G1 - Guia de Carreiras: Matemática

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Victor Paixão

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Sep 6, 2011, 2:13:22 PM9/6/11
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   Segue reportagem publicada no site G1 (fonte: http://glo.bo/nLBgh9).

      Victor Paixão.


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06/09/2011 08h00 - Atualizado em 06/09/2011 09h24

Guia de carreiras: matemática

Profissional pode dar aulas ou trabalhar em empresas e mercado financeiro. 
Carreira exige facilidade com números e operações complexas.

Viviane MateusDo G1, no Rio



Se você gosta de fazer contas e é bom com números, cursar uma faculdade de matemática pode ser uma excelente opção. Com possibilidade de atuação em diferentes áreas, o profissional está habilitado a trabalhar em universidades e centros de pesquisa, desenvolvendo novos modelos matemáticos, ou em empresas, com a criação de métodos numéricos e análise de dados do mercado financeiro.


guia de carreiras matematica (Foto: Editoria de Arte/G1)guia de carreiras matematica (Foto: Editoria de Arte/G1)

Assista ao vídeo ao lado

Mas não basta só gostar de matemática para ingressar na carreira. Antes de optar pelo curso, é preciso ter em mente que as aulas não são nada fáceis. Já no ciclo básico de estudos o aluno terá diversas disciplinas de cálculo, álgebra, geometria, além de probabilidade, estatística e computação.

De acordo com o matemático Andrew Woods, a graduação em matemática é muito abrangente e, por isso, dá uma boa base para qualquer tipo de emprego que requer um raciocínio quantitativo. “A matemática abre muitas portas para o jovem como profissional”, ressalta.

O profissional formado em matemática pode seguir dois caminhos. Ao fazer os cursos de licenciatura em matemática e se tornar professor. Ele vai poder atuar em escolas e universidades e, se aprofundando mais no assunto, pode se tornar pesquisador.

O outro caminho é o de trabalhar com empresas. Algumas universidades dão curso de bacharelado em matemática com ênfase em assuntos específicos. A USP, por exemplo, tem matemática aplicada a negócios, matemática com habilitação em ciências biológicas, controle de automação, métodos matemáticos, sistemas e controle, ou cursos de matemática aplicada e computacional com habilitação em estatística econômica, saúde pública, comunicação científica, entre outros.



Andrew se formou em matemática pela PUC-Rio. Para se especializar na área de finanças, Ele trabalha em uma empresa privada de investimentos no Rio de Janeiro e tem uma rotina intensa de contas e cálculos, faz mestrado três vezes por semana.

“É muito importante fazer uma pós-graduação, mestrado, ou até mesmo doutorado para quem cursa a faculdade de matemática e quer trabalhar em áreas mais específicas e especialmente para o aluno que quer seguir uma carreira acadêmica”.


Matemática pura x matemática aplicada
O professor Marco Aurélio Cabral, do Instituto de Matemática da UFRJ, afirma que, quem quer se tornar matemático, deve gostar da matéria e de desafios intelectuais. Segundo ele, além da licenciatura, o aluno pode seguir dois caminhos durante a graduação: a matemática pura, que é mais teórica, ou a matemática aplicada, mais prática.

“Na matemática pura a motivação principal é estética. Quando se desenvolve uma teoria o foco é em se obter definições e teoremas simples, que englobem casos gerais", ressalta Cabral. "Já a matemática aplicada foca nas aplicações. Além das tradicionais em física e engenharia, hoje em dia, tem sido cada vez mais importante as aplicações em economia, incluindo finanças, e biologia, incluindo bioinformática.”

O pesquisador do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada e editor chefe da Sociedade Brasileira de Matemática, Roberto Imbuzeiro Oliveira, explica que um professor-pesquisador pode trabalhar em universidades ou institutos de pesquisa e divide seu tempo entre aulas de graduação e pós, orientação de alunos e pesquisa científica.

“A grande expansão do sistema de ensino superior brasileiro criou muitas e muitas vagas para professores-pesquisadores. Nas universidades federais, o salário inicial para professores adjuntos, com doutorado em matemática ou área afim, é de cerca de R$ 7,5 mil. No IMPA, o salário inicial para pesquisador com doutorado é de mais ou menos R$ 11 mil”, afirma.

Evera Silveira

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Sep 6, 2011, 4:12:23 PM9/6/11
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Prezados professores que estiveram envolvidos ou acompanhando as discussões sobre a OBMEP e o ensino e aprendizagem de Matemática no Brasil.
Hoje me deparei com uma reportagem do New york Time sobre algo como "Como corrigir nossa educação matemática".
Vale muito a pena ler. Quem tem dificuldade em ler no inglês há ferramentas no próprio google para traduzir.
A matéria é pequena, apresenta algumas dificuldades comuns entre eles e nós, quanto ao ensino e aprendizagem de matemática, mas o mais legal, dá dicas...
Acho que é imperdível.
Abraços a todos
Everaldo


HOW TO FIX OUR MATH EDUCATION

by Sol Garfunkel and David Mumford

Publicada: August 24, 2011


THERE is widespread alarm in the United States about the state of our math education. The anxiety can be traced to the poor performance of American students on various international tests, and it is now embodied in George W. Bush’s No Child Left Behind law, which requires public school students to pass standardized math tests by the year 2014 and punishes their schools or their teachers if they do not.

All this worry, however, is based on the assumption that there is a single established body of mathematical skills that everyone needs to know to be prepared for 21st-century careers. This assumption is wrong. The truth is that different sets of math skills are useful for different careers, and our math education should be changed to reflect this fact.

Today, American high schools offer a sequence of algebra, geometry, more algebra, pre-calculus and calculus (or a “reform” version in which these topics are interwoven). This has been codified by the Common Core State Standards, recently adopted by more than 40 states. This highly abstract curriculum is simply not the best way to prepare a vast majority of high school students for life.

For instance, how often do most adults encounter a situation in which they need to solve a quadratic equation? Do they need to know what constitutes a “group of transformations” or a “complex number”? Of course professional mathematicians, physicists and engineers need to know all this, but most citizens would be better served by studying how mortgages are priced, how computers are programmed and how the statistical results of a medical trial are to be understood.

A math curriculum that focused on real-life problems would still expose students to the abstract tools of mathematics, especially the manipulation of unknown quantities. But there is a world of difference between teaching “pure” math, with no context, and teaching relevant problems that will lead students to appreciate how a mathematical formula models and clarifies real-world situations. The former is how algebra courses currently proceed — introducing the mysterious variable x, which many students struggle to understand. By contrast, a contextual approach, in the style of all working scientists, would introduce formulas using abbreviations for simple quantities — for instance, Einstein’s famous equation E=mc2, where E stands for energy, m for mass and c for the speed of light.

Imagine replacing the sequence of algebra, geometry and calculus with a sequence of finance, data and basic engineering. In the finance course, students would learn the exponential function, use formulas in spreadsheets and study the budgets of people, companies and governments. In the data course, students would gather their own data sets and learn how, in fields as diverse as sports and medicine, larger samples give better estimates of averages. In the basic engineering course, students would learn the workings of engines, sound waves, TV signals and computers. Science and math were originally discovered together, and they are best learned together now.

Traditionalists will object that the standard curriculum teaches valuable abstract reasoning, even if the specific skills acquired are not immediately useful in later life. A generation ago, traditionalists were also arguing that studying Latin, though it had no practical application, helped students develop unique linguistic skills. We believe that studying applied math, like learning living languages, provides both useable knowledge and abstract skills.

In math, what we need is “quantitative literacy,” the ability to make quantitative connections whenever life requires (as when we are confronted with conflicting medical test results but need to decide whether to undergo a further procedure) and “mathematical modeling,” the ability to move practically between everyday problems and mathematical formulations (as when we decide whether it is better to buy or lease a new car).

Parents, state education boards and colleges have a real choice. The traditional high school math sequence is not the only road to mathematical competence. It is true that our students’ proficiency, measured by traditional standards, has fallen behind that of other countries’ students, but we believe that the best way for the United States to compete globally is to strive for universal quantitative literacy: teaching topics that make sense to all students and can be used by them throughout their lives.

It is through real-life applications that mathematics emerged in the past, has flourished for centuries and connects to our culture now.

Sol Garfunkel is the executive director of the Consortium for Mathematics and Its Applications. David Mumford is an emeritus professor of mathematics at Brown.

http://www.nytimes.com/2011/08/25/opinion/how-to-fix-our-math-education.html?_r=2


Everaldo Silveira

Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA



From: vida...@gmail.com
Date: Tue, 6 Sep 2011 15:13:22 -0300
Subject: [Profs Mat:4416] G1 - Guia de Carreiras: Matemática
To: pro...@googlegroups.com
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Marcos Paulo

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Sep 6, 2011, 5:50:45 PM9/6/11
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O artigo é realmente interessante, mas vejo que ressalta muito mais as DIFERENÇAS entre o modelo educacional americano e brasileiro. O modelo americano visa formação de profissionais, enquanto o modelo brasileiro visa (ao menos em teoria) a formação do cidadão. Não vejo novidade nas "dicas" .. é muito simples: o que vai fazer engenharia estuda um tipo de matemática e q vai fazer direito estuda outro tipo de matemática. No fim o artigo defende a divisão do ensino médio entre científico e clássico .. acho que eu já vi isso ...

Eu, particularmente, considero que tive uma formação bem bacana .. nem tive os melhores professores de matemática .. estudei música, artes plásticas, francês, inglês, filosofia etc .. hj eu não desenho nem bonequinho de palito .. toco muito mal e porcamente um violãozinho bem fajuto, meu francês é tão elementar que  sem um dicionário eu to lascado .. o inglês (até pelo uso) é bem razoável, meu conhecimento sobre a filosofia platônica é rudimentar. Resumindo: Eu não uso na minha profissão quase nada do q eu estudei .. ou numa visão mais abrangente,  tudo q eu estudei fez de mim o que eu sou e, portanto uso a todo momento TUDO q estudei. Juro que não sei nomear corretamente as cadeias de carbono .. mas pelo menos eu sei que existem cadeias de carbono e, de algum modo, sinto-me confortável em saber que as mitocôndrias das minhas células estão ali (mesmo que eu não saiba muito bem para q elas servem ...).

Acho q estudar um monte de coisas "que não servem pra nada" me fez perceber relações entre coisas que, aparentemente, não tem conexão alguma e isso eu agradeço à minha formação. Detestaria chegar na graduação sabendo tudo de álgebra linear, cálculo, geometria etc e não ter tido oportunidade de ler Machado de Assis, Sartre, Albert Camus, Augusto dos Anjos etc .. Talvez eu fosse um "matemático" melhor se me treinassem apenas em matemática desde cedo .. mas tenho certeza de que eu seria um cidadão bem menos consciente do mundo ao meu redor.


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[]'s MP
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"Contos de fada são a mais pura verdade.
Não porque nos dizem que os dragões existem,
mas porque nos mostram que eles podem ser vencidos."

Evera Silveira

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Sep 6, 2011, 6:45:39 PM9/6/11
to pro...@googlegroups.com
Oi Prof. Marcos.
Gostei do seu e-mail. Bacana essa descrição toda. Não tive tão boa formação... meus professores, no interior, fizeram o que puderam.
Sobre o artigo, acho que, de fato, há pouca diferença entre os modelos dos dois paises para ensino e aprendizagem de Matemática.
A crítica do artigo é parecida com o que defendo. E eles estão criticando o modelo que está em vigor naquele país... logo, o que aqui está também.
Tenho dúvidas grandes acerca dos motivos da existência da instituição escola.
Acho que ela urge por mudança em sua concepção, na concepção de ser. Acho que precisamos repensar para que serve a escola e mudar os motivos pelos quais acreditamos que ela deva existir.
Usar tanto recurso e tempo para "transmitir" conteúdos importantes por si sós é desperdício demais.
Envio abraços
Everaldo


Everaldo Silveira

Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA



Date: Tue, 6 Sep 2011 18:50:45 -0300
Subject: Re: [Profs Mat:4419] Como corrigir nossa educação matemática?
From: mpfa...@gmail.com
To: pro...@googlegroups.com

thaine santana

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Sep 7, 2011, 6:00:58 AM9/7/11
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Olá Everaldo,    
 
Muito interessante esta reportagem, e uma frase que acho que é importante frisar é "The traditional high school math sequence is not the only road to mathematical competence". Pois, apesar de propor a inserção de novos ambiente de aprendizagem que façam o link entre a matemática e a realidade, a exemplo da modelagem, o autor destaca que o ensino tradicional não é o único caminho, o que faz dele também uma forma de ensinar, que muitas vezes tem sido desvalorizadas nestes debates em Educação Matemática. Acretido que todos os ambientes de aprendizagem são importantes, e a riqueza está em passear por todos eles.
 
 
 
Thaine Santana
Programa de Pós Graduação em Ensino, Filosofia e História das Ciências (UFBA/UEFS) 


Everton Firmino

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Sep 7, 2011, 8:58:01 AM9/7/11
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Tradução do google


COMO NOSSO FIX EDUCAÇÃO MATEMÁTICA

pelo Sol Garfunkel e David Mumford

Publicada: 24 de agosto de 2011

Existe um alarme difundido nos Estados Unidos sobre o estado da nossa educação matemática. A ansiedade pode ser atribuída ao mau desempenho de estudantes americanos em vários testes internacionais, e é agora incorporada em George W. Bush 's Child Left Behind lei, que exige que os alunos de escola pública precisa passar por testes de matemática padronizados até o ano de 2014 e pune os seus escolas ou seus professores se eles não o fazem.

Toda essa preocupação, no entanto, é baseada no pressuposto de que existe um único corpo estabelecido de habilidades matemáticas que todo mundo precisa saber para estar preparado para século 21 carreiras. Este pressuposto está errado. A verdade é que diferentes conjuntos de habilidades matemáticas são úteis para carreiras diferentes, e nossa educação matemática deve ser alterado para refletir este fato.

Hoje, American escolas oferecem uma seqüência de álgebra, geometria, álgebra mais, pré-cálculo e cálculo (ou uma "reforma" versão em que estes temas estão interligados). Este foi codificada pelas Normas Núcleo Comum do Estado, recentemente aprovado por mais de 40 estados. Este currículo altamente abstrato não é simplesmente a melhor maneira de preparar uma grande maioria dos estudantes do ensino médio para a vida.

Por exemplo, quantas vezes a maioria dos adultos encontrar uma situação em que eles precisam resolver uma equação quadrática? Será que eles precisam saber o que constitui um "grupo de transformações" ou um "número complexo"? É claro que os matemáticos profissionais, físicos e engenheiros precisam saber tudo isso, mas a maioria dos cidadãos seria melhor servido por estudar como hipotecas são caros, como os computadores são programados e como os resultados estatísticos de um julgamento médico devem ser entendidos.

Um currículo de matemática que incidiu sobre problemas da vida real ainda expor os estudantes às ferramentas abstratas de matemática, especialmente a manipulação de quantidades desconhecidas. Mas existe um mundo de diferença entre o ensino de matemática "pura", sem contexto, e ensinando os problemas relevantes que levem os alunos a apreciar como uma fórmula matemática modelos e esclarece situações do mundo real. O primeiro é como cursos de álgebra atualmente proceder - introdução do misterioso x variável, que muitos estudantes se esforçam para entender. Em contraste, uma abordagem contextual, no estilo de todos os cientistas que trabalham, iria introduzir fórmulas utilizando abreviações de quantidades simples - por exemplo, E Einstein famosa equação = mc2, onde E significa energia, m para a massa e c para a velocidade da luz .

Imagine substituir a seqüência de álgebra, geometria e cálculo com uma seqüência de finanças, de dados e engenharia básica. No curso de finanças, os alunos aprenderiam a função exponencial, use fórmulas em planilhas e estudar os orçamentos das pessoas, empresas e governos. No curso de dados, os estudantes se reuniam seus próprios conjuntos de dados e saber como, em áreas tão diversas como esportes e medicina, amostras maiores dão melhores estimativas de médias. No curso de engenharia básica, os alunos aprendem o funcionamento dos motores, as ondas sonoras, sinais de TV e computadores. Ciências e matemática foram originalmente descobertos juntos, e eles são os melhores aprenderam juntos agora.

Tradicionalistas será objeto que o currículo padrão ensina raciocínio abstrato valiosa, mesmo que as habilidades específicas adquiridas não são imediatamente úteis na vida adulta. Uma geração atrás, os tradicionalistas também foram argumentando que estudar latim, embora ele não tinha aplicação prática, ajudou os alunos a desenvolver habilidades linguísticas únicas. Acreditamos que o estudo de matemática aplicada, como línguas vivas de aprendizagem, proporciona tanto o conhecimento utilizável e habilidades abstratas.

Em matemática, o que precisamos é "literacia quantitativa", a capacidade de fazer conexões quantitativas sempre que a vida exige (como quando somos confrontados com resultados conflitantes testes médicos, mas precisa decidir se submeter a um procedimento ainda mais) e "modelagem matemática," o capacidade de se mover praticamente entre os problemas cotidianos e formulações matemáticas (como quando decidimos se é melhor comprar ou alugar um carro novo).

Pais, conselhos de educação estaduais e faculdades têm uma escolha real. A seqüência de matemática do ensino médio tradicional não é o único caminho para a competência matemática. É verdade que os nossos alunos a proficiência, medida pelos padrões tradicionais, tem ficado para trás de outros países dos alunos, mas acreditamos que a melhor maneira para os Estados Unidos para competir globalmente é esforçar-se para a alfabetização quantitativa universal: tópicos de ensino que fazem sentido para todos os alunos e pode ser usado por eles durante toda a vida.

É através de aplicações na vida real que a matemática surgiu no passado, tem-se desenvolvido ao longo dos séculos e se conecta a nossa cultura agora.

Sol Garfunkel é o diretor executivo do Consórcio para a Matemática e suas aplicações. David Mumford é professor emérito de matemática na Brown.

Atenciosamente,
Everton Firmino de Moraes.

Evera Silveira

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Sep 7, 2011, 9:42:21 AM9/7/11
to pro...@googlegroups.com
Oi Thaine...
Gostei muito do seu comentário, e concordo com ele.
Mesmo quando trabalhamos com Modelagem, chega a hora que o aluno precisa conhecer o ferramental para utilizar na construção do modelo.
Eu, particularmente, acredito que alunos não desenvolvem conhecimentos de matemática pelo simples fato de sentirem necessidade de um novo conhecimento para resolver um problema.
Penso que o professor precisa ensinar a eles determinados conteúdos, QUE NÃO TÊM UM FIM EM SI MESMOS, que serão usados como ferramentas no estudo, compreensão e resolução do problema.
É o caso dos logaritmos utilizados nos cálculos de juros compostos, conforme o professor comentou aqui na lista, que não acredito serem deduzidos pelos alunos. É preciso ensinar as regras e convenções que fazem aquela ferramenta funcionar. É ai que a aula pode ser com jogos, com investigações matemáticas (...) e até mesmo de forma tradicional. Há professores que fazem isso muito bem.
O problema, para mim, no caso do ensino tradicional, é que o aluno passa 11 anos da vida lutando para compreender coisas chamadas de ferramentas matemáticas que deverá utilizar para resolver problemas. Jamais ele resolve um problema na escola para utilizar esse ferramental... nessa caso, ensina-se Matemática pela Matemática, e isso eu abomino, porque não consigo perceber que status é esse que tem a Matemática que se justifique em si mesma. Aqui sim, cabe a idéia de correr atrás do próprio rabo...
Dessa forma penso que a reportagem traz à baila questões que já são levantadas pelo Ubiratan D'Ambrosio, quando diz que a matemática conforme é ensinada nas escolas hoje está fadada a desaparecer dos currículos escolares. Vejo que isso poderá acontecer de duas formas: 1 - nós professores fazermos a reforma, com nossos pares e com os cursos de licenciatura nas universidades, de forma a modificar não só o currículo, eliminando entulhos, acrescentando coisas, ma também a forma e o motivo pelo que justifica a matemática na escola ou 2 - os políticos podem acordar um dia desses e desconfiar que a matemática, conforme é trabalhada hoje nas escolas, não tem motivo para continuar a ser ensinada....
O que nós precisamos de decidir é qual das duas opções melhor nos agrada.
Abraços nessa manhã fria de um dia perfeito para ir à luta contra a corrupção.
Everaldo 



Everaldo Silveira

Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA



Date: Wed, 7 Sep 2011 03:00:58 -0700
From: thaine_...@yahoo.com.br
Subject: Re: [Profs Mat:4426] Como corrigir nossa educação matemática?
To: pro...@googlegroups.com

Paulo Henrique Colonese

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Sep 7, 2011, 12:23:31 PM9/7/11
to pro...@googlegroups.com
Tradução e sites sobre Matemática Financeira (projetos de lei brasileiros a respeito) em anexo.

Texto muito bom para a I Guerra Curricular Mundial que estamos enfrentando

A única coisa que me preocupa é que não se aponta a necessidade de discutir com os alunos e as comunidades o currículo que eles querem... são sempre acadêmicos decidindo...
Devemos ouvir mais as comunidades de nossas escolas para a construção do Projeto Político Pedagógico que inclui a proposta curricular de cada escola.





--

Abraços
Prof. Paulo Henrique Colonese
email: colon...@globo.com
Celular: (Vivo) 7212-0236
Canal Vimeo: http://vimeo.com/17896628
Canal Dayle Motion: http://www.dailymotion.com/coloneseph
Canal Youtube: http://www.youtube.com/user/coloneseph
Canal CCena: http://www.youtube.com/user/mccena2009

HowtoFixOurMathEducation.doc

Adlai Detoni

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Sep 11, 2011, 9:37:10 AM9/11/11
to pro...@googlegroups.com
Tentando entender termos:
Educação Matemática: área acadêmica de pesquisa que se debruça, inclusive,
sobre o ensino da Matemática;
Ensino de Matemática: fato social pelo qual a ciência Matemática é tornada
disciplina escolar, pretensamente ensinada, pretensamente aprendida.

abraços

Evera Silveira

unread,
Sep 11, 2011, 12:59:03 PM9/11/11
to pro...@googlegroups.com
Adlai...
Tem confusões de termos entre o ingles, francês, alemão e português no que se refere ao que se compreende por educação matemática, Educação Matemática, ensino de matemática.
Abraços 
Everaldo


Everaldo Silveira

Programa de Pós-Graduação em Educação Científica e Tecnológica
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA


> Date: Sun, 11 Sep 2011 10:37:10 -0300
> From: adlai....@ufjf.edu.br
> To: pro...@googlegroups.com
> Subject: Re: [Profs Mat:4478] Como corrigir nossa educação matemática?
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