Caro senhor "impopular" que de impopular não tem nada.
Entendo seu ponto de vista (com ressalvas) e também as necessidades da Suelen.
Temos aqui um impasse que vale a pena por na roda.
Se por um lado é necessária uma certa proteção de direitos autorais e de produção, que não deveria visar o lucro e sim a remuneração por um trabalho realizado e o investimento de quem publica, por outro lado temos que discutir a política pública no que tange às bibliotecas das instituições e as chamadas para cursos e concursos.
Quando viajo para dar cursos e palestras pelo Brasil afora uma das primeiras coisas que procuro fazer é conhecer a biblioteca local(em geral a municipal) e a da instituição que me convida.
É uma tristeza, uma situação de dar dó como dizem os mineiros e outros tão simpáticos quanto.
Por outro lado acho uma aberração as ementas de determinados cursos e concursos, que frequentemente indicam bibliografia praticamente impossível de ser acessada, seja porque está esgotada há décadas ou porque não é distribuída fora dos grandes centros.
Já tive a curiosidade de ver que dezenas de ementas e indicações bibliográficas são recorta e cola de outras em que as condições são mais favoráveis (do acesso á bibliografia), já cheguei a pensar que quem indica sequer leu o que está pedindo,ou se leu foi há mais de 20 anos. tenho vários exemplos e um deles e´o hábito de indicar Caraça e Lakatos, quando a tiragem do segundo jamais passou de 2000 exemplares (de 1976) e o primeiro é uma obra importada; outro exemplo emblemático a a indicação do maravilhoso livro Didática da Matemática da Emma Castelnuovo, que aparece na proposta curricular da SEE-SP e daí em diante aparece em quase todos os concursos, por preguiça ou coisa do tipo dos examinadores de pesquisarem bibliografia mais recente. Acredite, conheço menos de uma dezena de pessoas que tem este livro e acho que nesta lista não devem passar de 20 com muito esforço 30.
Neste sentido sou solidário à Suelen que procura resolver o seu lado com as armas que tem considerando seu desejo de conquistar um espaço em um mestrado. A questão de ética que você coloca tem lá sua razão de ser, mas não me parece que é pertinente, não neste momento.
O plano B da Suelen e muitas outras Suelens e é o .pdf mesmo (desculpe XSuelen por expô-la neste debate).
Tenho uma proposta simples para a academia e as várias instituições de mestrado e doutorado, , CNPq e CAPES.
Que, quando as instituições lançarem num edital uma bibliografia para um concurso ou coisa do tipo, disponibilizem num link próprio e acessível apenas aos inscritos o .pdf dos livros que serão cobrados no exame.
Neste caso a questão legal dos direitos, passa a ser um problema entre instituições, autores e editoras e não dos estudantes e futuros mestrandos e doutorandos.
Acresço ainda a proposta de que todas as revistas científicas (Bolema, Zetetike, Boletim GEPEM, etc.. ) tenham conteúdo aberto a partir de um determinado período, taço curto quanto possível como 1 ou 2 anos, e caso não puderem ter acesso público seus textos não deveriam ser indicados na bibliografia.
Abraços
Bigode