André Gravatá (Org) – Cartas A Jovens Educadores/asby Livr'Andante |

André Gravatá (Org) - Cartas A Jovens Educadores/as
“Uma obra de arte é boa quando nasceu por necessidade”, diz o poeta Rainer Maria Rilke no livro Cartas a um jovem poeta.
Cartas A Jovens Educadores/as nasceu de algumas necessidades. Da necessidade que partiu de uma jovem que encontrei em 2015, numa escola ocupada por secundaristas. Entre assembleias, refeições coletivas e planejamentos de atos que aconteceriam em seguida, ela me perguntou: o que você sugere para eu ler sobre educação?
Cartas A Jovens Educadores/as surge da necessidade de provocar mais e mais jovens a se envolverem com a área da educação, por meio de vozes que apontam sentidos, encantamentos, fôlegos – e fazem isso com a coragem de quem afirma a vida, mesmo no tempo da brutalidade e do embrutecimento.
É um livro que nasce da necessidade de aproximar diferentes perspectivas em diálogo, de afirmar: é hora de criar mais intimidade com o Brasil e com nossos vizinhos latino-americanos.
Porque a tragédia que atravessa nosso povo tem dimensões incalculáveis. E em resposta a um abandono tão violento, nossa força precisa se levantar com uma intensidade à altura.
Diante de uma tragédia enorme, de um país em que a crise da educação é uma doença crônica que move a estrutura da desigualdade, precisamos olhar para o que é essencial – e o mais importante está nas pessoas.
Prestemos atenção nas pessoas ao nosso redor e em como vivem num tempo de tanta morte, como inventam, como descolonizam o Brasil, muitas vezes sem nem usar essa palavra.
Os textos neste livro foram reunidos com a confiança de que precisamos prestar atenção nas pessoas. E aqui estão vinte e cinco cartas com histórias e pontos de vista que vêm do Amazonas, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul e São Paulo.
E também da Argentina e Colômbia. Palavras sempre acompanhadas de ilustrações da artista Serena Labate, que cuidou com um carinho imenso do projeto gráfico deste livro.
Para que Cartas A Jovens Educadores/as seja um jeito de nos lembrar: a tragédia que atravessa nosso povo tem dimensões incalculáveis e, em resposta à barbárie, nossa força, nossa educação, nossa poesia e nossa vontade de nos aproximarmos precisam se levantar com uma intensidade à altura.