FW: Médica de Niterói se rebela e rasga o verbo (VALE A PENA LER)

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georgia guimarães

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May 29, 2012, 10:25:04 AM5/29/12
to patricia riedel, candy teruszkin, teresa rachel paz, Fisimex Ana Paula, jorge da rocha, Renata D´Abreu, robertax...@hotmail.com, camila MENKES, marcuscav...@gmail.com, Mª de Lourdes .., mar...@globaldoctors.com.br, nubia, loren...@gmail.com, lindo, grupo coach, patty fefer
Admirei a coragem e a coerência. Repasso para que possamos parar e avaliar se realmente estamos trabalhando e vivendo de acordo com nossos valores de vida.
Abraços
Georgia
 

Subject: Médica de Niterói se rebela e rasga o verbo (VALE A PENA LER)
From: carla...@hotmail.com
Date: Mon, 14 May 2012 20:55:42 -0300





repassando,


 
 PRECISAMOS DE SAÚDE E EDUCAÇÂO !!!!
 

                              


> CARTA ABERTA AO GOV. DO RJ.
>
>   UMA  MÉDICA DE CORAGEM E CONVICÇÃO

>                                 Carta da Dra. DRA. MARIA ISABEL LEPSCH
> ao Governador do RIO DE JANEIRO, SERGIO CABRAL.
>
>  LEIA E DIVULGUE
>
>    Sabe governador, somos contemporâneos, quase da mesma idade, mas vivemos em
> mundos bem diferentes. Sou classe média, bem média, médica, pediatra,
> deprimida e indignada com as canalhices que estão acontecendo. Não
> conheço bem
>
> a sua história pessoal e certamente o senhor não sabe nada da minha
> também. Fiz um vestibular bastante disputado e com grande empenho;
> tive a
> oportunidade de freqüentar a Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
> hoje esquartejada pela omissão e politiquices do poder público
> estadual.  Fiz treinamento no Hospital Pedro Ernesto, hoje vivendo de
> esmolas emergenciais em troca de leitos da dengue. Parece-me que o
> senhor
> desconhece esta realidade.  O seu terceiro grau não foi tão suado
> assim, em universidade sem muito prestígio, curso na época pouco
> disputado, turma de
> meninos Zona Sul... Aprendi medicina em hospital de pobre, trabalhei
> muito sem remuneração em troca de aprendizado.  Ao final do curso,
> nova
> seleção, agora, para residência. Mais trabalho com pouco dinheiro e
> pacientes pobres, o povo...  Sempre fui doutrinada a fazer o máximo
> com o
> mínimo. Muitas noites sem dormir, e lhe garanto que não foram em
> salinhas refrigeradas costurando coligações e acordos para o povo que
> o
>
> senhor nem conhece o cheiro ou choro em momento de dor. No início da
> década de noventa fui aprovada num concurso para ser médica da
> Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro'. A melhor decisão da
> minha vida, da qual hoje mais do que nunca não me arrependo, foi
> abandonar
> este cargo.  Não se pode querer ser Dom Quixote, herói ou justiceiro.
>  Dói assistir a morte por falta de recursos. Dói, como mãe de quatro
> filhos, ver outros filhos de outras mães não serem salvos por falta de
> condições de trabalho. Fingir que trabalha, fingir que é médico, estar
> cara-a-cara com o paciente como representante de um sistema de saúde
> ridículo, ter a possibilidade de se contaminar e se acostumar com uma
> pseudo-medicina é doloroso, aviltante e uma enorme frustração.  Aprendi em
>   muitas daquelas noites insones tudo o que sei fazer e gosto muito do
> que eu faço. Sou médica porque gosto. Sou pediatra por opção e com
> convicção. Não me arrependo. Prometi a mim
> mesma fazer o melhor de mim.  É um deboche numa cidade como o Rio de
> Janeiro, num estado como o nosso, assistir políticos como o senhor
> discursarem com a cara mais lavada que este é o momento de deixar de
> lenga-lenga para salvar vidas.  Que vidas, senhor governador ?  Nas
> UPAS?  tudo de fachada para engabelar o povão!!!!
>    Por amor ao povo o senhor trabalharia pelo que o senhor paga ao médico?   Os
>
> médicos não criaram os mosquitos.  Os hospitais não estão com problema
> somente agora. Não faltam especialistas. O que falta é quem  queira se
> sujeitar a triste realidade do médico da SES para tentar resolver
> emergencialmente a
> omissão de anos.   A mídia planta terrorismo no coração das mães que
> desesperadas correm a
> qualquer sintoma inespecífico para as urgências...  Não há pediatra
> neste momento que não esteja sobrecarregado.   Mesmo na medicina
> privada há uma grande dificuldade em administrar uma demanda absurda
> de atendimentos em clínicas, consultórios ou telefones. Todos em
> pânico.  E aí vem o senhor com a história do lenga-lenga. Acorde
> governador! Hoje o senhor é poder executivo. Esqueça um pouco das
> fotos com o presidente e com a mãe do PAC,
> esqueça a escolha do prefeito, esqueça a carinha de bom moço
> consternado na televisão.   Faça a mudança.   Execute. "Lenga-lenga" é
> não mudar os hospitais e os salários.  Quem sabe o senhor
> poderia trabalhar como voluntário também. Chame a sua família. Venha
> sentir o stress de uma mãe, não daquelas de pracinha com babá, que o
> senhor
> bem conhece, mas daquelas que nem podem faltar ao trabalho para cuidar
> de um filho doente. Venha  preparado porque as pessoas estão armadas,
> com
> pouca tolerância, em pânico. Quem sabe entra no seu nariz o cheiro do
> pobre, do povo e o senhor tenta virar o jogo. A responsabilidade é
> sua, governador. Afinal, quem é, ou são, os vagabundos, Governador ?
>
>
>
>                                                                 Dra. Ma. Isabel
> Lepsch
>
>                                            ICARAÍ Rua Miguel de Frias 51 sala
> 303 Tel: 2704-4104/9986- 2514
>
>                                      NITERÓI Av. Amaral Peixoto 60
> sala 316 Tel:2613-2248/2704- 410 4/9982- 8995
>
>                                        SÃO GONÇALO Rua Dr. Francisco
> Portela 2385 Parada 40 Tel: 2605-0193/3713-0879
>
>                                              Através da Divulgação é
> que podemos tentar ajudar a diminuir a DESASISTÊNCIA TOTAL DO GOVERNO
> AOS
> HOSPITAIS PÚBLICOS DO BRASIL
>
>
>
>    'O que mais preocupa não é o grito dos violentos, dos corruptos,
> dos desonestos, dos sem-caráter, dos sem-ética. O que mais preocupa é
> o silêncio dos bons". Martin Luther King

         


>                         
>
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