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Para educadores (as) esperançosos(as): 15/10/2010
“Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores” ( FREIRE, 1996) Sabemos que vivemos num momento de profundas transformações em todos os sentidos, onde necessariamente o papel do(a) profissional da educação precisa ser repensado, fazendo-se urgente que o(a) educador(a) se assuma enquanto um profissional do humano, social e político, tomando posição comprometida, não sendo neutro, definindo sua posição, ou seja, se colocando a favor dos oprimidos ou contra eles. (Gadotti 1998). Esse é um dos desafios presente na nossa tarefa, e tenho absoluta certeza de que procuramos, nos espaços em que atuamos, nos posicionarmos enquanto profissionais da educação, lutando constantemente a favor de uma educação transformadora. Para tanto, nos utilizamos da educação como instrumento de luta, “em favor da recriação da sociedade injusta, a ceder seu lugar a outra menos injusta e mais humana” (FREIRE, 196) Nessa perspectiva, o dia 15 de outubro é só uma referência do quanto é importante a nossa tarefa enquanto sujeitos sociais que assumimos nosso papel pedagógico e sobretudo político na busca incessante de “ser mais”. Mais do que nunca, percebo que precisamos nos engajarmos pedagogicamente e politicamente, na luta pela transformação das estruturas opressoras da sociedade que exclui muitos seres humanos do direito qualitativo de “ser mais”. Para isso, antes de tudo necessitamos sonhar, lutar, acreditar e nos mobilizar para nos tornarmos permanentemente engajados (as) e comprometidos (as) com a educação popular de qualidade, “daí a sua politicidade, qualidade que tem a prática educativa de ser política, de não poder ser neutra”.(FREIRE, 1996).
Para tanto, esse dia 15/10/2010 deve ser um dia que nos proporcione reflexão acerca de como poderemos coletivamente construir uma educação pautada nos princípios da educação popular, entrelaçada por uma Pedagogia da Esperança, da humanização e da transformação. Para Freire (196) “A esperança faz parte da natureza humana”, bem como:
O discurso da acomodação ou de sua defesa, o discurso da exaltação do silêncio imposto de que resulta a imobilidade dos silenciados, o discurso do elogio da adaptação tomada como fado ou sina é um discurso negador da humanização de cuja responsabilidade não podemos nos eximir.
Logo, “uma das questões centrais com que temos de lidar é a promoção de posturas rebeldes em posturas revolucionárias que nos engajam no processo radical de transformação do mundo”(FREIRE). Nesse sentido, temos muitos desafios, que precisamos enfrentar no dia-a-dia de nossos trabalhos, mas como educadores(as) esperançosos não perdemos a coragem de lutar por uma pedagogia do sonhos possíveis. Temos que lutar e acreditar que "Um Outro Mundo é Possível”, e conseqüentemente que uma outra educação é possível.
Com carinho, Fernanda Paulo!
“Dia do Professor” e da professora
FRATERNALMENTE, Fernanda Paulo ![]() EDUCADORA POPULAR PROFESSORA, PEDAGOGA E ESPECIALISTA EM ED.POPULAR:GESTÃO DE MOVIMENTOS SOCIAIS FONE: (51)84909657 e (51)96082148 ![]() "Gosto de ser gente porque, inacabado, sei que sou um ser condicionado mas, consciente do inacabamento, sei que posso ir mais além dele". (Freire) ![]() |