A PESQUISA EM AGROECOLOGIA NO DESENVOLVIMENTO LOCAL (v.3, nº4)
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> Já são por demais conhecidos os principais elementos de crítica aos
> sistemas
> oficiais de pesquisa, ensino e extensão estruturados para o
> desenvolvimento
> e a promoção dos princípios técnico-científicos da Revolução Verde. Dentre
> eles, cabe ressaltar o questionamento à lógica verticalizada que
> caracteriza
> o difusionismo tecnológico. Partindo do pressuposto de que o conhecimento
> científico é o único válido, essa abordagem convencional reserva aos
> produtores(as) familiares um papel de passividade nos processos de
> inovação
> ao estabelecer a especialização dos diferentes agentes envolvidos como
> produtores, disseminadores e receptores do conhecimento. Assim concebidos,
> são sistemas que têm como principal traço característico a separação entre
> a
> produção de conhecimentos e sua a aplicação prática.
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> O aprofundamento dessa crítica felizmente vem sendo acompanhado da
> experimentação de procedimentos inovadores de investigação científica por
> meio da multiplicação de iniciativas de trabalho em conjunto de
> pesquisadores com grupos e organizações da agricultura familiar envolvidas
> na produção agroecológica. Essas experiências têm revelado a importância
> do
> pluralismo e da criatividade metodológica para que a prática científica
> seja
> articulada a processos sociais de inovação em programas de desenvolvimento
> local.
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> A edição v.3, n. 4 da revista Agriculturas será dedicada a apresentação de
> casos concretos de envolvimento de pesquisadores ou mesmo de instituições
> de
> pesquisa em programas locais voltados para promoção da agroecologia. Temos
> interesse em publicar experiências que demonstrem os avanços e as
> limitações
> ainda encontradas para que a organização e os métodos empregados pelas
> instituições oficiais de pesquisa se flexibilizem, permitindo a integração
> mais efetiva entre diferentes formas de produzir e disseminar conhecimento
> agroecológico.
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> Prazo para recebimento dos artigos: 03/11/2006
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> Instruções para a elaboração dos artigos
> 1. Os artigos deverão descrever e analisar experiências concretas,
> procurando extrair delas ensinamentos que possam servir de inspiração para
> outros grupos envolvidos com a promoção da Agroecologia. Solicita-se que
> os
> artigos não sejam elaborados em formato de relatório institucional.
> 2. Os artigos devem ter uma extensão de 1, 2 ou 3 laudas de 2.100 toques
> (30
> linhas x 70 toques por linha). Artigos que extrapolem essas dimensões não
> serão analisados.
> 3. Os artigos deverão vir acompanhados de duas ou três ilustrações (fotos,
> desenhos, gráficos) com indicação dos seus autores (fotógrafo, artista
> gráfico etc.) e com as respectivas legendas. Todo material gráfico será
> devolvido aos autores(as) após a edição da Revista. Se o material gráfico
> for enviado em formato digital, solicitamos que os arquivos estejam com
> extensão JPEG de no mínimo 350 dpis para uma ilustração escaneada e uma
> dimensão lateral de, no mínimo, 15 cm.
> 4. A citação de nomes comuns de plantas e/ou animais deve vir acompanhada
> do
> respectivo nome científico. Siglas devem vir acompanhadas de seu
> significado.
> 5. Caso julgue necessário, o editor da revista poderá propor uma edição do
> artigo ou uma solicitação de informações complementares aos autores(as).
> Quaisquer alterações propostas serão submetidas à aprovação dos
> autores(as)
> antes da publicação.
> 6. Os autores(as) deverão informar seu endereço (postal e/ou eletrônico)
> de
> forma a facilitar eventuais contatos diretos de leitores interessados em
> conhecer mais a respeito das experiências apresentadas.
> 7. As citações bibliográficas não deverão exceder ao número de 4 (quatro).
> 8. Os editores se reservam o direito de decidir pela publicação ou não do
> artigo enviado
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