Mito, utopia, ideologia, sonho que alimenta o imaginário de vários
povos, sob as formas mais diversas. A maravilhosa Cocanha é isto: terra
de abundância, liberdade, ócio, prazeres absolutos, eterna juventude...
Trazida ao tempo e ao espaço por um poeta anônimo francês de meados do
século XIII, essa velha tradição oral foi cantada em verso e prosa
durante séculos, em todos os cantos do mundo.
Neste cuidadoso ensaio, a Cocanha é abordada a partir das condições
sociais, políticas e religiosas que propiciaram o aparecimento de suas
primeiras versões escritas, no Norte da França e na Inglaterra.
Recorrendo a fontes dos séculos XIII ao XX, Hilário Franco Júnior não
somente mostra a imensa riqueza cultural da Cocanha como percorre os
caminhos dessa terra desejada por muitos e desfrutada por quase ninguém.
Uma terra em que não é preciso buscar o prazer, porque ele apenas vem.