ELOGIE DO JEITO CERTO

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Arlindo Anselmo de Oliveira Coutinho

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Mar 26, 2012, 9:48:22 AM3/26/12
to Ana Carolina Lemos, pj-paroquia-sao-f...@googlegroups.com, ec...@googlegroups.com, Luciene Silva


ELOGIE DO JEITO CERTO

Por Marcos Méier (*)

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante.

Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.

O grupo A foi elogiado quanto à inteligência.

- “Uau, como você é inteligente!”

- “Que esperta que você é!”

- “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!”

- E outros elogios à capacidade de cada criança.

 

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço.

- “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”

- “Menino, que legal ter visto seu esforço!”

- “Uau, que persistência você mostrou.

- “Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!”

- E outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

 

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam.

A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar.

Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

 

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis.

As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois, isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas.

- “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”.

 

As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois, mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado.

Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória.

Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente.

Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seria aprovado e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.

No entanto, isso não é tudo.

Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética.

Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas.

Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um.

É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim.

Isso se faz com elogios, “feedbacks” e incentivos ao comportamento esperado.

 

Nossos filhos precisam ouvir frases como:

- “Que bom que você o ajudou... Você tem um bom coração”

- “Parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo… Você é ético”

- “Filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram… Você é solidária”

- “Isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal... Você é um bom amigo”.

 

Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los.

Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual:

- “Que linda você é, amor”

- “Acho você muito esperto meu filho”

- “Como você é charmoso”

- “Que cabelo lindo”

- “Seus olhos são tão bonitos”.

Elogios como esses NÃO estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos.

Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”.

Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.

Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois, cresceram na presença deles.São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostram vigor, pois, se alimentaram da terra fértil.

Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

 






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Arlindo Anselmo de Oliveira Coutinho

Equipe Phoenix de desafio de robôs - Unicamp - Departamento Mecânico

F:3832-1092/8184-0705

"O segredo de ser e permanecer sempre jovem é ter uma causa à qual dedicar a vida" (D. Helder Câmara)
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