
Pela primeira vez no Brasil, o clássico que influenciou pensadores como Friedrich Hayek e G.K. Chesterton.
“Ao
denunciar a tendência monopolista do capitalismo e ao desacreditar o
socialismo como autêntica alternativa, Belloc propõe, ainda que de modo
embrionário, um novo caminho: o distributismo, que nada mais é do que
uma teoria econômica fundamentada nos princípios expostos pelo papa Leão
XIII na Encíclica Rerum Novarum. O ponto central do distributismo é a
defesa da pequena propriedade, entendida como condição básica ao
desenvolvimento do homem, ao exercício da liberdade e ao atingimento da
sua felicidade. ”
Do prefácio de Rhuan Reis do Nascimento
Publicado
em 1912, apenas cinco anos antes da Revolução Russa, e em meio aos
calorosos debates que levaram à implantação do estado de bem-estar
social, O Estado Servil revelou-se um livro tão pessimista quanto
profético. Nesta obra, o historiador anglo-francês Hilaire Belloc
defende que, pelo menos num aspecto, o capitalismo e o socialismo não
são muito diferentes entre si: ambos alocam a propriedade dos meios de
produção nas mãos de um pequeno grupo de pessoas. No socialismo, os
agentes estatais comandam a sociedade; no capitalismo, são os donos das
grandes corporações. Seja como for, nos dois arranjos, a massa
proletária permanece frágil e despossuída. Mas o autor vai além, e
traça previsões sombrias que hoje podem parecer muito atuais. Belloc
antevê a inviabilidade da economia planificada socialista e intui que a
tessitura de um grande conluio entre o Governo e as Corporações. Juntos,
burocratas e capitalistas, esmagarão os pequenos proprietários,
sufocarão a iniciativa individual, e destruirão as tradicionais empresas
familiares. É desta aliança nefasta que emergirá uma nova ordem
econômica e social, um sistema em que a maior parte dos seres humanos
perderá sua liberdade. Em outras palavras: um Estado Servil.
Hilaire
Belloc (1870-1953), foi um escritor, historiador, poeta e ativista
político anglo-francês da primeira metade do século. Nascido na França,
naturalizou-se britânico em 1902. Belloc compôs dezenas de livros
abrangendo diversos assuntos. É considerado, ao lado de seu amigo íntimo
G.K. Chesterton, de H.G. Wells e de George Bernard Shaw, um dos quatro
principais autores da Era Eduardiana. Sua proximidade com Chesterton era
tamanha, que seus contemporâneos usavam o termo Chesterbelloc para
designar a parceria.
Foi co-editor da revista literária Eye Witness.
Entre as suas obras mais conhecidas estão Cautionary Tales for Children
(1907), The Party System (1911), Europe and the Faith (1920), The
Catholic Church and History (1926), The Restoration of Property (1936),
The Crisis of Our Civilisation (1937) e The Church and Socialism (1938).