticas que se tornam eventos do calendário das cidade em que são realizadas, há concursos de fotografias matemáticas, exposições de pôsteres sobre história da matemática, gincanas e projetos interdisciplinares. Os campões ganham livros de história, arte e até matemática. Não vão como gado para o matadouro se matricular no IMPA. Tenho um amigo do IME-USP que tão logo foi descoberto como gênio da matemática perdeu a parte principal de sue a juventude, foi tirado da escola em que estudava e matriculado em cursos paralelos onde era “estimulado” a ler livros de Equações Diferenciais, Topologia, Álgebra, etc., com apenas 18 anos, hoje ele é professor da universidade, mas um dos maiores críticos deste tipo de massacre que viveu na pele.
Não precisaríamos ir longe, aqui no Brasil existem Olimpíadas de Língua Portuguesa, História, Física, Química, Computação e Astronomia, só para citar as que conheço.
A olimpíada de história é feita por equipe. Parem para pensar na diferença de concepção e propósitos.
Isto sem falar na recém criada Olimpíadas de Jogos Digitais, em que um TALENTO, pode surgir mesmo não sendo o bambambã da escola.
http://www7.educacao.pe.gov.br/oje/app/index.
Há um incômodo sim com as OBM por que são tocadas com dinheiro público e não prestam contas da relação custo benefício, são muito eficazes em dizer que uma escola nos cafundós do Piauí tem 2 ou 3 "campeões", mas não dizem qual é a contribuição que dão para o ensino de todo o estado do Piauí, não preciso lembrá-los em que lugar este ensino está nos índices nacionais.
Nas escolas em que dou aulas não tenho problemas em conduzir ou não, estimular ou não um aluno que desponte com mais habilidades para a matemática, mas não faço como alguma grandes escolas tradicionais, que acabam deixando toda a turma de lado, para preparar os "melhorzinhos", para aparecer bem na fita nas OBM.
O que estamos discutindo é educação pública e uso do dinheiro público.
Não se trata de Fla - Flu.
É necessário que se faça pesquisa séria sobre as OBM.
O MEC deve satisfação sobre a relação custo benefício.
É possível que as OBM sejam realmente públicas, quando digo isto estou falando de uma ação que é usufruída por toda a sociedade e não só uma instituição particular de um setor da sociedade.
Abraços
Bigode
Prezados senhores,
Vejo que aqui muitas inverdades foram veiculadas, as principais delas foram que a prova é obrigatória e que é para encontrar gênios. Percebo que muitos professores que não conhecem a OBMEP e certamente nunca foram professores do ensino básico, e os que foram, fizeram um péssimo trabalho são contra o projeto porque o autor fulano ou beltrano não concorda.
Na escola em que trabalho todos os alunos foram inscritos em todas as edições. Esses alunos nunca foram obrigados a participar do projeto e temos um índice de participação acima dos 90% (em todas as edições). Aqui os alunos é que nos cobram se a escola já está ou não inscrita.
Nossa escola teve e continua tendo vários grupos de estudos (muitos deles só com alunos). Alguns grupos orientados por professores, outros orientados por alunos mais experientes. Desses grupos poucos foram premiados, porém mais de 80% dos alunos participantes foram aprovados em vestibulares extremamente concorridos como UEFS, UFBA, UNICAMP, UFF e em cursos de uma concorrência absurda como medicina, direito, engenharia mecânica, entre outros. Ah, nenhum desses alunos, absolutamente nenhum se diz frustrado. Pelo contrário, todos agradecem a OBMEP por ter proporcionado tal mobilização entre alunos e professores na escola.
Com relação ao estágio mais precisamente ao Programa de Iniciação Científica – PIC aqui também é um sucesso em vem atendendo a um dos objetivos do projeto que é encontrar jovens talentos. No pólo de Feira de Santana 100% dos alunos que já concluíram o ensino médio estão cursando ensino superior em instituições públicas do mais alto nível, e em cursos muito concorridos. Mais que isso fizemos uma pesquisa em algumas dessas instituições e todos (100%) estão entre os melhores alunos de suas turmas. Um ganhou um prêmio nacional (Premio Votorantim). Mais de 50% estão contribuindo em grupos como os que temos em nossa escola.
Por tudo isso, posso tranquilamente afirmar que aqui a OBMEP é mais que um sucesso. Que aqui não temos alunos frustrados. Que não devemos ficar discutido se as TICs são melhores, se Skovsmose disse ou não disse, se a matemática pura é a solução, se a modelagem é solução, se a etnomatemática é a solução, se Elon pode ou não opinar sobre psicologia, enfim, aqui nós usamos um pouco de cada, todos tem sua importância.
Percebo que esta discussão tem mostrado alguns professores extremamente contrários a OBMEP e que nos últimos anos vem dedicando parte da sua trajetória profissional para diminuir um projeto que tem trazido resultados surpreendentes e que pra mim é fabuloso. Se não concordam com o projeto deveriam estar fazendo algo em prol da melhoria na qualidade da educação pública. Isso só mostra que muitos ainda não conhecem a abrangência e a importância da OBMEP.
Aqui, eu e nossos professores de matemática vamos continuar apoiando a OBMEP e qualquer outra iniciativa que venha em beneficio da educação pública.
Prof. Fabio
Acredito que para popularizar a Matemática é necessário criar mecanismos para motivar o aluno. Existem alunos que tem aversão a competições, assim, concursos como a OBMEP tende a afastar esses alunos, mas há aluno que tomam gosto pela competição. Acho que o modo com que o professor da ênfase aos resultados é essencial para motivar os alunos a estudar Matemática.
Muito professores desta lista enviaram várias mensagens contra a OBMEP, porém há mensagens de testemunhos a favor. Assim, sugiro que os professores que tem projetos voltados para OBMEP em suas escolas se manifestem, assim como Léo Akio, falando do projeto e dos resultados.
Professor Carlos Bino
Especialista no Ensino da Matemática com ênfase em Informática
Professor Efetivo da SEDUC-PE e SEDUC-PAULISTA-PE
Professor da Faculdade de Igarassu-PE
Tutor Virtual do DeAD-IFPE
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> desafi o para ele e para seus alunos do ensino fundamental e médio. Ele viu
> nesta competição uma maneira de estimular seus alunos a aprender
> matemática. Devido à dedicação desse professor, hoje existem muitos alunos
> premiados nos três níveis naquele município. Mais o que eu quero mesmo não
> é fazer referência a estes medalhistas, o que eu quero é informa ao grupo
> o que aconteceu com os outros. Devido a este nível de comprometimento
> desse professor, o nível de apredizagem desse município esquecido pelas
> políticas públicas (descoberto graças a OBMEP), cresceu tanto que no
> último vestibular de 2010, todos os alunos do ensino médio (100% dos
> alunos), conseguiram entrar em uma universidade pública e bem
> classificados. Essa matéria está disponível na internet para qualquer um.
> O que eu quero é que fique claro que neste caso a dedicação de um
> professor em estimular seus alunos para participarem desta competição, fez
> e ta fazendo a diferença. Pergunte a algum aluno daquele município (tanto
> do ensino fundamental ou do médio), se ele sente-se frustrado por não
> serem medalhistas. Acho que o importante é que todos façam sua parte com
> ou sem OBMEP.
> Saudações a todos.
>
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> Para postar neste grupo, envie um e-mail para pro...@googlegroups.com
>
> Para ter acesso aos conteúdos passados do Grupo: http://groups.google.com.br/group/profmat?hl=pt-BR
>
> Visite também o Portal dos Professores de Matemática: www.leoakio.com
> < br />> Para receber um e-mail diário com o resumo das mensagens do dia, ou para cancelar a sua inscrição neste grupo, envie um e-mail para leo...@yahoo.com.br
> possui uma população de mais ou menos 5.572 habitantes dos quais 3..790
Dado que me parece ser o desejo de alguns dos professores dessa lista que haja uma olimpíada de matemática, vou dar uma sugestão de como ela poderia ser, na minha opinião, para que o estrago seja menor.
1 – Mudança das provas: contratar os grupos que trabalham com matemática realística para elaborar as provas que se aproximariam um pouco mais das premissas da avaliação internacional: PISA. As provas são um pouco mais interessantes que essas ai das olimpíadas.
2 – Seriam feitas reuniões de pais nas escolas e todas as escolas que quisessem participar deixaram bem claro para os pais que a prova NÃO É OBRIGATÓRIA e que os filhos sofreriam nenhum prejuízo na escola e não seriam prejudicados em nada.
3 – Os alunos que quisessem fazer a prova fariam suas próprias inscrições com o professor ou professores responsáveis pelas olimpíadas naquela escola. Seria proibido à escola vetar a inscrição de algum aluno a não ser por meio de um mecanismo que vou falar mais adiante.
4 – O exame aconteceria em duas fases.
FASE 1 – Os alunos fariam o exame, que poderiam ter quantas questões os organizadores decidissem e, após correção, os três primeiros estariam classificados para a próxima fase. Porém, a escola teria que enviar 10 alunos para a próxima fase. Dessa forma a equipe da escola seria composta por 3 alunos melhores colocados na prova da fase1 mais 7 alunos que seriam escolhidos por meio de SORTEIO dentre todos aqueles da escola que se inscreveram para a fase1.
Assim se completaria a equipe da escola que faria a próxima fase que poderia ser regional ou estadual, como se desejasse.
FASE 2 – Os dez alunos de cada escola seriam uma equipe agora e não haveria competição individual mais, em outras palavras, se ganharem ganham 10 medalhas, se perderem, não há medalhas. A prova seria para a equipe (mas não para resolver em grupo, porque senão aqueles 3 que ficaram nos primeiros lugares fariam todas as questões e os outros seriam apenas gandulas para buscar água para) mas estaria dividida em 10 partes com o mesmo número de questões não repetidas. Cada aluno da equipe teria que resolver uma parte da prova, ou seja, umas 5 questões para cada. Essas partes da prova não deveriam ser identificadas com o nome do aluno mas sim com o nome da escola, para que não se soubesse quem fez ou deixou de fazer as questões. As questões seriam diferentes entre si, de forma que o aluno A da escola 1 resolveria 5 questões diferentes daquelas 5 que o aluno B da mesma equipe resolveria. Sendo assim, ao final, a nota da escola era dada somando os acertos de todos os alunos componentes da equipe.
Assim teríamos o seguinte: se os alunos trabalham em conjunto e todos vão razoavelmente bem na prova, a escola vai razoavelmente bem, mas se apenas individualmente um ou outro vai bem, a escola iria mal e não se saberia quais dos alunos foram bem ou foram mal. Assim teríamos a possibilidade de criar algo que precisa ser pensado antes de enfiar uma competição dentro da escola. A cooperação. Não se forma homens, cidadãos ensinando a eles que é preciso que você perca para que eu ganhe.
Pensando nisso, a escola criaria um grupo de estudos de matemática, para o qual seriam convidados todos os alunos que participaram da olimpíada do ano anterior e mais os que tivessem interesse por matemática na escola. Assim, o aluno A que sempre tirava 10 nas provas de matemática, saberia que, qualquer aluno que estava naquele grupo poderia ser um dos 7 a compor com ele a equipe da escola. Se o aluno A quisesse que a sua escola fosse bem, certamente iria dar uma força para os demais do grupo para que eles melhorassem, pois o ÚNICO JEITO DE ELE GANHAR UMA MEDALHA É SE A EQUIPE FOR BEM. Aqui, companheiros, você cria o que a olimpíada destrói. Ou ganham todos, ou ganha ninguém.
O aluno que não participasse do grupo de estudos durante o ano poderia ter a inscrição recusada pela própria escola afim de não levar um aluno que pudesse prejudicar a sua equipe, mas lembro, qualquer aluno, mesmo aquele que erra coisas triviais, que freqüentou o grupo o ano todo teria garantido o direito de competir e essa criança poderia ser um dos 10 componentes da equipe da sua escola que iria disputar as medalhas.
Vejam que continua a idéia das olimpíadas, mas agora sim, com um caráter de preocupação com a educação matemática de crianças e não com o caráter de preocupação que tem hoje, queiram alguns ou não: ENCONTRAR VALORES PARA O IMPA.
Eu critiquei e apresentei uma possibilidade. Posso detalhá-la quanto necessário for. Assim, acho que seria menos pior.
Reitero que não vejo NENHUM ponto positivo nas OBMEP conforme é aplicada hoje em dia.
Envio saudações a todos
Everaldo
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