Arcebispo critica Russomanno

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Tio Santos

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Sep 16, 2012, 6:06:31 PM9/16/12
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O arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Scherer, criticou neste domingo (16) o chamado "cabresto eleitoral" de entidades religiosas e voltou a repudiar os ataques que a Igreja Católica diz ter sofrido da campanha de Celso Russomanno (PRB) pela prefeitura da cidade.

"Reiteramos nossa orientação para que os fiéis católicos votem de maneira consciente, livre e responsável, e de acordo com os princípios e valores que orientam suas próprias vidas e da fé que abraçam", afirma dom Odilo, em artigo divulgado hoje.

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Luiz Carlos Murauskas - 25.jan.12/Folhapress
Dom Odilo Scherer celebra na Catedral da Sé (centro) missa no dia aniversário da cidade de Sâo Paulo
Dom Odilo Scherer celebra na Catedral da Sé (centro) missa no dia aniversário da cidade de Sâo Paulo

Durante a semana, a Arquidiocese de São Paulo fez uma nota com ataques à candidatura de Russomanno, por conta de um artigo do presidente do PRB, Marcos Pereira, relacionando a igreja com o "kit-gay" (vídeos e material didático feitos com objetivo de combater a homofobia nas salas de aula).

O artigo de Pereira, que é bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, foi publicou em seu blog em maio de 2011 e que voltou a circular recentemente nas redes sociais.

Já o texto divulgado hoje é a primeira manifestação assinada pelo próprio arcebispo.

Para dom Odilo, "é inaceitável que na campanha eleitoral se fomente um clima de intranquilidade entre os cristãos das diversas comunidades e denominações, que convivem na cidade de São Paulo".

Ele afirma que a ofensa do membro da Universal atingiu não só os católicos da cidade mas a igreja em todo o país.

Dom Odilo lembra que a arquidiocese deu orientações sobre a participação dos fiéis na eleição, mas sem a indicação de candidatos.

"Entendemos que o voto dos cidadãos é livre e não deve ser imposto aos fiéis, como por 'cabresto eleitoral', pelos ministros religiosos; nem devem nossos templos e organizações religiosas ser transformados em 'currais eleitorais', reeditando práticas de uma política viciada, que deveriam estar superadas", diz o cardeal.

Segundo ele, "a manipulação e instrumentalização da religião, em função da busca do poder político, não prometem ser um bem para a sociedade e não são coerentes com os princípios da liberdade de consciência".

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