Hilaire Belloc - O Estado Servil - Danúbio, 2017.part2

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Dr. Mauricio Garcia

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Aug 11, 2020, 6:13:38 AM8/11/20
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Pela primeira vez no Brasil, o clássico que influenciou pensadores como Friedrich Hayek e G.K. Chesterton.

“Ao denunciar a tendência monopolista do capitalismo e ao desacreditar o socialismo como autêntica alternativa, Belloc propõe, ainda que de modo embrionário, um novo caminho: o distributismo, que nada mais é do que uma teoria econômica fundamentada nos princípios expostos pelo papa Leão XIII na Encíclica Rerum Novarum. O ponto central do distributismo é a defesa da pequena propriedade, entendida como condição básica ao desenvolvimento do homem, ao exercício da liberdade e ao atingimento da sua felicidade. ”
Do prefácio de Rhuan Reis do Nascimento

Publicado em 1912, apenas cinco anos antes da Revolução Russa, e em meio aos calorosos debates que levaram à implantação do estado de bem-estar social, O Estado Servil revelou-se um livro tão pessimista quanto profético. Nesta obra, o historiador anglo-francês Hilaire Belloc defende que, pelo menos num aspecto, o capitalismo e o socialismo não são muito diferentes entre si: ambos alocam a propriedade dos meios de produção nas mãos de um pequeno grupo de pessoas. No socialismo, os agentes estatais comandam a sociedade; no capitalismo, são os donos das grandes corporações. Seja como for, nos dois arranjos, a massa proletária permanece frágil e despossuída. Mas o autor vai além, e traça previsões sombrias que hoje podem parecer muito atuais. Belloc antevê a inviabilidade da economia planificada socialista e intui que a tessitura de um grande conluio entre o Governo e as Corporações. Juntos, burocratas e capitalistas, esmagarão os pequenos proprietários, sufocarão a iniciativa individual, e destruirão as tradicionais empresas familiares. É desta aliança nefasta que emergirá uma nova ordem econômica e social, um sistema em que a maior parte dos seres humanos perderá sua liberdade. Em outras palavras: um Estado Servil.

Hilaire Belloc (1870-1953), foi um escritor, historiador, poeta e ativista político anglo-francês da primeira metade do século. Nascido na França, naturalizou-se britânico em 1902. Belloc compôs dezenas de livros abrangendo diversos assuntos. É considerado, ao lado de seu amigo íntimo G.K. Chesterton, de H.G. Wells e de George Bernard Shaw, um dos quatro principais autores da Era Eduardiana. Sua proximidade com Chesterton era tamanha, que seus contemporâneos usavam o termo Chesterbelloc para designar a parceria.
Foi co-editor da revista literária Eye Witness. Entre as suas obras mais conhecidas estão Cautionary Tales for Children (1907), The Party System (1911), Europe and the Faith (1920), The Catholic Church and History (1926), The Restoration of Property (1936), The Crisis of Our Civilisation (1937) e The Church and Socialism (1938).
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