Denise Oliveira & Tarsicio Granizo (Orgs.) – Novas Espécies De Vertebrados E Plantas Na Amazôniaby Livr'Andante |

Denise Oliveira & Tarsicio Granizo (Orgs.) - Novas Espécies De Vertebrados E Plantas Na Amazônia (2014-2015)
Uma nova espécie identificada a cada dois dias, num total de 381 espécies de plantas e animais registradas pela ciência, entre 2014 e 2015. Boa parte delas descobertas em áreas protegidas ou nos seus entornos.
Essas são algumas das conclusões do relatório “Atualização E Composição Da Lista Novas Espécies De Vertebrados E Plantas Na Amazônia (2014-2015)”, lançado pelo Instituto Mamirauá e World Wide Fund for Nature (WWF).
O documento traz o levantamento das espécies da Amazônia descritas por pesquisadores de várias partes do Brasil e do exterior. São 216 novas espécies de plantas, 93 de peixes, 32 de anfíbios, 19 de répteis, uma ave, 18 mamíferos e dois mamíferos fósseis.
Mesmo com o aumento e registro de novas descobertas, a maior floresta tropical do mundo permanece com lacunas de conhecimento, em função de sua grande extensão territorial e ausência de recursos para viabilizar pesquisas científicas.
Além disso, as amostragens deveriam atingir um número maior de exemplares, e os registros deveriam cobrir uma extensão maior. Mas o que se observa são amostras pontuais e distantes geograficamente.
O resultado é que a maioria dos registros decorre de observações e coletas realizadas ao longo dos principais rios, próximos às grandes cidades e nas unidades de conservação mais estudadas.
Por esse motivo, novos estudos sobre a diversidade amazônica continuam revelando uma grande quantidade de espécies desconhecidas da ciência, especialmente aqueles realizados nas áreas mais remotas da Amazônia.
A descoberta dessas espécies é um importante argumento para a criação de áreas protegidas. Também por isso, é necessário conhecê-las e divulgá-las para consolidar ferramentas de conservação.
Nesse fascinante universo de descobertas, está o zogue-zogue-rabo-defogo (Plecturocebus miltoni) encontrado em 2010 em uma expedição organizada pelo WWF-Brasil, que contou com a liderança científica do biólogo Júlio César Dalponte, da Universidade Estadual do Mato Grosso - UNEMAT. Em 2015, a espécie foi descrita por Júlio Dalponte em conjunto com pesquisadores do Instituto Mamirauá e do Museu Paraense Emilio Goeldi.
Mesmo que o cientista tenha sempre a expectativa de encontrar uma nova espécie na região Amazônica, Dalponte ficou surpreso ao deparar-se com um primata tão diferente e chamativo. Então, como poderia estar ainda incógnito?
Assim como o Zogue-Zogue, outras surpreendentes espécies amazônicas permanecem à espera da ciência para desvendá-las, descobri-las e protegê-las.
Esta publicação é o resultado de um árduo trabalho realizado pela equipe do Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá que, a pedido da Iniciativa Amazônia Viva da Rede WWF, se debruçou sobre inúmeros artigos científicos para a revisão de literatura e compilação de uma lista de novas espécies de vertebrados e plantas descobertas na Amazônia e descritas entre janeiro de 2014 e dezembro de 2015.