Serra do Cipó: natureza primitiva, boas pousadas e deliciosas cachoeiras para banhos refrescantes em Minas Gerais.

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Tulhão

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Jul 28, 2008, 9:11:08 AM7/28/08
to Serra do Cipó


Orquídeas, quaresmeiras, copaíbas, bromélias e cactos denunciam a
origem do cerrado mineiro situado a apenas 100 km de Belo Horizonte.
Trata-se da Serra do Cipó, região absolutamente importante para a
preservação de espécies raras e em extinção no mundo. Por isso foram
criadas as reservas do Parque Nacional da Serra do Cipó (Parna Cipó) e
a Área de Proteção (APA) Morro da Pedreira, que dividem águas dos rios
São Francisco e rio Doce. Grutas e cavernas guardam inscrições
rupestres de tribos primitivas que acreditavam no poder sobrenatural
do desenho. O acervo de figuras entalhadas nas rochas de 1,7 bilhões
de anos é como um museu natural que remonta aos primeiros habitantes
do planeta Terra.

Bandeirantes e tropeiros também deixaram suas marcas ao buscar ouro e
metais preciosos pelas mediações, enquanto escravos abriam o que hoje
é a trilha que conduz ao topo da cachoeira do Véu da Noiva. Formadas
livremente pelo relevo acidentado, as cachoeiras e corredeiras invadem
as quebradas onde olhos ligeiros podem mirar sagüis, lontras,
jaguatiricas, tamanduás, lobos, veados, entre outros animais
selvagens. Práticas como trekking, canyoning, rapel, escaladas,
cavalgadas e montain bike são alguns atrativos, além dos banhos
refrescantes em algumas das quedas d’água, como a cachoeira da Farofa,
cachoeira das Braúnas e aquelas que são propícias para fazer rapel,
como as mais violentas Véu da Noiva, Usina e Congonhas, ideal para
iniciantes.

A maioria dos passeios é guiada para garantir segurança e
tranqüilidade, como por exemplo, o roteiro do Travessão, penhasco
estrondoso que divide as bacias do rio Doce e rio São Francisco. O
passeio, com duração de um dia, é dividido em 17 km de off-road e 12
de caminhada por afloramentos rochosos com pinturas rupestres, animais
selvagens, samambaias de altitude, uma cachoeira, nascentes e vistas
monumentais. Outro passeio indispensável é a rota da Capivara, região
de campos rupestres onde afloram milhares de espécies de orquídeas e
sempre vivas, além de abrigar a maior cachoeira e o maior poço da
Serra do Cipó, passeio que também dura um dia inteiro.
Na seqüência, é necessário trilhar para ver a estátua do Juquinha,
andarilho que entregava flores a todos que passavam e que hoje faz
parte das lendas do Cipó. Num platô que oferece linda vista
panorâmica, a construção tem 3 m de altura e está perto das velósias
gigantes. Consideradas fósseis vivas, essas plantas chegam até 6 m de
altura, sendo que a cada século cresce 1 m. Diversas flores colorem a
região.

Depois das longas caminhadas, o melhor é relaxar e se alimentar com
qualidade, tomando uma cachacinha mineira sob as estrelas que parecem
estar muito mais perto do que em qualquer outro lugar. A gastronomia
mineira é famosa, e o destaque fica por conta do feijão tropeiro e o
tutu. Os restaurantes com música ao vivo são o Pátio Cipó, Panela de
Pedra, Matuto Cipó e Petra’s. Além disso, há diversas festas
regionais, como a Festa de Santa Terezinha, Lua Cheia no Terreiro e a
Festa das Bruxas. Os municípios guardados pelo parque onde se encontra
a maioria das pousadas, restaurantes e serviços são:

Itambé do Mato Dentro, localizada a 121 km de BH, acesso pelas BR-381,
MG-434, MG-129, BR-120 – o nome do município, surgido de um povoado do
século XVII, deriva do termo indígena ita-aimbe e quer dizer pedra
afiada. É conhecido como a terra das águas, montanhas e pedras. Além
disso, tem como destaque a Cachoeira do Lúcio, Cachoeira da Vitória e
a Cachoeira do Encantado.

Jabuticatubas, localizada, 64 km de BH, acesso pela MG-020 – além de
abrigar 80% da área do Parque Nacional da Serra do Cipó, o município
conta com outros atrativos naturais de importância, fauna e flora
típicas constituídas por espécies endêmicas. A Embratur concedeu à
localidade o selo de Município com Potencial Turístico. Na cidade e no
distrito de São José da Serra, há várias cachoeiras e quedas-d’água ao
longo do rio São José, entre elas, Cachoeira da Serra da Contagem,
Lagoa Dourada e o Rio Bom Jardim.

Morro do Pilar, localizado a 151 km de BH, acesso pelas BR-381,
MG-434, MG-129, BR-120, LMG, MG-232 – o município está preste a
concluir a criação da APA do Picão, com mais de 7mil ha de áreas de
proteção aos atrativos naturais da região, em especial às cachoeiras
da Lapinha, Cachoeira do Lajeado e Cachoeira do Pica-Pau.

Santana do Riacho, localizada a 129 km de BH, acesso pela MG-010 – a
localidade já chegou certa vez a ser suprimida do mapa quando foi
incorporada ao território de Morro do Pilar, em 1836, e depois à
Jabuticatubas, em 1938. Somente em 1962 foi elevada à categoria de
município, com a denominação atual. É região com importantes atrativos
naturais, como as cachoeiras da Usina, Cachoeira do Cornélio, lapas,
grutas, rios e lagoas. Além dos atrativos que constam na APA Morro das
Pedreiras, há vários recursos para o eco-turismo no local.

Atualmente, o IBAMA libera 300 pessoas por dia para visitar o Parque
Nacional, sendo que ao entrar se paga R$ 3. É proibido visitar os
atrativos sem a companhia de um condutor ambiental, exceto a cachoeira
da Farofa e o Cânion das Bandeirinhas – regras de preservação. Para
chegar, o principal acesso a partir da capital mineira é a Rodovia
MG-10 depois de Lagoa Santa e Almeida. As principais companhias aéreas
voam do Brasil inteiro para Belo Horizonte, e de lá saem cerca de 6
ônibus diários para a Serra do Cipó. Para chegar de carro até BH
origem São Paulo é necessário pegar a Fernão Dias. Não há época ruim
para visitar o Cipó. De dezembro e março, as cachoeiras e rios estão
mais cheios; de maio a agosto, a temperatura é ideal.

Revisão e edição: Renata Appel

Fonte: http://www.revistacafeicultura.com.br/
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