Vota em todas as eleições, mas
logo depois que o seu candidato vence e assume o cargo, você se pergunta
sobre as qualificações dele.
Votou em candidatos do seu próprio
partido na esperança de que eles cuidem melhor de você do que das
pessoas que realmente bancaram a eleição deles.
Votou em
candidatos de um partido diferente do seu, esperando um resultado
diferente do que teria se tivesse votado dentro do seu próprio partido.
Acredita
que algum burocrata em Brasília, que não sabe diferenciar você do
Batman, realmente se importa com você.
Reclama pra quem quiser
ouvir sobre as terríveis políticas do Outro Candidato, mas de alguma
maneira acha que as políticas do Seu Candidato são melhores, apesar de
ambas serem quase iguais.
Acha que uma pessoa que demonstra
grande habilidade numa área tão específica como a oratória é qualificada
para fazer decisões que afetam as vidas de milhões de pessoas -- como
se o corredor mais rápido de uma tribo indígena automaticamente se
qualificasse para ser o Cacique.
Odeia as empresas, estas
gananciosas, mas acha que uma organização como um governo -- ele próprio
uma forma distorcida de empresa gananciosa -- vai proteger você das
empresas gananciosas.
Acha que é possível que um governo mude a
Lei da Oferta e Procura ou consiga dar uma resposta adequada à escassez.
Acha
que um cara num uniforme especial é objetivamente diferente de você em
termos de moralidade e direitos.
Acha que regras escritas por
membros do Estado podem ser usadas para controlar o Estado, como se
consultar um pergaminho antigo e gritar "Estatuto do Desarmamento" fosse
uma resposta razoável a um bandido segurando uma arma.
Fica
enojado ao pensar em atirar em alguém, mas não fica nem um pouco
incomodado em pedir para um representante sem nome e sem rosto do Estado
atirar em alguém em seu nome.
Acha que é moralmente
justificável uma empresa ser obrigada a contratar um funcionário contra a
vontade mas gritaria a plenos pulmões se os papéis fossem invertidos --
e você fosse obrigado a contratar um serviço ou uma empregada doméstica
contra a vontade.
Acha que seu vizinho (ou um cara do outro
lado da cidade) deve ter negado o direito de possuir uma arma, uma vez
que ele pode ser um psicopata. No entanto você admite que um outro cara,
que também pode ser um psicopata, ande uniformizado e armado porque um
terceiro cara (ou grupo) -- que você jamais conheceu -- o autorizou.
Acha
que uma pessoa pode moralmente tomar decisões sobre o uso apropriado da
propriedade privada de terceiros.
Acha que a natureza moral de
roubos, assassinatos, escravidão, agressões e seqüestros mudam de acordo
com o tamanho do grupo que autoriza estes atos.