As águas que um dia nasceram onde marcaste o peso/ jovem da carne aspiram longamente
a nossa vida. As sombras que rodeiam/ o êxtase, os bichos que levam ao fim do instinto
seu bárbaro fulgor, o rosto divino/ impresso no lodo, a casa morta, a montanha
inspirada, o mar, os centauros do crepúsculo/ - aspiram longamente a nossa vida.
Por isso é que estamos morrendo na boca/ um do outro. Por isso é que
nos desfazemos no arco do verão, no pensamento/ da brisa, no sorriso, no peixe,
no cubo, no linho, no mosto aberto/ - no amor mais terrível do que a vida.
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Para ti ! Uma dúzia!

Envia este ramo a todas as pessoas que não queres perder de vista em 2010, e boa sorte poque podes receber de volta (quem sabe?)